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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma lufada de ar fresco no Parlamento Nacional

Não tenho tido tempo, devido a afazeres profissionais, para seguir a todas as discussões - na generalidade e na especialidade - transmitidas pela televisão da proposta do OGE para 2013, mas das poucas sessões a que assiti, sobretudo as de hoje, 18 de fevereiro, que ainda estão decorrer, nesta tarde chuvosa, deu para ver que a presença de Mari Alkatiri, Secretário-geral da Fretilin, o partido da Oposição, constitui uma lufada de ar fresco na política timorense nestes dez anos de independência plena do país. Deu para perceber que a postura de Mari é de um pastor muito atento a marcha do seu rebanho, não deixando que algumas das suas ovelhas habitualmente ronhosas se desviem da meta traçada. Tanto assim que nas votações na especialidade dos vários ministérios apenas o da Agricultura passou com 48 votos; todos os demais, até às 18:00h, passaram com perto de 60 ou mais votos. Deu para perceber também que a Fretilin, relativamente a este orçamento de Estado, está colocar o interesse nacional acima dos interesses partidários e  quezílias pessoais, focando as suas forças e energias para melhorar este orçamento em sede da 'comissão eventual', ajudando a agilizar em muito os trabalhos no Plenário.

terça-feira, 20 de março de 2012

Presidenciais 2012: Poder pelo poder...

... nem que tenha que vender a alma ao diabo.

É o que previsivelmente irá suceder: apoio de La Sama a Lu Olo na 2ª volta das presidenciais. Em troca, coligação nas eleições legislativas de Junho próximo para formar governo Fretilin/PD.

O cenário pode vir a ser o seguinte: La Sama - Presidente do Parlamento, Ramos Horta - Primeiro-ministro, Mari Alkatiri - Ministro do Petróleo.

A ver vamos...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Greater Sunrise e a fronteira marítima

«O pecado político [de Mari Alkatiri e de Ramos-Horta], que o povo tem de conhecer, nasceu a 20 de Maio de 2002, nas instalações do ex-Mercado Lama, actuais instalações do Centro de Convenções de Díli, na reunião havida entre os governos de Timor-Leste, representado pelo Primeiro-ministro Mari Alkatiri, e da Austrália, representado pelo Primeiro-ministro John Hower, quando assinaram o Tratado do Mar de Timor (Timor Sea Treaty). No anexo E, artigo 9, alínea b, deste tratado, reconhece e regula a “Unitization of Greater Sunrise”; e mais tarde, a 6 de Março de 2003, em Díli, Mari Alkatiri assinou, com o Governo australiano, um novo documento para vincular o Tratado do Mar de Timor ao International Unitization Aggrement (IUA). Neste acordo diz o seguinte: “Acknowledging that Timor-Leste and Australia agreed under Anex (E) of the Timor Sea Treaty to unities Greater Sunrise on the basis that 20,1% of Greater Sunrise lies within the JPDA and that production from Greater Sunrise”, isto é, 79,9% de área do campo de Greater Sunrise pertence, em exclusivo, à jurisdição da Austrália e [apenas] 20,1% é a área da exploração conjunta (JPDA) partilhada pela Austrália e Timor-Leste. Significa que a Austrália conseguiu direito de exploração sobre a enorme fatia do campo de Greater Sunrise, porque nós concedemos-lhe esse direito na assinatura do Tratado do Mar de Timor (Timor Sea Treaty) e do acordo IUA. A sua consequência e os seus efeitos práticos são a perda automática dos nossos direitos [da nossa soberania?] sobre o nosso mar do Sul, Tasi Mane, que de acordo com o Direito Internacional consagrado na United Nations Convention on the Law of the Sea (UNCLOS), Secção 2, Artigo 3, 4 e 5, estipula que cada país tem o direito exclusivo sobre o seu mar territorial até 12 milhas náuticas (22 km pelo mar adentro), no máximo, a contar a partir do litoral de cada Estado. Apoiando-se no que esta convenção da ONU sobre o direito do mar (UNCLOS) preconiza, perto dos 100% do campo de Greater Sunrise pertence em absoluto à soberania de Timor-Leste. E mais grave ainda é o acordo “Certain Martima Arrangement in the Timor Sea”, assinado a 12 de Janeiro de 2006, em Sidney, Austrália, pelo José Ramos-Horta, ministro da Cooperação e dos Negócios Estrangeiros da RDTL, com Alexandre Downer, ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, que estipula o período da vigência deste tratado em que diz, no Artigo 12 “Period of this Treaty”, que o “Tratado” vigora durante 50 anos (cinquenta anos), isto é, é concedida à Austrália direito de exploração de petróleo até secarem os poços. Sonegam esta informação e escondem, até a presente data, esta traição ao Povo. »

In AILEBA LIAN

http://ailebalian.blogspot.com/2011/06/o-pecado-politico-do-marie-alktiri-e.html

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Rogério Lobato candidato a Secretário-Geral da Fretilin?

Segundo consta, Rogério Lobato - irmão de Nicolau Lobato, morto em combate a 31 de Dezembro de 1978, cuja efeméride o Estado timorense assinalou pela primeira vez no passado 31/12, no Palácio Presidencial - está a iniciar contactos para se candidatar a Secretário-Geral contra a recandidatura do actual SG da Fretilin, Mari Alkatiri, no próximo Congresso da Fretilin.

Consta ainda que Rogério Lobato se candidata ao cargo de SG a fim de ter um palco para denunciar interesses de - segundo dizem - um pequeno grupo que está e sempre esteve a aproveitar-se do sofrimento de outros para sobreviver.

Consta também que no próximo Congresso da Fretilin 2011, Rogério Lobato vai esclarecer - de entre outros assuntos - quem decidiu mandar distribuir armas e criar milícias na crise de 2006, e vai dizer ao Congresso quem autorizou a entrada de homens armados em pleno congresso do partido de 2006 para inviabilizar a candidatura de José Luís Guterres e coagir os congressistas a votarem, de braço no ar, no único candidato Mari Alkatiri.

sábado, 29 de agosto de 2009

Referendo à la Mari

Daqui a menos de uma hora comemora-se o décimo aniversário da libertação de Timor, dia em que os timorenses foram chamados a pronunciar-se em Referendo promovido pelas Nações Unidas sobre o seu futuro: independência ou uma autonomia dentro da Indonésia.

Hoje, 29/8, quiça para comemorar (também?!) o décimo aniversário do Referendo libertador da opressão e ocupação indonésia, Mari Alkatiri dá uma entrevista a Francisco Pedro, difundida pelo Sapo Notícias (29/8/2009), em que defende um 'referendo' para auscultar a opinião dos timorenses sobre se querem ou não 'eleições antecipadas'. Cá para mim, ou Alkatiri está tão desesperado, tal qual uma criança que perdeu o seu brinquedo preferido, deixando de ter a noção de razoabilidade política e não sabe o que diz, ou Alkatiri está apenas a entreter os seus fiéis seguidores, a fazer de conta que ainda lidera o seu moribundo grupo maputano, preparando o terreno para as eleições internas da Fretilin que já se avizinham a passos largos em 2010, continuando a enganar os ceguinhos maputanos para ser novamente reeleito com o 'sovaco no ar', empestando o ambiente com o catinga, tornando uma vez mais o ar político irrespirável como há três anos.

Quando o jornalista pretende saber os motivos do porquê da proposta sua das 'eleições antecipadas', Alkatiri responde o seguinte:

«Lancei um repto para um referendo para saber se a maioria das pessoas quer ou não eleições antecipadas. Consultar as pessoas para evitar que se cansem e achem que podem descer às ruas e derrubar o governo. Há um problema de legitimidade: as pessoas que estão no poder são quem esteve por trás da crise de 2006, quem entendeu começar com a violência e dividiu a polícia e as forcas armadas. Foi um golpe semi-constitucional.»

Acham isto lucidez?!

domingo, 2 de agosto de 2009

Dando voz aos comentaristas (6)

Não resisto de puxar para a página principal a réplica de um anónimo relativa ao comentário de Malai Azul 2 (30 de Julho, 17:22) sobre à postagem «Dando voz aos comentaristas (5)».

Que tristeza? Grande triste são todas as tentativas de desestabilização, mentiras e calúnias que fazem parte da propaganda fretilinista propalada pelos blogs como o TLN e o Timor Online.

O Malai Azul2 devia era ter vergonha na cara antes de fazer comentários destes.

Mas do sucessor do Malai Azul (1) não podíamos esperar outra coisa. Claro que não!!

Pois continuem com as vossas caboiadas de tentar derrubar o governo da AMP que Timor e os timorenses continuam a olhar para a frente, para um futuro sentido e visivelmente bem mais próspero e estável do que aquilo que se viu do governo da Fretilin (leia-se MAlkatiri).

Nao bastou terem criado/ignorado todos os problemas que resultaram na crise de 2006, e agora ainda andam com palermices de criar mais instabilidade para derrubar o atual governo da AMP.

O vosso azar e' que os timorenses estão cagar-se para vocês e as vossas opiniões e não querem nada com as vossas marchas e sei la mais o que para derrubar Xanana Gusmao ou o seu governo. O povo gosta deste governo e quanto mais vocês atacam mais se enterram na poia.

As eleições de 2012 vão tirar-vos todas as dúvidas. Hoje a Fretilin Maputo tem 29%, uma descida de practicamente metade dos resultados de 67% em 2001, e em 2012 vão descer ainda mais.

Não acreditam? Esperem e logo verão!!!

Mari Alkatiri agora até quer fazer coligações com o CNRT... Hahahahahahahaha

1 de Agosto de 2009 12:33

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dando voz aos comentaristas (5)

Puxei para a página principal a opinião de um anónimo na caixa de comentário da postagem anterior «Frustrações alkatiristas». Apenas dei um título ao texto e coloquei os acentos às palavras e o cedilha.

Delírio alkatirista

As frustrações já há muito que passaram a desespero e até loucura.

Ficou noticiado no 'Timor News Line' que Alkatiri terá dito durante mais um dos seus episódios de delírio/tentativa de enganar a quem quer ser enganado, que Xanana Gusmão iria reingressar na Fretilin e voltar a ser da Fretilin como nos tempos idos da resistência.

Algum tempo depois Alkatiri anuncia que a Fretilin está pronta a coligar-se com o CNRT para governar Timor, como se pode ler no blog Forum Haksesuk.

Há os que dizem que estas manobras são uma tentativa demasiado infantil (ele pensa que o povo ainda e' ignorante) de tentar semear as sementes da desconfiança e discórdia entre os partidos da AMP.

Outros também dizem que e' sem margens para dúvida uma demonstração, ainda que não intencional, de admissão de derrota antecipada por parte de Mari Alkatiri.

Mari Alkatiri e o seu grupinho de seguidores ja tentou tudo e mais alguma coisa sem qualquer sucesso para aliciar o povo a juntar-se a eles e derrubar Xanana e o governo da AMP.

Ja viram que não estão em condições para fazer frente a Xanana Gusmão e os partidos da AMP, e que cada vez mais vão perdendo a confianca do povo.

"Não os consegues vencer junta-te a eles" parece ser a nova linha da debilitada Fretilin maputo.

Se e' uma estratégia para criar desconfiança e divisão entre a AMP então o Alkatiri e' mesmo ingénuo ao pensar que hoje em dia alguém jamais poderia cair numa dessas.

Se e' uma tentativa de verdadeira aproximação mas em pé de igualdade com os partidos da AMP entao e' preciso que esses partidos assim o queiram mas parece-me que isso está muito longe de ser o caso.

Agora as suas declarações ja demonstram mais claramente o grau de desespero que lhes aflige e o que eles estão preparados a fazer/dizer para ganhar alguma migalha de poder.

Só resta agora Alkatiri oferecer-se para de joelhos lamber as botas de Xanana Gusmão.

Ao que o homemzinho chegou...

29 de Julho de 2009 14:52

terça-feira, 21 de julho de 2009

PUGILISMO: Mari Alkatiri VS Cristiano Costa

Contaram-me – quem assistiu, no aeroporto de Díli, em 2000, ao pugilato – que Mari Alkatiri e Cristiano Costa andaram à pancada por razões de diferença de opinião relativa à condução do seu partido comum - Fretilin.

Cristiano dirigiu-se a Mari e desferiu-lhe uma valente bofetada, que lhe provocou desequilíbrio, que se não tivesse sido amparado pelos seus camaradas cairia estatelado no chão cimentado da sala de espera do aeroporto. Cristiano Costa foi logo imobilizado pelos presentes. Alkatiri viu na imobilização de Cristiano oportunidade para a revanche. Mal se refez dos efeitos da bofetada, Mari – confessou mais tarde que até viu estrelas tal era a força do impacto do ‘soco’ (mas, Cristiano defende-se e diz que “não era um soco, era apenas uma bofetada, porque se lhe tivesse dado um soco teria partido a mandíbula a Alkatiri”) – desferiu um valente pontapé no baixo-ventre de Cristiano. E este, reclamando para um árbitro invisível pela “falta” cometida por Mari, gritou a pleno pulmões: “Isto não vale! Isto não vale! Isto não vale!”, enquanto tentava libertar-se do garrote de seis braços.

Bom, esta cena alimentou, durante algum tempo, conversas nos círculos políticos de Díli. E Cristiano apenas dizia: “Temos de criar factos políticos!”.

Neste momento, Mari é deputado do partido da oposição Fretilin; Cristiano vice-ministro da Economia do Governo da AMP.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sonhar também é vindima

Da entrevista de Mari Alkatiri à Lusa (23/6) destacam-se quatro ideias-chave: i) inevitabilidade de eleições antecipadas (2010); ii) ida da Fretilin sozinha nestas pretensas eleições às urnas; iii) governação partilhada - mesmo detendo a maioria absoluta - com outros partidos qualquer que seja "a sua grandeza"; iv) disponibilidade de Alkatiri em integrar um governo liderado por uma outra força política.

1. Alkatiri continua a sonhar acordado com as sempre desejadas eleições antecipadas, invocando "desgovernação", "descontrolo" (em/de quê?!), "aumento de corrupção" e (pasmem-se com a bondade de Mari) a necessidade imperiosa de salvaguardar a figura de Xanana Gusmão "porque ele fez a resistência e ainda tem um papel de referência política e de referência moral em Timor-Leste".

2. É claro que a Fretilin Maputo irá às urnas sozinha, porque não vai conseguir encontrar nenhum aliado em outros partidos para uma coligação (a não ser o apoio do PPT de Jacob Xavier e/ou Kota de Manuel Tilman, seus aliados nas últimas presidenciais).

3. Mais uma mentira grossa de Mari Alkatiri ao prometer partilhar o poder / a governação com outros partidos, em caso de ganhar as eleições (mesmo com uma maioria absoluta).

4. É uma grande verdade a disponibilidade de Mari Alkatiri em integrar um excutivo de um qualquer outro partido - tal é o seu desespero por um cargozito ministerial - pois, recorde-se, chegou a namorar a pasta de petróleo do Governo AMP liderado por Xanana Gusmão.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Alkatiri: mordomias e benesses de um ex-titular!


Tenho estado apenas a assistir, nestes últimos dias, às discussões na blogosfera sobre as exigências do ex-Primeiro-ministro Mari Alkatiri – bem fundamentadas (cf. cartas endereçadas ao Ministério das Finanças datadas de 4/9/2008, 25/8/2008, 19/2/2008) e sempre no estrito cumprimento da "Lei n˚ 7/2007, de 25 de Julho, e do Decreto-lei 2/2007, de 1 de Agosto, sobre os Direitos e Regalias dos ex-titulares dos Órgãos de Soberania" – ao governo de Xanana Gusmão a fim de o Estado lhe disponibilizar [na sua qualidade de ex-titular como preconiza a já referida legislação (aprovada pela então maioria absoluta da Fretilin, mas vetada pelo PR Xanana)] uma verba orçamentada em centenas de milhares de dólares para reabilitar a sua residência, instalar um portão motorizado, comprar uma viatura todo-o-terreno e respectivo abastecimento de combustível diário, viajar periodicamente para o estrangeiro, contratar um motorista e seu ajudante e restante trabalhador doméstico e vigilantes e, finalmente, requisitar um assessor e uma secretária. Quase perdi o fôlego com toda esta enumeração!

A cumprir-se à letra o preconizado nesta lei seria uma indignidade!

Seria bom que nesta legislatura se agendasse uma alteração substancial a esta lei, retirando todas as benesses e mordomias: residência oficial, viatura oficial, motorista e pessoal doméstico e afins pagos pelo erário público, mantendo apenas a pensão, um gabinete de trabalho, assessor e secretária para o ex-PM, ex-PN e ex-PR – quando estes não estão a exercer nenhum outro cargo público (presidente da república, deputado, primeiro-ministro, ministro, secretário de estado ou embaixador). E se um ex-titular exercer um dos cargos públicos referidos, teria de optar por um dos ‘salários’. Não pode haver lugar para acumulação de dois vencimentos.

Agora, desconheço se os actuais ex-titulares detentores de cargos públicos estão ou não a acumular os dois vencimentos!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SUNRISE: CONVITE POLÉMICO A ALKATIRI

O convite do Presidente da República endereçado a Mari Bim Amude Alkatiri, Secretário-geral da Fretilin e ex-Primeiro-ministro e líder da oposição ao governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) - para coordenar e chefiar a equipa governamental às negociações com a Austrália na disputa do destino final do 'pipeline' do Greater Sunrise - tem-se esbarrado com a resistência do CNRT, partido maioritário integrante com outras formações políticas da aliança parlamentar (AMP) que sustenta o governo.

A questão que se levantou era se o Presidente da República teria legitimidade constitucional para convidar e nomear Mari Alkatiri para coordenar a equipa que gere a questão do petróleo, em particular o Greater Sunrise. Outra questão ainda que também se levantou era se o Presidente da República teria alguma estratégia escondida na manga para convidar e nomear o líder da oposição - que sempre afirmou que este "Governo é inconstitucional" e que Xanana Gusmão é o "Primeiro-ministro de facto" - para gerir as negociações com a Austrália para levar o 'pipeline' para o território timorense, sendo o êxito destas negociações uma ajuda decisiva para criar milhares de empregos directos e indirectos para os timorenses, contribuindo quase decisivamente para reduzir, no futuro muito próximo, o desemprego entre os jovens, para assim erradicar não só a pobreza mas sobretudo a violência que assola Timor nestes últimos anos. Pois, há quem tema esta 'nomeação' de Alkatiri - um político astuto que tem como objectivo imediato destruir o Governo AMP para conseguir regressar ao poder, utilizando todas as 'armas' ao seu alcance para atingir esse fim. E uma das armas seria boicotar, por dentro, a estratégia de Xanana para levar o 'pipeline' para Timor.

A resposta a estas duas questões vem tornar quase inviável a concretização da boa intenção de Ramos Horta (se é que houve uma boa intenção?!) em convidar Alkatiri para um cargo muito sensível deste Governo - 'a pasta de petróleo' - pois, de momento e até mais umas décadas, o petróleo é a fonte maoritária da receita do Estado.

E veio a saber-se também que o Primeiro-ministro nunca tinha dado a sua anuência a tal sugestão do Presidente da República para nomear Alkatiri chefe da equipa negocial do governo na questão do 'pipeline' do Sunrise. E que na tal 'reunião tripartida' entre o PR, PM e ex-PM, Xanana limitou-se a ouvir e a inteirar-se das intenções de Horta e da resposta ao convite de Alkatiri, não se vinculando com nenhum compromisso então acordado entre o Presidente da República e o ex-Primerio-ministro. Assim, se o convite a Alkatiri partiu única e exclusivamente do Presidente da República, para se concretizar a 'nomeação', carece da aprovação do Primeiro-ministro, visto que esta 'nomeação' é da competência do Governo.

Sabe-se que o Primeiro-ministro não se manifestou ainda, publicamente, sobre a aceitação ou não da sugestão do Presidente da República em nomear o ex-Primeiro-ministro Alkatiri para 'a pasta de petróleo'. E sabe-se também que o Presidente da República não tem competência constitucional para nomear alguém para esta 'pasta', que é da exclusiva competência do Primeiro-ministro.

Questiona-se igualmente a legitimidade política do Presidente da República para impor ao Primeiro-ministro a nomeação para um cargo (sob a alçada governamental) de um político da oposição que tem como objectivo primeiro derrubar, por todos os meios e formas, o Governo!

Consta que, naquele encontro 'tripartido', Alkatiri, tomando como um dado adquirido a sua nomeação para chefiar a equipa governamental da questão do petróleo, exigiu ao Presidente da República que garantisse o seu acesso a toda a documentação e dos estudos efectuados até então do petróleo (como se Ramos Horta fosse Primeiro-ministro). E consta ainda que Alkatiri teria afirmado que aceitava a referida 'nomeação' - mas "apenas da área do Greater Sunrise", "não todo o dossiê do petróleo" como lhe teria prometido Horta - em nome de "superior interesse nacional", apesar de ele ser líder da oposição ao Governo e fundador da Fretilin.

Face a toda esta 'nebulosa' que envolve este 'convite' e 'nomeação', os críticos levantaram uma hipótese muito preocupante: Será que Horta e Alkatiri pretenderiam 'pagar algum favor' de alguma companhia petrolífera com a concessão de exploração de algum poço?! E que para isso, só assumindo a 'pasta do petróleo' por Alkatiri teriam a possibildade de 'pagar', então, esses alegados 'favores' aos seus (do Horta e Alkatiri) alegados 'benfeitores'!

Enfim, são muitas as dúvidas, são muitas as interrogação e são muitas as preocupações - legítimas, certamente - dos políticos da AMP relativas ao convite de Ramos Horta e pretensa 'nomeação' de Mari Alaktiri para a 'pasta de petróleo'.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Convite a Alkatiri em causa

A bancada parlamentar do CNRT questiona o convite a Mari Alkatiri por Ramos-Horta para coordenar a equipa governamental do AMP às negociações relativas a 'pipeline' do campo petrolífero Greater Sunrise em disputa com a Austrália, argumentando que Alkatiri não tem autoridade política para desempenhar com êxito tal tarefa de suma importância para o desenvolvimento e progresso do país uma vez que já cedeu no passado às exigências da equipa negocial australiana, 'alienando a linha da fronteira marítima com a Austrália por cinquenta anos', deixando para a jurisdição australiana grandes áreas ricas em petróleo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um cargo para Alkatiri no governo de Xanana

Alkatiri sempre conseguiu um cargo no governo de Xanana. De acordo com a edição on-line, hoje, do jornal Público, o "secretário-geral do partido Fretilin deverá conduzir e coordenar todos os esforços nacionais no sentido de se avançar para o desenvolvimento do Greater Sunrise, que fica a 170 quilómetros do litoral meridional de Timor-Leste e a 450 da cidade australiana de Darwin".

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Alkatiri afirma não desejar o cargo de Primeiro Ministro mesmo que a Fretilin vença, no futuro, as eleições!

Todos os timorenses sabem que Mari Alktiri nunca mais voltará a exercer o cargo de Primeiro-ministro menos o próprio que ainda continua a alimentar as suas ilusões de vir substituir Xanana na chefia do governo com a sua sonhada maioria Fretilin Maputo nas tão desejadas eleições antecipadas eventualmente provocadas pela sua tão desejada "Marcha de Paz" de cinquenta mil marchantes.

Alkatiri manifestou o mesmo desejo nas últimas eleições legislativas, que não era candidato a primeiro-ministro, mas quando a Fretilin Maputo conseguiu uma maioria relativa - e ainda em negociações 'informais' com o Partido Democrático ou ainda em negociações 'secretas' para 'comprar' a fuga de alguns deputados de outros partidos para formar a sua maioria parlamentar, isto é, ainda na possibilidade de vir a formar governo com uma coligação pós-eleitoral - Mari nunca mais tocou no assunto, nunca mais falou em entregar o cargo de PM para um outro seu camarada do partido caso fosse convidado pelo Presidente da República para formar governo, deixando bem claro a todos, pelo seu silêncio e azáfama em aliciar outros deputados de outros partidos, que seria ele o candidato a Primeiro-ministro.

Nesta fase de combate político, Alkatiri vai-se consolando em pregar aos que quisessem escutá-lo que deixou de desejar o cargo de PM, que nunca mais iria assumir o cargo de PM, fazendo passar a imagem de um político que não está apegado ao poder. Mas não nos iludamos, pois é apenas uma figura de retórica, é apenas um discurso retórico, porque o que ele pretende dizer é precisamente o seu contrário.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mais um truque de Alkatiri para rasteirar Xanana?

É incrível, mas aconteceu! Mari Alkatiri ofereceu-se ao Primeiro-ministro Xanana Gusmão para fazer parte da equipa governamental nestas negociações para trazer o pipeline do Sunrise para Timor.

Meus senhores da Fretilin Maputo: decidam-se. O governo de Xanana é ou não constitucional? É ou não legítimo?

Se é ilegítimo e inconstitucional, o porquê, então, deste estender de mão do vosso chefe Alkatiri a Xanana para uma esmolinha a um lugar na Secretaria de Estado de Recursos Naturais?!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fretilin alkatiriana quebrou o mutismo!

Em sucessivos comunicados Alkatiri ameaça que 'algum dia' vai mesmo levar avante a sua sempre amada "Marcha da Paz" e, em jeito de tira-teima, dirigindo-se aos incrédulos e seus detractores disse para não duvidar da capacidade de mobilização e de contenção de massa da sua Fretilin maputense, pois já tem provas dadas nesta matéria em duas "marchas" anteriores (Maio 2005 e Junho 2006) e no adestramento das suas gentes nas eleições presidenciais e legislativas de 2007.

Isto é, a "Marcha da Paz" vai mesmo realizar-se, só que ele (Alkatiri) não sabe é quando!

Alkatiri ameaça também que pode levar os seus deputados a abandonarem o Parlamento!? É aqui que a porca pode torcer o rabo: os deputados da sua amada Fretilin Maputo vão simplesmente assobiar para o lado e colocar cotonete nos ouvidos. Nenhum deputado da Fretilin vai abandonar o Parlamento Nacional a não ser ele próprio, Alkatitiri, e seus apêndices: a Ana Pessoa, o Bano, o José Manuel Fernandes, o Estanislau Silva e aquele que esteve a presidir o CAVR (que de momento não me recordo do nome).

Exige também novas eleições para os chefes de aldeia. No caso vertente, Alkatiri pretende, talvez, testar a sua popularidade junto das populações - 40 por cento votou no Partido, ouviram 'Partido' com P maiúscula - e reeditar as votações de 2004. Na minha modesta opinião, Alkatiri, com estas eleições, vai antecipar o tombo nas legislativas de 2012 - de 29 para 15%. Mas, não sejamos ingénuos: o que Alkatiri pretende é uma oportunidade para agitar a 'massa', para agitar a população ora tranquila com a boa governação de Xanana e chegar de novo ao poder pela força de rua!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

«O dia D aproxima-se.»

Consta que este é o teor da mensagem via telemóvel do Secretário-geral da Fretilin Mari Alkatiri enviada, em jeito de ameaça, ao Primeiro-ministro Xanana Gusmão.

A ser verdade esta informação então a "coisa" parece ser mais grave do que suspeitava!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Dando voz aos comentaristas (2)

Um anónimo deixou um comentário na caixa de comentários da postagem «O desespero dos alkatiristas».

Mari nao conseguiu fazer isso quando ainda estava no poder muito menos agora que esta na oposicao.

Nao e' de esquecer que durante a crise o PR Xanana Gusmao, numa das reunioes do Conselho de Estado, tinha fortemente sugerido a Mari que lhe apresentasse a nomeacao de Taur Matan Ruak como CEMGFA e dizia que nao percebia a razao de isso nao ter sido ainda feito.

Claro que a nomeacao era vista pelo Mari como o 'rebucado' para premiar a subserviencia do TMR. Como isso nao acontecia a nomeacao nao era feita.

Quando questionado sobre a nomeacao TMR muito simplesmente disse que isso era uma questao para o poder politico e que ele nao tinha nada a dizer sobre isso.

21 de Outubro de 2008 11:50

O desespero dos alkatiristas

A Fretilin maputense não consegue esconder o seu desespero e angústia por não conseguir transformar Ruak no seu comissário político nas forças armadas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Alkatiri insiste na ilegalidade do governo de Xanana Gusmão

O ex-Primeiro-ministro Mari Alkatiri reafirmou em conferência de imprensa, hoje, em Díli, que o governo liderado por Xanana Gusmão é tão ilegal como a ocupação indonésia. Por isso, a Fretilin não apresenta queixa no Tribunal de Recursos para provar a ilegalidade do 4º governo constitucional, uma vez que não o fez para provar a ilegalidade da ocupação militar indonésia iniciada em 1975. Porquê? Porque as duas situações são paralelas em termos legais, disse Alkatiri.

Assim, a solução é convocar uma mega-manifestação de 50 mil para derrubar o governo nas ruas. Não em tribunal, nem nas urnas. Na rua. Alkatiri dixit. Eis a verdadeira face da dita "Marcha da Paz".