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Mauk Moruk

Depois de um interregno de vários meses retomo a publicação neste espaço para partilhar convosco, caros leitores, a minha preocupação pelo exacerbar de posições - veiculadas por alguma comunicação social e pelas redes sociais 'face' e blogues - de dois dos nossos antigos guerrilheiros que deram a sua vida pela luta de libertação nacional na frente armada e diplomática. Falo da polémica surgida nestes últimas semanas sobre a participação de Mauk Moruk, antigo comandante da Brigada Vermelha (até finais de 1984), na reorganização e reestruturação da Resistência liderada por comandante Xanana. Pelo que conheço de Mauk, esta polémica com o seu antigo comandante-em-chefe, Xanana Gusmão, nunca teria lugar, agora, passados 29 anos de desentendimentos entre os dois relativa à condução da Luta. Mauk sempre quis, desde 90, uma aproximação política a Xanana a bem da Luta pela independência e - depois de conseguida a Libertação - sempre defendeu estabilidade social e política do país. Mau…

Mauk Moruk e seu irmão Comandante L7

Mauk Moruk conversando com o seu irmão L7, antigo Comandante da Região 3 e actual deputado da UNDERTIM da coligação AMP.
PS: Faleceu hoje João Gama, tio de Mauk Moruk, deverá ser sepultado em Nunira.

Mauk Moruk: camarada de armas de Xanana na Resistência

Mauk Moruk, antigo Comandante da Brigada Vermelha (o batalhão operacional da Resistência até quase finais de 1984)
Mauk Moruk era um dos mais prestigiados e temidos (pelos militares indonésios) comandantes da guerrilha timorense até a sua forçada rendição em finais de 1984, motivada pela primeira dissensão grave no seio da Resistência político-armada desde a sua reorganização (1980) por Comandante Kay Rala Xanana Gusmão. Tinha a alcunha de "Anjing Putih" devido à superstição dos soldados indonésios que acreditavam piamente que Mauk era invulnerável às balas e que quando cercado se transformava em um cão branco e se escapava por entre as pernas do inimigo.
Mauk e seus camaradas Kilik e Ologari (e mais um ou dois que não me recordo dos nomes) ousaram desafiar Xanana relativamente à linha orientadora da política a ser seguida pela Resistência: pretendiam regressar a política extremista marxista-leninista, mesmo sabendo que era uma opção fracturante no seio do Povo, destruindo a …