segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Wodside leva Estado timorense a tribunal
terça-feira, 28 de junho de 2011
Greater Sunrise e a fronteira marítima
«O pecado político [de Mari Alkatiri e de Ramos-Horta], que o povo tem de conhecer, nasceu a 20 de Maio de 2002, nas instalações do ex-Mercado Lama, actuais instalações do Centro de Convenções de Díli, na reunião havida entre os governos de Timor-Leste, representado pelo Primeiro-ministro Mari Alkatiri, e da Austrália, representado pelo Primeiro-ministro John Hower, quando assinaram o Tratado do Mar de Timor (Timor Sea Treaty). No anexo E, artigo 9, alínea b, deste tratado, reconhece e regula a “Unitization of Greater Sunrise”; e mais tarde, a 6 de Março de 2003, em Díli, Mari Alkatiri assinou, com o Governo australiano, um novo documento para vincular o Tratado do Mar de Timor ao International Unitization Aggrement (IUA). Neste acordo diz o seguinte: “Acknowledging that Timor-Leste and Australia agreed under Anex (E) of the Timor Sea Treaty to unities Greater Sunrise on the basis that 20,1% of Greater Sunrise lies within the JPDA and that production from Greater Sunrise”, isto é, 79,9% de área do campo de Greater Sunrise pertence, em exclusivo, à jurisdição da Austrália e [apenas] 20,1% é a área da exploração conjunta (JPDA) partilhada pela Austrália e Timor-Leste. Significa que a Austrália conseguiu direito de exploração sobre a enorme fatia do campo de Greater Sunrise, porque nós concedemos-lhe esse direito na assinatura do Tratado do Mar de Timor (Timor Sea Treaty) e do acordo IUA. A sua consequência e os seus efeitos práticos são a perda automática dos nossos direitos [da nossa soberania?] sobre o nosso mar do Sul, Tasi Mane, que de acordo com o Direito Internacional consagrado na United Nations Convention on the Law of the Sea (UNCLOS), Secção 2, Artigo 3, 4 e 5, estipula que cada país tem o direito exclusivo sobre o seu mar territorial até 12 milhas náuticas (22 km pelo mar adentro), no máximo, a contar a partir do litoral de cada Estado. Apoiando-se no que esta convenção da ONU sobre o direito do mar (UNCLOS) preconiza, perto dos 100% do campo de Greater Sunrise pertence em absoluto à soberania de Timor-Leste. E mais grave ainda é o acordo “Certain Martima Arrangement in the Timor Sea”, assinado a 12 de Janeiro de 2006, em Sidney, Austrália, pelo José Ramos-Horta, ministro da Cooperação e dos Negócios Estrangeiros da RDTL, com Alexandre Downer, ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, que estipula o período da vigência deste tratado em que diz, no Artigo 12 “Period of this Treaty”, que o “Tratado” vigora durante 50 anos (cinquenta anos), isto é, é concedida à Austrália direito de exploração de petróleo até secarem os poços. Sonegam esta informação e escondem, até a presente data, esta traição ao Povo. »
In AILEBA LIAN
http://ailebalian.blogspot.com/2011/06/o-pecado-politico-do-marie-alktiri-e.html
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Tese australiana da execução de Reinado
Não entendo esta informação do pseudo-relatório da AFP, se é que existe um relatório com este teor, e não ter sido facultado às autoridades timorenses que solicitaram a peritagem balística para ajudar a encontrar a verdade de tudo o que aconteceu em 11 de Fevereiro de 2008.
Agora, não percebo (e não entendo mesmo) como é que o blogue http://timorlorosaenacao.blogspot.com/ (TLN) - que sempre disse cobras e lagartos dos australianos - vem servir-se de porta-voz da política expansionista da Austrália. Não nos iludamos: Austrália sempre quis e continua a querer transformar Timor no seu quintal das traseiras, como está a fazer em relação à Nova Guiné Papua (independente?), Fiji, Salomão e Vanuatu. Mas, a Austrália sabe também que connosco, com os timorenses, dificilmente conseguirá os seus intentos... Mas vai desestabilizando politicamente Timor a fim de poder explorar sem resistência os nossos recursos petrolíferos do Mar de Timor, com a ajuda de alguns fretilinos maputanos e sua legião estrangeira de escribas, durante os cinquenta anos concedidos de mão-beijada pelo então Primeiro-ministro Mari Alkatiri (2002).
A propósito do artigo de Jorge Heitor, republicado no blogue TLN (2/08/2009), sobre a hipotética execução de Reinado nas instalações da residência do PR Horta, um anónimo deixou um comentário na caixa de comentário.
«Anónimo disse...
As autoridades timorenses pediram a Policia Federal Australiana (AFP) para fazerem um teste de balistica, por falta de recursos e facilidades em Timor, mas nao contentes com o simples pedido, a AFP achou que tinha que oferecer tambem teses especulativas sobre a POSSIBILIDADE de politicos terem feito uma cilada a Reinado.
Ate podiam ter sido extra-terrestes de marte se isso convencesse os timorenses a causarem de novo instabilidade que a AFP ficaria contente.
Esta e' que e' hein!!
Mas quais sao os interesses do governo Australiano em Timor? Eles estao interessados num Timor estavel e prospero? Claro que nao!!
E quando e' que as autoridades Australianas se apercebem que Timor ja nao descamba em instabilidade so porque ales assim o querem?
E desde quando e' que o TLN passou a acreditar nas autoridades Australianas a ponto de agora ate darem relevo e destaque as suas teorias. Teorias sim porque nao passam de teorias e especulacoes. Isso e' que foi uma grande reviravolta de fe por parte do TLN. Ou sera so conveniencia? Hehehehe
Gostaria de saber o que o Dr Haneef pensa sobre a AFP visto que eles ate fabricaram 'evidencias' para tentar incrimina-lo nos actos terroristas em Londres. O que valeu ao Dr Haneef foi que a sociedade civil Australiana nao vai nas suas cantigas nem mesmo da sua Policia Federal e depois de uma investigacao interna a AFP foi forcada a liberta-lo porque as 'provas' que eles tinham contra o homem eram fabricadas.
Deixem os tribunais timorenses fazerem o seu trabalho e chega com as interferencias externas.
Timor ja nao se vai descambar em violencia so para beneficiar os interesses Australianos sobre o petroleo no Mar de Timor.
Ponto Final!!
4 de Agosto de 2009 15:39»
in Caixa de comentário do TLN
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
SUNRISE: CONVITE POLÉMICO A ALKATIRI
A questão que se levantou era se o Presidente da República teria legitimidade constitucional para convidar e nomear Mari Alkatiri para coordenar a equipa que gere a questão do petróleo, em particular o Greater Sunrise. Outra questão ainda que também se levantou era se o Presidente da República teria alguma estratégia escondida na manga para convidar e nomear o líder da oposição - que sempre afirmou que este "Governo é inconstitucional" e que Xanana Gusmão é o "Primeiro-ministro de facto" - para gerir as negociações com a Austrália para levar o 'pipeline' para o território timorense, sendo o êxito destas negociações uma ajuda decisiva para criar milhares de empregos directos e indirectos para os timorenses, contribuindo quase decisivamente para reduzir, no futuro muito próximo, o desemprego entre os jovens, para assim erradicar não só a pobreza mas sobretudo a violência que assola Timor nestes últimos anos. Pois, há quem tema esta 'nomeação' de Alkatiri - um político astuto que tem como objectivo imediato destruir o Governo AMP para conseguir regressar ao poder, utilizando todas as 'armas' ao seu alcance para atingir esse fim. E uma das armas seria boicotar, por dentro, a estratégia de Xanana para levar o 'pipeline' para Timor.
A resposta a estas duas questões vem tornar quase inviável a concretização da boa intenção de Ramos Horta (se é que houve uma boa intenção?!) em convidar Alkatiri para um cargo muito sensível deste Governo - 'a pasta de petróleo' - pois, de momento e até mais umas décadas, o petróleo é a fonte maoritária da receita do Estado.
E veio a saber-se também que o Primeiro-ministro nunca tinha dado a sua anuência a tal sugestão do Presidente da República para nomear Alkatiri chefe da equipa negocial do governo na questão do 'pipeline' do Sunrise. E que na tal 'reunião tripartida' entre o PR, PM e ex-PM, Xanana limitou-se a ouvir e a inteirar-se das intenções de Horta e da resposta ao convite de Alkatiri, não se vinculando com nenhum compromisso então acordado entre o Presidente da República e o ex-Primerio-ministro. Assim, se o convite a Alkatiri partiu única e exclusivamente do Presidente da República, para se concretizar a 'nomeação', carece da aprovação do Primeiro-ministro, visto que esta 'nomeação' é da competência do Governo.
Sabe-se que o Primeiro-ministro não se manifestou ainda, publicamente, sobre a aceitação ou não da sugestão do Presidente da República em nomear o ex-Primeiro-ministro Alkatiri para 'a pasta de petróleo'. E sabe-se também que o Presidente da República não tem competência constitucional para nomear alguém para esta 'pasta', que é da exclusiva competência do Primeiro-ministro.
Questiona-se igualmente a legitimidade política do Presidente da República para impor ao Primeiro-ministro a nomeação para um cargo (sob a alçada governamental) de um político da oposição que tem como objectivo primeiro derrubar, por todos os meios e formas, o Governo!
Consta que, naquele encontro 'tripartido', Alkatiri, tomando como um dado adquirido a sua nomeação para chefiar a equipa governamental da questão do petróleo, exigiu ao Presidente da República que garantisse o seu acesso a toda a documentação e dos estudos efectuados até então do petróleo (como se Ramos Horta fosse Primeiro-ministro). E consta ainda que Alkatiri teria afirmado que aceitava a referida 'nomeação' - mas "apenas da área do Greater Sunrise", "não todo o dossiê do petróleo" como lhe teria prometido Horta - em nome de "superior interesse nacional", apesar de ele ser líder da oposição ao Governo e fundador da Fretilin.
Face a toda esta 'nebulosa' que envolve este 'convite' e 'nomeação', os críticos levantaram uma hipótese muito preocupante: Será que Horta e Alkatiri pretenderiam 'pagar algum favor' de alguma companhia petrolífera com a concessão de exploração de algum poço?! E que para isso, só assumindo a 'pasta do petróleo' por Alkatiri teriam a possibildade de 'pagar', então, esses alegados 'favores' aos seus (do Horta e Alkatiri) alegados 'benfeitores'!
Enfim, são muitas as dúvidas, são muitas as interrogação e são muitas as preocupações - legítimas, certamente - dos políticos da AMP relativas ao convite de Ramos Horta e pretensa 'nomeação' de Mari Alaktiri para a 'pasta de petróleo'.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Convite a Alkatiri em causa
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Um cargo para Alkatiri no governo de Xanana
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Mais um truque de Alkatiri para rasteirar Xanana?
Meus senhores da Fretilin Maputo: decidam-se. O governo de Xanana é ou não constitucional? É ou não legítimo?
Se é ilegítimo e inconstitucional, o porquê, então, deste estender de mão do vosso chefe Alkatiri a Xanana para uma esmolinha a um lugar na Secretaria de Estado de Recursos Naturais?!