sexta-feira, 31 de julho de 2009

Conselho de Ministros - 29 Julho 2009

Recebido via mail.

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
IV Governo Constitucional
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS

COMUNICADO À IMPRENSA

Reunião do Conselho de Ministros de 29 de Julho de 2009

O Conselho de Ministros reuniu-se esta Quarta-feira, 29 de Julho de 2009, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e aprovou:

1. Acordo Quadro entre o Governo da República Democrática de Timor-Leste e o Governo da República de África do Sul sobre Cooperação Técnica

Visando fortalecer e intensificar os laços de amizade e cooperação entre ambos os povos e países e reconhecendo a importância da cooperação técnica como uma das formas mais eficazes para se enfrentar os desafios dos países em desenvolvimento, o Conselho de Ministros aprovou este Acordo. Os Governos de Timor-Leste e de África do Sul acordaram a cooperação nas seguintes áreas que consideraram prioritárias: formação de recursos humanos (especialmente no âmbito da Função Pública e sobretudo no sistema judicial); reforma do sector da segurança; desenvolvimento de infra-estruturas; educação (particularmente educação terciária); formação de aptidões; desenvolvimento da juventude e outras áreas que possam vir a ser acordadas pelas Partes.

O Conselho de Ministros analisou também:

1. Plano de Comemorações dos 10 Anos da Consulta Popular

Na Reunião de hoje foi abordado o plano de programação da RTTL para o dia da comemoração do 30 de Agosto, dia da Consulta Popular. A par da breve apresentação que foi feita pela RTTL, os membros do Conselho de Ministros fizeram as suas sugestões contribuindo para o enriquecimento histórico da programação prevista para esse dia.

2. Apresentação sobre a Política de Telecomunicações

Os membros do Conselho de Ministros, conscientes da importância das telecomunicações para o futuro do desenvolvimento de Timor-Leste, debruçaram-se hoje sobre a sua política. Foram alvo de análise os níveis de acesso ao telefone móvel, a cobertura geográfica e o acesso dos distritos rurais a este serviço, os serviços de internet e a qualidade do serviço, transversal ao serviço de telefones e internet.

O Governo preocupa-se em poder proporcionar a todos um maior acesso a estes serviços que considera serem imprescindíveis para distribuir o desenvolvimento económico.

3. Apresentação da Política da Formação Profissional

A Política da Formação Profissional, apresentada hoje pela Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego, relaciona uma visão para um sistema de formação de Timor-Leste que responda ao desenvolvimento das competências que contribuem para o emprego. De acordo com o Programa do Governo, esta política é um conjunto de princípios orientadores que conduzem ao investimento no desenvolvimento das competências das mulheres e homens timorenses. O Governo entende que estas podem contribuir substancialmente para a criação de postos de trabalho e gerar emprego.

Os objectivos da Política da Formação Profissional são: o estabelecimento das prioridades das competências necessárias para um crescimento consistente; a melhoria da qualidade e relevância das entidades de formação e da forma de ministrar essa formação; a promoção de formação de boa qualidade nos locais de trabalho; a promoção do emprego e formas de vida sustentáveis através do desenvolvimento de competências e também a ajuda a grupos vulneráveis a participar em trabalhos essenciais, no ensino integrado e em programas que lhes permita a entrada no mercado de trabalho e emprego por conta própria.

4. Apresentação da Estratégia Nacional para o Emprego

A Estratégia Nacional para o Emprego (ENE), que a Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego apresentou aos membros do Conselho de Ministros, tem como principal objectivo dar resposta à necessidade de melhoria da empregabilidade da juventude e dos grupos mais desfavorecidos. A melhoria da empregabilidade e do emprego deve ser baseada também na melhoria dos recursos humanos, enquadrando-se assim nas prioridades definidas pelo IV Governo Constitucional.

A ENE foi desenvolvida conjuntamente com a Política Nacional para o Sistema de Formação Profissional em Timor-Leste e visa a criação de emprego e a redução da pobreza. Esta Estratégia identifica as áreas e sectores que poderão ser essenciais para iniciar o crescimento económico e criar emprego: agricultura, zonas rurais, projectos de infra-estruturas e obras públicas, habitação, indústria transformadora, comércio interno, turismo, emprego emigrante e sector do petróleo, gás e minerais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dando voz aos comentaristas (5)

Puxei para a página principal a opinião de um anónimo na caixa de comentário da postagem anterior «Frustrações alkatiristas». Apenas dei um título ao texto e coloquei os acentos às palavras e o cedilha.

Delírio alkatirista

As frustrações já há muito que passaram a desespero e até loucura.

Ficou noticiado no 'Timor News Line' que Alkatiri terá dito durante mais um dos seus episódios de delírio/tentativa de enganar a quem quer ser enganado, que Xanana Gusmão iria reingressar na Fretilin e voltar a ser da Fretilin como nos tempos idos da resistência.

Algum tempo depois Alkatiri anuncia que a Fretilin está pronta a coligar-se com o CNRT para governar Timor, como se pode ler no blog Forum Haksesuk.

Há os que dizem que estas manobras são uma tentativa demasiado infantil (ele pensa que o povo ainda e' ignorante) de tentar semear as sementes da desconfiança e discórdia entre os partidos da AMP.

Outros também dizem que e' sem margens para dúvida uma demonstração, ainda que não intencional, de admissão de derrota antecipada por parte de Mari Alkatiri.

Mari Alkatiri e o seu grupinho de seguidores ja tentou tudo e mais alguma coisa sem qualquer sucesso para aliciar o povo a juntar-se a eles e derrubar Xanana e o governo da AMP.

Ja viram que não estão em condições para fazer frente a Xanana Gusmão e os partidos da AMP, e que cada vez mais vão perdendo a confianca do povo.

"Não os consegues vencer junta-te a eles" parece ser a nova linha da debilitada Fretilin maputo.

Se e' uma estratégia para criar desconfiança e divisão entre a AMP então o Alkatiri e' mesmo ingénuo ao pensar que hoje em dia alguém jamais poderia cair numa dessas.

Se e' uma tentativa de verdadeira aproximação mas em pé de igualdade com os partidos da AMP entao e' preciso que esses partidos assim o queiram mas parece-me que isso está muito longe de ser o caso.

Agora as suas declarações ja demonstram mais claramente o grau de desespero que lhes aflige e o que eles estão preparados a fazer/dizer para ganhar alguma migalha de poder.

Só resta agora Alkatiri oferecer-se para de joelhos lamber as botas de Xanana Gusmão.

Ao que o homemzinho chegou...

29 de Julho de 2009 14:52

terça-feira, 28 de julho de 2009

Frustrações alkatirianas

Alkatiri e os seus compagnons de la route estavam muito esperançados que o PR Horta lhes desse uma ajudinha para criar instabilidade política com críticas infundadas à acção governativa do Primeiro-ministro Xanana, a fim de encontrar pretensas razões objectivas para dissolver o Parlamento, possibilitando assim a tão desejada realização das “eleições antecipadas” para apear Xanana do poder e fazer sentar Alkatiri na cadeira de primeiro-ministro – que já foi sua durante quatro anos e um mês. Esta expectativa alkatiriana cresceu com a nomeação de Ana Pessoa – membro do Comité Central da Fretilin e pertencente ao círculo restrito da entourage do chefe Alkatiri – para Procuradora Geral da República. Mas, o tiro saiu pela culatra e ficaram chamuscados com a pólvora, turvando-lhes a visão… e já não dizem “coisa com coisa”!

Nem Horta lhes fez a vontade, nem a Ana Pessoa (penso eu, até se ver), que está a tornar-se magistrada, metendo a sua condição de política na gaveta.

De Ana Pessoa esperavam, enquanto Procuradora Geral da República, que desse seguimento às acusações a Primeiro-ministro Xanana de corrupção por Bano, Teixeira e Alkatiri; e que retirasse a acusação de conspiração contra a segurança do Estado a Angelita Pires e quiçá também a Salsinha! Porque a verdade está para chegar, via Angelita e Salsinha. No tribunal. E não querem que se chegue à verdade. E a verdade é que estavam por detrás do Reinado para decapitar o Estado timorense, para serem reis e senhores de Timor. Porque se tivesse tido êxito o 11 de Fevereiro, desaparecido o PR e PM, adivinha-se quem, aproveitando-se da situação criada, poderia apoderar-se do poder e tornar-se o todo poderoso de Timor.

Por isso, parem de carpir e deixem-se de queixumes. As vossas acusações a Presidente da República (tratando-o depreciativamente por José Manuel) de, supostamente, ter influenciado ou mesmo pressionado Gastão Salsinha para não dizer a verdade à Justiça são areia para os olhos daqueles que desconhecem a aliança com Alfredo Reinado, pouco antes do atentado. E o videozinho de Reinado a acusar Xanana, produzido a mando de quem toda a gente sabe, vem testemunhar este casamento, de conveniência. Aguardemos pelo final do julgamento.

terça-feira, 21 de julho de 2009

PUGILISMO: Mari Alkatiri VS Cristiano Costa

Contaram-me – quem assistiu, no aeroporto de Díli, em 2000, ao pugilato – que Mari Alkatiri e Cristiano Costa andaram à pancada por razões de diferença de opinião relativa à condução do seu partido comum - Fretilin.

Cristiano dirigiu-se a Mari e desferiu-lhe uma valente bofetada, que lhe provocou desequilíbrio, que se não tivesse sido amparado pelos seus camaradas cairia estatelado no chão cimentado da sala de espera do aeroporto. Cristiano Costa foi logo imobilizado pelos presentes. Alkatiri viu na imobilização de Cristiano oportunidade para a revanche. Mal se refez dos efeitos da bofetada, Mari – confessou mais tarde que até viu estrelas tal era a força do impacto do ‘soco’ (mas, Cristiano defende-se e diz que “não era um soco, era apenas uma bofetada, porque se lhe tivesse dado um soco teria partido a mandíbula a Alkatiri”) – desferiu um valente pontapé no baixo-ventre de Cristiano. E este, reclamando para um árbitro invisível pela “falta” cometida por Mari, gritou a pleno pulmões: “Isto não vale! Isto não vale! Isto não vale!”, enquanto tentava libertar-se do garrote de seis braços.

Bom, esta cena alimentou, durante algum tempo, conversas nos círculos políticos de Díli. E Cristiano apenas dizia: “Temos de criar factos políticos!”.

Neste momento, Mari é deputado do partido da oposição Fretilin; Cristiano vice-ministro da Economia do Governo da AMP.

Sistema de ensino ultrafacilitista

Diga-se o que se disser, se a objectividade da Escola cai por terra com ela cai também a verdadeira promoção humana dos alunos sócio-familiarmente desafortunados. As excepções alertam-nos para a regra geral em vigor e em vigor redobradamente feroz com esta Comissão Liquidatária do ME. A regra geral é o facilitismo, é a burocracia justificatória do insucesso dos alunos que impende desumana e desalentadora sobre os docentes. Sempre que a Escola se converte numa Misericórdia, ganha-se em porreirismo social, mas enfraquece-se o cerne. O cerne da escola deveria estimular à excelência, gratificar o mérito (ainda que o mérito e a excelência sejam muitas vezes um nicho pré-determinado, fechado, para privilegiados à partida, filhos das pessoas certas, dos privilegiados locais, dentro e fora do estabelecimento de ensino). A Escola fazer tudo ao seu alcance terá de ser pelo lado certo de fazer tudo ao seu alcance e não pelo lado assistencialista e misericordioso cujo efeito pode em última análise ser pernicioso. O meu avô queixava-se do caos no Ensino logo a seguir à implantação da República e que muito o penalizou. Tal caos ditou ter ele transitado no Ensino Primário, mas quase sem aulas, quase sem professor e sem quaisquer competências consolidadas as quais só muitíssimo mais tarde como autodidacta corrigiu: «Negativa a Língua Portuguesa, a História e a Matemática. Negativa também a Geografia, a Físico-Química, a Educação Visual... Feitas as contas, José, chamemos-lhe assim, teve nove negativas em 14 "cadeiras". Tem 15 anos, está no 8.º ano do ensino básico. E a escola passou-o.»
http://joshuaquim7.blogspot.com/2009/07/sistema-de-ensino-ultrafacilitista.html

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ainda a PRIMA FOOD (2)

Mais um excerto da posição do CNRT sobre a acusação de corrupção a Xanana Gusmão feita pela Fretilin.

«Porque é que os deputados Arsénio Bano, José Teixeira e Mari Alkatiri (quando visitaram Oecusse) dirigiram acusações injustas a Xanana Gusmão, desta maneira?

Porque é que acusaram injustamente o nosso Irmão-mais-Velho, apoiando-se em informações [falsas] veiculadas pela média da Austrália, depois de o Tribunal de Recursos declarar que a reclamação [a queixa] da Fretilin sobre ANP - Autoridade Nacional do Petróleo não tem base legal nem provimento?

Por isso, concluímos que há uma grande conspiração de uma rede montada dentro de Timor que tem como objectivo pretender rebaixar a dignidade do grande Herói da Luta da Libertação, nosso irmão mais velho Xanana Gusmão.

Decidem atacar Xanana como pessoa, querendo atingir a sua honra e credibilidade pessoal, esquecendo-se que Xanana se sacrificou tanto, entregando inteiramente a sua vida pela causa da Independência desta nossa Terra para, hoje em dia, poderem usufruir da Liberdade conquistada e cacarejarem neste nosso Parlamento.

Esta conspiração faz parte de uma trama bem urdida para desestabilizar Timor-Leste, para depois justificar que Timor não é um país estável, por isso o pipeline do Greater Sunrise não pode ser canalizado para Timor-Leste.»

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Atentado de 11/02: começo do julgamento

Timor-Leste: Suspeitos do ataque a Ramos-Horta começam esta segunda-feira a ser julgados

Díli – Começou esta segunda-feira em Díli, o julgamento dos suspeitos da tentativa de assassinato do Presidente timorense, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro Xanana Gusmão, em Fevereiro de 2008.

Entre os arguidos, encontram-se essencialmente antigos soldados rebeldes e Angelita Pires, companheira de Alfredo Reinado, o oficial expulso das Forças Armadas timorenses e alegado líder do duplo atentado, no qual perdeu a vida. Angelita Pires, que tem dupla nacionalidade, timorense e australiana, é a única civil entre os 28 réus deste processo, que se arriscam a receber até 20 anos de cadeia por «tentativa de assassínio». A companheira de Alfredo Reinaldo é acusada de o ter incitado a procurar matar tanto o chefe do Estado como o primeiro-ministro Xanana Gusmão e arrisca-se por isso a uma pena de três anos, como cúmplice. «Vou bater-me pela memória de Alfredo Reinado. Vou exigir justiça», declarou Angelita Pires à entrada do tribunal.

No dia 11 de Fevereiro de 2008, Alfredo Reinado foi a casa de Ramos-Horta tendo os guardas abatido o antigo oficial das Forças Armadas timorenses. O Presidente ficou gravemente ferido, ainda em circunstâncias indefinidas, tendo sido retirado para a Austrália, onde ficou dois meses em recuperação. Nesse mesmo dia, Xanana Gusmão afirmou ter sido alvo de uma emboscada, à qual conseguiu escapar, mas existem dúvidas sobre a veracidade deste segundo incidente. Depois de ter regressado a casa, José Ramos-Horta falou com alguns dos suspeitos, entre os quais Gastão Salsinha, que assumiu a liderança da revolta depois da morte de Alfredo Reinado e que acabou por se entregar em Abril de 2008.

Os acusados foram levados em camiões desde a prisão até ao tribunal, mediante fortes medidas de segurança.

(c) PNN Portuguese News Network
Jornal Digital, 13/07/2009

domingo, 12 de julho de 2009

Catarina Furtado em Timor

RTP prepara segunda série de “Principes do Nada”

Catarina Furtado parte este domingo para Timor para gravar mais episódios da série documental "Príncipes do Nada".

Estreada em 2006, a série descreve o trabalho de voluntários portugueses e das Organizações Não Governamentais (ONG) que integram em vários pontos do Globo.

A RTP ainda não tem data de estreia prevista para os novos episódios cuja produção é assinada pela Até ao Fim do Mundo.

Jornal de Notícias (JN), 12/07/2009

Faleceu Manuel Carrascalão

Morreu o líder timorense Manuel Carrascalão

O político timorense, de 78 anos, morreu este sábado, em Díli, vítima de complicações de saúde na sequência de uma embolia cerebral. Manuel Carrascalão foi uma das principais personalidades associadas ao processo de consulta popular em 30 de Agosto 1999, que conduziu o território à independência, após 27 anos de ocupação pela Indonésia.

A morte de Manuel Carrascalão foi confirmada pela irmã, Gabriela Carrascalão. "O meu irmão morreu hoje, cerca das 14h30 em Lisboa, no hospital Guido Valadares, em Díli, rodeado de familiares e amigos", declarou à Lusa. Manuel Carrascalão estava doente há oito meses, quando sofreu uma embolia cerebral. Manuel Carrascalão fundou, ainda durante o período da ocupação indonésia, um movimento de resistência que reuniu quase todas as forças políticas timorenses que se opunham à ocupação.

Em Abril de 1999, perdeu o filho de 16 anos durante um ataque à sua casa pelas forças anti-independência. Na sua habitação estavam refugiadas dezenas de civis.

Foi uma das principais figuras associadas ao processo de consulta popular de Agosto de 1999. Mais tarde liderou o Conselho Nacional da Resistência Timorense, a coligação independentista timorense, sucedendo a Xanana Gusmão.

A morte de Manuel Carrascalão é uma "perda lamentável" para Timor-Leste, considera o primeiro-ministro da jovem nação. "Manuel Carrascalão está profundamente ligado à história de Timor, desde os tempos das administrações portuguesa e indonésia", disse Zacarias Costa.

O secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros evoca a "dignidade" com que o líder timorense Carrascalão reagiu à morte do filho. Sem uma intervenção tão visível quanto a dos irmãos João e Mário, era "uma figura incontornável da vida política de Timor-Leste ao longo destas últimas décadas", aponta João Gomes Cravinho.

A eurodeputada Ana Gomes, que privou com Manuel Carrascalão quando representava Portugal em Djacarta, lamentou a morte do amigo.

RTP, 11/07/2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pipeline do Greater Sunrise

Petróleo do Mar de Timor: afinal quem melhor defende os interesses dos timorenses?

«Sabemos todos que há uns anos atrás a Fretilin cedeu às exigências da Austrália nas negociações sobre a delimitação da fronteira marítima, permitindo a este grande território açambarcar toda a riqueza do nosso mar. Sabemos todos também que há uns anos atrás a Fretilin “ofereceu” o pipeline do Bayu-Udan a Austrália. Agora, eles querem também entregar o pipeline do Greater Sunrise a Austrália. Nós, os timorenses, temos de abrir os olhos, temos de estar vigilantes, não podemos permitir que nos enganem continuamente.»

Mais um pequenino excerto da posição do CNRT relativa à acusação (injusta, sem qualquer suporte factual) de corrupção a Xanana feita pela Fretilin.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ainda PRIMA FOOD (1)

Este excerto é a introdução da posição do CNRT relativa à acusação da Fretilin e da imprensa australiana (ABC) de corrupção a Xanana Gusmão, por alegadamente ter favorecido a sua filha no concurso para adjudicação de importação de arroz para fazer face à escassez deste produto, base de alimentação dos timorenses, na crise alimentar de 2008.

«Na semana passada, a média australiana acusou injustamente Sua Excelência Primeiro-ministro Xanana Gusmão, alegando que teria concedido um projecto a sua filha. Este jornal australiano praticou um “assalto político” contra a pessoa de Xanana Gusmão, sem ter a preocupação de confirmar a veracidade e a autenticidade das informações – e a seriedade da fonte – recolhidas que utilizaram para acusar injustamente o PM timorense.

O CNRT não ficou espantado com o timing destas acusações, porque este “assalto político” ocorreu depois de o Tribunal de Recursos de Timor-Leste emitir a sua decisão, rejeitando as pretensões do partido Fretilin relativa a uma sua reclamação ao tribunal para cancelar [encerrar] a instituição reguladora da riqueza do Mar de Timor – a Autoridade Nacional do Petróleo (ANP).

Com esta decisão do tribunal, a Austrália e alguns membros da Fretilin – que estiveram a trabalhar em consonância, nesta fase [das negociações], com as manobras da Austrália para canalizar o pipeline do Mar de Timor do Greater Sunrise para Darwin – perderam a oportunidade. O nosso irmão mais velho Xanana, o CNRT juntamente com toda a AMP não recuarão nem um centímetro sequer para trazer o pipeline de Greater Sunrise para Timor-Leste.

Como não conseguiram, via judicial, cancelar [encerrar] a Autoridade Nacional do Petróleo (ANP), a Fretilin i) recorre a este “assalto político”, neste Parlamento, para atacar o PM de Timor, enquanto pessoa, para rebaixar a sua dignidade; ii) provoca instabilidade e cria confusão no seio do Povo Timorense para assim poderem declarar que o pipeline só pode ser canalizado para Austrália porque Timor é instável.

Infelizmente, esta política colonial e conservadora vinda de fora armadilhou alguns timorenses da Fretilin, que caíram nesta conspiração. Deputados ou membros políticos da Fretilin e alguns jornalistas timorenses caíram dentro desta rede colonial moderna, que tem como objectivo desestabilizar Timor-Leste e provocar, por mais uma vez, sofrimento ao Povo. Porque não convém à Austrália a estabilidade de Timor, pois pode vir a perder muito; por isso, provocam conflito entre timorenses para eles poderem tirar toda a nossa riqueza do mar.

Sabemos também que alguns timorenses, neste momento, escondendo-se sob a capa da democracia e da transparência, sempre a procura de informações para facilitar à média internacional, sobretudo da Austrália, com a intenção de rebaixar a dignidade das nossas autoridades e instituições democráticas.

Fazem parte de uma grande rede de conspiração internacional para desestabilizar Timor-Leste. Já não se trata apenas de política, mas envolve também a ética e quiçá também crime organizado contra o Estado. Eles [dirigentes da Fretilin] esquecem-se de que se forem governo, no futuro, estes malfeitores hão-de tentar destruí-los, também, porque somos todos filhos de Timor.»

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ainda PRIMA FOOD

Mais um pequeno excerto da posição do CNRT relativa à acusação da Fretilin a Xanana Gusmão de alegadamente ter favorecido sua filha no concurso para adjudicação de importação de arroz para fazer face à crise alimentar de 2008.

«Desde que a Fretilin perdeu a confiança do Povo, em 2007, para governar, os seus dirigentes empreenderam uma guerra sem quartel para derrubar o Governo AMP e o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão, utilizando todas as formas de estratégias e truques, recorrendo inclusive a média internacional e a manobras da Austrália.

Esta política baixa e suja começa por atacar outros que não são da sua área político-ideológica, acusando-nos de autonomistas, mesmo sabendo que lutámos e votámos todos pela Independência [no Referendum de 30/08/1999], afirmando que foram eles que mais lutaram pela Independência, reclamando para si todo o património do Estado, mesmo sabendo que todo este património é fruto de trabalho e esforço de todos os Timorenses; e nem dão valor aos sacrifícios de outros – que também derramaram o seu sangue – para alcançarmos a nossa Independência, reclamando para si, também, a exclusividade de todo o protagonismo da História da Libertação. Esta sua postura demonstra arrogância e cinismo ao negar e reescrever a verdadeira História da nossa Luta pela Libertação Nacional.

Negam todas as práticas obscuras que protagonizaram desde 1975 até aos nossos dias, esquecendo que praticaram muitos erros [crimes] e lançaram uma nódoa negra nesta Terra, que nem vale a pena enumerá-los neste Parlamento.

Depois de atacar outros sem fundamento, aqueles que andaram pelo mundo fora – sem experimentar na pele e na carne fome e sede e dor – viraram-se assanhadamente contra o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão, o bravo guerrilheiro, o Comando da Luta [da Libertação], o primeiro Presidente da República e actual Primeiro-ministro de Timor-Leste, com o objectivo último de atingir a sua honra e dignidade.

Neste Parlamento, deputados – como Arsénio Bano, Mari Alkatiri e José Teixeira e mais alguns – utilizam linguagem insidiosa e insultuosa para atacar o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão e o Governo acusando-os de ladrões. É uma pena, pois o homem que tanto se sacrificou para conseguirmos esta nossa Independência é alvo de ataques e insultos de indivíduos cuja obra em prol da Independência não conhecemos! Isto é um insulto dirigido a todos os bravos guerreiros, é um insulto grave a nosso Irmão-mais-Velho, é um insulto a todos os que tombaram por esta Terra, e é um insulto a todos nós que nos sacrificámos, até com o risco da própria vida, para conseguir esta nossa Independência.

Estes (…) utilizam informações veiculadas pela média internacional – fornecidas por eles [pela Fretilin] – para acusar, sem fundamento, o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão de conceder projectos [por acerto directo] a sua filha.

Ainda agora mesmo, neste Parlamento, mais uma vez, escutámos esta grave e sem fundamento acusação. Porquê?»

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quem é quem na PRIMA FOOD

Pequeno excerto da posição do CNRT relativamente à acusação da Fretilin a Xanana Gusmão - enquanto Primeiro-ministro - de ter favorecido a filha na adjudicação de importação de arroz para fazer face à crise alimentar de 2008.

«No ano passado [2008], respondendo ao apelo do governo, algumas mulheres timorenses, incluindo algumas da Organização Popular da Mulher Timorense (OPMT), do partido Fretilin, fundaram a Associação Empresarial Mulher Timor (Dulce Alves, esposa de Óscar Lima, esposa de Júlio Alfaro, de entre outras).

Sim, é verdade, um dos seus membros é filha de Kay Rala Xanana Gusmão.

Esta empresa tem o nome de PRIMA FOOD, que tem como objectivo capacitar, estimular e desenvolver as competências necessárias das mulheres que se envolvem no desenvolvimento das áreas rurais.

Mas, no dia 1 de Setembro de 2008, a filha de Xanana, de nome Zenilda Gusmão, retira-se como membro desta empresa, enviando uma carta de renúncia ao
Conselho PRIMA FOOD, tendo recebido resposta de confirmação do seu pedido a 11 de Setembro de 2008. Assim, efectivamente, ela [a filha de Xanana] deixou de ser membro [accionista] desta empresa.

Assim sendo, quando a PRIMA FOOD requereu para se candidatar ao concurso de adjudicação para importação de arroz, Zenilda Gusmão já não era membro [accionista] desta empresa. A Presidente desta empresa é Maria Angélica Rangel, irmã mais nova de um ex-Secretário de Estado do governo da Fretilin.

PRIMA FOOD é uma das dezassete empresas timorenses convidadas e que tiveram a confiança do Governo [que passaram pelo crivo dos critérios estabelecidos] para a importação de arroz. Os resultados deste concurso saíram em Novembro de 2008, quando a filha de Xanana Gusmão já não era accionista da PRIMA FOOD.»

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Natália Carrascalão, embaixadora

Natália Carrascalão é a nova embaixadora timorense no posto diplomático importantíssimo de Lisboa. Antes de assumir este cargo, desempenhava as funções de chefe de gabinete do Presidente Ramos Horta. É substituída nestas funções por Gregório Sousa, ex-Secretário de Estado do Conselho de Ministros (dos três governos da Fretilin presididos respectivamente por Mari Alkatiri, Ramos Horta e Estanislau Silva). Um aparte: Por esta não esperava.... apenas sei que PR Horta foi eleito (2007) por votos de eleitores dos partidos da área da AMP, derrotando o candidato da Fretilin, Lu Olo.

A nova embaixadora foi durante uma ou duas legislaturas deputada do PSD português na Assembleia da República.