Inacreditável, mas é verdade. Os mentores da Fretilin liderada por Mari Alkatiri congatularam-se pela "vitória" do ditador Robert Mugabe nessas últimas eleições presidenciais sem adversário, com a desistência de Morgan Tsvangirai em protesto pela impossibilidade de realizar uma campanha eleitoral livre devido às intimidações, perseguições, detenções e mortes levadas a cabo por milícias organizadas de Mugabe.
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Zimbabué rejeita adiamento das eleições
O pedido da ONU para o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais já foi rejeitado. O líder da oposição continua refugiado na Embaixada holandesa.
A ONU considera haver demasiada violência para que as eleições possam prosseguir
O embaixador do Zimbabué junto das Nações Unidas (ONU) rejeitou hoje o pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o adiamento da segunda volta das presidenciais, previstas para sexta-feira, apesar da desistência do candidato da oposição.
"Não vejo porque motivo ele (Ban Ki-moon) chegou a essa conclusão", afirmou o embaixador Boniface Chidyausiku, entrevistado pela rádio pública sul-africana SAFM.
"Na qualidade de chefe da diplomacia da ONU faria melhor se entrasse em contacto com o povo, o governo e os actores (neste processo) no Zimbabué ", adiantou. "Mas utilizar a tribuna de Nova Iorque para pedir um adiamento da segunda volta é absurdo", defendeu.
O dirigente da oposição do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, anunciou hoje a uma rádio pretender abandonar "provavelmente hoje ou amanhã (quarta-feira)" a Embaixada holandesa em Harare, onde se refugiou domingo.
Ban Ki-moon considerou ontem à noite haver demasiada violência e intimidação no Zimbabué para poderem ser realizadas eleições legítimas.
"Desaconselho as autoridades a que prossigam com a realização da segunda volta das eleições, sexta-feira, pois só aprofundaria a divisão do país e produziria resultados sem credibilidade", disse.
Num encontro com a imprensa antes da reunião do Conselho de Segurança, o máximo responsável da ONU assegurou que a sua opinião é partilhada pelos presidentes africanos com quem contactou nos últimos dois dias.
Por isso, considerou "compreensível" a decisão anunciada domingo pelo líder da oposição, Morgan Tsvangirai, de não disputar a segunda volta eleitoral, a 27 de Junho, em que o presidente do país, Robert Mugabe, procurará a reeleição.
O secretário-geral exigiu o fim da "violência e a intimidação" porque "o povo zimbabueano tem o direito de viver em paz e em segurança, gozar da protecção da lei e votar em liberdade e equidade aqueles que os têm de liderar".
A situação no Zimbabué "tem implicações para além das suas fronteiras e significa o maior desafio à estabilidade dessa região do Sul de África", destacou.
EXPRESSO Online, 24-06-2008
A ONU considera haver demasiada violência para que as eleições possam prosseguir
O embaixador do Zimbabué junto das Nações Unidas (ONU) rejeitou hoje o pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o adiamento da segunda volta das presidenciais, previstas para sexta-feira, apesar da desistência do candidato da oposição.
"Não vejo porque motivo ele (Ban Ki-moon) chegou a essa conclusão", afirmou o embaixador Boniface Chidyausiku, entrevistado pela rádio pública sul-africana SAFM.
"Na qualidade de chefe da diplomacia da ONU faria melhor se entrasse em contacto com o povo, o governo e os actores (neste processo) no Zimbabué ", adiantou. "Mas utilizar a tribuna de Nova Iorque para pedir um adiamento da segunda volta é absurdo", defendeu.
O dirigente da oposição do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, anunciou hoje a uma rádio pretender abandonar "provavelmente hoje ou amanhã (quarta-feira)" a Embaixada holandesa em Harare, onde se refugiou domingo.
Ban Ki-moon considerou ontem à noite haver demasiada violência e intimidação no Zimbabué para poderem ser realizadas eleições legítimas.
"Desaconselho as autoridades a que prossigam com a realização da segunda volta das eleições, sexta-feira, pois só aprofundaria a divisão do país e produziria resultados sem credibilidade", disse.
Num encontro com a imprensa antes da reunião do Conselho de Segurança, o máximo responsável da ONU assegurou que a sua opinião é partilhada pelos presidentes africanos com quem contactou nos últimos dois dias.
Por isso, considerou "compreensível" a decisão anunciada domingo pelo líder da oposição, Morgan Tsvangirai, de não disputar a segunda volta eleitoral, a 27 de Junho, em que o presidente do país, Robert Mugabe, procurará a reeleição.
O secretário-geral exigiu o fim da "violência e a intimidação" porque "o povo zimbabueano tem o direito de viver em paz e em segurança, gozar da protecção da lei e votar em liberdade e equidade aqueles que os têm de liderar".
A situação no Zimbabué "tem implicações para além das suas fronteiras e significa o maior desafio à estabilidade dessa região do Sul de África", destacou.
EXPRESSO Online, 24-06-2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Chove pressões sobre Mugabe
Secretário-geral da ONU pede adiamento do 2º turno da eleição no Zimbábue
Tensão cresce no país depois que a oposição retirou sua candidatura temendo violência. Oposicionista refugiou-se na embaixada da Holanda, e 39 foram presos na sede do partido.
Do G1, com agências internacionais
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo nesta segunda-feira (23) para que o governo do Zimbábue adie o segundo turno das eleições presidenciais, marcadas para a próxima sexta.
A tensão cresce no país africano depois que o candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai, retirou sua candidatura no domingo, acusando o governo de praticar um "genocídio" e de perseguir seu partido.
Segundo Ban Ki-moon, os temores da oposição em relação à violência são "compreensíveis". Ele fez uma recomendação forte para que o regime do presidente Mugabe adie as eleições, pois, com o país dividido, a votação não teria legitimidade.
Entenda a situação política no Zimbábue
Temendo violência, Tsvangirai refugiou-se na embaixada holandesa no país, segundo o ministério holandês de relações exteriores.
Segundo o ministério, Tsvangirai passou a noite na embaixada, depois de, neste domingo (22), ter retirado sua candidatura e denunciado pressões ilegais do regime de Mugabe contra seus partidários.
De acordo com a embaixada, Tsvangirai passou a noite na embaixada por uma questão de segurança, mas não pediu asilo. Seus partidários informaram que ele pode passar a próxima noite novamente na embaixada.
Em entrevista à CNN nesta segunda, Tsvangirai pediu à comunidade internacional que considere "nulas" as eleições presidenciais da próxima sexta-feira.
Também nesta segunda, políciais armados invadiram a sede do oposicionista Movimento para a Mudança Democrática, de Tsvangirai, prendendo ao menos 39 pessoas que estavam no local, inclusive mulheres e crianças.
Segundo um porta-voz do partido, os detidos são partidários da oposição que tinham se abrigado na sede do partido para evitar perseguição política.
De acordo com o porta-voz da polícia, Wayne Bvudzijena, a prisão foi feita por "motivos sanitários".
Retirada da candidatura
O anúncio da retirada da candidatura de Tsvangirai foi feito domingo em uma entrevista em Harare, depois que adeptos do ditador Robert Mugabe atacaram um comício da oposição naquela cidade.
Tsvangirai disse que existe um "complô de Estado" para garantir a reeleição de Mugabe e que não há "garantias" no país para eleições livres e justas na sexta.
O oposicionista também disse que o Zimbábue enfrenta um "genocídio" e pediu que as Nações Unidas e a União Africana tomem providências.
Segundo ele, Mugabe "declarou uma guerra" no país ao dizer que as balas de fuzil valem mais que as cédulas eleitorais. Ele pediu aos seus eleitores que não vão às urnas porque isso poderia "custar suas vidas". Segundo os oposicionistas, pelo menos 86 pessoas já foram mortas durante a campanha.
Repercussão
O governo do Zimbábue não pode ser legitimado sem o segundo turno das eleições, disse nesta segunda o embaixador dos EUA na ONU, Zalmay Khalilzad.
O ministro brasileiro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ao saber da retirada da candidatura oposicionista, determinou a suspensão da missão de observadores eleitorais brasileiros que iriam ao país, a convite do governo local.
O governo da vizinha África do Sul pediu que Tsvangirai continue negociando para achar uma solução pacífica para o impasse.
O ministro da Justiça do Zimbábue, Patrick Chinamasa, disse que a votação irá ocorrer normalmente na sexta-feira, a não ser que Tsvangirai retire formalmente a sua candidatura.
Ele rejeitou as acusações feitas pelo oposicionista contra o governo. Mugabe jurou repetidamente jamais entregar o poder à oposição, que ele classifica como "marionete" do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Ele, que governa desde a independência em 1980, culpou a oposição pela violência política e nega que forças de segurança tenham sido responsáveis pelas ações brutais recentes.
O ditador presidiu a ruína de uma economia outrora próspera. Milhões fugiram da crise política e econômica para países vizinhos.
Tendai Biti, um dos principais líderes do MDC e braço direito de Tsvangirai, está detido sob acusação de traição e outros crimes que podem resultar em pena de morte. Um magistrado ordenou sua detenção até pelo menos 7 de julho.
Mas existe pressão sobre o governo de Mugabe para encerrar a violência. Um coro crescente de líderes africanos acrescentou suas vozes às preocupações com a falta de legitimidade da eleição.
Com informações de AFP, AP e Reuters
Globo.com, 23-06-2008
Tsvangirai quer anulação das eleições
O líder da oposição zimbabuena, Morgan Tsvangirai, exigiu esta segunda-feira a anulação das eleições presidenciais, segundo uma entrevista divulgada pela cadeia de televisão norte-americana CNN.
"É preciso intervir para garantir que as eleições sejam declaradas nulas", afirmou Tsvangirai, que se encontra refugiado na embaixada holandesa em Harare, acrescentando ser necessário "um novo escrutínio especial organizado numa atmosfera livre e justa".
"A segunda coisa é garantir que a comunidade internacional, dirigida pela União Africana, e apoiada pela ONU, consiga que uma espécie de acordo negociado permita uma espécie de transição e fiscalize a sua concretização", disse o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), adiantando que "tomámos a decisão como partido de nos retirarmos da corrida. Ao mesmo tempo, estamos num processo para obter a anulação" da eleição "e até quarta-feira deveremos conseguir isso".
Correio da Manhã, 23-06-2008
Mugabe soltou os seus cães raivosos nas ruas de Harare
Morgan Tsvangirai refugia-se na embaixada da Holanda
Decisão de abandonar a corrida presidencial foi apoiada pela Grã-Bretanha
O líder da Oposição no Zimbabué refugiou-se na embaixada da Holanda em Harare, mas não pediu asilo, informou o porta-voz do ministro holandês dos Negócios Estrangeiros. Em entrevista à CNN, Tsvangirai exigiu a anulação do escrutínio.
A decisão do líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) foi tomada após actos de violência provocados por alegados apoiantes do presidente Robert Mugabe.
Várias pessoas, com barras de ferro e outras armas, invadiram o estádio para onde estava marcado um comício do MDC e atacaram simpatizantes de Tsvangirai e jornalistas. As equipas de observadores eleitorais foram ainda obrigadas a abandonarem o local.
Pouco depois, Tsvangirai informava que se afasta da corrida para evitar mais violência e mortes. “Duzentas mil pessoas foram deslocadas, mais de 86 simpatizantes do MDC foram mortos, mais de 20 mil habitações foram queimadas e mais de 10 mil pessoas ficaram feridas numa orgia de violência”, disse o líder da Oposição.
"É preciso intervir para garantir que as eleições sejam declaradas nulas"
Esta segunda-feira, ao telefone com a estação norte-americana CNN, Morgan Tsvangirai afirmou que é preciso organizar "um novo escrutínio especial (...) numa atmosfera livre e justa".
"A segunda coisa é garantir que a comunidade internacional, dirigida pela União Africana e apoiada pela ONU, consiga uma espécie de acordo negociado que permita uma espécie de transição e fiscalize a sua concretização".
Eleições vão acontecer de qualquer forma
O ministro da Justiça do Zimbabué, Patrick Chinamasa, afirmou que o anúncio de Tsvangirai foi um estratagema, uma vez que o líder da Oposição não enviou qualquer comunicado oficial sobre a desistência. “Esta é a 11ª vez que Tsvangirai ameaça retirar-se da corrida presidencial e por todas as vezes pedi para que colocasse a intenção por escrito”, disse.
Por esta razão, as autoridades do Zimbabué justificam a intenção em manter inalterada a data para a realizações das presidenciais – 27 de Junho.
Em Harare, o chefe da polícia nacional do Zimbabué garantiu que o líder da Oposição "não está em perigo" e que a sua decisão de se refugiar na embaixada holandesa não "é mais do que uma comédia exibicionista destinada a provocar a cólera da comunidade internacional".
Pressão internacional aumenta
As reacções internacionais à situação no Zimbabué não se fizeram esperar, sendo que a voz mais premente foi a da Grã-Bretanha.
O ministro para África disse que a antiga colónia [não seria a antiga potência colonial?] apoiou a decisão de Tsvangirai.
“Os nossos objectivos passam por conseguir em todos os fóruns possíveis o reconhecimento que hoje o presidente Mugabe já não é o líder por direito do país”, disse Mark Malloch Brown.
Os britânicos pretendem isolar ainda mais o presidente do Zimbabué através de mais sanções, quer no Conselho de Segurança das Nações Unidas - que reúne ao final do dia de hoje -, quer através da União Europeia e da União Africana.
As sanções podem passar por bloquear o acesso aos bens dos membros da administração de Mugabe, impedindo ainda que se desloquem para fora do país sem que sejam detidos por violação dos Direitos Humanos.
Alexandre Brito, RTP Online
2008-06-23
Decisão de abandonar a corrida presidencial foi apoiada pela Grã-Bretanha
O líder da Oposição no Zimbabué refugiou-se na embaixada da Holanda em Harare, mas não pediu asilo, informou o porta-voz do ministro holandês dos Negócios Estrangeiros. Em entrevista à CNN, Tsvangirai exigiu a anulação do escrutínio.
A decisão do líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) foi tomada após actos de violência provocados por alegados apoiantes do presidente Robert Mugabe.
Várias pessoas, com barras de ferro e outras armas, invadiram o estádio para onde estava marcado um comício do MDC e atacaram simpatizantes de Tsvangirai e jornalistas. As equipas de observadores eleitorais foram ainda obrigadas a abandonarem o local.
Pouco depois, Tsvangirai informava que se afasta da corrida para evitar mais violência e mortes. “Duzentas mil pessoas foram deslocadas, mais de 86 simpatizantes do MDC foram mortos, mais de 20 mil habitações foram queimadas e mais de 10 mil pessoas ficaram feridas numa orgia de violência”, disse o líder da Oposição.
"É preciso intervir para garantir que as eleições sejam declaradas nulas"
Esta segunda-feira, ao telefone com a estação norte-americana CNN, Morgan Tsvangirai afirmou que é preciso organizar "um novo escrutínio especial (...) numa atmosfera livre e justa".
"A segunda coisa é garantir que a comunidade internacional, dirigida pela União Africana e apoiada pela ONU, consiga uma espécie de acordo negociado que permita uma espécie de transição e fiscalize a sua concretização".
Eleições vão acontecer de qualquer forma
O ministro da Justiça do Zimbabué, Patrick Chinamasa, afirmou que o anúncio de Tsvangirai foi um estratagema, uma vez que o líder da Oposição não enviou qualquer comunicado oficial sobre a desistência. “Esta é a 11ª vez que Tsvangirai ameaça retirar-se da corrida presidencial e por todas as vezes pedi para que colocasse a intenção por escrito”, disse.
Por esta razão, as autoridades do Zimbabué justificam a intenção em manter inalterada a data para a realizações das presidenciais – 27 de Junho.
Em Harare, o chefe da polícia nacional do Zimbabué garantiu que o líder da Oposição "não está em perigo" e que a sua decisão de se refugiar na embaixada holandesa não "é mais do que uma comédia exibicionista destinada a provocar a cólera da comunidade internacional".
Pressão internacional aumenta
As reacções internacionais à situação no Zimbabué não se fizeram esperar, sendo que a voz mais premente foi a da Grã-Bretanha.
O ministro para África disse que a antiga colónia [não seria a antiga potência colonial?] apoiou a decisão de Tsvangirai.
“Os nossos objectivos passam por conseguir em todos os fóruns possíveis o reconhecimento que hoje o presidente Mugabe já não é o líder por direito do país”, disse Mark Malloch Brown.
Os britânicos pretendem isolar ainda mais o presidente do Zimbabué através de mais sanções, quer no Conselho de Segurança das Nações Unidas - que reúne ao final do dia de hoje -, quer através da União Europeia e da União Africana.
As sanções podem passar por bloquear o acesso aos bens dos membros da administração de Mugabe, impedindo ainda que se desloquem para fora do país sem que sejam detidos por violação dos Direitos Humanos.
Alexandre Brito, RTP Online
2008-06-23
domingo, 22 de junho de 2008
Eleições zimbabuéanas: "uma paródia de processo eleitoral"
Tsvangirai não participa em segunda volta de presidenciais
O líder da oposição do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, não vai participar na segunda volta das presidenciais. O ministro da Justiça, Patrick Chinamasa, entende que desta forma a oposição está a evitar a «humilhação de uma derrota». O líder da oposição zimbabueana anunciou, este domingo, a sua desistência da segunda volta das presidenciais do país marcadas para 27 de Junho, justificando a sua decisão pelo facto de o clima de violência que se vive não permitir eleições livres e justas.
Horas após um ataque de apoiantes de Robert Mugabe ao local onde se deveria realizar um comício do maior partida da oposição, Morgan Tsvangirai disse existir um complot apoiado pelo Estado para que Mugabe se mantenha no poder. «Nós no MDC não podemos dizer aos eleitores para votarem no dia 27 de Junho, uma vez que esse voto pode custar-lhes a vida», afirmou Tsvangirai, em declarações aos jornalistas, na capital Harare.
Tsvangirai foi mesmo mais longe ao acusar o presidente do Zimbabué e líder do ZANU-PF, Robert Mugabe, de ter «declarado guerra» à oposição e de «não ter qualquer respeito pelo MDC». «Não participaremos mais naquilo que é uma paródia de processo eleitoral, manchado pela violência e pelo ilegítimo», concluiu Morgan Tsvangirai, que reclama a maioria absoluta na primeira volta das presidenciais realizadas em Março.
Na resposta, o porta-voz do ZANU-PF e ministro zimbabueano da Justiça considerou que a oposição se retirava da segunda volta para «evitar a humilhação de uma derrota». Patrick Chinamasa acrescentou ainda que as eleições marcadas para a próxima sexta-feira se manteriam de pé caso a oposição não avise oficialmente que se retira da corrida eleitoral.
TSF, 22-06-2009
O líder da oposição do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, não vai participar na segunda volta das presidenciais. O ministro da Justiça, Patrick Chinamasa, entende que desta forma a oposição está a evitar a «humilhação de uma derrota». O líder da oposição zimbabueana anunciou, este domingo, a sua desistência da segunda volta das presidenciais do país marcadas para 27 de Junho, justificando a sua decisão pelo facto de o clima de violência que se vive não permitir eleições livres e justas.
Horas após um ataque de apoiantes de Robert Mugabe ao local onde se deveria realizar um comício do maior partida da oposição, Morgan Tsvangirai disse existir um complot apoiado pelo Estado para que Mugabe se mantenha no poder. «Nós no MDC não podemos dizer aos eleitores para votarem no dia 27 de Junho, uma vez que esse voto pode custar-lhes a vida», afirmou Tsvangirai, em declarações aos jornalistas, na capital Harare.
Tsvangirai foi mesmo mais longe ao acusar o presidente do Zimbabué e líder do ZANU-PF, Robert Mugabe, de ter «declarado guerra» à oposição e de «não ter qualquer respeito pelo MDC». «Não participaremos mais naquilo que é uma paródia de processo eleitoral, manchado pela violência e pelo ilegítimo», concluiu Morgan Tsvangirai, que reclama a maioria absoluta na primeira volta das presidenciais realizadas em Março.
Na resposta, o porta-voz do ZANU-PF e ministro zimbabueano da Justiça considerou que a oposição se retirava da segunda volta para «evitar a humilhação de uma derrota». Patrick Chinamasa acrescentou ainda que as eleições marcadas para a próxima sexta-feira se manteriam de pé caso a oposição não avise oficialmente que se retira da corrida eleitoral.
TSF, 22-06-2009
sábado, 14 de junho de 2008
Presidente recusa deixar o poder
Zimbabué: Mugabe ameaça oposição
O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, afirmou este sábado que a oposição nunca irá governar o país enquanto ele for vivo e mostrou-se preparado para disputar as eleições presidenciais.
“Que este país seja tomado por traidores enquanto formos vivos é impossível”, afirmou Mugabe, durante o funeral de um antigo combatente da guerra da independência na década de 70.
O presidente do Zimbabué garantiu que ele e os seus aliados estão “dispostos a morrer por este país e a ir para a guerra por ele”.
Já ontem, Mugabe tinha ameaçado com uma possível guerra civil, afirmando que os veteranos da guerra da libertação estariam dispostos “a tomar as armas”, caso a oposição vença as eleições presidenciais de 27 de Junho.
Mugabe, de 84 anos, está no poder desde 1980. Regularmente acusa os opositores de “traidores” ao serviço do Reino Unido, antiga potência colonizadora. O seu principal opositor é Morgan Tsvangirai que irá disputar as eleições com actual presidente.
Correio de Manhã, 14-06-2008
___________________________________________
O meu comentário:
É o mesmo discurso utilizado por apoiantes de Mari Alkatiri: todos aqueles que não são pela Fretilin, cujo Secretário-geral é Alkatiri, são uns vendidos e traidores ao serviço de potências estrangeiras ( nomeadamente a Austrália, Indonésia e USA).
O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, afirmou este sábado que a oposição nunca irá governar o país enquanto ele for vivo e mostrou-se preparado para disputar as eleições presidenciais.
“Que este país seja tomado por traidores enquanto formos vivos é impossível”, afirmou Mugabe, durante o funeral de um antigo combatente da guerra da independência na década de 70.
O presidente do Zimbabué garantiu que ele e os seus aliados estão “dispostos a morrer por este país e a ir para a guerra por ele”.
Já ontem, Mugabe tinha ameaçado com uma possível guerra civil, afirmando que os veteranos da guerra da libertação estariam dispostos “a tomar as armas”, caso a oposição vença as eleições presidenciais de 27 de Junho.
Mugabe, de 84 anos, está no poder desde 1980. Regularmente acusa os opositores de “traidores” ao serviço do Reino Unido, antiga potência colonizadora. O seu principal opositor é Morgan Tsvangirai que irá disputar as eleições com actual presidente.
Correio de Manhã, 14-06-2008
___________________________________________
O meu comentário:
É o mesmo discurso utilizado por apoiantes de Mari Alkatiri: todos aqueles que não são pela Fretilin, cujo Secretário-geral é Alkatiri, são uns vendidos e traidores ao serviço de potências estrangeiras ( nomeadamente a Austrália, Indonésia e USA).
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Mugabe ameaça recorrer às armas se a oposição vencer as eleições presidenciais
Harare - O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, ameaçou recorrer às armas se a oposição vencer a segunda volta das eleições presidenciais em 27 de Junho e afirmou que os veteranos da guerra da independência estão dispostos a combater.
Mugabe, de 84 anos, que está no poder desde que a Rodésia do Sul conseguiu a independência dos britânicos há 28 anos, em 1980, afirma que o partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), «É um partido britânico, financiado pelos britânicos» e que «Nunca permitiremos que o MDC ganhe estas terras pelas quais lutamos, se for para entregá-las aos nossos antigos opressores brancos».
Os comícios do MDC estão proibidos, com acesso apenas aos meios de comunicação, dezenas de apoiantes do partido estão presos, incluindo o secretário-geral Tendai Bitin, acusado de traição, o que pode resultar na pena de morte, e o dirigente do partido, Tsvangirai foi detido quatro vezes em 10 dias.
MDC, Morgan Tsvangirai teve mais votos que Mugabe nas eleições de 29 de Março, mas não chegou aos 50 por cento necessários para evitar uma segunda volta no próximo dia 27 de Junho.
No Zimbabué, a hiperinflação ronda os 2.000.000 por cento e quatro em cada cinco adultos estão desempregados.
PNN Portuguese News Network, 13-06-2008
Campanha presidencial de Robert Mugabe entregue às forças militares
"Foi-nos dito para votarmos na Zanu-PF e disseram-nos que o voto já não é secreto, somos obrigados a votar em frente do nosso comandante", afirmou um oficial da polícia ao repórter da BBC.
No dia em que o líder da Oposição zimbabueana é detido pela terceira vez, a BBC online denuncia um alegado estratagema orquestrado pelo Regime de Mugabe que estará a ser posto em prática pelo Exército para lançar o terror entre os apoiantes de Morgan Tsvangirai e bloquear qualquer tentativa de campanha do Movimento para a Mudança Democrática (MDC).
A BBC afirma ter em seu poder "documentos que indicam que os militares estão activamente envolvidos na segunda volta da campanha de Robert Mugabe" com vista à reeleição na segunda volta das Presidenciais de 27 de Junho.
O artigo refere que o testemunho de cidadãos por todo o Zimbabué, bem como documentação oficial, dão corpo à ideia de que "a violência e a intimidação" estão em campo para garantir a reeleição do Presidente Robert Mugabe.
A BBC sustenta que os documentos que chegaram à sua posse sugerem que essa operação marcada por manobras intimadatórias no seio da comunidade de apoiantes de Morgan Tsvangirai está a ser conduzida pelo Comando Operacional Conjunto (Joint Operations Command - JOC).
O JOC é constituído pelos chefes máximos do Exército e das autoridades responsáveis pela segurança.
Um outro documento oficial do Regime aponta o racionamento alimentar como parte das tácticas do partido Zanu-PF de Mugabe para esta fase final das Presidenciais: "Os bens essenciais devem ser colocados à venda a partir de lojas pró-Zanu-PF", pode ler-se nos documentos, assevera a BBC, sublinhando ainda as indicações para que seja dado um papel principal nestas operações aos temidos veteranos de guerra do Zimbabué.
Estes veteranos, conhecidos pela sua ferocidade, têm sido responsáveis pelas campanhas violentas levadas a cabo no país contra opositores de Mugabe, assim como pelas operações comuns até há uns anos atrás de expropriação de quintas aos cidadãos brancos.
A documentação sugere ainda que estão em marcha operações secretas contra partidários do MDC. Estas operações têm em vista "expurgar" as comunidades Zanu-PF de qualquer elemento pró-Tsvangirai, interditando igualmente as zonas rurais aos activistas da Oposição. O exercício da violência é aconselhado como forma de assegurar resultados positivos às operações em curso.
A Oposição apontou uma estimativa segundo a qual nos últimos seis meses 66 militantes do MDC foram assassinados, 200 estão desaparecidos e 3.000 hospitalizados na sequência de agressões.
O vice-ministro da Informação, Bright Matonga, negou qualquer responsabilidade governamental nessas acções violentas e escusou-se a comentar os dados na posse da BBC, que classificou de "documentos ilegais".
A BBC conseguiu no entanto o testemunho de um oficial da polícia de Harare que confirma ordens de Mugabe aos membros das forças de segurança para que apoiem a Zanu-PF e fechem os olhos à violência dirigida contra os membros do MDC.
Lamentando que a polícia no Zimbabué não seja já independente, este oficial que falou ao abrigo do anonimato por questões de segurança deu ao reporter da BBC o seguinte testemunho: "Foi-nos dito para votarmos na Zanu-PF e disseram-nos que o voto já não é secreto, somos obrigados a votar em frente do nosso comandante".
Morgan Tsvangirai foi detido pela terceira vez em oito dias
No que se está já a tornar numa táctica previsível do Regime Mugabe, o MDC voltou hoje a ser alvo de detenções dirigidas à cúpula do partido.
Pela terceira vez em pouco mais de uma semana, Morgan Tsvangirai foi novamente detido quando realizava uma acção de campanha 200 quilómetros a Oeste da capital Harare, tendo sido mantido durante duas horas numa esquadra da polícia de Kwekwe com 20 dos seus colaboradores mais próximos.
No final, como já antes sucedera nas detenções de quarta e sexta-feira da semana passada, não foi apresentada qualquer acusação formal.
Também o secretário-geral do partido, Tendai Biti, que regressava ao país proveniente da África do Sul, onde se auto-exilou durante algumas semanas após o escrutínio de 29 de Março, foi interceptado no aeroporto por polícias à civil.
Após a detenção, as autoridades fizeram saber que cai sobre Biti a acusação de traição. O secretário-geral do MDC está a ser visado por, durante a primeira volta das eleições, ter divulgado números que dariam a vitória ao seu movimento antes de a comissão eleitoral se pronunciar oficialmente sobre os resultados do escrutínio.
Tsvangirai detido duas vezes em menos de uma semana
Na passada semana, Morgan Tsvangirai foi detido pelas autoridades policiais por duas vezes no espaço de três dias.
Logo na quarta-feira, apenas 12 dias após o regresso ao país, o líder da Oposição esteve detido durante oito horas próximo da segunda cidade do país, juntamente com 14 dos seus colaboradores.
O porta-voz de Tsvangirai, George Sibotshiwe, explicou que o líder do MDC estava a realizar uma acção de campanha quando a comitiva foi travada por uma barreira da polícia, que levou os detidos para Lupane, a Norte de Bulawayo.
Dois dias depois, na sexta-feira, Tsvangirai voltava a ser detido e libertado duas horas depois, numa clara manobra de intimidação por parte do regime de Mugabe.
Morgan Tsvangirai encontrava-se em campanha ainda próximo de Bulawayo quando foi mandado seguir para a esquadra de polícia mais próxima. Ali terá sido interrogado durante 25 minutos, abandonando as instalações duas horas depois.
A polícia anunciou então que por razões de segurança os comícios da Oposição estavam suspensos, o que o porta-voz de Tsvangirai classificou de "clara indicação de que o regime vai fazer tudo o que é necessário para continuar no poder".
Regresso sob o signo da ameaça
Morgan Tsvangirai deixou o Zimbabué depois da primeira volta das eleições presidenciais, que decorreram a 29 de Março e lhe deram uma maioria de votos, para um périplo por países vizinhos com o objectivo de montar um cerco diplomático a Robert Mugabe.
Tsvangirai decidiu adiar o regresso ao país até ao passado mês de Maio, após informações dos seus colaboradores do MDC que asseguravam estar em marcha um golpe militar para o assassinar.
Trata-se de uma realidade que não constitui novidade para o líder do principal partido da Oposição, que já terá escapado a pelo menos três tentativas de assassinato.
Uma delas em 1997, quando indivíduos não identificados tentaram atirá-lo de uma janela de um 10.º andar.
No ano passado, acabou hospitalizado depois de barbaramente agredido pela polícia durante uma acção religiosa com os seus apoiantes.
Paulo Alexandre Amaral, RTP
2008-06-12
__________________________________________________
O meu comentário:
Afirmei há uns meses, numa postagem sobre as eleições zimbabuéanas, que o resultado das eleições presidenciais não depende do escrutínio popular, mas depende do humor de Robert Mugabe e da sua guarda pretoriana. De facto, estão a confirmar-se os meus receios. Que Deus proteja o povo do Zimbabué e Tsvangirai!
domingo, 25 de maio de 2008
Mugabe ameaça expulsar embaixador dos EUA
Zimbabué: Mugabe acusa embaixador dos EUA ingerência e ameaça expulsá-lo do país
Harare, 25 Mai (Lusa) - O Presidente zimbabueano, Robert Mugabe, acusou hoje o embaixador dos Estados Unidos em Harare de se imiscuir nos assuntos internos do país e ameaçou expulsá-lo do Zimbabué.
No discurso em Harare que marcou o lançamento da campanha para a segunda volta das presidenciais, marcada para 27 de Junho, Mugabe acusou o diplomata norte-americano, James McGee, de ter ordenado ao dirigente do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, que regressasse ao Zimbabué.
"Quando o embaixador norte-americano disse a Morgan que regressasse, ele voltou a correr", adiantou, Mugabe referindo-se ao regresso ao país do seu rival nas presidenciais, e vencedor da primeira volta de 29 de Março.
McGee foi chamado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabué depois de ter efectuado uma visita, no passado dia 13, a vítimas hospitalizadas de violência política pós-eleitoral.
Nessa altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros zimbabueano, Simbarashe Mumbengegwi, afirmou que se tratou "de um primeiro aviso ao embaixador norte-americano de que não será tolerada qualquer ingerência".
Hoje, Mugabe afirmou : "Ele diz que combateu no Vietname, mas combater no Vietname não lhe dá o direito de interferir nos nossos assuntos internos".
"Estou só à espera para ver se ele dá mais um passo em falso. Ele sairá" do Zimbabué disse o Presidente.
"Se continuar a agir desta forma, expulso-o", ameaçou.
De acordo com as convenções e protocolos estabelecidos os diplomatas podem ser expulsos se interferirem nos assuntos internos do país onde estão colocados.
James McGee, nomeado embaixador no Zimbabué em 2007, ao mesmo tempo que outros diplomatas ocidentais, provocou a ira de Mugabe quando visitou, com outros diplomatas ocidentais, vítimas da violência nos subúrbios da capital, sem ter previamente informado as autoridades.
O incidente registou-se quando a polícia exigiu que os diplomatas - britânico, norte-americano, japonês, holandês, da Tanzânia e da União Europeia - exibissem uma autorização para visitar hospitais e um alegado campo de tortura.
O embaixador norte-americano James McGee insistiu em prosseguir caminho, o que conseguiu após uma hora, mas sob escolta policial.
MV.
Lusa/Fim
(Notícias Sapo.pt)
Harare, 25 Mai (Lusa) - O Presidente zimbabueano, Robert Mugabe, acusou hoje o embaixador dos Estados Unidos em Harare de se imiscuir nos assuntos internos do país e ameaçou expulsá-lo do Zimbabué.
No discurso em Harare que marcou o lançamento da campanha para a segunda volta das presidenciais, marcada para 27 de Junho, Mugabe acusou o diplomata norte-americano, James McGee, de ter ordenado ao dirigente do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, que regressasse ao Zimbabué.
"Quando o embaixador norte-americano disse a Morgan que regressasse, ele voltou a correr", adiantou, Mugabe referindo-se ao regresso ao país do seu rival nas presidenciais, e vencedor da primeira volta de 29 de Março.
McGee foi chamado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabué depois de ter efectuado uma visita, no passado dia 13, a vítimas hospitalizadas de violência política pós-eleitoral.
Nessa altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros zimbabueano, Simbarashe Mumbengegwi, afirmou que se tratou "de um primeiro aviso ao embaixador norte-americano de que não será tolerada qualquer ingerência".
Hoje, Mugabe afirmou : "Ele diz que combateu no Vietname, mas combater no Vietname não lhe dá o direito de interferir nos nossos assuntos internos".
"Estou só à espera para ver se ele dá mais um passo em falso. Ele sairá" do Zimbabué disse o Presidente.
"Se continuar a agir desta forma, expulso-o", ameaçou.
De acordo com as convenções e protocolos estabelecidos os diplomatas podem ser expulsos se interferirem nos assuntos internos do país onde estão colocados.
James McGee, nomeado embaixador no Zimbabué em 2007, ao mesmo tempo que outros diplomatas ocidentais, provocou a ira de Mugabe quando visitou, com outros diplomatas ocidentais, vítimas da violência nos subúrbios da capital, sem ter previamente informado as autoridades.
O incidente registou-se quando a polícia exigiu que os diplomatas - britânico, norte-americano, japonês, holandês, da Tanzânia e da União Europeia - exibissem uma autorização para visitar hospitais e um alegado campo de tortura.
O embaixador norte-americano James McGee insistiu em prosseguir caminho, o que conseguiu após uma hora, mas sob escolta policial.
MV.
Lusa/Fim
(Notícias Sapo.pt)
sábado, 10 de maio de 2008
Zimbabwe: Morgan Tsvangirai vai à segunda volta das presidenciais
Novo acto eleitoral pode ser a 23 de Maio
10.05.2008 - 17h30 AFP
O líder da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, anunciou hoje que vai à segunda volta das eleições presidenciais depois de ter obtido um resultado de 47,9 por cento na primeira volta, em 29 de Março.
Tsvangirai contesta os resultados apurados, divulgados mais de um mês após o acto eleitoral, depois de ter sido pedida uma recontagem dos votos pelo actual Presidente Robert Mugabe. Mas, segundo a lei do país, se Tsvangirai se recusasse a ir à segunda volta, Mugabe seria reeleito automaticamente.
Em declarações na África do Sul, onde se encontra Tsvangirai afirma que corre pelo povo, que se sentiria “traído” se ele não concorresse. Mas pede o fim da violência e o acesso ao país de media internacionais e observadores para que o processo eleitoral seja transparente.
“Eu e o povo estamos prontos para esta segunda volta”.
Resta agora que a Comissão Eleitoral marque uma data para a segunda volta, o que ainda não foi feito. Tsvangirai afirma que o dia 23, quando se completam três semanas após a divulgação dos dados da primeira volta, é uma das datas possíveis.
O MDC, o partido da oposição liderado por Tsvangirai acuisa o Governo de perseguição e de ter assassinado 25 apoiantes do partido desde as eleições de 29 de Março.
Público Online, 11-05-2008
10.05.2008 - 17h30 AFP
O líder da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, anunciou hoje que vai à segunda volta das eleições presidenciais depois de ter obtido um resultado de 47,9 por cento na primeira volta, em 29 de Março.
Tsvangirai contesta os resultados apurados, divulgados mais de um mês após o acto eleitoral, depois de ter sido pedida uma recontagem dos votos pelo actual Presidente Robert Mugabe. Mas, segundo a lei do país, se Tsvangirai se recusasse a ir à segunda volta, Mugabe seria reeleito automaticamente.
Em declarações na África do Sul, onde se encontra Tsvangirai afirma que corre pelo povo, que se sentiria “traído” se ele não concorresse. Mas pede o fim da violência e o acesso ao país de media internacionais e observadores para que o processo eleitoral seja transparente.
“Eu e o povo estamos prontos para esta segunda volta”.
Resta agora que a Comissão Eleitoral marque uma data para a segunda volta, o que ainda não foi feito. Tsvangirai afirma que o dia 23, quando se completam três semanas após a divulgação dos dados da primeira volta, é uma das datas possíveis.
O MDC, o partido da oposição liderado por Tsvangirai acuisa o Governo de perseguição e de ter assassinado 25 apoiantes do partido desde as eleições de 29 de Março.
Público Online, 11-05-2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Mugabe perdeu as eleições
A oposição zimbabuéana obteve a maioria dos assentos no parlamento e a maioria dos votos das presidenciais nestas eleições, segundo os observadores e os meios de comunicação social.
Tzvangirai vai ser o novo presidente do Zimbábue.
A primeira tarefa do novo presidente é levantar de novo a economia destruída pela demagogia e populismo de Robert Mugabe, provocando uma inflação altíssima impensável até nos mais pobres países do terceiro mundo.
Tzvangirai vai ser o novo presidente do Zimbábue.
A primeira tarefa do novo presidente é levantar de novo a economia destruída pela demagogia e populismo de Robert Mugabe, provocando uma inflação altíssima impensável até nos mais pobres países do terceiro mundo.
Resta saber qual será o futuro próximo de Mugabe! Exílio ou julgamento pelos crimes de lesa-economia?!
Etiquetas:
Eleições zimbabuéanas,
MDC - Movimento para Mudança Democrática,
Morgan Tzvangirai,
Robert Mugabe
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