Mostrar mensagens com a etiqueta Sakunar Sacana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sakunar Sacana. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Visitando outro blogue (14)


Nas minhas habituais espreitadelas nos vários blogues sobre Timor, encontrei um texto de António Veríssimo, antigo moderador do blogue Timor Lorosae Nação, afastado (presume-se) do referido fórum por imprimir um cunho mais democrático na moderação dos comentários dos leitores, que em entrelinhas transparece uma certa mágoa pela incompreensão de algumas mentes mais fundamentalistas.

Apesar de diferenças de posicionamento político relativamente à política timorense, António Veríssimo tem recebido palavras de solidariedade de timorenses e amigos de Timor de vários quadrantes ideológicos, habituais leitores e comentaristas do Timor Lorosae Nação, estranhando o seu afastamento voluntário (?) e também porque se verificou que assim que este moderador democrata saiu de cena os senhores do lápis azul agiram de imediato, cortando vários comentários dos seus habituais participantes na discussão. Transcrevo também nesta postagem o comentário de Sakunar Sacana sobre o referido texto de António Veríssimo.


ACORDAI!

Evidentemente que quem envereda por se expor está a partir desse momento a habilitar-se a sofrer críticas. É natural. Não importa se são construtivas ou destrutivas, importa que são críticas que reflectem pontos de vista de quem reage à nossa opinião ou comportamento, seja onde for. Pode ser no cinema, rádio, televisão, política, jornais, etc. Coisa pública é assim e pior ainda quando se dá a cara, porque nos toca directamente. É normal. Nesta coisa dos blogues também é assim e se houver quem diga que não é saudável ficarei muito espantado.

Após as críticas a que se sujeita quem se expõe podemos fazer duas de muitas coisas: responder ou não responder e fazer que ignoramos. Claro que ainda podemos nem sequer tomar delas conhecimento, bastando para isso, neste caso, no caso dos blogues, não as ler e pura e simplesmente atirá-las para o lixo electrónico se chegarem por mail, ou não ler os comentários de for o caso. Cá por mim as críticas são para tomar em consideração, exceptuando as que vêm recheadas de palavras imprópria para consumo saudável.

Sei, porque sei, que no caso daquilo que está inserido no Timor Lorosae Nação, nos comentários, as críticas são provenientes, na maior parte dos casos de gente jovem, mas também de meia-idade, algumas até de organismos estatais de TL, vulgo funcionários públicos… ou lá próximo. Só por esse facto, pela falta de conhecimentos, pela falta de vivências, predisponho-me sempre a ser complacente e didáctico tanto quanto posso e sei, sem saber se realmente o consigo.

Sobre Timor-Leste, no Timor Lorosae Nação, principalmente, tenho procurado fazer sentir com toda a honestidade os meus receios relativamente à situação política do país e se algumas vezes exagero faço-o conscientemente, considerando esse exagero como se fosse um safanão que temos de dar a quem é mais dorminhoco e não quer acordar. Evidentemente que me podem mandar bugiar – que é aquilo que alguns fazem – e dizer-me que não tenho nada de lhes interromper o sono. Tudo bem. Mas isso não invalida que de vez em quando até indirectamente o safanão lhes toque.

Ensinou-me a vida que há os que acordam e aqueles que preferem viver na sonolência para não perderem lugar no colchão. Nem sabem eles que o melhor é estarmos despertos. Esse é um dos principais estádios do ser humano livre e é aquilo que nos diferencia de toda a outra bicharada.

Mas há quem não pense assim e eu vou ter de respeitar. Eu quero respeitar. Eu consigo respeitar. Eu sei respeitar.

O simples facto de muitas das pessoas que me criticam serem timorenses e às vezes parecerem estar zangadas comigo incomoda-me, desconforta-me. Como me desconforta ter sabido desde sempre que houve timorenses que traíram os irmãos antes e depois da ocupação indonésia, tendo-o feito voluntariamente e a cobrar benefícios. É que eu nem conseguia imaginar timorenses a trair os seus próprios irmãos, tal como o fizeram certos portugueses durante a ocupação espanhola ou durante as invasões francesas, nada disso. Evidentemente que nesse aspecto era eu que estava a dormir e tive de acordar para a realidade dolorosa.

Timorense, para mim, até determinada altura, era algo de puro, de transcendente, por ter sido aquilo que vi e senti nos anos em que acordava e adormecia com timorenses à minha volta, com eles todo o dia vivia. E se vivia! Mas está bem (mal), pronto, no melhor pano cai a nódoa… e em Timor também passou a existir traidores. Afinal, tal qual as baratas, há por todo o lado e na maior parte das vezes nem os vimos. Exactamente porque agora (e de há tempos para cá) já admito a existência de traidores de origem timorense é que imponho a mim próprio muitas cautelas nas análises que faço e nas pesquisas que me podem ou não pôr de sobreaviso sobre certas pessoas e situações.

Não me importam sobremaneira as pessoas do povo que possam ou não trair um amigo, um vizinho, apesar de as reprovar seriamente. Aquilo que me importa é os traidores da elite. Os que detêm as rédeas do Poder Militar e Político, os que se esforçam denodadamente por segurarem também as rédeas do Poder Judicial. São esses que me importam e me preocupam bastante. É contra esses que estou… e não me importa de que partidos políticos sejam ou venham a ser. Esses são os verdadeiros inimigos dos timorenses, os verdadeiros inimigos de Timor-Leste!

Evidentemente que quando se fala e se comprovam “negociatas” de cedências de terrenos que abrangem áreas enormes de um país tão pequeno, quando se fala em processos contratuais de muitas dezenas de anos ou até uma centena ou mais.

Quando se fala de deixar para outros os controles de regulação da exploração do Mar de Timor…

Quando não se fala, nem quase nada se faz, para resolver os problemas dos desalojados, da Lei da Terra e das Propriedades…

Quando se fala em despender quase dois milhões de dólares americanos em viaturas para deputados e nem um milhão se despende para construção de casas…

Quando se abraçam impavidamente generais torcionários de centenas de milhares de timorenses ou se vai ao funeral de um ditador - principal responsável por essas centenas de milhares, quando podem para o efeito da manutenção de boas relações diplomáticas enviar um Secretário de Estado…

Quando se nomeiam mulheres e familiares de ministros e detentores de outros cargos de Estado para negócios que por vezes envolvem milhões de dólares…

Quando a “vox populi” e a oposição falam em corrupção acentuada e a reacção é a esfarrapada frase “os rumores em Timor…” em busca do esvaziamento dos “zunzuns” e/ou do que é apontado como indícios…

Quando se prometeu roupas, calçado, computadores nas escolas… mas as crianças continuam esfarrapadas, mal vestidas, descalças, sem frequentar as aulas pedindo e vagueando pelas ruas…

Quando essas mesmas crianças apedrejam a viatura do primeiro-ministro e lhe chamam traidor e ainda isso pincham nas paredes… Mas, afinal, quem não quer um safanão e acordar deste pesadelo?

Certo e sabido é que mais uma vez virão para os comentários dizer que esta é uma operação Fretilin, patati-patatá…

Ora, meus caros, eu quero que a Fretilin, e todos os partidos que não respeitem as regras democráticas vão prá… (isso)! Quem poderia acusar de traição os que não agissem como mais acima reza e me parece ser incontestável?

Se, na realidade, conforme o prometido, as prioridades fossem para a reconstrução de casas e realojamento das pessoas…

Se as crianças andassem TODAS a frequentar o ensino OBRIGATÓRIO e não a vadiar, a esmolar… (é que andando uma na rua nessas circunstâncias em horário escolar já é demais).

Se os negócios e medidas anunciadas para esses negócios não existissem e em vez disso se notasse uma forte aposta no desenvolvimento das pescas, da indústria, da agricultura dirigida para produtos necessários às populações de forma a fomentar a auto-sustentabilidade…

Assim, quem poderia chamar-lhes traidores?

Assim, quem poderia reprovar as decisões e as medidas postas em prática?

Não seria assim que não se deixaria lugar a dúvidas de que o “regime” anterior não prestava ou pelo menos que este governo era melhor?

Seria, seria, mas não é aquilo que infelizmente acontece, antes pelo contrário. Como tal, porque tudo se está a desenhar para um apressado e violento saque das riquezas do país, pertencentes ao seu povo e para ele disso beneficiar desde JÁ, porque os traidores e criminosos saqueadores sabem muito bem aquilo que estão a fazer e tementes requerem com veemência que militares estrangeiros os protejam…

Acordem, aproveitem os safanões e procurem alternativas que devolvam o seu a seu dono, aos timorenses, porque os saqueadores já roubaram demais até este momento. Já assim o estão a fazer desde o princípio deste século, antes da proclamação da independência reconhecida pela comunidade internacional!

Chega! ACORDAI!

António Veríssimo

Publicado no blogue http://paginalusofona.blogspot.com/

Comentário de Sakunar Sacana:

Amigo Veríssimo:

Ao ler o seu texto, aliás muito bem "esgalhado", lembrei-me de um comentário meu que como o seu também fala de "O SEU A SEU DONO" e envio-lho como uma achega para construção de idéias e "desidéias" sobre Timor. Um abraço.

XANANA ESTÁ A GOVERNAR O PAÍS COM UM ORÇAMENTO EQUIVALENTE A QUATRO ANOS DE ORÇAMENTO DE ESTADO DO MEU TEMPO. (Mari Alkatiri)

Alkatiri ainda não percebeu que o dinheiro do petróleo de Timor pertence ao povo e não a ele, à sua família, e à Fretilin?

Um povo que sofreu durante séculos a pobreza que uma colonização pobre, que nada lhe deu, e que ansiava pela sua independência, tanto política como económica, principalmente para poderem usufruir dos bens a que tem direito, não pode sem um sentimento de revolta compreender, que enquanto alguns governantes ficam ricos, eles os efectivos donos do pais continuam pobres.

Os orçamentos rigorosos do Mari Alkatiri, foram rigorosos mas curtos, pois que para ele apenas contavam aqueles que giravam à sua volta, e os que possuíam os tais cartões mágicos de sócios da Fretilin.

Quando o Primeiro Ministro Xanana que ele coloca agora ao nivel de estúpido, começou a governar, determinou como objectivo primeiríssimo o povo, o tal povo que durante quatro longos anos de Independência tinha visto ao longe o brilho da riqueza na mão daqueles que o governava.

O que o Xanana está a fazer é dar um pouco do SEU A SEU DONO, pois que em 8 meses de governação, onde foi de todo o modo destabilizado pela acção dos patriotas Fretilianos que como sempre pôem o Partido acima da Nação, pouco poderia fazer sobre reformas e implementações de raíz.

Os problemas deixados pelo governo anterior, como os desalojados e os principalmente os peticionários e também os atentados contra o PRESIDENTE e PRIMEIRO MINISTRO, surgidos, estou certo, da necessidade de destabilizar, foram obstáculos de grande relevo no panorama político da Nação.

Quando o doente está a morrer, PRIMEIRO USAM-SE OS REMÉDIOS E SÓ DEPOIS SE PERGUNTA QUEM OS VAI PAGAR.

O Orçamento de Xanana é isso mesmo, era urgente salvar o doente, o povo, e por isso o orçamento teria que ser maior do que o de Alkatiri, E AINDA BEM!

...A CRIAÇÃO DE UM FUNDO QUE JÁ ULTRAPASSOU EM MUITO AS EXPECTATIVAS, QUE JÁ ATINGIU O VALOR QUE ERA ESPERADO TER EM 2019.

Claro que o fundo referido é mesmo esse que nós sabemos, e que determina, a urgência que o Mari pôe nas eleições antecipadas. O dinheirão que está guardado em nome de Timor, e que pertence a todos os Timorenses, faz cócegas nas mãos do senhor Alkatiri, pois que ainda por cima o Xanana está a dividi-lo pelos seus donos (o povo) em subsídios para a terceira idade, e outros benefícios a que o povo tem direito.

Já surgem reclamações de que os subsídios que o governo está a dar para compensar o aumento do preço dos artigos de primeira necessidade, mata a agricultura, pois que esses artigos ficam mais baratos do que podem ser produzidos. Demagogias de quem nunca se preocupou com a agricultura, deixando àreas como as de Suai e outras, entregues a pessoas que apenas davam assistência aqueles que eram das suas cores.

Como disse o meu amigo A. Veríssimo de que no tempo de Mari Alkatiri “Mais importante que regular a intromissão da igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida”.

Concordo e subscrevo.

VAMOS FAZER UM TRABALHO POLÍTICO MAIS PROFUNDO COM A POPULAÇÃO PARA ESTA ENTENDER A SITUAÇÃO E VER A DIFERENÇA ENTRE ESTES DOIS GOVERNOS".(Mari Alkatiri)

O trabalho profundo que Mari terá que fazer é explicar ao povo que aquilo que Xanana faz é mau para o País porque esses subsídios que o governo está a dar facilitando a vida difícil dos Timorenses, os vai tornar preguiçosos e dependentes desses benefícios.

Que a Fretilin vai fazer orçamentos pequenos, fáceis de executar e vai criar estruturas nacionais para aumentar a riqueza do País, e que daqui a 20 ou 30 anos o povo já pode começar a usufruir da riqueza Nacional. Antes, subsídios e outros beneficios para o povo, NADA.

Que todos aqueles que quizerem ser Timorenses de “gema” terão que ter o cartãozinho e cotas em dia, e esses sim podem ter todas as benesses de Timorenses.

Mari tem que pensar que esse trabalho político mais profundo já está feito pois que o povo de Timor, é, mercê de muitas mentiras do passado, desde dos tempos de “hori uluk”, um politíco atento a todas as nuances da governação.

O Mari que não se esqueça que a força da Fretilin é uma força de “suku”, que se encontra no Leste do País, e que essa força são essencialmente os 29% da votação que encontrou nas ultimas eleições. Eles votaram na Fretilin de Luolo e não na Fretilin de Alkatiri, cujo “suku” se situa no Yémen, e em Maputo.

Não se esqueça que o trabalho profundo com a população, fez ele próprio durante os quatro anos de governação, e mais, que o Luolo está à espreita para um dia ser o Secretário-Geral.

Quem o avisa amigo(?) é. Amigo? conhecido e de longe.


SAKUNAR SACANA

18 de Junho de 2008 7
:06

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Comentários a propósito da entrevista de Alkatiri a SIC

Está a decorrer, no blogue Timor Lorosae Nação, um debate acalorado à volta da entrevista que Mari Alkatiri concedeu ao canal da televisão SIC. Passo a transcrever alguns textos mais significativos da caixa de comentários da postagem «Alkatiri na SIC: O MUNDO TEM OS OLHOS POSTOS EM TIMOR», de 10 de Junho, para vos transmitir um cheirinho da discussão.


«XANANA ESTÁ A GOVERNAR O PAÍS COM UM ORÇAMENTO EQUIVALENTE A QUATRO ANOS DE ORÇAMENTO DE ESTADO DO MEU TEMPO.» (Mari Alkatiri)

Alkatiri ainda não percebeu que o dinheiro do petróleo de Timor pertence ao povo e não a ele, à sua família e à Fretilin?

Um povo que sofreu durante séculos a pobreza que uma colonização pobre, que nada lhe deu, e que ansiava pela sua independência, tanto política como económica, principalmente para poderem usufruir dos bens a que tem direito, não pode sem um sentimento de revolta compreender que, enquanto alguns governantes ficam ricos, eles os efectivos donos do país continuam pobres.

Os orçamentos rigorosos do Mari Alkatiri foram rigorosos, mas curtos, pois, que para ele apenas contavam aqueles que giravam à sua volta e os que possuíam os tais cartões mágicos de sócios da Fretilin.

Quando o Primeiro Ministro Xanana que ele coloca agora ao nível de estúpido, começou a governar, determinou como objectivo primeiríssimo o povo, o tal povo que durante quatro longos anos de Independência tinha visto ao longe o brilho da riqueza na mão daqueles que o governava.

O que o Xanana está a fazer é dar um pouco do SEU A SEU DONO, pois que em oito meses de governação, onde foi de todo o modo desestabilizado pela acção dos patriotas Fretilianos que como sempre põem o Partido acima da Nação, pouco poderia fazer sobre reformas e implementações de raiz.

Os problemas deixados pelo governo anterior, como os desalojados e os principalmente os peticionários e também os atentados contra o PRESIDENTE e PRIMEIRO MINISTRO, surgidos, estou certo, da necessidade de desestabilizar, foram obstáculos de grande relevo no panorama político da Nação.

Quando o doente está a morrer, PRIMEIRO USAM-SE OS REMÉDIOS E SÓ DEPOIS SE PERGUNTA QUEM OS VAI PAGAR.

O Orçamento de Xanana é isso mesmo, era urgente salvar o doente, o povo, e por isso o orçamento teria que ser maior do que o de Alkatiri, E AINDA BEM!


«...A CRIAÇÃO DE UM FUNDO QUE JÁ ULTRAPASSOU EM MUITO AS EXPECTATIVAS, QUE JÁ ATINGIU O VALOR QUE ERA ESPERADO TER EM 2019.»

Claro que o fundo referido é mesmo esse que nós sabemos, e que determina, a urgência que o Mari põe nas eleições antecipadas. O dinheirão que está guardado em nome de Timor, e que pertence a todos os Timorenses, faz cócegas nas mãos do senhor Alkatiri, pois que ainda por cima o Xanana está a dividi-lo pelos seus donos (o povo) em subsídios para a terceira idade, e outros benefícios a que o povo tem direito.

Já surgem reclamações de que os subsídios que o governo está a dar para compensar o aumento do preço dos artigos de primeira necessidade, mata a agricultura, pois que esses artigos ficam mais baratos do que podem ser produzidos. Demagogias de quem nunca se preocupou com a agricultura, deixando áreas como as de Suai e outras entregues a pessoas que apenas davam assistência àqueles que eram das suas cores.

Como disse o meu amigo A. Veríssimo de que no tempo de Mari Alkatiri “Mais importante que regular a intromissão da Igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida”.

Concordo e subscrevo.

«VAMOS FAZER UM TRABALHO POLÍTICO MAIS PROFUNDO COM A POPULAÇÃO PARA ESTA ENTENDER A SITUAÇÃO E VER A DIFERENÇA ENTRE ESTES DOIS GOVERNOS".» (Mari Alkatiri)

O trabalho profundo que Mari terá que fazer é explicar ao povo que aquilo que Xanana faz é mau para o País porque esses subsídios, que o governo está a dar, facilitando a vida difícil dos Timorenses, os vai tornar preguiçosos e dependentes desses benefícios.

Que a Fretilin vai fazer orçamentos pequenos, fáceis de executar e [que] vai criar estruturas nacionais para aumentar a riqueza do País, e que daqui a 20 ou 30 anos o povo já pode começar a usufruir da riqueza Nacional. Antes, subsídios e outros benefícios para o povo, NADA.

Que todos aqueles que quiserem ser Timorenses de “gema” terão que ter o cartãozinho e cotas em dia, e esses sim podem ter todas as benesses de Timorenses.

Mari tem que pensar que esse trabalho político mais profundo já está feito pois que o povo de Timor, é, mercê de muitas mentiras do passado, desde dos tempos de “hori uluk”, um politíco atento a todas as nuances da governação.

O Mari que não se esqueça que a força da Fretilin é uma força de “suku”, que se encontra no Leste do País, e que essa força são essencialmente os 29% da votação que encontrou nas últimas eleições. Eles votaram na Fretilin de Luolo e não na Fretilin de Alkatiri, cujo “suku” se situa no Yémen e em Maputo.

Não se esqueça que o trabalho profundo com a população fez ele próprio durante os quatro anos de governação, e mais, que o Luolo está à espreita para um dia ser o Secretário-Geral.

A arrogância como tudo tem um fim, e ele, como o tal peru da história, também há-de ter o seu Natal.

SAKUNAR SACANA

11 de Junho de 2008 22:50

Resposta da Margarida às argumentações do Sakunar Sacana
.
“A arrogância como tudo tem um fim, e ele, como o tal peru da história, também há-de ter o seu Natal.” ?????

A arrogância deste sacana apenas é ultrapassada pela sua imbecilidade, bestialidade e desejo de vingança. E em qualquer sociedade sugestões de abater cidadãos são crimes de ódio devidamente sancionados.

12 de Junho de 2008 1:45


O Sakunar Sacana contrapõe com a seguinte argumentação.

Tenho muita pena que a D. Margarida não consiga compreender o sentido figurado desta frase.

A morte política de um político é aquilo que tantas vezes desejou para outros políticos Timorenses.

Por que motivo se abespinha tanto com a questão do peru se foi você própria que começou com a história do natal do peru?

Tenha calma, e se ler o que escrevi verá que até dou bons conselhos ao seu Kamarada ALKATIRI.

SAKUNAR SACANA

12 de Junho de 2008 3:45


Margarida contra-ataca.

E descaradamente mentiroso! São sempre mentirosos estes trastes.

12 de Junho de 2008 3:50


Na mesma caixa de comentários estão também estes dois textos de Maria logo a seguir às intervenções de Sakunar e Margarida.


Alkatiri considera que falta pouco para o Governo de Xanana Gusmão chegar ao fim.

"O mundo inteiro tem os olhos postos em Timor-Leste", diz Mari Alkatiri, mas não pelas melhores razões.
"Logo depois da restauração da independência fomos quase sempre elogiados pela forma como estávamos a conduzir a reconstrução do país e na criação de um estado democrático de direito", descreve o secretário-geral da Fretilin.

Mas esta situação mudou com a crise de 2006 e com "novo governo que não tem nenhum sentido de Estado", acusa Alkatiri.
"Xanana não tem legitimidade para governar o país porque perdeu as eleições, e nos últimos nove meses de governação só gastou dinheiro", acrescentou.

Alkatiri descarta a possibilidade de um golpe de Estado: "Não vamos fazer o que outros fizeram em 2006 contra o governo da Fretilin. Vamos fazer um trabalho político mais profundo com a população para esta entender a situação e ver a diferença entre estes dois governos".
O secretário-geral da Fretilin diz que a actual aliança está a sofrer baixas e que falta pouco para mostrar que o governo de Xanana Gusmão "tem os dias contados". "Vai haver auditorias às contas do governo porque há muitas alegações de corrupção", afirmou.

Comentários:

Para Alkatiri, o conceito de 'falta pouco' varia como os ventos.

No início, em Agosto de 2007, Alkatiri apregoava que o Governo de Xanana Gusmão só teria duas semanas para governar; um mês depois, em Setembro, estas duas semanas subiram para um ano.

Nove meses depois, neste momento, o 'falta pouco' poderá significar uns anos, talvez até Maio de 2012, até às próximas eleições legislativas.

Como é que a AMP está a enfraquecer se a Aliança agora possui também o apoio da UNDERTIM, contando já com 39 votos no Parlamento?!

Como poderá a AMP estar a enfraquecer quando se assiste à golpada frustrada de Alkatiri ter tentado ‘comprar’ os votos do Xavier do Amaral/ASDT, sem que Alkatiri tenha uma cadeira para si próprio e, mesmo assim, tenha prometido sete (!!!) para o partido do Xavier do Amaral – ASDT)?!

Mas, outra ala do partido ASDT também fez a sua reunião extraordinária, na semana passada, com a presença activa dos cinco deputados da ASDT e com o PM Xanana Gusmão e também com o Presidente do PN, Fernando La'Sama.

Enfraquecimento?

Outro conceito de Alkatiri que só gera confusão.

Este Governo não tem sentido de Estado?

Sim, para Alkatiri, em Timor, sempre foi ele, e só ele, quem tem ‘sentido de Estado’. Mas o sentido de Estado do Alkatiri significa “o Estado sou eu, Alkatiri, e não acordem o Leão, que também sou eu, Alkatiri”.

Sobre legitimidade:

Só Alkatiri conhece e sabe interpretar a Constituição de Timor, ninguém mais consegue entender a Constituição timorense.

Este tem sido o problema do Alkatiri. A sua arrogância incontrolável, a sua ignorância quanto à cultura e tradições de Timor, a sua ignorância quanto às sensibilidades timorenses.

É isso que torna Alkatiri um alienado total no mundo timorense.

Agora foi a Lisboa fazer a cruzada ‘à Nino Vieira da Guiné-Bissau" para, quando regressar, fazer o seu golpe e retomar o poder que ele acusa o Presidente Ramos-Horta de lhe ter saqueado.

Vamos aguardar pela execução da estratégia que Alkatiri pretende pôr em prática…

12 de Junho de 2008 8:20


E Maria completa o seu raciocínio com o seguinte comentário.

Sobre declarações de Mari Alkatiri de que foi sempre elogiado pela boa governação.

“Fomos quase sempre elogiados...” diz Alkatiri.

Comentário:

Elogiados em quê?
Elogiados teriam que ser.

Então o Banco Mundial, a ONU e o FMI/IMF não iriam elogiar Alkatiri? Se dissessem que algo estava mal, tal significaria automaticamente que a missão da ONU, o Banco Mundial e o FMI, e todas as agências internacionais, eram uns incompetentes em Timor.

Já viram a fachada?

O que Alkatiri não quer dizer é que a ONU e as agências internacionais sempre o avisaram que iria haver problemas de lei e ordem e segurança do Estado, caso ele continuasse com o seu estilo arrogante, caso ele continuasse a comandar a Polícia e a interferir nas Forças da Defesa, a politizá-las constantemente.

Quantas vezes a ONU o avisou deste perigo de má governação!...

Mas Alkatiri, arrogante como sempre, ignorou sempre estes avisos.

Porquê? – Porque só Alkatiri sabe, ninguém mais pode saber!

Leiam bem os relatórios do Banco Mundial sobre a governação de Alkatiri, mas leiam com muita atenção.

Após umas páginas ‘gabando’ Alkatiri, começa a enumerar tudo o que deve ser feito para se poder ter um bom Governo.

E tudo o que devia ser feito foi exactamente tudo o que Alkatiri não quis fazer.

Por isso se deu a crise de 2006.

Alkatiri sempre esteve focalizado na sua luta pelo poder dentro do partido, contra tudo e contra todos, contra Rogério Lobato, contra Abel Larisina, contra José Luís Guterres, usando a táctica de dividir para reinar.

Por outro lado, Alkatiri tudo fez para enriquecer os seus familiares com o dinheiro do Estado.

Esta é a boa governação de Alkatiri, da qual todos quase sempre o elogiaram?!...

Elogiaram Alkatiri porque enriqueceu a família e a sua clique de camaradas que o obedecem cegamente?!

Por isso, na recente reunião em casa do Alkatiri, este virou-se para os camaradas e disse: eu sempre vos defendi, fiz tudo por vós, e agora, nenhum de vós me defende. Esta declaração de Alkatiri, em sua casa, à frente dos próprios camaradas, fala por si só. Diz tudo. Está abandonado e já ninguém o defende. Por isso, foi procurar “apoios” em Lisboa, Luanda e Maputo. Porque, em Timor, ninguém mais lhe dá importância…

12 de Junho de 2008 8:46

http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/