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sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Assembleia da República congratulou-se pela libertação de Ingrid Betancourt


O PCP (Partido Comunista Português) foi a única bancada parlamentar a votar contra a proposta de voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt (seis em cativeiro nas prisões das FARC - Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia, de inspiração marxista) apresentada pelo PS.

É o mesmo partido (PCP) que apoia e elogia Mari Alkatiri, político timorense que está a destroçar a Fretilin e a tentar incendiar o país.

Tortura a que foi submetida Ingrid Betancourt por torciários das FARC

Betancourt diz que ficou acorrentada 24 horas por dia por 3 anos

A ex-refém deu entrevista pouco antes de deixar a Colômbia com destino a França. Ao falar de seus filhos, disse que encontrou 'adultos com personalidade extraordinária'.

Da Efe

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt contou em uma entrevista transmitida nesta sexta-feira (4) que permaneceu acorrentada 24 horas por dia durante três anos, e que em alguns momentos era submetida a maus-tratos, mas que apesar de tudo tentou "viver com dignidade".

"Tentava carregar as correntes e viver com dignidade, mas às vezes me dava conta de que era insuportável", disse Betancourt em entrevista para a emissora de rádio francesa Europe 1, pouco antes de deixar a Colômbia com destino a França, onde deve chegar na tarde desta sexta-feira.

"Senti que existe a tentação de se abandonar a comportamentos demoníacos (...); acredito que é preciso conservar uma grande espiritualidade para não cair no abismo", disse a ex-refém. "Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos", acrescentou.

Questionada sobre as humilhações às quais foi submetida, respondeu que "havia momentos de maus-tratos", e disse que o tratamento que recebia dos guerrilheiros "era variável" e que "sabia que em qualquer momento esse lado cruel podia surgir".

Veja como foi o resgate dos 15 reféns

A ex-candidata presidencial franco-colombiana não quis entrar em detalhes sobre os maus-tratos, e assinalou que quando entrou no helicóptero do Exército que a libertou junto com outros 14 seqüestrados disse a si mesma que "as pessoas não deveriam conhecer esses detalhes sórdidos."

Além disso, contou que acreditava que seu seqüestro duraria mais quatro anos: os dois que faltam para o fim do mandato do atual governo colombiano, e outros dois que seriam necessários para relançar um processo para a libertação de reféns.

G1 na Colômbia: De 'ressaca' após a libertação de reféns, Bogotá já pensa em novos resgates

Betancourt, que voa em direção a Paris, onde esta tarde vai ser recebida no aeroporto militar de Villacoublay pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que está "ansiosa" para chegar, especialmente para ficar com sua família na França.

Na entrevista, ela disse que está "muito surpreendida" com a popularidade que tem e agradeceu a todos por "acompanhá-la" durante o período em que esteve em cativeiro. "Sinto que sou abençoada por Deus", afirmou.

Ao comentar sobre seus filhos, Betancourt disse que encontrou "adultos com uma personalidade extraordinária, grande inteligência e grande espiritualidade".

Após chegar à base de Villacoublay, Betancourt irá ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.

Globo.com, 4-07-2008
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O meu comentário:
Esta é uma das torturas a que as FARC (amigos e convidados do Partido Comunista Português à Festa do AVANTE) submeteram Ingrid Betancourt nos primeiros três anos de sequestro nas matas de Colômbia. E é este o mesmo partido (PCP) cujo órgão de propaganda AVANTE tem enaltecido os dislates de Mari Alkatiri e a denegrir a imagem de Xanana, o homem que liderou a Resistência timorense nas montanhas de Timor e mais tarde a partir das prisões da ocupante Indonésia.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Veja repercussão internacional da libertação de Ingrid Betancourt

colaboração para a Folha Online

Líderes políticos da França, Espanha e Itália comemoraram a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, que estava desde fevereiro de 2002 em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Ela foi resgatada nesta quarta-feira em uma operação do Exército colombiano, ao lado de outros 14 reféns, entre eles três norte-americanos.

Centenas de colombianos saíram às ruas com bandeiras, enquanto motoristas promoveram um buzinaço. No norte de Bogotá, as ruas foram tomadas por centenas de pessoas que agitavam a bandeira nacional, aplaudiam e gritavam: "livres, livres, livres".

Em Medellín (noroeste), segunda maior cidade colombiana, a imprensa local registrou cenas parecidas.

França

Segundo o Palácio do Eliseu, o presidente Nicolas Sarkozy fará uma declaração sobre a libertação ainda hoje.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, onde era debatido um projeto de lei, porta-vozes de todos os grupos parlamentares tomaram a palavra para comemorar a libertação de Betancourt e pediram que os reféns que permanecem nas mãos das Farc não sejam esquecidos.

A irmã de Betancourt, Astrid, estava na sede do Ministério de Exteriores da França no momento da libertação.

O filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, disse à agência Efe que espera, "de todo coração", que a notícia seja verdadeira para, em seguida, comemorar muito.

Espanha

O presidente José Luis Rodríguez Zapatero, destacou o "lado humano" da libertação, após a situação "quase desesperada" na qual a ex-candidata se encontrava, divulgada nas últimas imagens da ex-candidata presidencial.

O governo espanhol pediu a libertação "incondicional" de todos os reféns e o diálogo, para que seja possível a pacificação das regiões em que as Farc.

"Hoje não só se libertou um refém, mas um símbolo de todos os reféns", acrescentaram fontes do Executivo espanhol.

Itália

O presidente do Senado italiano, Renato Schifani, manifestou "grande satisfação" pelo resgate de Ingrid Betancourt.

Para a vice-presidente da Câmara italiana, Rosy Bindi, essa é "uma notícia extraordinária, que enche o coração de esperança e alegria".

"Venceram a coragem e a dignidade de uma mulher que suportou uma prisão longa e difícil. A tenacidade da sua família nunca se curvou às ameaças das Farc e sempre teve o apoio da opinião pública européia", acrescentou Bindi.

Coincidentemente, a Câmara dos Deputados italiana emitiu nesta quarta-feira uma moção a favor da libertação de Betancourt.

Ex-refém

O ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, que passou seis anos sob o poder Farc, disse estar emocionado com a libertação de Betancourt.

"Este é um ato que devolve a todos os colombianos a fé no país e reafirma à comunidade internacional a seriedade e o caminho adequado que a política de segurança do presidente Álvaro Uribe representa", declarou Araújo a jornalistas.

O chanceler disse estar "muito emocionado e orgulhoso" do Exército colombiano, que esteve à frente da operação.

Araújo ficou em poder da guerrilha entre dezembro de 2000 e o mesmo mês de 2006, quando conseguiu fugir. Três meses depois, foi nomeado ministro das Relações Exteriores.

Com Efe e Ansa
FOLHA ONLINE, 2-7-2008

Exército colombiano liberta Ingrid Betancourt

Ingrid Betancourt libertada

A franco-colombiana Ingrid Betancourt foi resgatada do cativeiro das FARC, em bom estado de saúde, numa operação militar levada a cabo pelo Exército colombiano, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Da operação resultou ainda a libertação de 11 soldados colombianos e de três cidadãos norte-americanos, entre os quais um luso-descendente, Marco Gonsalves.

O ministro adiantou que os 14 reféns libertados estão a ser transportados de helicóptero para San José del Guaviare, capital da região. 'Esta operação foi baptizada de 'Jaque', não tem precedentes e deixa muito bem colocados a qualidade e o profissionalismo das forças armadas colombianas', sublinhou Juan Manuel Santos.

Betancourt e os outros reféns serão depois transferidos para a base aérea de Tolemaida, na região de Tolima, a 190 quilómetros da capital Bogotá.

A senadora, de 46 anos, tinha sido sequestrada pela Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a 23 de Fevereiro de 2002, durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais.

Correio de Manhã, 2-07-2008