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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Acordo Ortográfico: Reforma reforça papel de referência da língua portuguesa - Seixas da Costa

São Paulo, Brasil, 28 Jul (Lusa) - A reforma ortográfica e a promoção internacional do idioma vão reforçar o papel de referência da língua portuguesa, declarou hoje o embaixador de Portugal em Brasília.

Numa artigo publicado no jornal O Globo, Francisco Seixas da Costa salientou a importância da uniformização da ortografia do idioma "de modo a poder prestigiar-se como uma língua internacional de referência".

"Provavelmente nunca chegaremos a uma língua portuguesa que seja escrita de um modo exactamente igual por todos quantos a falam de formas bem diferentes", observou, mas "o acordo ortográfico que está em curso de aplicação pode ajudar muito a evitar que a grafia da língua portuguesa se vá afastando cada vez mais".-

Intitulado "A língua do mar", o artigo realçou o facto de a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na semana passada em Lisboa, ter tido "o tema da língua no centro da sua agenda".

"O português é, sem sombra de dúvida, uma das quatro grandes línguas de cultura do mundo, não obstante outras poderem ter mais falantes", assinalou.

"Nessa língua se exprimem civilizações muito diferentes, da África a Timor, da América à Europa - sem contar com milhões de pessoas em diversas comunidades espalhadas pelo mundo", frisou.

Para o diplomata, "a língua portuguesa não é propriedade de nenhum país, é de quem nela se exprime, não assenta hoje - nem assentará nunca - em normas fonéticas ou sintácticas únicas, da mesma maneira que as palavras usadas pelos falantes em cada país constituem um imenso e inesgotável manancial de termos, com origens muito diversas, que só o tempo e as trocas culturais podem ajudar a serem conhecidos melhor por todos".

O embaixador português avançou que o acordo ortográfico foi assinado em 1990, com entrada em vigor a 01 de Janeiro de 1994, desde que fosse ratificado pelos membros da CPLP.

"Quero aproveitar para sublinhar uma realidade muitas vezes escamoteada: Portugal foi o primeiro país a ratificar o acordo ortográfico, logo em 1991. Se todos os restantes Estados da CPLP tivessem procedido de forma idêntica, desde 1994 que a nossa escrita seria já bastante mais próxima", observou.

Como não foi ratificada, foi necessário criar protocolos adicionais, o primeiro para eliminar a data de 1994, e o segundo para incluir Timor-Leste e para criar a possibilidade de implementação com apenas três ratificações.

"Na votação que o Parlamento português fez, há escassos meses, desse segundo protocolo, apenas três votos se expressaram contra", referiu.

"Isto prova bem - prosseguiu - que, no plano oficial, há em Portugal uma firme determinação de colocar o acordo em vigor, não obstante existirem, na sociedade civil portuguesa - como aliás, acontece em outros países, mesmo no Brasil -, vozes que o acham inadequado ou irrelevante".

Seixas da Costa destacou ainda a recente criação por parte de Portugal de um fundo para a promoção do idioma, com uma verba inicial de 30 milhões de euros e aberto à contribuição de outros países.

"Esperamos que esta medida, ligada às decisões comuns que agora saíram da Cimeira de Lisboa da CPLP, possa ajudar a dar início a um tempo novo para que o português se firme cada vez mais no mundo, como instrumento de poder e de influência de quantos o utilizam", disse.

MAN.
28 de Julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

CPLP/Cimeira: Língua Portuguesa e "energia" na "Cimeira da Língua" (SÍNTESE)

*** Por José Sousa Dias, da Agência Lusa ***

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - A afirmação da Língua Portuguesa na cena internacional é a meta "ambiciosa" definida pelo governo de Portugal para dar maior visibilidade e prestígio à CPLP, cuja Cimeira de Lisboa "rendeu" o apoio dos "oito" Estados-membros.

Maior contribuinte líquido da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal, a par do Brasil, quer liderar um processo que, desde a fundação da organização, em 1996, tem sido, afinal, descurado, tal como assumiu o novo presidente do Conselho de Ministros, Luís Amado, chefe da diplomacia portuguesa.

Educação, Cultura e Energia serão os vectores "prioritários", disse de manhã o primeiro-ministro português, havendo espaço, "muito espaço", referiu, à tarde, José Sócrates, para negociar a questão petrolífera.

Três dos Estados membros da comunidade lusófona são países exportadores de petróleo (Angola, Brasil e Timor-Leste) e dois outros são potenciais exportadores (Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe), associados a um sexto país, Guiné Equatorial, que tem o estatuto de observador associado junto da CPLP e é o quarto maior exportador de crude do continente africano.

Para Portugal, a questão da Energia, embora apresentada quase em rodapé ao longo da cimeira, centra-se, porém, numa perspectiva mais vasta, uma vez que se insere no âmbito da diversificação das relações comerciais portuguesas, que já levaram Sócrates à China, Argélia, Rússia, Venezuela e Líbia, além dos "irmãos" Angola e Brasil.

O "interesse da CPLP" na Guiné Equatorial, contudo, esbarrou nas divergências entre alguns Estados membros da comunidade lusófona, que argumentam com a inexistência naquele país do Golfo da Guiné do Português como língua oficial, oficialmente, e com as violações aos Direitos Humanos, nos bastidores.

No entanto, Luís Amado acabou por ser taxativo, ao "conceder" que Portugal, durante a sua presidência, irá analisar o processo de adesão como membro de pleno direito do país liderado desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema, que queria o assunto já resolvido na Cimeira de Lisboa.

A atribuição do estatuto de observador associado ao Senegal, que se junta à Guiné Equatorial e às ilhas Maurícias, acabou por ser um processo "natural", tal como disse à Agência Lusa fonte comunitária, que não escondeu os "entraves" postos por Angola à integração de Marrocos na lista de "colaboradores" da organização.

O acordo ortográfico e o programa de valoração da Língua Portuguesa marcaram o encontro de Lisboa, considerado por Sócrates como a "Cimeira da Língua", pois permitiu definir as orientações a seguir para além dos próximos dois anos.

Mas o paradoxo é o aumento de apenas 34 mil euros no orçamento para este ano e para o próximo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), o "motor" da aplicação do plano de valorização do Português no mundo.

Os orçamentos para 2006 e 2007, aprovados na Cimeira de Bissau, ascenderam a 148.500 euros, considerado "insuficiente" pela reconduzida presidente, a linguista angolana Amélia Mingas, que tem reclamado mais meios financeiros e humanos para levar a cabo a sua missão.

Para o próximo biénio, Amélia Mingas contará com 183.230 euros, apesar de estar subjacente os 30 milhões de euros destinados pelo governo português ao Fundo da Língua Portuguesa.

O acordo de cooperação consular, mas que ainda não entra em vigor porque falta a assinatura de alguns países, é aquilo que mais se aproxima da vontade dos "oito" Estados-membros em abolir os vistos de entrada nos diferentes países, permitindo alguma flexibilização, em áreas como a educação, por exemplo, na atribuição das autorizações de entrada.

Notada foi, a partir do meio da tarde, a ausência do

Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que abandonou os trabalhos da cimeira em direcção à residência do Embaixador, onde teve lugar uma conferência de imprensa exclusiva a jornalistas brasileiros.

Na ocasião, Lula evocou o projecto brasileiro de criação de uma Universidade Luso-Afro-Brasileira, para cerca de 5.000 estudantes no Estado do Ceará, como contribuição para a Lusofonia do "mais importante" dos "oito", em termos económicos e demográficos.

Lusa/Fim
25 de Julho de 2008

CPLP/Cimeira: Portugal assume hoje a presidência da comunidade lusófona

Lisboa, 25 Jul (Lusa) - Seis chefes de Estado, um primeiro-ministro e um chefe da diplomacia vão aprovar hoje a Declaração de Lisboa e o plano de acção da Presidência de Portugal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cuja VII Cimeira decorre hoje na capital lusa.

Ao longo do dia, os representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste deverão aprovar as recomendações saídas da XIII Reunião do Conselho de Ministros, que decorreu quinta-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Sob o lema "Língua Portuguesa: Um Património Comum, Um Futuro Global", a cimeira assinala também a transferência para Portugal da presidência rotativa da organização, que contará também, ao longo dos próximos dois anos, com a liderança do Conselho de Ministros da comunidade lusófona.

O chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, receberá a presidência das mãos do seu homólogo da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, enquanto o chefe da diplomacia portuguesa já preside ao Conselho de Ministros desde quinta-feira, dia em que cessou funções a sua homóloga guineense, Maria da Conceição Nobre Cabral.

Outra transferência de competências assinala igualmente a cimeira, uma vez que o cabo-verdiano Luís Fonseca termina os quatro anos de mandato na liderança do secretariado-executivo, dando lugar ao guineense Domingos Simões Pereira.

Os projectos da presidência portuguesa para os próximos dois anos deverão ser aprovados pelos chefes de Estado e de Governo, tendo como pano de fundo o "eixo prioritário" da promoção e valorização da Língua Portuguesa no mundo, bem como harmonizar os direitos de cidadania no espaço lusófono e fomentar a concertação político-diplomática.

A cimeira permitirá também ao Senegal juntar-se à Guiné Equatorial e às ilhas Maurícias (integrados na Conferência de Bissau, em Julho de 2006) como observador associado da CPLP e reconduzir a linguista angolana Amélia Mingas como directora do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).

Para aprovação haverá também uma série de resoluções relativas à promoção da Língua Portuguesa, combate à SIDA, reforço da participação da sociedade civil e circulação de bens culturais no espaço lusófono.

Presentes na Cimeira estão os chefes de Estado do Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva), Cabo Verde (Pedro Pires), Guiné-Bissau (João Bernardo "Nino" Vieira), Portugal (Aníbal Cavaco Silva), São Tomé e Príncipe (Fradique de Menezes) e de Timor-Leste (José Ramos-Horta).

A delegação de Angola é liderada pelo primeiro-ministro, Fernando Dias dos Santos Piedade ("Nandó"), enquanto a delegação de Moçambique é chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói.

Presente deverá estar ainda o chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, o representante do MNE das ilhas Maurícias Jacques Balyon, e o chefe da diplomacia do Senegal, Cheikh Tidiane Gadio, bem como o presidente da União Africana (UA), Jean Ping, e outras individualidades ligadas a organizações internacionais e africanas.

JSD.

Lusa/Fim
25 de Julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Acordo Ortográfico foi promulgado po Cavaco Silva

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou esta segunda-feira o Acordo Ortográfico, que foi ratificado no Parlamento a 16 de Maio.

O Segundo Protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, contou com os votos favoráveis do PS, PSD, Bloco de Esquerda e de sete deputados do CDS-PP.

O PCP, o PEV e três deputados do CDS-PP (Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista) abstiveram-se da votação, ao passo que três parlamentares do PSD (Henrique Freitas, Regina Bastos e Zita Seabra) e a socialista Matilde Sousa Franco abandonaram o hemiciclo antes da votação.

Por seu lado, o socialista Manuel Alegre, os centristas Nuno Melo e António Carlos Monteiro, bem como a ex-comunista Luísa Mesquita votaram contra.

O acordo assinado em 1990 e que prevê a possibilidade de adesão de Timor-Leste, que então não era estado soberano, foi até agora ratificado pelo Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

JornalDiario
2008-07-21

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cavaco Silva destaca necessidade de afirmar a CPLP "na cena international"

Cavaco Silva assegurou esta segunda-feira que Portugal fará tudo o que estiver ao seu alcance durante a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para afirmar a organização na cena internacional.

Portugal assume a liderança da CPLP nos próximos dois anos. A cimeira da organização, que decorrerá em Lisboa nos dias 24 e 25 de Julho, tem em agenda temas como a divulgação da língua portuguesa e a assistência consular entre os oito países membros da comunidade.

O chefe de Estado português, que falava após um encontro, no Palácio de Belém, em Lisboa, com o seu homólogo cabo-verdiano, Pedro Pires, congratulou-se com "as manifestações de interesse que têm vindo a ser reveladas por alguns países para serem observadores da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa", como é o caso do Senegal.

Questionado sobre a eventual ausência da cimeira de José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola, Cavaco Silva disse que "neste momento, ainda não existem indicações definitivas quanto às possíveis ausências". No entanto, "seria muito positivo que todos os presidentes que fazem parte dos países da CPLP estivessem presentes na Cimeira”, sublinhou.

Quinta-feira última, durante uma visita oficial a Angola, o primeiro-ministro português, José Sócrates, manifestou-se confiante na presença do presidente angolano na VII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, agendada para os próximos dias 24 e 25, em Lisboa.

A promoção e divulgação da língua portuguesa e a assistência consular entre os oito países membros são os destaques da agenda da VII Cimeira da CPLP.

Ainda dentro deste último projecto, os líderes lusófonos vão debater uma proposta para facilitar a circulação de bens culturais.

Os "oito" deverão ainda aprovar uma declaração sobre HIV-SIDA "para os países adoptarem políticas comuns no combate à doença", com base num estudo elaborado pela CPLP, em coordenação com a ONUSIDA, que faz a avaliação da situação da doença nos países lusófonos e que vai ser divulgado na cimeira.

A nível de cooperação, os Ministérios da Saúde da CPLP vão também estabelecer um plano estratégico "que prevê uma acção coordenada nos próximos cinco anos, principalmente a nível de formação, capacitação de técnicos e também no combate às doenças infecciosas, além da sida, a malária e tuberculose".

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Portugal reforça cooperação com Cabo Verde

Após a recepção a Pedro Pires, Cavaco Silva congratulou-se com a cooperação entre Portugal e Cabo Verde em matéria de imigração.

Portugal acolhe cerca de 60 mil imigrantes de Cabo Verde “que têm dado um contributo significativo para o desenvolvimento económico e social”, afirmou.

Pedro Pires, que se encontra em Portugal e participa, a 24 e 25 deste mês, na cimeira da CPLP, considerou por seu turno que a imigração ilegal "deve ser combatida", mas advertiu que "requer uma cooperação entre os países que recebem ou que são procurados e os países de origem dessa imigração ilegal".

Enaltecendo a existência de um diálogo "muito positivo" entre Portugal e Cabo Verde, Pedro Pires defendeu a necessidade de "discutir, dialogar e chegar a acordo entre os países emissores, os países de origem e os países de destino" para melhor se combater o problema.

Com Lusa
SIC Online,21/07/2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Brasil e Timor estreitam relações

Os 20 mil quilômetros que separam o Brasil do Timor Leste não são barreira para que os dois países estreitem suas relações diplomáticas. A prova disso é que no mês passado um grupo de trabalho formado por técnicos do Ministério do Trabalho e Emprego visitou o país numa missão para coletar informações que possam subsidiar futuras ações nas áreas da economia solidária, microcrédito e empreendedorismo, observatório do mercado de trabalho e juventude.

Durante sete dias, os técnicos participaram de reuniões e promoveram seminários sobre os temas e agora estão elaborando um projeto para implementar atividades e programas que serão concretizadas, em breve, por meio da assinatura de um termo de cooperação técnica entre os dois países.

"O Brasil não está pedindo nada em troca, o objetivo é tão somente ajudar o desenvolvimento social do Timor", destaca a chefe da equipe do MTE, Adriana Giubertti. Além dela, participaram da comitiva o coordenador-geral do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, James Maxwell, o coordenador-geral de Fomento a Economia Solidária, Jorge Nascimento e o coordenador de Articulação e Empreendedorismo Juvenil, Alisson Araújo.

Segundo Adriana, embora o Timor esteja necessitando de consultoria e ajuda em todas as áreas tratadas na viagem, o Programa de Pesca Artesanal mereceu destaque, em virtude da localização do país - na parte oriental da ilha de Timor, na Ásia.

No itinerário, a comitiva visitou a Secretaria de Formação Profissional e Emprego, o Parlamento Nacional, o Instituto de Apoio e Desenvolvimento Empresarial (Iade), o Centro de Formação do Senai, o Instituto Nacional de Administração Pública (Inap), o Centro Dom Bosco, além de Liquiça, um dos distritos do país.

Atentados contra o presidente - A idéia de o Ministério do Trabalho e Emprego colaborar com o desenvolvimento do Timor Leste surgiu quando da visita do secretário-executivo, André Figueiredo, ao país. Ele esteve no Timor em fevereiro para participar da 8ª Reunião de Ministros de Trabalho e dos Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), quando o presidente Xanana Gusmão sofreu atentado contra sua vida.

"Meu compromisso e de outros colegas do governo que estiveram lá é de viabilizar uma ação internacional da qual o Brasil faça parte para que o Timor não dependa mais de esmolas", disse Figueiredo na época.

Mais informações: Secretário-executivo do MTE conta como foram os dias no Timor Leste

MTE
PRAVDA.Ru, 11/07/2008

Ainda o Acordo Ortográfico (3)

Países lusófonos: todos diferentes, todos iguais

Viajando há dias no Metro, ouvi ao meu lado uma acesa discussão sobre o Acordo Ortográfico em que os dois interlocutores, ambos acerrimamente descontentes com o referido diploma, se insurgiam contra o que eles chamavam de “capitulação aos Brasileiros”, “falta de respeito pelos Portugueses”. E mais diziam: “Como é que podem obrigar-nos a falar brasileiro? Por que é que havemos de passar a dizer de fato em vez de de facto?” “Tu não achas que se devia fazer um referendo? Nós é que devíamos decidir!” Nestas e noutras mui doutas barbaridades ocuparam os vinte e tantos minutos que durou o percurso.

Comentemos, antes de mais, estas afirmações que, aliás, com mais erudição, ou mais artificio, se têm vindo a ouvir a gente bem mais ilustrada do que eram, aparentemente, os meus companheiros de viagem. A primeira observação vai para o referendo. Tem alguma graça ouvir falar de referendo a propósito desta questão. Quando algum falante dá um pontapé na gramática ou usa sem motivo um estrangeirismo, consulta os demais antes de desfigurar a língua que é de todos? Mas passemos adiante.

Convém que nos detenhamos no que eles chamaram de “falar brasileiro”. Esclareçamos desde já que ninguém vai “falar brasileiro” – seja isso o que for – em resultado do Acordo. No entanto, devemos lembrar os leitores que de há muito os portugueses se vêm rendendo ao falar do Brasil em consequência da popularidade das telenovelas e ninguém até hoje considerou tal fenómeno prejudicial à Língua Portuguesa. E com razão, porque não é. No Brasil, tal como em Portugal e na Guiné-Bissau, Angola, Cabo-Verde, S. Tomé, Moçambique e Timor-Leste, fala-se a mesma língua – o Português, em variedades linguísticas que não afectam a sua unidade. Que entre falantes de diferentes variedades, sociais ou geográficas, haja permeabilidade lexical ou fonética, ou outra, isso só contribui para a coesão da língua. O que agora está em causa é apenas a grafia, isto é, a representação gráfica da língua que falamos. E a grafia resulta de uma convenção estabelecida, se possível por consenso, entre especialistas de todo o espaço onde a língua é falada, no sentido de se encontrar o melhor critério, o mais lógico, o que mais facilite a tarefa de quem escreve e de quem lê. Porque quem fala não precisa de ortografia. E é bom não esquecer que está por fazer o trabalho de alfabetização da esmagadora maioria dos cidadãos dos países lusófonos. O seu analfabetismo não os impede de falarem Português, mas impede-os de acederem à escrita e, portanto, à cultura. Sosseguem, pois, os mais alarmados porque apenas está em causa a grafia, não a fala.

Desde há um século, porém, que Portugal (que incluía então as actuais ex-colónias) e o Brasil vinham procurando uma ortografia tanto quanto possível unificada. O Novo Acordo Ortográfico veio pôr cobro à deriva em que andava a ortografia da língua. Já em 1911 Portugal procedeu à primeira grande reforma da ortografia, sem a participação do Brasil, que passou a ser adoptada pelos falantes portugueses, mas não no Brasil que, como país soberano, não a acatou. Chegou-se agora a um acordo, o melhor e o único possível. Seja bem-vindo!

O Novo Acordo privilegia o critério fonético em desfavor do etimológico. Quer isto dizer que ninguém, em Portugal, vai ser obrigado a escrever “de fato” porque em Portugal se diz “de facto”, logo, a grafia corresponde à fonética. Pela mesma razão iremos escrever atual e ótimo porque é assim que dizemos dos dois lados do Atlântico. No caso de fonética díspar, o Acordo estabelece a grafia, díspar também, segundo a norma culta lusoafricana e segundo a norma culta brasileira. No total, não chegam a 2% as palavras com diferente grafia. Porquê tanto desacordo? Fica a sensação que há muito desconhecimento do que, de facto, está consagrado nesta revisão das normas ortográficas.

Por fim, lembremos que, «sendo a língua portuguesa um instrumento de comunicação de oito países, de quatro continentes, com mais de duzentos milhões de falantes, e língua oficial ou de trabalho de mais de uma dúzia de organizações internacionais»(1), a unificação da ortografia só pode ter vantagens. E a estratégia portuguesa é a correcta porque consiste em envolver o Brasil num esforço colectivo de promoção da língua portuguesa, mas em que cada país lusófono conta o mesmo institucionalmente. Não deixa de ser interessante pretender que Portugal tenha um peso acrescido na CPLP quando tantos criticaram a desigualdade de poder dos países da União Europeia consagrada no Tratado de Lisboa.

Será de todo saudável que os portugueses tomem consciência que o eixo da lusofonia já não se centra em Lisboa, mas algures entre o Rio de Janeiro e Brasília. Só quando o tiverem compreendido, e interiorizado, estarão a contribuir, de facto, para a dignificação da sua língua.

(1) JOÃO MALACA CASTELEIRO e PEDRO DINIS CORREIA Atual – O novo acordo ortográfico. O que vai mudar na grafia do português (Lisboa, Texto Editora, 2007)


Albina de Azevedo Maia
TERRAS DO AVE, 11/07/2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

"Moçambique é e não é país de língua portuguesa", diz Mia Couto

Reconhecido como um dos mais lidos autores contemporâneos de língua portuguesa, Mia Couto afirma-se como um buscador de identidades.

Alfredo Prado

Brasília - Em recente entrevista ao jornal Notícias, por ocasião do lançamento do seu mais novo livro, “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto afirma que "Moçambique é e não é país de língua portuguesa". Uma entrevista em que o jornalista Gil Filipe questiona o escritor sobre a identidade da sua obra, mas também sobre as lusofonias, a comunidade dos países de língua portuguesa, o papel de Portugal e do Brasil e o sim ou não ao acordo ortográfico.

Autor, entre outros, dos romances “Terra Sonâmbula” e “ Varanda do Frangipani", reconhecido internacionalmente como um dos mais lidos autores contemporâneos de língua portuguesa, Mia Couto, afirma-se, na entrevista ao Notícias, como um buscador de identidades.

Autor de 23 livros publicados, diz ficar sempre com o sentimento, "com a impressão de que ainda não escrevi o tal livro que eu quero escrever". "Esse é um fenómeno existente e penso normal junto de quem abraça a escrita. De qualquer maneira não me sinto satisfeito, há em mim uma intranquilidade e uma inquietação que nos faz correr para além do que já fizemos. Acho que isso é que nos move não como escritor mas como pessoa, pois todos nós estamos sempre à procura de uma coisa que está sempre mais além e mais além...".

A escrita é um risco, diz. "O risco é esse, sentir-se sempre tentado e a fazer mais um livro e encarar isso de uma maneira quase banalizada, pois perdemos aquela atitude e aquela paixão intensa que marca o primeiro livro, o que é grave. Substituímos esse pensamento e sentimento pela procura do tal livro que nem sequer sabemos o que é e como é que o devemos escrever".

O livro

Sobre “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto afirma ser "um livro mais ou menos universal"."Esta história podia ocorrer em qualquer lado do mundo e também menos crível a factos históricos, embora aqui, curiosamente, apesar de estar a navegar um pouco pelo mundo faço uma coisa que nunca fiz, como pôr referência de lugares precisos, como, por exemplo, Murébuè, Pemba, o que nunca tinha feito anteriormente, embora me referisse a Moçambique pelo contexto mas pondo lugares fictícios...".

Um livro em que o escritor procura novas experiências no domínio da construção da linguagem. "Eu faço uma coisa que eu penso que é nova, como, por exemplo sou mais comedido na invenção de palavras, fazendo-o só quando era preciso e não como um factor de busca literária ou marca. Por outro lado, o lugar do narrador é um lugar que aparece pela primeira vez num livro meu como personagem também".

Sobre o futuro, Mia Couto diz ter o sentimento de que "ainda não escrevi o tal livro que eu quero escrever". "Esse é um fenómeno existente e penso normal junto de quem abraça a escrita. De qualquer maneira não me sinto satisfeito".

"Não tenho ambição do ponto de vista de carreira. Mas gostava de manter comigo próprio uma relação em que possa inventar mais. Eu penso que há mais coisas que eu posso inventar, mais personagens, mais vidas que eu posso criar dentro de mim. A felicidade que a escrita me dá vem sobretudo do facto de eu poder ser outro, ser determinado personagem que eu próprio criei, e, como podes imaginar, isso não tem fim, eu quero ser infinito e quero ser eterno. Encontrei uma maneira de mentir a mim próprio me multiplicando em pessoas e em personagens que eu vou criando", solta Mia Couto na entrevista ao jornalista Gil Filipe.

"Lusofonias"

E o que pensa Mia Couto da lusofonia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em que Moçambique está inseerido? "Há uma organização que se chama CPLP, que está fazendo coisas, reúne-se, tem comissões de trabalho, etc., e eu acho que por aqui essa organização existe e ninguém pode negar. E depois existe outra coisa que se pode questionar que é se isso tem correspondência de uma comunidade de afectos, de uma comunidade de interacção. E eu acho que esta existe também, não da maneira como os políticos a querem apresentar mas existe", diz o escritor.

"A língua portuguesa deu-nos uma certa afinidade histórica. Aqui na língua temos que ter algum cuidado, porque se queremos construir uma família, uma comunidade... Temos que pensar que alguns moçambicanos, alguns angolanos e alguns guineenses, não falam português. Há outros casos, também, como o de Timor Leste, em que dizemos falsamente que é um país de língua portuguesa. É uma coisa falsa e desorientada politicamente e culturalmente dizer que aquele país é de língua portuguesa. Timor não é um país de língua portuguesa, nem a maioria dos timorenses fala português", avalia o autor.

"E Moçambique?", questiona o entrevistador. "Moçambique é um país que é de língua portuguesa! E não é ao mesmo tempo. Alguns moçambicanos é que pertencem à esse universo, o de terem a língua portuguesa como o seu veículo de identidade, de afirmação cultural, etc. São poucos os moçambicanos que falam, escrevem, sonham, amam na língua portuguesa. E não são menos moçambicanos por isso nem os outros mais moçambicanos pelas outras línguas que usam. Eu acho que há aqui uma tentativa de procurar a identidade moçambicana sempre lá, nas raízes, há séculos, quando provavelmente tiveram a mesma mobilidade, como o changana que existe hoje não é o mesmo de há 50 anos ou antes da chegada dos ngunis. Portanto, eu acho que essa comunidade, a de língua portuguesa, existe de facto. Penso que a questão a colocar (...) é se ela é mesmo aquilo que nós queremos que seja. Eu acho que o grave é haver manipulações..".

Manipulações

Que manipulações? "Da parte dos que querem ser mais que os outros, dos que disputam os outros! Eu acho que a disputa é entre Portugal e Brasil, que querem usar esta bandeira como instrumento de busca de privilégio na relação com os outros países de língua portuguesa. E às vezes há aqui uns lapsos de língua quando eles se referem aos outros como os lusófonos, quando os portugueses falam em “países lusófonos” excluindo-se eles próprios e querendo referir-se apenas a nós, países africanos de língua portuguesa. Às vezes estabelecem um eixo triangular da lusofonia, composto por Portugal, Brasil e depois África, como se nós não tivéssemos direitos a nomes próprios como países. A lusofonia de que se fala tem sete ou oito países, contando com Timor Leste. Mas também não vou ficar a aceitar a alguns pronunciamentos que se fazem entre nós. Eu sou adepto da crítica, desde que devidamente fundamentada", responde.

Mas, avalia Mia Couto, a comunidade existe. E diz: "penso que fazer uma recusa total da lusofonia, de uma comunidade de falantes de língua portuguesa no mundo, de que nós fazemos parte, não é correcto. Porque essa comunidade pode nos servir em muitos momentos, como o que mais ou menos se verifica agora, em que o processo de globalização é muito forte e nos pode sufocar. Talvez essa afirmação de um espaço próprio, onde nós temos alguma coisa a dizer, é bem mais útil que as perdas de tempo que temos tido ao rejeitarmos aquilo que por razões óbvias não se pode rejeitar".

O exemplo brasileiro sustenta a opinião do escritor moçambicano. "Não nos esqueçamos que com o Brasil temos afinidades históricas importantíssimas que muitas vezes esquecemo-nos que elas existem e que são intrínsecas à existência de todos nós. Há coisas que nós devíamos recuperar e valorizar historicamente e se calhar isso nos criaria um espaço de afirmação e de negação dessa globalização e de homogeneização do mundo que me parece se está a tentar construir por algumas correntes de pensamento e de atitude".

E a CPLP ?

"Não vou avaliar a qualidade do funcionamento da organização, mas sinto que ela é pouco visível, é pouco participativa e apela muito pouco para que nós participemos nela, por exemplo para aquilo que possam ser as nossas sugestões. Eu acho que também aqui ao invés de ficarmos no café ou no sofá a dizer mal, se calhar devemos levantar as nossas vozes para dar a sugestão de como é que gostaríamos que fosse esta organização que pretendemos seja mesmo uma comunidade de países".

Acordo ortográfico?

Questionado sobre a existência de um braço-de-ferro entre Portugal e Brasil e perguntado que lado é que está, Mia Couto responde: "De nenhum! Estou do lado de Moçambique". "A minha opinião é uma opinião de escritor e de cidadão. Eu nunca tive problemas em ler livros brasileiros. A grafia ligeiramente diferente não me faz confusão. O Brasil lê os meus livros e lê os livros da Paulina Chiziane sem problema nenhum. Pelo contrário acho que há da parte dos brasileiros um certo encanto ao se aperceberem que se trata de uma realização linguística diferente. Portanto, não penso que seja de grande importância a questão do acordo ortográfico. Mas respondendo à sua pergunta, não faço guerra contra o acordo mas não sou a favor dele".

"Eu acho - diz Mia Couto - que o importante era discutir outras coisas que nos afastam e mantêm o enorme desconhecimento que há entre nós. O Brasil não sabe muito de Moçambique. Portugal idem. Eu acho até que os moçambicanos sabem muito mais sobre os outros do que os outros sabem sobre nós. Os moçambicanos são mais atentos em relação ao mundo e têm a capacidade de olhar para o mundo de uma maneira muito mais crítica, no sentido de conhecê-lo e por isso estarem dotados de opinião credível, o mesmo não acontecendo com muitos daqueles com quem nos relacionamos".

O mais importante

Afinal, defende o escritor, há acções culturais "que temos que fazer para que os livros circulem melhor entre nós, o que francamente não está a acontecer agora". "Com uma ortografia ou outra se não mudarmos essas coisas não estaremos a caminhar juntos. A importação do livro deve ser repensada, porque não é fácil sobretudo para nós, os mais pobres. Deve-se pensar nas edições conjuntas, divulgação do que é que estamos a fazer, o que é que é a história comum destes povos, os seus patrimónios de identidade comum desses povos, tudo isso é mais importante que tentar buscar um acordo para a ortografia da língua".

Portugal Digital, 1-07-2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Eco do Acordo Ortográfico (1)

De volta à Escola

Eliseu Auth

Vai longe o tempo em que apanhei muito para me inteirar das regras do português. Poderia ter aprendido melhor, mas não posso reclamar. Tive bons professores de português, principalmente no seminário. Chegavam a ser chatos, de tanto que exigiam. Escrever errado, não admitiam mesmo. Análise sintática e morfológica tinham de estar na ponta da língua. Concursos de leitura e conhecimento de vocábulos, eram coisas corriqueiras e atividades paralelas à carga curricular. Elas ocorriam, inclusive, durante o almoço, no grande refeitório do internato.

Para completar, tínhamos o Grêmio Líterário Estudantil, com diretoria eleita. Ele promovia sessões solenes, onde ninguém ficava de fora. Ali, nas manhãs de Domingo, apresentavam-se oradores, declamadores, contadores de “causos”, cantores e tocadores de gaita e violão. Numa ou noutra coisa, todo mundo tinha que participar. Como não tenho dom para música, fazia minha parte na falação. Certa vez, em três, declamávamos uma poesia comprida à bessa. “Vamos arrebentar”, pensávamos. Qual nada, enroscamos todos, no meio do texto. Um fiasco... O diacho é que tínhamos decorado tudo e treinado muito. Não adiantou e deu pane na memória. Aquele público crítico, feito de colegas, alguns filósofos, e dos mestres, nos fez tremer. O vexame não foi em vão. Um dia, tínhamos de aprender a lidar com a platéia.

Outro instrumento de aprendizagem era a revista “O Luzeiro”, com edição mensal. Seus artigos, crônicas e “causos” eram lidos durante as refeições. Os escritos, autoria dos seminaristas, eram, criteriosamente selecionados.

O enfrentamento do público era preciso acontecer. Afinal, seríamos pregadores e teríamos de estar preparados para dizer a mensagem com clareza, convicção e eficiência. No seminário maior de Viamão, pertinho de Porto Alegre, havia uma sala especial, toda forrada e emparedada com isopor. Nela, podíamos exercitar a voz, soltá-la e construir uma fala bem feita. Tudo foi de grande valia e ainda hoje é, até nas boas reminiscências que traz.

A forma escorreita de dizer as coisas é importante na vida. Um português lídimo e castiço, bem falado e bem escrito, tornam a mensagem melhor e mais eficaz. A leitura de livros ou de qualquer coisa, é indispensável para tanto. A um só tempo, ela fixa a escrita, faz conteúdo, cria idéias e produz conhecimento.

Venho assuntando de linguagem porque vão mexer na escrita do nosso velho português. Unificar pode até ser bom, mas mudar a gramática não é para quem se acostumou a ela. Vamos ter que reaprender. Afinal, no mundo, somos nove nações que falam o português, desde o longínquo Timor Leste. Por enquanto, não há consenso no que querem mudar. As letras “k”, “y” e “w” serão integradas ao alfabeto que terá 26 lêtras. Vão mexer nos tremas, na acentuação, nas palavras separadas por hífen e promoverão aglutinações. Quando isso acontecer, voltaremos a ser um pouco analfabetos e nos botarão de volta à Escola.

(Eliseu Auth é Promotor de Justiça inativo, atualmente Advogado).

Jornal Umuarama Ilustrado, 10 Junho 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Casal missionários chegam do Timor Leste

Evilásio de Oliveira e sua esposa Elisangela estão passando férias em Lagoa Dantas, balneário de Marataízes

Evilásio de Oliveira e sua esposa Elisangela estão passando férias em Lagoa Dantas, balneário de Marataízes, vindo do País Asiático Timor Leste.

Há cinco anos no país, informam que a capital Dilly onde moram é desprovida de toda a infra-estrutura básica e vive uma velada guerra civil com o país dominado por gangues.

Explicam que foram três anos de preparação para o trabalho missionário em Belo Horizonte sede da Jocum (Jovens com uma Missão).

Informam que a língua oficial é o português, mas que só é falada por 10% da população que durante anos foram proibidos de se comunicarem nessa língua.

São 23 dialetos e o mais falado é o tetum. "O que mais estranhamos foi a sujeira nas ruas, esgoto a céu aberto e animais e criança se misturando a isso", ressaltou Evilásio.

A base da alimentação é o arroz, folhas e milho. O país não tem comércio estruturado e a base da economia é a pesca e a agricultura. O casal trabalha com crianças como professores nas diversas áreas do conhecimento e acreditam que as igrejas não podem esquecer o trabalho evangelizador das missões.

Quanto ao Timor Leste entende que com suas belas praias o turismo seja a saída para a geração de emprego e renda para a população.

O casal de missionários volta em outubro para mais uma temporada no país.

9 Junho 2008

htt://www.portalmaratimba.com

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lusofonia: Fórum Macau vai ser a verdadeira CPLP - investigador Moisés Silva Fernandes

Lisboa, 05 Jun (Lusa) - O investigador Moisés Fernandes defendeu quarta-feira em Lisboa que o Fórum Macau, uma iniciativa do governo chinês, se vai tornar na verdadeira Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), garantindo a "efectiva ligação entre todos os espaços lusófonos".

"Estou cada vez mais convencido que esta vai ser a verdadeira CPLP", disse Moisés Fernandes numa conferência que proferiu quarta-feira ao fim da tarde no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A conferência, subordinada ao tema "Macau como plataforma da China para a Lusofonia", resultou de uma parceria conjunta da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico-Diplomático, do MNE, e do Instituto Confúcio, da Universidade de Lisboa.

Moisés Fernandes, que é director do Instituto Confúcio, salientou que enquanto a CPLP "é muito política, diplomática e protocolar", o Fórum Macau "vai mais além", contemplando as relações económicas e comerciais.

O Fórum Macau surgiu em 2003, numa iniciativa do governo chinês, com a organização do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), para intensificar a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

A pujança do Fórum Macau e o seu sucesso são demonstrados pelo crescimento superior a 700 por cento das trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa entre 2002 e 2007, em que passou de 6,52 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) para 46,35 mil milhões de dólares (30,1 mil milhões de euros).

Todavia, reconheceu, quando se considera unicamente o ano de 2007, verifica-se que, de entre os oito Estados que fazem parte da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) 99 por cento das trocas comerciais são reservadas a três países: Brasil (64 por cento), Angola (30 por cento) e Portugal (cinco por cento).

Os restantes países da CPLP, à excepção de São Tomé e Príncipe, totalizam apenas um por cento do total das trocas comerciais com a China.

São Tomé e Príncipe tem apenas estatuto de observador no Fórum Macau por manter relações diplomáticas com Taiwan, com o qual a China mantém um diferendo de soberania.

Moisés Fernandes acredita que a prazo tanto Moçambique, a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe - "neste caso quando começar a exploração de petróleo", considerou - "virão a ser muito importantes para a China".

"Outro país que vai ser muito importante é Timor-Leste, porque tem gás e petróleo, recursos naturais que a China precisa cada vez mais para manter os seus níveis de crescimento e desenvolvimento", sustentou.

Moisés Fernandes é de opinião que no caso de Timor-Leste "existem duas complicações: a instabilidade interna e a preponderância da Austrália".

"Aqui pode haver, nos próximos anos, uma grande convergência entre a China e Portugal para se diluir a hegemonia australiana em Timor-Leste", considerou.

Aquele investigador acrescentou que outros países do Sudeste Asiático, como a Indonésia e a Malásia, poderão convergir com Pequim e Lisboa para contrariar a influência de Camberra.

"Isto abre as portas a Portugal", acentuou.

Nesta estratégia chinesa, em que as "elevadas taxas de crescimento económico têm contribuído para uma crescente dependência de recursos naturais estrangeiros", o papel de Macau é "fundamental" e "compensa o facto de não ser uma praça financeira como é Hong Kong", salientou Moisés Fernandes.

"Enquanto se mantiverem os elevados índices de crescimento económico da China, o interesse pelos países de língua portuguesa vai permanecer", destacou, frisando que "por razões históricas e geoculturais, Macau é de facto uma plataforma privilegiada para a canalização dos interesses chineses nos países de língua portuguesa, e o contrário também".

A este respeito, Moisés Fernandes deu o exemplo da grande procura que existe na China para a aprendizagem da língua portuguesa, em que, face à falta de capacidade de resposta das sete universidades públicas chinesas, Macau surge como a solução, "como o mais importante centro de aprendizagem da língua portuguesa".

"Anualmente, mais de oito mil chineses de Macau e da China continental têm vindo a inscrever-se nos cursos de língua portuguesa na Região Administrativa Especial de Macau", concluiu.

EL.

Lusa/Fim

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ainda ecos do Acordo Ortográfico

Acordo ortográfico vai abrir mercado editorial e expandir idioma português no mundo

Alterações que o novo acordo trará para o português escrito no Brasil

A aprovação do acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos, aprovada no último dia 16 pelo Parlamento de Portugal, pode ampliar a utilização da língua portuguesa no mundo e melhorar os índices de leitura nos países que falam o idioma, na avaliação do presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto.

"Essa decisão revigora decisivamente a língua portuguesa do mundo e amplia a circulação de livros nos países lusófonos, cria melhores condições para diminuição do dramático nível de falta de leitura encontrado na maioria dos países de língua portuguesa. E contribuiu até para abertura de mercado, tanto para as editoras portuguesas quanto para as editoras brasileiras", avalia Neto, que também preside a Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), ligada ao Ministério da Educação (MEC).

A mudança, segundo o especialista, cria condições para que a língua portuguesa "possa vir a ser uma língua oficial da Organização das Nações Unidas". Atualmente, a ONU adota o inglês, o francês, o espanhol, o russo, o árabe e o chinês como idiomas de documentos e reuniões oficiais.

As principais novidades para os brasileiros serão a extinção do trema e mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais (que distingue palavras com a mesma escrita, mas pronúncias ou funções diferentes), segundo Neto. "O acordo muda apenas a grafia, não vai alterar a diversidade da língua portuguesa. As diferenças continuarão a existir, serão permitidas", pondera.

Em julho, as comissões nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que além de Portugal e Brasil reúnem Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste, vão se reunir "para traçar estratégias de ação para elaborar um vocabulário ortográfico comum aos oito países" , segundo Neto.

No Brasil, a mudança entra em vigor em janeiro de 2009. Por causa do período de adaptação, a regra passará a valer pelos livros didáticos comprados pelo MEC para as escolas públicas a partir de 2010.

VEJA O QUE MUDA

O acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países que falam a língua, aprovado no último dia 16 pelo Parlamento de Portugal, vai modificar 0,43% do dicionário brasileiro. Os portugueses, que levaram 16 anos para ratificar a proposta e não tinham aderido à reforma ortográfica de 1971, terão que alterar 1,42%.

Na avaliação do professor Godofredo de Oliveira Neto, presidente do Conselho Diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e da Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), ligada ao Ministério da Educação, as principais mudanças para os brasileiros serão a extinção do trema e mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais.

Confira, no quadro ao acima, as alterações que o novo acordo trará para o português escrito no Brasil.

MUDANÇAS EM PORTUGAL

Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto e baptismo.

A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).

Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo – o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.

LONGA ESPERA

O conteúdo do acordo foi aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que pelo menos três parlamentos de países de língua portuguesa ratificassem o protocolo. Além de Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde já ratificaram o texto. Faltam Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste.

O protocolo aprovado em Lisboa abre, segundo a Agência Lusa, a possibilidade de adesão de Timor Leste, que ainda não era um Estado soberano quando o acordo foi aprovado.

Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para a existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.

"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.

FONTE
Agência Brasil
Luana Lourenço
Repórter

Agrosoft Brasil, 18-05-2008

domingo, 18 de maio de 2008

CPLP: encerrada a reunião dos ministros da Defesa em Díli

Defesa: CPLP pode ajudar "capacitação humana" das Forças Armadas, diz PR timorense

Díli, 18 Mai (Lusa) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "pode ajudar na capacitação humana dos quadros das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste", afirmou hoje José Ramos-Horta em Díli.

O Presidente da República timorense discursou hoje na sessão de encerramento da X reunião dos ministros da Defesa da CPLP, que este fim-de-semana trouxe a Díli delegações de sete países.

"Temos que pensar muito seriamente, rapidamente, na passagem de uma geração para outra" no seio das F-FDTL, declarou o chefe de Estado timorense à saída da reunião.

"A geração de 1975 foi aniquilada. Os que sobrevivem, como o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, o coronel Lere e o tenente-coronel Falur, estão para cima de 50 anos", de idade, explicou José Ramos-Horta.

"Já serviram o país nas Forças Armadas mais de 30 anos, 24 dos quais em situações extremamente difíceis das montanhas e matas timorenses. Eles próprios pedem passagem à reserva", referiu o Presidente da República.

"Isto implica reflexão e acções muito rápidas para a preparação de novos quadros superiores, que com sentido de patriotismo, de integridade, de disciplina, de dedicação, possam substituí-los", acrescentou José Ramos-Horta.

O Presidente da República, vítima de um ataque junto à sua residência pelo grupo do major Alfredo Reinado a 11 de Fevereiro, agradeceu o apoio dos países da CPLP ao processo democrático timorense.

"Se a geografia não perdoa em termos de distância, não impede a intimidade de relações dos governos e dos povos dos nossos países", afirmou o Presidente da República.

José Ramos-Horta, que no discurso aos delegados da CPLP defendeu o lançamento de "bases de cultura de prevenção", explicou que Timor-Leste tem em curso uma reforma do sector de segurança através de um grupo de trabalho que representa os três órgãos de soberania.

A reunião ministerial da Defesa da CPLP aprovou a Declaração de Díli, assinada hoje pelos delegados, aprovando o conceito de centros de formação militar em áreas específicas, chamados Centros de Excelência.

"Como somos um país com oito anos, somos quase sempre país recipiente de solidariedade e apoio", referiu José Ramos-Horta sobre a contribuição de Timor-Leste para a futura rede de centros.

"Portugal e Brasil e outros países com mais experiência podem oferecer instalações para os centros de excelência", acrescentou o chefe de Estado timorense.

"De futuro, talvez Timor-Leste possa contribuir mais financeiramente do que com recursos humanos", explicou ainda o Presidente da República.

José Ramos-Horta salientou, porém, que "Timor-Leste é o único país de língua portuguesa na Ásia e será importante a CPLP estar representada na ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático)" após a adesão timorense, que o Presidente da República julga ser possível até 2012.

"A ASEAN significa uma mais-valia para a CPLP, assim como (significam) outros países nos respectivos contextos regionais", afirmou José Ramos-Horta à imprensa.

Antes da assinatura da Declaração de Díli, José Ramos-Horta teve uma reunião bilateral com o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, na qual o representante português reiterou o apoio à consolidação do sector de segurança de Timor-Leste.

PRM.

Lusa/fim

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Reunião dos Ministros da Defesa lusófonos em Timor-Leste

2008-05-15

Ministério da Defesa Nacional

Ministro da Defesa Nacional participa na X Reunião dos Ministros da Defesa CPLP em Timor-Leste

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, desloca-se a Timor-Leste para participar na X Reunião dos Ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza nos dias 16 a 18 de Maio, em Díli.

O encontro vai centrar-se em torno de questões da segurança regional e internacional, do desenvolvimento das capacidades militares e da consolidação de parcerias estratégicas entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Mas esta reunião visa também promover, entre outros temas, a criação de uma rede de centros excelência no âmbito da Defesa entre os países membros.

A X Reunião dos Ministros da Defesa da CPLP em Timor-Leste, que assume com este encontro a presidência rotativa do Fórum ministerial da Defesa dos países de língua portuguesa, conta com a presença do ministro da Defesa de Portugal e representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Nuno Severiano Teixeira aproveitará a deslocação a Díli para manter encontros com as autoridades timorenses. Neste âmbito, o ministro da Defesa Nacional deverá manter reuniões com o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta e com o Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa timorense, Xanana Gusmão.

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, estará de regresso a Lisboa no dia 19 de Maio.

PORTAL DO GOVERNO (Portugal)

Ministros da Defesa da CPLP reúnem-se em Díli

Ministros da Defesa da CPLP se reúnem no Timor Leste

Lisboa, 14 maio (Lusa) - Os ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realizam seu décimo encontro no próximo fim de semana, em Dili.

Cabo Verde, representado pela ministra Maria Cristina Fontes Lima, entrega, na ocasião, a presidência rotativa do fórum ministerial ao Timor Leste.

O encontro dos países da CPLP, que começa no sábado, pretende desenvolver os acordos existentes entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Na reunião, Portugal vai defender a criação de uma rede de centros de excelência no setor da defesa, com o objetivo de permitir a troca de experiências entre os países da CPLP em treinamento e formação.

A intenção é criar áreas de especialidade militar em cada Estado-membro da CPLP. Portugal aponta, por exemplo, que Moçambique poderia apostar em seu centro de fuzileiros navais de Catembe.

A iniciativa portuguesa foi debatida durante a visita do ministro luso da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, a Moçambique, em março passado.

Como é habitual, a reunião de ministros da Defesa da CPLP também vai abordar questões como a segurança internacional e a cooperação técnico-militar.

Paralelamente ao encontro, Nuno Severiano Teixeira vai se reunir com o presidente timorense, José Ramos-Horta, e com o primeiro-ministro e ministro da Defesa, Xanana Gusmão, para debater a cooperação bilateral entre Portugal e o Timor Leste.

Lusa (Brasil)

Criação de centros de excelência militar em África

Defesa: Portugal propõe na CPLP criação de centros de excelência militar em África

Lisboa, 15 Mai (Lusa) - O ministro da Defesa disse hoje à Lusa que vai propor na reunião de ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, a criação de centros de excelência militar em vários países da organização.

"Portugal vai apresentar, na X reunião de ministros da Defesa da CPLP, uma proposta de criação de uma rede de centros de excelência no sector da Defesa, com o objectivo de permitir que os países membros possam desenvolver e beneficiar de treino e formação conjunta", declarou Nuno Severiano Teixeira.

A proposta de criação do Programa de Apoio às Operações de Manutenção de Paz em África (PAMPA) que Portugal vai apresentar visa permitir que os países africanos da CPLP participem com as suas próprias forças em futuras operações de manutenção da paz no continente africano.

A intenção é criar áreas de especialidade militar em vários países africanos da CPLP, com Portugal a apontar o exemplo de Moçambique que poderia, neste âmbito, apostar no seu centro de Fuzileiros navais de Catembe.

A iniciativa portuguesa já foi debatida durante a visita do ministro da defesa português a Moçambique, em Março passado, com o seu homólogo moçambicano.

Cabo Verde, representado pela ministra da Defesa, Maria Cristina Fontes Lima, entrega, na ocasião, a presidência rotativa deste fórum ministerial anual a Timor-Leste.

O encontro ministerial da Defesa dos países da CPLP, que decorre no fim de semana, visa desenvolver os acordos existentes neste sector entre Portugal, Angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Como habitualmente, nesta X reunião de ministros da Defesa da CPLP, serão debatidos assuntos ligados à segurança internacional e a cooperação técnico-militar.

Nuno Severiano Teixeira deverá manter conversações à margem da reunião com o Presidente timorense, José Ramos Horta, e com o primeiro-ministro e ministro da Defesa Nacional, Xanana Gusmão, para debater a cooperação militar bilateral entre Portugal e Timor-Leste.

A realização desta reunião em Timor-Leste é vista como um "sinal de confiança" nas autoridades timorenses e na consolidação da democracia neste país.

SRS.

RTP, 15-05-2008