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sábado, 29 de agosto de 2009

Referendo à la Mari

Daqui a menos de uma hora comemora-se o décimo aniversário da libertação de Timor, dia em que os timorenses foram chamados a pronunciar-se em Referendo promovido pelas Nações Unidas sobre o seu futuro: independência ou uma autonomia dentro da Indonésia.

Hoje, 29/8, quiça para comemorar (também?!) o décimo aniversário do Referendo libertador da opressão e ocupação indonésia, Mari Alkatiri dá uma entrevista a Francisco Pedro, difundida pelo Sapo Notícias (29/8/2009), em que defende um 'referendo' para auscultar a opinião dos timorenses sobre se querem ou não 'eleições antecipadas'. Cá para mim, ou Alkatiri está tão desesperado, tal qual uma criança que perdeu o seu brinquedo preferido, deixando de ter a noção de razoabilidade política e não sabe o que diz, ou Alkatiri está apenas a entreter os seus fiéis seguidores, a fazer de conta que ainda lidera o seu moribundo grupo maputano, preparando o terreno para as eleições internas da Fretilin que já se avizinham a passos largos em 2010, continuando a enganar os ceguinhos maputanos para ser novamente reeleito com o 'sovaco no ar', empestando o ambiente com o catinga, tornando uma vez mais o ar político irrespirável como há três anos.

Quando o jornalista pretende saber os motivos do porquê da proposta sua das 'eleições antecipadas', Alkatiri responde o seguinte:

«Lancei um repto para um referendo para saber se a maioria das pessoas quer ou não eleições antecipadas. Consultar as pessoas para evitar que se cansem e achem que podem descer às ruas e derrubar o governo. Há um problema de legitimidade: as pessoas que estão no poder são quem esteve por trás da crise de 2006, quem entendeu começar com a violência e dividiu a polícia e as forcas armadas. Foi um golpe semi-constitucional.»

Acham isto lucidez?!

domingo, 2 de agosto de 2009

Dando voz aos comentaristas (6)

Não resisto de puxar para a página principal a réplica de um anónimo relativa ao comentário de Malai Azul 2 (30 de Julho, 17:22) sobre à postagem «Dando voz aos comentaristas (5)».

Que tristeza? Grande triste são todas as tentativas de desestabilização, mentiras e calúnias que fazem parte da propaganda fretilinista propalada pelos blogs como o TLN e o Timor Online.

O Malai Azul2 devia era ter vergonha na cara antes de fazer comentários destes.

Mas do sucessor do Malai Azul (1) não podíamos esperar outra coisa. Claro que não!!

Pois continuem com as vossas caboiadas de tentar derrubar o governo da AMP que Timor e os timorenses continuam a olhar para a frente, para um futuro sentido e visivelmente bem mais próspero e estável do que aquilo que se viu do governo da Fretilin (leia-se MAlkatiri).

Nao bastou terem criado/ignorado todos os problemas que resultaram na crise de 2006, e agora ainda andam com palermices de criar mais instabilidade para derrubar o atual governo da AMP.

O vosso azar e' que os timorenses estão cagar-se para vocês e as vossas opiniões e não querem nada com as vossas marchas e sei la mais o que para derrubar Xanana Gusmao ou o seu governo. O povo gosta deste governo e quanto mais vocês atacam mais se enterram na poia.

As eleições de 2012 vão tirar-vos todas as dúvidas. Hoje a Fretilin Maputo tem 29%, uma descida de practicamente metade dos resultados de 67% em 2001, e em 2012 vão descer ainda mais.

Não acreditam? Esperem e logo verão!!!

Mari Alkatiri agora até quer fazer coligações com o CNRT... Hahahahahahahaha

1 de Agosto de 2009 12:33

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dando voz aos comentaristas (5)

Puxei para a página principal a opinião de um anónimo na caixa de comentário da postagem anterior «Frustrações alkatiristas». Apenas dei um título ao texto e coloquei os acentos às palavras e o cedilha.

Delírio alkatirista

As frustrações já há muito que passaram a desespero e até loucura.

Ficou noticiado no 'Timor News Line' que Alkatiri terá dito durante mais um dos seus episódios de delírio/tentativa de enganar a quem quer ser enganado, que Xanana Gusmão iria reingressar na Fretilin e voltar a ser da Fretilin como nos tempos idos da resistência.

Algum tempo depois Alkatiri anuncia que a Fretilin está pronta a coligar-se com o CNRT para governar Timor, como se pode ler no blog Forum Haksesuk.

Há os que dizem que estas manobras são uma tentativa demasiado infantil (ele pensa que o povo ainda e' ignorante) de tentar semear as sementes da desconfiança e discórdia entre os partidos da AMP.

Outros também dizem que e' sem margens para dúvida uma demonstração, ainda que não intencional, de admissão de derrota antecipada por parte de Mari Alkatiri.

Mari Alkatiri e o seu grupinho de seguidores ja tentou tudo e mais alguma coisa sem qualquer sucesso para aliciar o povo a juntar-se a eles e derrubar Xanana e o governo da AMP.

Ja viram que não estão em condições para fazer frente a Xanana Gusmão e os partidos da AMP, e que cada vez mais vão perdendo a confianca do povo.

"Não os consegues vencer junta-te a eles" parece ser a nova linha da debilitada Fretilin maputo.

Se e' uma estratégia para criar desconfiança e divisão entre a AMP então o Alkatiri e' mesmo ingénuo ao pensar que hoje em dia alguém jamais poderia cair numa dessas.

Se e' uma tentativa de verdadeira aproximação mas em pé de igualdade com os partidos da AMP entao e' preciso que esses partidos assim o queiram mas parece-me que isso está muito longe de ser o caso.

Agora as suas declarações ja demonstram mais claramente o grau de desespero que lhes aflige e o que eles estão preparados a fazer/dizer para ganhar alguma migalha de poder.

Só resta agora Alkatiri oferecer-se para de joelhos lamber as botas de Xanana Gusmão.

Ao que o homemzinho chegou...

29 de Julho de 2009 14:52

terça-feira, 28 de julho de 2009

Frustrações alkatirianas

Alkatiri e os seus compagnons de la route estavam muito esperançados que o PR Horta lhes desse uma ajudinha para criar instabilidade política com críticas infundadas à acção governativa do Primeiro-ministro Xanana, a fim de encontrar pretensas razões objectivas para dissolver o Parlamento, possibilitando assim a tão desejada realização das “eleições antecipadas” para apear Xanana do poder e fazer sentar Alkatiri na cadeira de primeiro-ministro – que já foi sua durante quatro anos e um mês. Esta expectativa alkatiriana cresceu com a nomeação de Ana Pessoa – membro do Comité Central da Fretilin e pertencente ao círculo restrito da entourage do chefe Alkatiri – para Procuradora Geral da República. Mas, o tiro saiu pela culatra e ficaram chamuscados com a pólvora, turvando-lhes a visão… e já não dizem “coisa com coisa”!

Nem Horta lhes fez a vontade, nem a Ana Pessoa (penso eu, até se ver), que está a tornar-se magistrada, metendo a sua condição de política na gaveta.

De Ana Pessoa esperavam, enquanto Procuradora Geral da República, que desse seguimento às acusações a Primeiro-ministro Xanana de corrupção por Bano, Teixeira e Alkatiri; e que retirasse a acusação de conspiração contra a segurança do Estado a Angelita Pires e quiçá também a Salsinha! Porque a verdade está para chegar, via Angelita e Salsinha. No tribunal. E não querem que se chegue à verdade. E a verdade é que estavam por detrás do Reinado para decapitar o Estado timorense, para serem reis e senhores de Timor. Porque se tivesse tido êxito o 11 de Fevereiro, desaparecido o PR e PM, adivinha-se quem, aproveitando-se da situação criada, poderia apoderar-se do poder e tornar-se o todo poderoso de Timor.

Por isso, parem de carpir e deixem-se de queixumes. As vossas acusações a Presidente da República (tratando-o depreciativamente por José Manuel) de, supostamente, ter influenciado ou mesmo pressionado Gastão Salsinha para não dizer a verdade à Justiça são areia para os olhos daqueles que desconhecem a aliança com Alfredo Reinado, pouco antes do atentado. E o videozinho de Reinado a acusar Xanana, produzido a mando de quem toda a gente sabe, vem testemunhar este casamento, de conveniência. Aguardemos pelo final do julgamento.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ainda a PRIMA FOOD (2)

Mais um excerto da posição do CNRT sobre a acusação de corrupção a Xanana Gusmão feita pela Fretilin.

«Porque é que os deputados Arsénio Bano, José Teixeira e Mari Alkatiri (quando visitaram Oecusse) dirigiram acusações injustas a Xanana Gusmão, desta maneira?

Porque é que acusaram injustamente o nosso Irmão-mais-Velho, apoiando-se em informações [falsas] veiculadas pela média da Austrália, depois de o Tribunal de Recursos declarar que a reclamação [a queixa] da Fretilin sobre ANP - Autoridade Nacional do Petróleo não tem base legal nem provimento?

Por isso, concluímos que há uma grande conspiração de uma rede montada dentro de Timor que tem como objectivo pretender rebaixar a dignidade do grande Herói da Luta da Libertação, nosso irmão mais velho Xanana Gusmão.

Decidem atacar Xanana como pessoa, querendo atingir a sua honra e credibilidade pessoal, esquecendo-se que Xanana se sacrificou tanto, entregando inteiramente a sua vida pela causa da Independência desta nossa Terra para, hoje em dia, poderem usufruir da Liberdade conquistada e cacarejarem neste nosso Parlamento.

Esta conspiração faz parte de uma trama bem urdida para desestabilizar Timor-Leste, para depois justificar que Timor não é um país estável, por isso o pipeline do Greater Sunrise não pode ser canalizado para Timor-Leste.»

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pipeline do Greater Sunrise

Petróleo do Mar de Timor: afinal quem melhor defende os interesses dos timorenses?

«Sabemos todos que há uns anos atrás a Fretilin cedeu às exigências da Austrália nas negociações sobre a delimitação da fronteira marítima, permitindo a este grande território açambarcar toda a riqueza do nosso mar. Sabemos todos também que há uns anos atrás a Fretilin “ofereceu” o pipeline do Bayu-Udan a Austrália. Agora, eles querem também entregar o pipeline do Greater Sunrise a Austrália. Nós, os timorenses, temos de abrir os olhos, temos de estar vigilantes, não podemos permitir que nos enganem continuamente.»

Mais um pequenino excerto da posição do CNRT relativa à acusação (injusta, sem qualquer suporte factual) de corrupção a Xanana feita pela Fretilin.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ainda PRIMA FOOD (1)

Este excerto é a introdução da posição do CNRT relativa à acusação da Fretilin e da imprensa australiana (ABC) de corrupção a Xanana Gusmão, por alegadamente ter favorecido a sua filha no concurso para adjudicação de importação de arroz para fazer face à escassez deste produto, base de alimentação dos timorenses, na crise alimentar de 2008.

«Na semana passada, a média australiana acusou injustamente Sua Excelência Primeiro-ministro Xanana Gusmão, alegando que teria concedido um projecto a sua filha. Este jornal australiano praticou um “assalto político” contra a pessoa de Xanana Gusmão, sem ter a preocupação de confirmar a veracidade e a autenticidade das informações – e a seriedade da fonte – recolhidas que utilizaram para acusar injustamente o PM timorense.

O CNRT não ficou espantado com o timing destas acusações, porque este “assalto político” ocorreu depois de o Tribunal de Recursos de Timor-Leste emitir a sua decisão, rejeitando as pretensões do partido Fretilin relativa a uma sua reclamação ao tribunal para cancelar [encerrar] a instituição reguladora da riqueza do Mar de Timor – a Autoridade Nacional do Petróleo (ANP).

Com esta decisão do tribunal, a Austrália e alguns membros da Fretilin – que estiveram a trabalhar em consonância, nesta fase [das negociações], com as manobras da Austrália para canalizar o pipeline do Mar de Timor do Greater Sunrise para Darwin – perderam a oportunidade. O nosso irmão mais velho Xanana, o CNRT juntamente com toda a AMP não recuarão nem um centímetro sequer para trazer o pipeline de Greater Sunrise para Timor-Leste.

Como não conseguiram, via judicial, cancelar [encerrar] a Autoridade Nacional do Petróleo (ANP), a Fretilin i) recorre a este “assalto político”, neste Parlamento, para atacar o PM de Timor, enquanto pessoa, para rebaixar a sua dignidade; ii) provoca instabilidade e cria confusão no seio do Povo Timorense para assim poderem declarar que o pipeline só pode ser canalizado para Austrália porque Timor é instável.

Infelizmente, esta política colonial e conservadora vinda de fora armadilhou alguns timorenses da Fretilin, que caíram nesta conspiração. Deputados ou membros políticos da Fretilin e alguns jornalistas timorenses caíram dentro desta rede colonial moderna, que tem como objectivo desestabilizar Timor-Leste e provocar, por mais uma vez, sofrimento ao Povo. Porque não convém à Austrália a estabilidade de Timor, pois pode vir a perder muito; por isso, provocam conflito entre timorenses para eles poderem tirar toda a nossa riqueza do mar.

Sabemos também que alguns timorenses, neste momento, escondendo-se sob a capa da democracia e da transparência, sempre a procura de informações para facilitar à média internacional, sobretudo da Austrália, com a intenção de rebaixar a dignidade das nossas autoridades e instituições democráticas.

Fazem parte de uma grande rede de conspiração internacional para desestabilizar Timor-Leste. Já não se trata apenas de política, mas envolve também a ética e quiçá também crime organizado contra o Estado. Eles [dirigentes da Fretilin] esquecem-se de que se forem governo, no futuro, estes malfeitores hão-de tentar destruí-los, também, porque somos todos filhos de Timor.»

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ainda PRIMA FOOD

Mais um pequeno excerto da posição do CNRT relativa à acusação da Fretilin a Xanana Gusmão de alegadamente ter favorecido sua filha no concurso para adjudicação de importação de arroz para fazer face à crise alimentar de 2008.

«Desde que a Fretilin perdeu a confiança do Povo, em 2007, para governar, os seus dirigentes empreenderam uma guerra sem quartel para derrubar o Governo AMP e o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão, utilizando todas as formas de estratégias e truques, recorrendo inclusive a média internacional e a manobras da Austrália.

Esta política baixa e suja começa por atacar outros que não são da sua área político-ideológica, acusando-nos de autonomistas, mesmo sabendo que lutámos e votámos todos pela Independência [no Referendum de 30/08/1999], afirmando que foram eles que mais lutaram pela Independência, reclamando para si todo o património do Estado, mesmo sabendo que todo este património é fruto de trabalho e esforço de todos os Timorenses; e nem dão valor aos sacrifícios de outros – que também derramaram o seu sangue – para alcançarmos a nossa Independência, reclamando para si, também, a exclusividade de todo o protagonismo da História da Libertação. Esta sua postura demonstra arrogância e cinismo ao negar e reescrever a verdadeira História da nossa Luta pela Libertação Nacional.

Negam todas as práticas obscuras que protagonizaram desde 1975 até aos nossos dias, esquecendo que praticaram muitos erros [crimes] e lançaram uma nódoa negra nesta Terra, que nem vale a pena enumerá-los neste Parlamento.

Depois de atacar outros sem fundamento, aqueles que andaram pelo mundo fora – sem experimentar na pele e na carne fome e sede e dor – viraram-se assanhadamente contra o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão, o bravo guerrilheiro, o Comando da Luta [da Libertação], o primeiro Presidente da República e actual Primeiro-ministro de Timor-Leste, com o objectivo último de atingir a sua honra e dignidade.

Neste Parlamento, deputados – como Arsénio Bano, Mari Alkatiri e José Teixeira e mais alguns – utilizam linguagem insidiosa e insultuosa para atacar o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão e o Governo acusando-os de ladrões. É uma pena, pois o homem que tanto se sacrificou para conseguirmos esta nossa Independência é alvo de ataques e insultos de indivíduos cuja obra em prol da Independência não conhecemos! Isto é um insulto dirigido a todos os bravos guerreiros, é um insulto grave a nosso Irmão-mais-Velho, é um insulto a todos os que tombaram por esta Terra, e é um insulto a todos nós que nos sacrificámos, até com o risco da própria vida, para conseguir esta nossa Independência.

Estes (…) utilizam informações veiculadas pela média internacional – fornecidas por eles [pela Fretilin] – para acusar, sem fundamento, o nosso irmão mais velho Xanana Gusmão de conceder projectos [por acerto directo] a sua filha.

Ainda agora mesmo, neste Parlamento, mais uma vez, escutámos esta grave e sem fundamento acusação. Porquê?»

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quem é quem na PRIMA FOOD

Pequeno excerto da posição do CNRT relativamente à acusação da Fretilin a Xanana Gusmão - enquanto Primeiro-ministro - de ter favorecido a filha na adjudicação de importação de arroz para fazer face à crise alimentar de 2008.

«No ano passado [2008], respondendo ao apelo do governo, algumas mulheres timorenses, incluindo algumas da Organização Popular da Mulher Timorense (OPMT), do partido Fretilin, fundaram a Associação Empresarial Mulher Timor (Dulce Alves, esposa de Óscar Lima, esposa de Júlio Alfaro, de entre outras).

Sim, é verdade, um dos seus membros é filha de Kay Rala Xanana Gusmão.

Esta empresa tem o nome de PRIMA FOOD, que tem como objectivo capacitar, estimular e desenvolver as competências necessárias das mulheres que se envolvem no desenvolvimento das áreas rurais.

Mas, no dia 1 de Setembro de 2008, a filha de Xanana, de nome Zenilda Gusmão, retira-se como membro desta empresa, enviando uma carta de renúncia ao
Conselho PRIMA FOOD, tendo recebido resposta de confirmação do seu pedido a 11 de Setembro de 2008. Assim, efectivamente, ela [a filha de Xanana] deixou de ser membro [accionista] desta empresa.

Assim sendo, quando a PRIMA FOOD requereu para se candidatar ao concurso de adjudicação para importação de arroz, Zenilda Gusmão já não era membro [accionista] desta empresa. A Presidente desta empresa é Maria Angélica Rangel, irmã mais nova de um ex-Secretário de Estado do governo da Fretilin.

PRIMA FOOD é uma das dezassete empresas timorenses convidadas e que tiveram a confiança do Governo [que passaram pelo crivo dos critérios estabelecidos] para a importação de arroz. Os resultados deste concurso saíram em Novembro de 2008, quando a filha de Xanana Gusmão já não era accionista da PRIMA FOOD.»

sábado, 27 de junho de 2009

"Eleições antecipadas": a frincha?!

A rádio australiana ABC parece ter encontrado uma frincha através da qual a Fretilin Maputo poderá meter o pé-de-cabra para forçar a realização de eleições antecipadas, oferecendo ao PR Horta argumentos “conluio, nepotismo e corrupção” (Bano dixit) para demitir o Governo presidido por Xanana Gusmão. Alegam a Fretilin Maputo e esta rádio australiana que Xanana teria favorecido uma empresa (Prima Food) – na qual sua filha seria uma das accionistas maioritárias – na adjudicação para fornecimento de arroz ao Estado!

Bano, o vice-presidente da Fretilin Maputo, terá de esclarecer muito bem a natureza dos três crimes imputados a Xanana Gusmão, enquanto Primeiro-ministro: "conluio", então quem o prejudicado na adjudicação; "nepotismo", então a alegada empresa favorecida do familiar é ou não merecedora de crédito e mérito para ganhar a adjudicação; "corrupção", então quem é o corruptor e quem é o corrompido nesta adjudicação. Uma vez decidido sobre a natureza dos crimes cometidos basta denunciar o alegado prevaricador ao Ministério Público para se proceder as investigações necessárias e apresentá-las ao tribunal para o julgamento. A PGR não se furtará de dar seguimento a queixa da Fretilin Maputo.

Com esta frincha oferecida pela referida rádio australiana, a Fretilin Maputo encontrou o argumento certo para desencadear a sua tão desejada e sempre adiada “Marcha de Paz” – para agitar e açular os seus seguidores – a fim de criar momentos de instabilidade social e política, oferecendo de bandeja aos australianos argumento para forçar a canalização do pipeline do Greater Sunrise para Darwin, privando aos timorenses milhares de empregos directos e indirectos e desenvolvimento material e humano daí decorrente, alegando ausência de segurança em Timor para técnicos e instalações petrolíferas.

Camaradas, quanto às eleições "antecipadas", aguardem por 2012!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sonhar também é vindima

Da entrevista de Mari Alkatiri à Lusa (23/6) destacam-se quatro ideias-chave: i) inevitabilidade de eleições antecipadas (2010); ii) ida da Fretilin sozinha nestas pretensas eleições às urnas; iii) governação partilhada - mesmo detendo a maioria absoluta - com outros partidos qualquer que seja "a sua grandeza"; iv) disponibilidade de Alkatiri em integrar um governo liderado por uma outra força política.

1. Alkatiri continua a sonhar acordado com as sempre desejadas eleições antecipadas, invocando "desgovernação", "descontrolo" (em/de quê?!), "aumento de corrupção" e (pasmem-se com a bondade de Mari) a necessidade imperiosa de salvaguardar a figura de Xanana Gusmão "porque ele fez a resistência e ainda tem um papel de referência política e de referência moral em Timor-Leste".

2. É claro que a Fretilin Maputo irá às urnas sozinha, porque não vai conseguir encontrar nenhum aliado em outros partidos para uma coligação (a não ser o apoio do PPT de Jacob Xavier e/ou Kota de Manuel Tilman, seus aliados nas últimas presidenciais).

3. Mais uma mentira grossa de Mari Alkatiri ao prometer partilhar o poder / a governação com outros partidos, em caso de ganhar as eleições (mesmo com uma maioria absoluta).

4. É uma grande verdade a disponibilidade de Mari Alkatiri em integrar um excutivo de um qualquer outro partido - tal é o seu desespero por um cargozito ministerial - pois, recorde-se, chegou a namorar a pasta de petróleo do Governo AMP liderado por Xanana Gusmão.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palanque do PS desmontado

Os socialistas desmontaram o palanque onde carpiram Vital e Sócrates copiosas lágrimas, cedo de mais, por volta das 22:30h, enquanto nas outras sedes de candidatura de outros partidos ainda havia enchentes de militantes para comemorar as respectivas vitórias (pois todos os partidos com assento parlamentar venceram excepto o PS de Sócrates).

Foi um gozo assistir pela televisão alguns ministros a abandonarem à pressa o hotel onde fora montado o palanque da entronização de Vital e Sócrates, como as cenas quase patéticas dos ministros Amado e Jamé que sorrateiramente se esgueiraram em direcção à rua parecendo envergonhar-se de aparecer junto de Sócrates num qualquer registo de comunicação social.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mari Alkatiri insiste em eleições antecipadas

Alkatiri, Secretário Geral da Fretilin, insiste na necessidade de convocação de novas eleições legislativas, em Timor-Leste, a fim de repor a legalidade constitucional ferida pelo convite do Presidente da República, José Ramos Horta, a Xanana Gusmão para formar o IV governo constitucional.

Argumento insistentemente invocado por Alkatiri: inconstitucionalidade da formação do actual governo por uma aliança pós-eleitoral.

Contudo, nunca Alkatiri suscitou a referida inconstitucionalidade junto do Tribunal de Recursos.

domingo, 30 de março de 2008

Alkatiri quer eleições antecipadas

Mari Alkatiri, líder do principal partido da oposição de Timor-Leste, critica o Governo liderado por Xanana Gusmão e deixa dúvidas sobre as investigações aos atentados de 11 de Fevereiro.

A Fretilin continua a exigir eleições antecipadas em 2009 para acabar com o que diz ser um Governo sem capacidade nem legitimidade.

Mari Alkatiri, entrevistado pela enviada especial da Renascença a Timor, diz que antes daquela data não quer um escrutínio, pois prefere “dar mais tempo a este Governo para se enterrar”.

Alkatiri diz querer “pôr fim a este ciclo de violência” e que tudo quanto fizer “será para conseguir consensos e entendimentos”.

Na sua opinião, o maior problema do país não são os deslocados, mas a crise governativa, uma crise que, admite, poderá estar na base dos atentados.

Contudo, essa conclusão só poderá ser tirada após uma investigação profunda ao sucedido, o que, acusa, não parece ser do interesse do executivo.

“Até agora, o Governo faz tábua rasa a uma resolução que pede a criação de uma comissão internacional de investigação, não sei porquê. Se Xanana acha que tem a consciência tranquila devia saber defendê-la, como eu fiz em 2006”, afirma.

Quanto aos autores dos ataques, Alkatiri considera que devem ser capturados com vida, para serem presentes à justiça.


MG
Rádio Renascença, 30-03-2008