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domingo, 23 de março de 2008

Rendição de quatro rebeldes


2008-03-23 14:31
Timor-Leste
4 militares rebeldes renderam-se às autoridades

O grupo era procurado pela participação nos atentados de 11 de Fevereiro contra Ramos-Horta e Xanana Gusmão.

Quatro militares rebeldes renderam-se hoje às autoridades timorenses. O grupo era procurado pela participação nos atentados de 11 de Fevereiro contra o presidente Ramos-Horta e o Primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Não foi divulgada a identidade dos quatro militares revoltosos, que entregaram também as armas, na presença de Xanana Gusmão e Matan Ruak, Chefe de Estado-Maior timorense. A monte, continuam ainda dois elementos.

Além do alegado líder dos revoltosos o Tenente Gastão Salsinha, sobre o qual circularam recentemente rumores de que estaria iminente a rendição. O Primeiro-ministro timorense escapou ileso dos ataques mas o Presidente Ramos-Horta ficou gravemente ferido, tendo sido hospitalizado na Austrália, onde ainda se encontra, mas já a recuperar.

TVI, 23/3/2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

Adiada a rendição de Salsinha

Adiada sine die a rendição de Salsinha! Por iniciativa do próprio.

Salsinha e os seus homens estão a deitar fora a última grande oportunidade para se render.

A partir de agora tudo está em aberto.

Desejo-lhe uma muito boa sorte.

Rendição de Gastão Salsinha

Dentro de horas, Salsinha vai render-se, em Ermera, com pompa e circunstância, numa cerimónia militar onde estarão presentes o Presidente da República interino, La Sama, membros do Governo e Chefe do Estado Maior das Forças de Defesa, General Ruak.

Esta 'recepção' de Estado foi uma exigência do militar rebelde para se entregar à justiça.

Recorde-se que Gastão Salsinha era o líder dos militares oriundos das regiões do oeste que se queixavam de discriminação étnica nas forças de defesa, alegando que eram sempre escalados para tarefas mais ingratas e sempre preteridos nas promoções em favor dos firacos, soldados das regiões do leste do país, que falam maioritarimente macassae, fataluco, nauéti e línguas afins desta última.

sábado, 1 de março de 2008

Equívoco entre F-FDTL e UNPol

27-02-2008 08:21:01
Tropa do Timor tira da UNpol rebelde que havia se rendido


Dili, 27 fev (Lusa) - Oficiais das Forças Armadas timorenses retiraram à Polícia das Nações Unidas (UNPol) um membro do grupo do rebelde Alfredo Reinado que havia se rendido nesta quarta-feira, afirmou uma fonte da missão internacional à Agência Lusa.O rebelde pertencia ao grupo do major foragido Alfredo Reinado desde o início de 2007, havia se rendido à UNPol no oeste da ilha do Timor, e foi transportado pela manhã para Dili, em um helicóptero a serviço da Missão Integrada das Nações Unidas no Timor Leste (Unmit). O homem, ex-membro das Falintil - Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL), como a maior parte dos comparsas de Reinado, era co-acusado em processo por homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.
"Depois de o helicóptero aterrissar no aeroporto, em Comoro, uma viatura das Forças Armadas entrou lá e, de armas apontadas aos oficiais da UNPol, levou o elemento que tinha se rendido a nós", contou à Lusa a mesma fonte. No helicóptero das Nações Unidas, na companhia do rendido, viajava também o secretário de Estado da Região Autônoma de Oécussi, Jorge Teme, membro do 4º governo constitucional do país. O incidente foi confirmado à Lusa por oficiais da UNPol, que acrescentaram que a retirada do membro do grupo de Reinado "envolveu 14 elementos das F-FDTL" e foi "considerada muito grave" na Unmit.
Questionada pela Lusa sobre o ocorrido, uma fonte oficial da Unmit respondeu apenas que a missão internacional "tem conhecimento da operação e está ainda em discussões com o governo sobre o assunto". A Lusa procurou saber junto às F-FDTL a razão da intervenção no aeroporto de Comoro. "Nós só queremos dizer que, quando as coisas são fáceis, não dificultem, e quando as coisas são difíceis, fazem-nas fáceis", respondeu o tenente-coronel Filomeno Paixão, 1º comandante da operação "Halibur". O tenente-coronel das F-FDTL fez suas declarações aos jornalistas em entrevista coletiva sobre o andamento das operações de captura do grupo de Alfredo Reinado, agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
O major Reinado liderou em 11 de fevereiro o ataque à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta, acabando por morrer baleado. Na investida, José Ramos-Horta foi gravemente ferido e se recupera, já fora de perigo, em um hospital em Darwin, norte da Austrália. Pouco depois do ataque contra o presidente, um atentado liderado por Gastão Salsinha teve como alvo a comitiva onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
A rendição desta quarta-feira em Oécussi é a segunda, no espaço de 48 horas, de um membro do grupo de Reinado, depois de um ex-oficial da Polícia Militar ter se entregue à UNPol em Maubisse, na segunda-feira. Esse outro membro que se rendeu está, desde terça-feira, no acantonamento dos rebeldes das F-FDTL, em Dili, "por decisão judicial, depois de ter sido interrogado durante seis horas, na segunda-feira", contou o homem, nesta quarta, à Agência Lusa.
Lusa Brasil

Rendição do veterano rebelde

28-02-2008 10:50:24
Veterano rebelde se rende com outros cinco homens no Timor

Dili, 28 fev (Lusa) - Um veterano da guerrilha e importante membro do grupo rebelde das Forças Armadas timorenses rendeu-se com cinco homens e uma arma, anunciou nesta quinta-feira o Comando Conjunto da operação de captura do ex-tenente Gastão Salsinha."É um dia de graças", afirmou o tenente-coronel Filomeno Paixão, 1º comandante do Comando Conjunto da operação "Halibur", ao apresentar os seis rebeldes que se renderam às forças de segurança timorenses.Trata-se de Bernardo da Costa "Cris", um veterano da guerrilha que teve um papel importante na dinamização da petição que, em janeiro de 2006, recolheu assinaturas contra suposta discriminação no seio das Falintil – Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL).
Bernardo da Costa "Cris" e o seu grupo entregaram-se às autoridades trazendo uma arma HK33 que tinha sido entregue ao veterano da guerrilha por Susar, um membro do antigo grupo de Alfredo Reinado.Desde a morte de Alfredo Reinado, durante o ataque à residência do presidente da República, José Ramos-Horta, em 11 de fevereiro, Susar está foragido com o que resta do grupo de Reinado, agora sob a chefia do ex-tenente Salsinha."Estava em um esconderijo quando passou Susar e nos deu uma arma", explicou aos jornalistas o veterano rebelde.
"Não estava aliado a eles naquele momento, mas como eles estavam armados não recusei a arma que me deram", disse Bernardo da Costa "Cris".O veterano declarou também que não participou do ataque contra José Ramos-Horta nem contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão."Eu sabia que o Salsinha ia fazer uma operação e escondi-me com os rapazes", contou hoje o peticionário em entrevista coletiva realizada na sede do Comando Conjunto, em um salão de conferências no centro de Dili.Todos os peticionários que entram no processo de aquartelamento passam pelo salão do Comando Conjunto, onde são interrogados e assistidos com alimentação e bebidas.
"O melhor caminho não é a guerra. Durante 24 anos, lutamos e tivemos sofrimento e morte. Sentir que temos uma arma na nossa mão sempre vai provocar mais guerra. É melhor entregar a arma à nação", explicou Bernardo da Costa "Cris" sobre os motivos da sua rendição.Sobre o grupo de Gastão Salsinha, o veterano afirmou ter visto que "andam armados", mas não sabe de quantos elementos e quantas armas dispõe o sucessor de Alfredo Reinado.
Na sua edição de hoje, o diário Timor Post refere uma reunião de duas horas que houve quarta-feira entre Xanana Gusmão, o bispo de Dili, D. Alberto Ricardo, e o chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, em torno de uma possível rendição de Gastão Salsinha à Igreja Católica.Vários elementos do antigo grupo de Alfredo Reinado, que não pertencem aos quase 600 peticionários expulsos das F-FDTL em março de 2006, entregaram-se nos últimos dias às autoridades timorenses ou à Polícia das Nações Unidas (UNPol).
Em um incidente considerado "muito grave" por oficiais da UNPol ouvidos pela agência Lusa, as F-FDTL retiraram quarta-feira à polícia da ONU um elemento do grupo de Alfredo Reinado que se rendeu no enclave de Oécussi e que foi transportado de helicóptero para Dili.A Missão Integrada das Nações Unidas no Timor Leste (UNMIT) não reagiu oficialmente ao incidente, que no entanto foi objeto de várias "reuniões de crise", segundo fontes ouvidas pela Lusa.
Lusa Brasil

Acantonamento dos peticionários

29-02-2008 14:57:34
Número de rebeldes aquartelados no Timor sobe para 550

Dili, 29 fev (Lusa) - O número oficial de agentes rebeldes das Forças Armadas do Timor Leste aquartelados em Díli subiu para 550, afirmou o secretário de Estado do Conselho de Ministros, Hermenegildo "Agio" Pereira, que também é porta-voz do governo timorense. Segundo o representante do Executivo de Dili, nesta sexta-feira a região de aquartelamento da capital timorense recebeu mais 20 ex-oficiais, conhecidos como peticionários, "que se vêm juntar aos 530 que já se encontravam ali". O processo de aquartelamento, iniciado em 7 de fevereiro, trouxe a Dili centenas de peticionários das Forças Armadas nos últimos dias. "Da parte da manhã chegaram dez peticionários, com um segundo grupo de igual número a fazer a viagem para Dili de tarde. Na sua maioria, os peticionários que chegaram hoje a Aitarak Laran são provenientes de Ermera", disse Pereira.
Peticionários
O aquartelamento dos chamados peticionários foi acelerado esta semana pela operação "Halibur" para a captura do ex-tenente Gastão Salsinha, o oficial mais graduado entre os 592 signatários de uma petição levada ao presidente timorense em fevereiro de 2006.Os signatários da petição alegavam discriminação dentro das Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL), contra os militares originários dos distritos ocidentais, ou "loromonu". Depois de saírem dos quartéis e de serem expulsos das F-FDTL, em março de 2006, a situação dos peticionários arrastou-se durante quase dois anos, com o major fugitivo Alfredo Reinado reivindicando a "causa" dos antigos militares. A iniciativa para recolher os peticionários foi proposta pelo governo, a partir de 7 de fevereiro, e acelerou-se após a morte de Alfredo Reinado no ataque à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta, quatro dias depois, e à fuga de Gastão Salsinha com o que restava do seu grupo. O chefe do Estado-Maior, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, agradeceu nesta sexta-feira aos peticionários aquartelados em Aitarak Laran e pediu para Gastão Salsinha "se juntar aos camaradas e amigos" que já se encontram em Dili.
Lusa Brasil