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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tortura a que foi submetida Ingrid Betancourt por torciários das FARC

Betancourt diz que ficou acorrentada 24 horas por dia por 3 anos

A ex-refém deu entrevista pouco antes de deixar a Colômbia com destino a França. Ao falar de seus filhos, disse que encontrou 'adultos com personalidade extraordinária'.

Da Efe

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt contou em uma entrevista transmitida nesta sexta-feira (4) que permaneceu acorrentada 24 horas por dia durante três anos, e que em alguns momentos era submetida a maus-tratos, mas que apesar de tudo tentou "viver com dignidade".

"Tentava carregar as correntes e viver com dignidade, mas às vezes me dava conta de que era insuportável", disse Betancourt em entrevista para a emissora de rádio francesa Europe 1, pouco antes de deixar a Colômbia com destino a França, onde deve chegar na tarde desta sexta-feira.

"Senti que existe a tentação de se abandonar a comportamentos demoníacos (...); acredito que é preciso conservar uma grande espiritualidade para não cair no abismo", disse a ex-refém. "Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos", acrescentou.

Questionada sobre as humilhações às quais foi submetida, respondeu que "havia momentos de maus-tratos", e disse que o tratamento que recebia dos guerrilheiros "era variável" e que "sabia que em qualquer momento esse lado cruel podia surgir".

Veja como foi o resgate dos 15 reféns

A ex-candidata presidencial franco-colombiana não quis entrar em detalhes sobre os maus-tratos, e assinalou que quando entrou no helicóptero do Exército que a libertou junto com outros 14 seqüestrados disse a si mesma que "as pessoas não deveriam conhecer esses detalhes sórdidos."

Além disso, contou que acreditava que seu seqüestro duraria mais quatro anos: os dois que faltam para o fim do mandato do atual governo colombiano, e outros dois que seriam necessários para relançar um processo para a libertação de reféns.

G1 na Colômbia: De 'ressaca' após a libertação de reféns, Bogotá já pensa em novos resgates

Betancourt, que voa em direção a Paris, onde esta tarde vai ser recebida no aeroporto militar de Villacoublay pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que está "ansiosa" para chegar, especialmente para ficar com sua família na França.

Na entrevista, ela disse que está "muito surpreendida" com a popularidade que tem e agradeceu a todos por "acompanhá-la" durante o período em que esteve em cativeiro. "Sinto que sou abençoada por Deus", afirmou.

Ao comentar sobre seus filhos, Betancourt disse que encontrou "adultos com uma personalidade extraordinária, grande inteligência e grande espiritualidade".

Após chegar à base de Villacoublay, Betancourt irá ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.

Globo.com, 4-07-2008
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O meu comentário:
Esta é uma das torturas a que as FARC (amigos e convidados do Partido Comunista Português à Festa do AVANTE) submeteram Ingrid Betancourt nos primeiros três anos de sequestro nas matas de Colômbia. E é este o mesmo partido (PCP) cujo órgão de propaganda AVANTE tem enaltecido os dislates de Mari Alkatiri e a denegrir a imagem de Xanana, o homem que liderou a Resistência timorense nas montanhas de Timor e mais tarde a partir das prisões da ocupante Indonésia.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Leia comunicado da Colômbia sobre ação que libertou Betancourt

da Folha de S. Paulo

Leia a seguir a íntegra do comunicado do Ministério da Defesa da Colômbia divulgado nesta quarta-feira sobre a operação que libertou a franco-colombiana Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Força Pública colombiana resgata Ingrid Betancourt, os três norte-americanos e 11 militares

Permitimo-nos comunicar à opinião pública nacional e internacional o seguinte:

Em uma operação especial de inteligência planejada e executada por nossa inteligência militar, foram resgatados sãos e salvos 15 dos seqüestrados que se encontravam em poder das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc).

Entre os seqüestrados resgatados encontram-se Ingrid Betancourt, os três cidadãos norte-americanos e 11 membros de nossa Força Pública.

Eles foram resgatados por meio de uma operação na qual conseguimos nos infiltrar na primeira quadrilha das Farc, comandada por um líder que usa o pseudônimo de Cesar -a mesma quadrilha que vinha há anos mantendo sob seu poder um grupo numeroso de seqüestrados.

Através de procedimentos diferentes, também foi possível infiltrar o secretariado. Como os seqüestrados estavam divididos em três grupos, conseguimos que eles fossem reunidos em um só local onde seria facilitado o seu traslado para o sul do país onde supostamente seriam entregues diretamente às ordens de Alfonso Cano.

Coordenou-se um plano que os seqüestrados fossem recolhidos em local predeterminado por um helicóptero de uma organização humanitária fictícia. Coordenou-se também que "Cesar" e outro membro de seu estado-maior viajariam pessoalmente com os seqüestrados para entregá-los a Cano.

Os helicópteros, que na verdade pertenciam ao exército e eram tripulados por pessoal altamente qualificado de nossa inteligência, recolheram os seqüestrados nas imediações do departamento de Guaviare há alguns minutos, e eles estão voando, livres, sãos e salvos, na direção de San José. De lá, serão transportados de avião a Tolemaida.

"César" e outro membro da quadrilha foram neutralizados no helicópteros e serão entregues às autoridades judiciais para que sejam processados por todos os seus delitos.

Decidimos não atacar os membros da quadrilha que acompanharam "César" ao local de entrega -cerca de 15 -, bem como os demais, que se encontravam a alguns quilômetros. Respeitamos sua vida na esperança de que a Farc, em reciprocidade, liberte os demais seqüestrados.

A operação, denominada Jaque [xeque], não tem precedentes e passará à História por sua audácia e efetividade, e colocará em destaque a alta qualidade e o profissionalismo das forças armadas colombianas.
Quinze seqüestrados resgatados sem que disparássemos um só tiro.

Minhas sinceras felicitações aos homens de nossa Inteligência do exército, ao general Mario Montoya, seu comandante, e ao general Freddy Padilla, que liderou a operação do começo ao fim.

O país, o mundo e os entes queridos dos seqüestrados têm muito a agradecer a esses generais e seus comandados pela operação de resgate.

Continuaremos trabalhando dia e noite para conseguir a libertação dos demais seqüestrados.
Uma vez mais apelamos aos novos cabeças das Farc que deponham as armas, que não se façam matar e nem sacrifiquem os seus homens, que se desmobilizem.

O governo reitera que, caso desejem iniciar negociações sérias e de boa fé, lhes ofereceremos uma paz digna.

Os libertados são:

Ingrid Betancourt

Keith Stansell

Thomas Howen

Mark Gonsalvez

Tenente Juan Carlos Bermeo, do exército

Subtenente Raimundo Malagón, do exército

Segundo Sargento José Ricardo Marulanda, do exército

Primeiro cabo William Pérez, do exército

Segundo Sargento Erasmo Romero, do exército

Primeiro cabo José Miguel Arteaga, do exército

Primeiro cabo Armando Florez, do exército

Primeiro cabo Julio Buitrago, da polícia

Subintendente Armando Castellanos, da polícia

Tenente Vianey Rodríguez, da polícia

Primeiro cabo John Jairo Duran, da polícia

FOLHA ONLINE, 2-7-2009

Marc Gonçalves, activista da causa timorense, também libertado da prisão das FARC.

As FARC, raptoras de Ingrid Betancourt, são convidadas do Partido Comunista Português para a festa do AVANTE! Incompreensível esta atitude do PCP.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Veja repercussão internacional da libertação de Ingrid Betancourt

colaboração para a Folha Online

Líderes políticos da França, Espanha e Itália comemoraram a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, que estava desde fevereiro de 2002 em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Ela foi resgatada nesta quarta-feira em uma operação do Exército colombiano, ao lado de outros 14 reféns, entre eles três norte-americanos.

Centenas de colombianos saíram às ruas com bandeiras, enquanto motoristas promoveram um buzinaço. No norte de Bogotá, as ruas foram tomadas por centenas de pessoas que agitavam a bandeira nacional, aplaudiam e gritavam: "livres, livres, livres".

Em Medellín (noroeste), segunda maior cidade colombiana, a imprensa local registrou cenas parecidas.

França

Segundo o Palácio do Eliseu, o presidente Nicolas Sarkozy fará uma declaração sobre a libertação ainda hoje.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, onde era debatido um projeto de lei, porta-vozes de todos os grupos parlamentares tomaram a palavra para comemorar a libertação de Betancourt e pediram que os reféns que permanecem nas mãos das Farc não sejam esquecidos.

A irmã de Betancourt, Astrid, estava na sede do Ministério de Exteriores da França no momento da libertação.

O filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, disse à agência Efe que espera, "de todo coração", que a notícia seja verdadeira para, em seguida, comemorar muito.

Espanha

O presidente José Luis Rodríguez Zapatero, destacou o "lado humano" da libertação, após a situação "quase desesperada" na qual a ex-candidata se encontrava, divulgada nas últimas imagens da ex-candidata presidencial.

O governo espanhol pediu a libertação "incondicional" de todos os reféns e o diálogo, para que seja possível a pacificação das regiões em que as Farc.

"Hoje não só se libertou um refém, mas um símbolo de todos os reféns", acrescentaram fontes do Executivo espanhol.

Itália

O presidente do Senado italiano, Renato Schifani, manifestou "grande satisfação" pelo resgate de Ingrid Betancourt.

Para a vice-presidente da Câmara italiana, Rosy Bindi, essa é "uma notícia extraordinária, que enche o coração de esperança e alegria".

"Venceram a coragem e a dignidade de uma mulher que suportou uma prisão longa e difícil. A tenacidade da sua família nunca se curvou às ameaças das Farc e sempre teve o apoio da opinião pública européia", acrescentou Bindi.

Coincidentemente, a Câmara dos Deputados italiana emitiu nesta quarta-feira uma moção a favor da libertação de Betancourt.

Ex-refém

O ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, que passou seis anos sob o poder Farc, disse estar emocionado com a libertação de Betancourt.

"Este é um ato que devolve a todos os colombianos a fé no país e reafirma à comunidade internacional a seriedade e o caminho adequado que a política de segurança do presidente Álvaro Uribe representa", declarou Araújo a jornalistas.

O chanceler disse estar "muito emocionado e orgulhoso" do Exército colombiano, que esteve à frente da operação.

Araújo ficou em poder da guerrilha entre dezembro de 2000 e o mesmo mês de 2006, quando conseguiu fugir. Três meses depois, foi nomeado ministro das Relações Exteriores.

Com Efe e Ansa
FOLHA ONLINE, 2-7-2008

Exército colombiano liberta Ingrid Betancourt

Ingrid Betancourt libertada

A franco-colombiana Ingrid Betancourt foi resgatada do cativeiro das FARC, em bom estado de saúde, numa operação militar levada a cabo pelo Exército colombiano, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Da operação resultou ainda a libertação de 11 soldados colombianos e de três cidadãos norte-americanos, entre os quais um luso-descendente, Marco Gonsalves.

O ministro adiantou que os 14 reféns libertados estão a ser transportados de helicóptero para San José del Guaviare, capital da região. 'Esta operação foi baptizada de 'Jaque', não tem precedentes e deixa muito bem colocados a qualidade e o profissionalismo das forças armadas colombianas', sublinhou Juan Manuel Santos.

Betancourt e os outros reféns serão depois transferidos para a base aérea de Tolemaida, na região de Tolima, a 190 quilómetros da capital Bogotá.

A senadora, de 46 anos, tinha sido sequestrada pela Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a 23 de Fevereiro de 2002, durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais.

Correio de Manhã, 2-07-2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

Morte de líder é tiro certeiro nas FARC

O sucessor de Marulanda terá o mesmo poder ?

Nunca as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) atravessaram um momento tão negro em mais de 40 anos de história, mas a morte do seu fundador e líder, Pedro Antonio Marín, mais conhecido por Manuel Marulanda ou simplesmente Tirofijo, não significa o fim da guerrilha. Mas tão certeiro como o tiro que lhe deu a alcunha é o facto de que era Marulanda que mantinha a coesão deste grupo e, apesar dos seus 80 anos, continuava a ser ele a dar as cartas. A sua morte é por isso um golpe moral - definitivo, segundo alguns analistas - para as FARC, uma guerrilha marxista que nas últimas décadas sobrevive graças ao narcotráfico e aos sequestros extorsivos.

O sucessor de Marulanda foi nomeado por unanimidade (se houve alguma luta pelo poder foi rápida) mas tem um perfil bastante diferente do líder histórico. Ao contrário de Tirofijo, vindo do campo e sem estudos, Guillermo Léon Saenz Vargas, ou simplesmente Alfonso Cano (na foto ao lado) andou na universidade e era considerado o ideólogo da guerrilha. Líder do Bloco Ocidental, este sexagenário estava também à frente do chamado braço político das FARC, o Movimento Bolivariano pela Nova Colômbia, fundado durante as conversações de paz (que viriam a fracassar) com o presidente Andrés Pastrana (1998 - 2002). Nas FARC desde a década de 1970, participou nas negociações de paz na Venezuela e México, no início dos anos 1990.

Essas características políticas levam os analistas a pensar que vai procurar uma saída negociada para o conflito, ao contrário do que aconteceria se o escolhido tivesse sido o líder militar das FARC, Jorge Briceño (Monojojoy). Mas há quem fale de uma eventual luta interna entre estes dois ramos. Resta saber se Alfonso Cano, que não tem o carisma de Marulanda, terá a capacidade para manter a guerrilha unida. Para Carlos Lozano, o director do semanário comunista Voz, a perda da "autoridade suprema" de Tirofijo derá lugar a tomadas de "decisão mais colectivas".

A libertação de Ingrid está mais próxima?

Entre os mais de 200 reféns da guerrilha, encontra-se o chamado grupo dos "reféns políticos", que as FARC aceitavam trocar pelos seus guerrilheiros detidos nas prisões colombianas (depois do Governo desmilitarizar os municípios de Florida e Pradera). O rosto mais conhecido desses reféns é a franco-colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada há mais de seis anos em plena campanha para as presidenciais. Mas entre eles está também o norte-americano Marc Gonsalves, um lusodescendente raptado há cinco anos durante uma missão para o Departamento de Estado.

A morte de Marulanda e a ascensão de Alfonso Cano à liderança reacende a esperança dos familiares dos reféns de que a sua libertação possa estar para breve. "É de pensar que com a chegada de Cano se privilegie mais o político e se busque uma saída negociada, mas isso não significa que vão ser fracos na hora de negociar", indicou o analista político Pedro Medellín, citado pela BBC Mundo. O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, acredita que existe "um contexto favorável para que os reféns sejam libertados", sendo menos prudente que o Presidente Nicolas Sarkozy (empenhado pessoalmente no caso de Betancourt), que disse que é necessário "manter a calma, a prudência e a concentração".

A guerrilha mantém a força que tinha há dez anos?

Em pelo menos 17 ocasiões o líder das FARC tinha sido dado como morto, de tal forma que o escritor colombiano Arturo Alape se inspirou nestas histórias para escrever As Mortes de 'Tirofijo'. Mas para a guerrilha, a verdadeira morte de Marulanda (a versão de que foi por ataque cardíaco é questionada pelo Governo, que refere operações militares na região de Meta a 26 de Março) acabou por surgir num dos piores momentos dos seus 44 anos de história.

No dia 1 de Março, o número dois das FARC, Raúl Reyes, morreu num bombardeamento ao seu acampamento, em território equatoriano. Dias depois, foi a vez de Iván Ríos ser morto pelo seu chefe de segurança, que se apresentou às autoridades com a mão do mais novo membro do secretariado de forma a poder reclamar a recompensa de um milhão de dólares pela sua morte. E há menos de dez dias, uma das mais sanguinárias comandantes da guerrilha, Karina, entregou-se às autoridades, "quase a morrer de fome", pressionada pelo exército e temendo ter o mesmo fim que Iván Ríos.

Mas não é só ao nível da cúpula que as FARC estão fragilizadas. Segundo números do Ministério da Defesa, citados pela revista Cambio, nos últimos seis anos a guerrilha perdeu cerca da metade dos seus homens (hoje são pouco mais de oito mil) e desapareceram 25 das 67 frentes que chegou a ter durante as fracassadas negociações de paz com Pastrana. O número de desmobilizações nos primeiros cinco meses de 2008 explica tudo: 1321 homens e mulheres, a maioria dos quais há mais de cinco anos na organização. "Não vemos futuro", "a população não colabora" ou "a pressão é insustentável", são as expressões que se ouvem dos guerrilheiros que depõem as armas.

O Governo vai continuar a apostar na via militar?

O mau momento que atravessam as FARC - em 2007, pela primeira vez desde 1974, a guerrilha não capturou nenhuma povoação - deve-se principalmente à estratégia empreendida pelo Governo do Presidente Álvaro Uribe e à sua política de segurança democrática. O sucesso deveu-se a coisas tão simples como a criação da Junta de Operações Especiais Conjunta, na qual as agências de informação das Forças Militares, Polícia e Polícia Secreta podem trocar informações. O trabalho de equipa tem funcionado e a mortal das tropas está em alta.

O investimento feito ao longo dos últimos anos no sector da Defesa está agora a dar frutos, não só ao nível da luta contra a guerrilha, mas também contra o narcotráfico (já este ano caíram dois dos principais traficantes, os gémeos Mejía Múnera). O principal rosto desta vitória é o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, um dos homens mais próximos do Presidente e que a cada novo golpe das FARC ganha mais pontos para ser o seu eventual sucessor. Segundo uma sondagem, conta com o apoio de 49% dos colombianos. O Governo já avisou que vai continuar com a sua ofensiva militar, deixando também aberta a porta para que os guerrilheiros entreguem as armas.

Diário de Notícias (DN), 27-05-2008

domingo, 25 de maio de 2008

Alfonso Cano é o novo líder das FARC

Colômbia: Antropólogo Guillermo León Sáenz é o novo líder das FARC

Bogotá, 25 Mai (Lusa) - O novo chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) é o antropólogo Guillermo León Sáenz, conhecido como "Alfonso Cano", substituindo o falecido "Tirofijo", anunciou hoje o grupo guerrilheiro.

Num vídeo hoje difundido pela cadeia televisiva TeleSur, com sede em Caracas, as FARC confirmam que "Tirofijo" faleceu a 26 de Março devido a uma paragem cardíaca e comunica que é sucedido como líder máximo do movimento por "Alfonso Cano".

"Com imenso pesar informamos que o nosso comandante em chefe, Manuel Narulanda Vélez, morreu no passado 26 de Março em consequência de um enfarte cardíaco nos braços dos seus companheiros e companheiras e rodeado da sua guarda pessoal e de todas as unidades responsáveis pela sua segurança, após uma breve enfermidade", disse "Timochenko", um dos membros do secretariado-geral das FARC.

"Timochenko" revelou hoje que as FARC decidiram "unanimemente" que "a cabeça do secretariado e novo comandante do estado-maior central é o camarada Alfonso Cano", cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz.

"Cano" é militante das FARC há 31 anos, e é considerado com um dos ideólogos da guerrilha.

Sáenz, conhecido como "Cano" nasceu a 22 de Julho de 1948 en Bogotá, estudou Antropologia na Universidade Nacional de la capital colombiana e era até agora chefe político do Bloco Ocidental e membro do Secretariado (chefatura máxima) das FARC.

Antes de ingressar nas fileiras da FARC pertenceu ao Partido Comunista Colombiano e foi seu "comissário político".

Desde 2000, é o responsável do Movimento Bolivariano da Nova Colômbia, um projecto político da principal guerrilha colombiana.

"Alfonso Cano", tem 47 ordens de captura e um "circular vérmela" da Interpol por rebelião, terrorismo, homicídio e sequestro.

Representou as FARC nos diálogos frustrados com o Governo do Presidente colombiano, César Gaviria (1990-1994), em Caracas e na localidade mexicana de Tlaxcala.

Outros líderes das FARC são Luciano Marín Arango, conhecido por "Iván Márquez", Jorge Briceño Suárez, conhecido por "Mono Jojoy", Rodrigo León Londoño, ou "Timochenko", e Milton de Jesús Toncel Redondo, designado "Joaquín Gómez".

NL.

Lusa/Fim

(Notícias sapo.pt)

As FARC confirmam morte de Tirofijo

Colômbia: Forças Armadas Revolucionárias da Colómbia confirmam morte do seu líder histórico

Bogotá, 25 Mai (Lusa) - O movimento guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) confirmou hoje a morte do seu líder histórico, Manuel Marulada, anunciou a estação de televisão privada colombiana Caracol.

Por outro lado, a cadeia de televisão internacional TeleSur retransmitiu um vídeo das FARC em que o movimento dá conta da morte de "Manuel Marulanda", conhecido por "Tirofijo" (Tiro Certeiro), no passado dia 26 de Março, devido a um ataque cardíaco.

O ministério colombiano da Defesa tinha anunciado no sábado que o líder histórico das FARC, Manuel Marulanda "Tirofijo", teria morrido.

O comunicado ministerial informava "a opinião pública ter tido conhecimento, através de várias fontes de informações militares, da morte de Pedro António Marín, aliás, Manuel Marulanda ou 'Tirofijo', principal chefe das FARC".

Segundo estas informações, Marulanda, de 78 anos, terá morrido há dois meses, às 06:30 do dia 26 de Março, de causas ainda não reveladas.

Nos dias em torno da data da alegada morte de Marulanda, as forças militares colombianas tinham bombardeado diferentes zonas da região de Meta, a sul de Bogotá.

"A primeira operação militar ocorreu perto de El Purgatório, a segunda na laguna de Los Osos e a terceira na zona do rio Papaneme", informava o comunicado.

"Tínhamos informações de que Marulanda estava por ali. No entanto, nenhuma daquelas operações foi desencadeada na data em que é atribuída a morte de Marulanda", precisava o comunicado.

"Sabemos que no seio das FARC a versão difundida fala em morte natural, nomeadamente por paragem cardíaca e que o seu sucessor designado é Alfonso Cano", prosseguia a nota.

"Soubemos igualmente que, em conformidade com a sua política tradicional de desinformação, as FARC não informaram todos os seus membros deste acontecimento. Esperamos que as FARC não neguem a verdade no que diz respeito à morte de 'Tirofijo'. E se dizem que a nossa informação é falsa, que o provem", concluía o comunicado do ministério colombiano da Defesa.

NVI.

Lusa/Fim

(Notícias sapo.pt)

FARC: morreu Tirofijo

Colômbia: Líder das Farc está morto, confirmou Governo

O principal líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Manuel Marulanda Vélez, conhecido como «Tirofijo», está morto, confirmou hoje uma alta fonte do governo colombiano, citado pelo 'Globo on-line'.

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, já tinha revelado em entrevista à revista colombiana 'Semana', que irá para as bancas este domingo, que o líder rebelde teria morrido e que as autoridades estavam a tentar confirmar a informação dada por uma fonte, que os informou que «Tirofijo», de 78 anos, teria morrido a 26 de Março devido a um enfarte.

Marulanda, considerado o guerrilheiro activo «mais velho do Mundo», organizou as Farc em 1960, como grupo de esquerda lutando pela justiça social. Mas após quatro décadas de combate, as Farc têm sido enfraquecidas pela campanha do presidente Alvaro Uribe, como apoio dos Estados Unidos.

Com pouco apoio popular, as Farc têm sido empurradas de volta para florestas e montanhas remotas, mas os rebeldes ainda são uma força poderosa em algumas áreas, ajudados pelos recursos obtidos com o tráfico de cocaína.

Vários comandantes importantes das Farc foram mortos ou capturados recentemente, enquanto o mais antigo grupo guerrilheiro da América Latina enfrenta uma crescente pressão militar e deserções, escreve ainda a edição electrónica do jornal brasileiro.

Tentativas de negociar a libertação de reféns das Farc, incluindo a política franco-colombiana Ingrid Bettancourt, continuam num impasse.

Diário Digital/Lusa, 25-05-2008

sábado, 24 de maio de 2008

Governo colombiano diz que fundador das FARC terá morrido

Informação ainda está a ser investigada pelas autoridades

24.05.2008 - 18h57 AFP, Reuters

O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Manuel Marulanda Vélez, terá morrido vítima de um enfarte no passado dia 22 de Março, avançou o ministro da Defesa de Bogotá, Juan Manuel Santos, numa entrevista à revista colombiana “Semana” que é publicada amanhã.

De acordo com o ministro, que citou uma fonte não identificada nas suas declarações, Marulanda, de 80 anos, que lidera uma rebelião armada contra Bogotá desde 1964, terá morrido no mês passado, mas Juan Manuel Santos indicou que esta informação ainda está a ser analisada e investigada pelas autoridades colombianas.

Manuel Marulanda, de seu verdadeiro nome Pedro Antonio Marin, nasceu a 12 de Maio de 1928 e raramente saiu da clandestinidade.

Segundo elementos biográficos divulgados ao longo dos anos pela imprensa, o fundador das FARC será casado e terá vários filhos, incluindo uma filha, a companheira do “número dois” dos guerrilheiros Raul Reys, morto a 1 de Março último durante uma operação do Exército colombiano em território do Equador.

O Governo de Bogotá acusa Marulanda, o mais velho guerrilheiro comunista do mundo, de ter introduzido o tráfico de droga no país e de fazer vários reféns em nome da causa das FARC.

Público Online, 24-05-2008