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A mostrar mensagens com a etiqueta Semanário SOL

Reacção à promulgação do "Simplex 2"

Professores: Belém recebe mal a reacção do Governo

CAVACO Silva não gostou da forma como o Governo de José Sócrates se aproveitou, esta semana, da promulgação presidencial do decreto regulamentar que simplifica a avaliação dos professores [decreto regulamentar nº 1-A/2009, que vai ser publicado, amanhã, 5/01, no DR], procurando co-responsabilizar a Presidência da República nesta matéria.

«Foi muito mal recebida a utilização feita pelo Governo do acto de promulgação de um diploma de carácter meramente regulamentar e transitório referente à simplificação da avaliação dos professores», revelou ao SOL fonte de Belém, considerando que se trata «de um acto de rotina que não envolve qualquer novidade política».

O Secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, congratulou-se com a promulgação, poucas horas antes da mensagem presidencial de Ano Novo, afirmando que «vai permitir resolver os problemas identificados por professores nas escola.»

SOL, última página, 3/01/2009

Claude Lévi-Strauss

O centenário do antropólogo imortal

Pode bem dizer-se que é o mais velho do immortels (imortais, o nome dado aos membros da Academia Francesa). A 28 de Maio, o fundador da antropologia estruturalista tornou-se o primerio membro centenário da pluricentenária instituição, para onde entrou em 1973. A sua obra mais emblemática, Tristes trópicos (1955), consiste num relato autobiográfico da experiência que viveu junto dos índios do Brasil entre 1935, ano em que foi convidado para professor na Universidade de São Paulo, e 1939, ano em que regressou a França. Embora tenha viajado extensivamente pelo Mato Grosso e Amazónia - ora na carrinha Ford, ora em carros puxados a bois ou, ainda, a pé -, haveria de escrever no prefácio do seu livro mais célebre: «Tenho ódio aos viajantes e aos exploradores».

Regressado do Brasil, Lévi-Strauss foi um dos membros impulsionadores do movimento ecologista. E, antes do regresso definitivo à Europa, passou por Nova Iorque onde se juntou a uma já impressionante c…

Bob Geldof: «Angola é governada por criminosos»

O tiro pela culatra

BOB GELDOF, o famoso activista e criador do Live Aid e Live 8, veio a Portugal a convite do Banco Espírito Santo (BES) e do Expresso para falar sobre desenvolvimento sustentável. O tema proposto intitulava-se Fazer a Diferença. O músico de origem irlandesa cumpriu: fez a diferença ao insultar os dirigentes angolanos como «criminosos» e não deixou ninguém indiferente.

O BES demarcou-se dos ataques de Bob Geldof, condenando as suas palavras através de um comunicado, onde taxativamente diz ser «totalmente alheio» às declarações do músico.

É nestas alturas que se diz que o 'tiro saiu pela culatra'. O BES pretendia passar uma mensagem de que é uma instituição preocupada com o desenvolvimento sustentável no mundo e acabou a pedir 'desculpas' ao governo angolano pelo comportamento do seu convidado. Os negócios a isso obrigam. Apesar de a maioria concordar que o regime angolano não é dos mais democráticos do mundo, o músico foi longe demais. Acusou gratuitamen…

Felícia Cabrita atrasou-se!

Há 39 minutos

Timor-Leste

Gastão Salsinha entregou-se há 2 dias
Por Felícia Cabrita

O homem que, supostamente em conivência com o major Alfredo Reinado, terá preparado o duplo atentado contra o Presidente da República e o primeiro-ministro de Timor-Leste, entregou-se anteontem às forças conjuntas. Com ele renderam-se mais três elementos: Valente (um dos elementos que terá estado na casa do PM no dia 11 de Fevereiro), José e André.

Tenente Gastão Salsinha, que desde 11 de Fevereiro terá andado a monte, vai ficar durante uma semana com a família na sua casa, a 15 quilómetros de Ermera.

Liquiceira, o homem mais poderoso de Ermera, que mediou o diálogo entre os revoltosos e o governo timorense, adianta ainda ao SOL que «ele vai precisar de descansar uma semana, para pensar naquilo que vai dizer à justiça».

Só se entregará depois, mas isto é ainda secreto.

Enquanto o tenente rebelde descansa, na sua agenda de hoje consta já a visita do presidente do parlamento, Fernando Lassama.

Como tem vindo a se…

Atentado de 11/2: A reportagem de Felícia Cabrita

O DIA EM QUE TIMOR VOLTOU A SANGRAR
Histórias de mal-entendidos, traições e mulheres “fatais”, que reabriu as feridas em Timor mesmo à beira de um acordo.

A reunião convocada por Ramos-Horta com todos os partidos políticos de Timor-Leste e com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, está na base do atentado que quase vitimou o Presidente. Um dos assuntos prioritários do encontro era descobrir uma solução para a situação dos 'peticionários'.
Em 2006, cinco centenas de militantes, liderados pelo tenente Gastão Salsinha, tinham saído dos quartéis em protesto contra a discriminação existente entre os militares oriundos da zona da resistência e os que foram submetidos à influência indonésia durante a ocupação.
Em entrevista ao SOL em Março, Ramos-Horta admitiu que esta era uma questão urgente: “Estávamos a tratar de uma amnistia que seria promulgada em Maio e que permitiria integrar os 'peticionários' de novo no exército ou, caso não quisessem voltar aos seus postos, saírem com um …

Dissecação sumária da reportagem de Felícia Cabrita 1

Cronologia da sequência dos factos desde a neutralização do sentinela até o momento 'exacto' da morte de Alfredo Reinado:
Primeira sequência:06:17h: Chegada do grupo rebelde de nove homens de Alfredo Reinado, em dois jipes, e neutralização quase simultânea do sentinela do Presidente da República timorense.
Segunda sequência:3 minutos depois (06:20h): Ouvem-se os tiros seguido de rajada, logo a morte de Reinado ocorreu nessa hora.
Terceira sequência:06:30h: Francisco Marçal (soldado das F-FDTL autor dos tiros que vitimaram o rebelde Reinado) e Albino Assis (soldado das F-FDTL, 'cúmplice' de Reinado, segundo esta investigação de Felícia Cabrita) continuam a dormir, apesar do barulho dos tiros e rajada, e acordam, passados dez minutos depois dos tiros e da rajada, alertados pelo Tadeus Gabriel da presença de "nove homens de máscaras no rosto" (e, no entanto, 'reconheceu' Reinado por tê-lo visto na televisão). Mas, a essa hora, Reinado não devia estar já mor…

11/2: a investigação de Felícia Cabrita

Atentado posto em causa

Investigação do Sol aos incidentes de 11 de Fevereiro põe hipótese de dupla traição

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que foi alvo de um atentado em Fevereiro, no palácio presidencial em Díli, terá sido atraiçoado por um militar do seu corpo de segurança.
Este militar, de nome Albino Assis, será a peça-chave quer do atentado contra Ramos-Horta, quer da morte à queima-roupa do major rebelde Alfredo Reinado.
Albino Assis integrava as F-FDTL (Falintil-Forças de Segurança de Timor-Leste), a pequena força de segurança pessoal do Presidente Ramos-Horta. Ao mesmo tempo, porém, mantinha contactos frequentes com o grupo rebelde do major Reinado – tudo indicando que este tinha homens infiltrados na segurança do palácio.
Aliás, o nome de Albino Assis constava de uma lista que Reinado trazia no bolso quando foi alvejado. Mas não só: o major tinha também consigo um croquis do palácio, feito por alguém que conhecia bem por dentro as instalações da casa oficial de Ram…