domingo, 30 de novembro de 2008

Visitando outro blogue (15): «Ivo Rosa é incompetente»!?

Vou transcrever o comentário de um anónimo, do blogue http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/, na 'caixa' da postagem «XANANA GUSMÃO PERSEGUE JUIZ PORTUGUÊS», da autoria de Micael Pereira, 30/11/2008, (artigo originalmente publicado no semanário Expresso) sobre o já célebre 'acórdão' do Tribunal de Recurso - cujo relator é o juiz Ivo Rosa - no qual é apontado vários erros de interpretação da legislação aplicável além de falhas processuais.

Eis, então, o comentário:

« Anónimo disse...
O Juiz Ivo vai ser afastado de Timor por muito boas razoes.
Este senhor nao estava a defender os interesses de Timor mas sim a causar graves danos no pais defendendo interesses obscuros.

Alem disso e ao contrario do que se diz o Ivo e' de uma incompetencia extraordinaria. Ele ate citou no acordao os artigos errados da lei do orcamento Rectificativo que ele pretendia anular.

Nao acreditam? Leiam a longa e detalhada reclamacao do Presidente do Parlamento Lasama para perceberem, ponto por ponto, onde o sr Ivo Rosa falhou e falhou redondamente ao produzir o acordao que levantou esta polemica toda.

Deixo aqui um trecho do documento de reclamacao do Presidente Lasama enviado ao tribunal. Mas se estiverem interessados posso dar mais.

"8°
Especificamente, no que se refere a nulidades, dispõe a alínea b) do art. 125° da Constituição que o Supremo Tribunal de Justiça, leia-se Tribunal de Recurso, funciona em plenário quando em única instância."

Ora, manifestamente, não foi isto que sucedeu no caso vertente,

II — Da obrigatoriedade do processo ser apreciado pelo Plenário do Tribunal de Recurso

Por plenário do Tribunal entende-se a totalidade dos magistrados que o compõem.
10°
O Tribunal de Recurso é composto por seis juízes, a saber:
- Cláudio de Jesus Ximenes
- Ivo Nelson Rosa
- José Luís da Góia
- Jacinta Correia da Costa
- Antoninho Gonçalves
- Maria Natércia Gusmão
11°
Assim, o processo deveria ter sido apreciado e decidido, e o respectivo acórdão assinado, por todos estes Ilustres Magistrados.
12°
Saliente-se que, em sistemas jurídicos semelhantes, as decisões dos recursos de
inconstitucionalidade suscitadas em processos desta natureza são cometidas às secções dos Tribunais Constitucionais, mas a declaração com força obrigatória geral cabe sempre ao plenário.
13°
Importa notar que, a organização judiciária timorense reflecte ainda hoje, a existência de uma única instancia de recurso, instância de revisão dedicada apenas a questões de direito — não assim em primeira instância onde funcionaria em secções e onde trataria também matéria de facto.
14°
A verdade porém, é que o processo de apreciação abstracta, coloca-se também, só no âmbito do Direito, seguindo a mesma razão que determina em segunda instância o funcionamento do Tribunal em plenário.
15°
Neste sentido, o Tribunal, quando declara a inconstitucionalidade com força obrigatória geral assume-se como um quase-legislador, isto é, ao desfazer normativos anteriormente postos em vigor pelo poder democrático, aprovados pelo Parlamento, tem que funcionar na sua composição plena.
16°
Deve lembrar-se que, o Parlamento democraticamente eleito representa a soberania do povo e está mandatado para legislar.
17°
Por outro lado, o Tribunal, apesar de não estar mandatado para legislar, assume aqui o papel próximo do de legislador ao desfazer normativos, aprovados por aqueles que foram democraticamente eleitos.
18°
É por isso exigível a máxima garantia possível para quando este órgão, com carácter jurisdicional, não electivo e designativo, seja chamado a exercer estas funções excepcionais de quase legislador.
19°
Esta garantia só pode ser alcançada através do funcionamento do Tribunal em plenário, ou seja, assegurando a maior abrangência de análise e ponderação imprescindíveis a uma decisão de especial gravidade e importância, com particular alcance jurídico-constitucional.
20°
Existe, assim uma clara violação à norma da composição do Tribunal supremo e único em matéria de apreciação abstracta da constitucionalidade.
21°
Por esta razão, nos termos conjugados dos artigos 125° da Constituição e 187° do CPC, o "Supremo Tribunal de Justiça funciona em plenário, como Tribunal de segunda e única instância"
22.°
Em consequência deve todo o processado ser considerado nulo e não produzir quaisquer efeitos por violação das normas de constituição do tribunal"

Mas as asneiras do Ivo Rosa nao param aqui. Ha mais...Alguns dos erros ate relacionam-se com coisas muito basicos como a referenciacao de artigos errados da Lei do Orcamento para declarar a inconstitucionalidade da mesma.

30 de Novembro de 2008 11:16»

Retirado do blogue http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

sábado, 29 de novembro de 2008

Greve dia 3/12, 4ª feira, para salvar a escola pública e contra a política dos "analfabetos políticos".

Visitando outro blogue (14)

Nas minhas habituais espreitadelas a outros blogues dedicados exclusivamente a Timor e à política timorense encontrei um comentário de um anónimo no Timor Lorosae Nação - na 'caixa ' da postagem «O HERÓI TRAIDOR», 29/11/2008, da autoria de 'Malai Azul' (uma equipa de duas ou mais pessoas que assina com este nome os artigos de crítica a Xanana e louvor a Alkatiri no blogue http://www.timor-online.blogspot.com/ ) - bem estruturado, desmontando todo o 'esqueleto' dos argumentos utilizados por Malai Azul para atingir o Primeiro-ministro timorense.

Com a devida vénia, transcrevo então o comentário:

« Anónimo disse...

Aos palermas que insultam Xanana sem razao para tal,

Continuem meninos e meninas, continuem com os vossos odios mesquinhos que so vos faz mal muito mal a saude...e ainda bem que so vos mal a voces e a mais ninguem.

Ao Malai Azul, vermelho ou da cor da m***a,

Voce e' um autentico ignorante para escrever tal coisa.

Perceba de uma vez por todas que a unica coisa INSUSTENTAVEL em Timor e' a miseria em que o povo vive, o falta de infraestruturas basicas necessarias para melhorar as condicoes de vida do povo e incentivar o desenvolvimento de outros sectores produtivos da economia.

Enquanto Timor nao estiver completamente estabilizado, e aqui estabilizacao nao se limita a ausencia de violencia mas inclui a satisfacao de todas as condicoes minimas de vida, o governo tem que investir, investir e investir para as satisfazer.

Gastar dinheiro do desenvolvimento material e humano do pais e' investir no futuro da nacao.

Infelizmente o governo anterior da Fretilin Maputo nao percebeu isso e acabou por enterrar o povo numa maior miseria.

Este governo esta no bom rumo. E' necessario investir fortemente no desenvolvimento do pais e se as leis do fundo petrolifero sao um obstaculo a isso pois que as mudem.

Agora nao e' tempo para guardar para as futuras geracoes deixando morrer as atuais na miseria.

Alias defender os interesses das futuras geracoes significa desenvolver o pais AGORA e nao amanha ou deixar esse trabalho para as geracoes do futuro resolverem.

Nao gastar esse dinheiro agora para desenvolver o pais e guarda-lo todo para futuras geracoes significa guardar tambem um pais completamente carente das condicoes minimas para as futuras geracoes.

O governo da AMP esta no bom caminho. Ao contrario da Fretilin eles estao a tentar deixar um pais em vias de desenvolvimento acelerado e um nivel de pobreza menor do que aquilo que herdaram da Fretilin.

Parem de ser ignorantes e de sustentar odios mesquinhos que nao vos leva a lado nenhum.

30 de Novembro de 2008 1:38»



Ivo Rosa não reconduzido

O semanário SOL noticiou, hoje, que o juiz Ivo Rosa foi informado esta semana que não vai ser renovada a sua comissão de serviço no Tribunal de Recursos.

Recorde-se que foi este o juiz quem julgou e condenou Rogério Lobato a sete anos e meio de prisão - tendo Lobato cumprido apenas um mês de cárcere na prisão de Becora - e foi este mesmo juiz quem autorizou saída do país deste dirigente da Fretilin para tratamento médico na Tailândia, aceitando o parecer favorável de apenas um médico de uma junta de três médicos.

Recorde-se também que Ivo Rosa foi o relator do acórdão do Tribunal de Recursos - aprovado por 'unanimidade' (!?) de três dos cinco juízes e assinado por Presidente Interino e pelo titular do cargo ausente do país e hospitalizado no Hospital Egas Moniz e por um outro juiz internacional - que considerou ilegal a alínea do Orçamento do Estado relativa ao Fundo de Estabilização Económica.

Os restantes dois juízes do painel do TR - que nem sequer foram convocados para a deliberação - são timorenses!

Desconheço em que moldes se processou a participação do Presidente do Tribunal - de baixa por doença e hospitalizado num hospital de Lisboa - na deliberação do tribunal e que também assinou o acórdão!

Recordando: o acórdão foi assinado por dois (!) presidentes do Tribunal: Ivo Rosa (Presidente Interino) e Cláudio Ximenes (Presidente Titular, de baixa por doença, logo substituído interinamente por Ivo Rosa). A terceira assinatura é de um juiz internacional guineense.

A pergunta que se impõe agora: quando se é o próprio supremo tribunal que comete a ilegalidade, a quem se deve recorrer?!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

'O Velho do Restelo' mora no TLN

1. Se os timorenses tivessem dado ouvido aos pessimistas 'profissionais' - que diziam que Timor não alcançaria a independência nunca porque a Indonésia é não só um gigante regional como também 'enterrou' muito dinheiro e homens na conquista do território -, teriam baixado os braços a partir de princípios de 1980, quando foram conquistadas as últimas bases de apoio nas serras altas do monte Matabia, e não teriam surgido chefes político-militares como Xanana Gusmão e outros, que reorganizaram a luta a partir de meia dúzia de homens que restaram da liderança independentista e de umas escassas centenas de homens armados.

2. Se os timorenses tivessem dado ouvido aos pessimistas 'profissionais' - que diziam que Timor é um caso perdido e que mais valia conformarmos porque a Indonésia é país poderoso e que não sairia nunca de Timor -, teriam desistido de se empenhar na luta político-diplomática nos fóruns internacionais.

3. E se os timorenses tivessem dado crédito a esses pessimistas 'de serviço' não existiria, hoje, um Timor independente. Mas os timorenses são povo optimista por natureza, os timorenses são um povo feliz por natureza (mesmo nas adversidades de vida), os timorenses são um povo lutador por natureza. Por isso, este Povo está a erguer o seu país; por isso, este Povo já arregaçou as mangas para desenvolver o seu país; por isso, este Povo voltou a depositar nas mão de Xanana Gusmão o seu destino, correndo com os pessimistas 'de serviço', correndo com os prepotentes e autistas, correndo com todos aqueles que apenas se governam e se esquecem do bem-estar dos timorenses. E este Povo sabe que Xanana está a salvar o país da ruína social, este Povo sabe que Xanana está a salvar o país da instabilidade política, e este Povo sabe que só Xanana pode conduzir o seu país ao progresso, ao desenvolvimento e à paz.

5. Por isso, também, ó meus senhores 'derrotistas' e 'maus perdedores', os Timorenses acreditam na boa liderança de Xanana, os Timorenses não se deixam abater pelo retrato pessimista da situação actual do seu país 'tirado' por Pedro Rosa Mendes e seus seguidores que 'habitam' o blogue militante alkatirista TLN.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1º dia da visita oficial de Xanana a Portugal

O Primeiro-ministro timorense encontrou-se, hoje, 26/11, no Palácio de Belém, com o Presidente Cavaco Silva. À saída da audiência, Xanana disse aos jornalistas que está a chegar a altura de os timorenses assegurarem a sua própria estabilidade política e social, não necessitando mais de outras forças de outros países e das Nações Unidas para continuarem a 'tomar conta' dos timorenses para 'não se baterem'.

Manif dos professores da Região Centro contra Lurdes Rodrigues

Mais de dez mil professores manifestaram-se, hoje, nas capitais dos distritos da Região Centro, contra o modelo de avaliação do desempenho docente e contra a ECD. O Coordenador da Plataforma de Sindicatos, Mário Nogueira, afirmou estranhar a atitude do Ministério da Educação ao 'impor' - ainda antes do encontro já acordado para 6ª feira com os sindicatos e antes de se chegar a um entendimento em sede de negociações - a sua proposta de modelo simplificado de avaliação, enviando para as escolas o projecto legislativo, sem antes ouvir os representantes sindicais. Acrescentando que este gesto da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues (a própria ministra, os seus dois secretários Valter Lemos e Jorge Pedreira) denota que os seus autores não se sentem confortáveis a viver em democracia.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Está em Lisboa o PM Xanana Gusmão

O Primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão desembarcou, esta tarde, às 18:30 h, no aeroporto de Portela, Lisboa, para uma visita oficial de dois dias a Portugal. Encontra-se alojado, com toda a comitiva, no Hotel Tiara Park.

A Avaliação no programa " Prós e Contras" da RTP1

O Secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, afirmou esta noite no programa "Prós e Contras" da RTP1 que o Ministério da Educação vai ouvir e discutir a proposta do modelo da avaliação do desempenho docente a apresentar, na 6ª feira, pela Plataforma de Sindicatos.

Surpreendeu-me pela positiva, neste programa, a intervenção do representante da CONFAP: o sr. Albino afirmou que se deve repensar este modelo de avaliação porque 'está parado', acrescentando que nem valia a pena falar da sua suspensão porque este 'modelo' do ME está efectivamente parado.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um cargo para Alkatiri no governo de Xanana

Alkatiri sempre conseguiu um cargo no governo de Xanana. De acordo com a edição on-line, hoje, do jornal Público, o "secretário-geral do partido Fretilin deverá conduzir e coordenar todos os esforços nacionais no sentido de se avançar para o desenvolvimento do Greater Sunrise, que fica a 170 quilómetros do litoral meridional de Timor-Leste e a 450 da cidade australiana de Darwin".

domingo, 23 de novembro de 2008

Susbcrevo este post do Timor Lorosae Nação

Com a devida vénia transcrevo esta postagem do TLN:

EMBAIXADA DE PORTUGAL EM DÍLI RECORRE A ESPERTEZA SALOIA

PORTUGUESES DE TIMOR NÃO ESPERAM MUITO À PORTA…
MAS ESPERAM TRÊS MESES PARA PREENCHEREM IMPRESSOS

Há alguns meses atrás abordámos no TLN o excessivo tempo de espera e de pernoitas que os portugueses de Timor eram obrigados suportar devido à má organização e maus serviços prestados pela Embaixada de Portugal em Timor-Leste aos que se dirigiam à referida embaixada a fim de tratar de requerer passaporte. Afinal, segundo a lei, os timorenses também são portugueses.

Após as críticas desfavoráveis aqui manifestadas, referentes ao trato de polé que a embaixada estava a dar aos que recorriam aos seus serviços em Díli, registaram-se melhorias significativas, julgámos, tendo deixado de se ver o triste e costumeiro espectáculo de dezenas de timorenses pernoitarem e passarem dias e dias para assegurarem a sua vez no atendimento. É assim que desde então “não se vê ninguém em filas em frente à embaixada, já ninguém dorme à porta da embaixada, tudo parece normal... mas em Timor-Leste nada é o que parece, tudo é falso, mentira pegada“, dizem timorenses vítimas dos maus serviços daquela má representação de Portugal que trata portugueses de Timor como sejam portugueses de segunda – à boa maneira colonial e de desleixo nacional.

Dizem algumas das vítimas: “A esperteza saloia foi implementada pelos serviços. A solução encontrada pelos "ilustres" da embaixada foi a de distribuir senhas. Assim, uma pessoa que pretenda tratar do passaporte, vai hoje à embaixada e recebe uma senha para ser atendido no dia 27 de Fevereiro de 2009! Afinal foi tudo mentira e nós a pensarmos que eles tinham descoberto uma fórmula mágica para atender os utentes... não, apenas esconderam o gato (mas deixaram o rabo de fora).”

A indignação dos que solicitam os serviços continua quando perguntam: “Será que estes "senhores", donos do poder de atrapalhar a vida aos outros, se sentem felizes a fazer isso mesmo? Três meses para poder entrar na embaixada e preencher um impresso de pedido de passaporte? Nunca vimos, nunca! É um exagero!”

Não restam dúvidas, a embaixada importou a esperteza saloia de Portugal para Díli, ou seja, o pior de Portugal para Timor-Leste, para os portugueses de Timor.

Publicada por Fábrica dos Blogs em 17:27
23/11/2008
http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

sábado, 22 de novembro de 2008

Alkatiri na 1ª sessão do PN da 2ª legislatura


Mari Alkatiri na 1ª sessão do Parlamento Nacional ainda sem saber que iria sentar-se na bancada da Oposição (e ao fundo, sem óculos, é José Teixeira a carregar a pasta de papéis do seu chefe Mari).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Alkatiri afirma também não se candidatar ao cargo de Presidente da República!

Mari Alkatiri afirma não estar também no seu horizonte político candidatar-se à Presidência da República, nem ao cargo de Primeiro-ministro como já afirmara há uns dias. Acrescentando que o seu camarada Presidente da Fretilin Maputo, Lu-Olo, será um bom candidato a Primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas, argumentando que Lu-Olo 'é uma pessoa que aprende rápido', por isso, até lá, vai ficar de certeza mais sábio - e assim desempenhará com mais sageza o cargo de PM -, uma vez que 'está a acabar a sua formação académica'! Contudo, Alkatiri não especificou se as referidas eleições são as tão esperadas antecipadas - como é seu desejo - ou as já marcadas no calendário normal de 2012.

Para quem não saiba, Lu-Olo é aluno da UNTL do curso de Direito, ministrado por professores portugueses da Fundação das Universidade Portuguesas (FUP), se não estou em erro.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Alkatiri afirma não desejar o cargo de Primeiro Ministro mesmo que a Fretilin vença, no futuro, as eleições!

Todos os timorenses sabem que Mari Alktiri nunca mais voltará a exercer o cargo de Primeiro-ministro menos o próprio que ainda continua a alimentar as suas ilusões de vir substituir Xanana na chefia do governo com a sua sonhada maioria Fretilin Maputo nas tão desejadas eleições antecipadas eventualmente provocadas pela sua tão desejada "Marcha de Paz" de cinquenta mil marchantes.

Alkatiri manifestou o mesmo desejo nas últimas eleições legislativas, que não era candidato a primeiro-ministro, mas quando a Fretilin Maputo conseguiu uma maioria relativa - e ainda em negociações 'informais' com o Partido Democrático ou ainda em negociações 'secretas' para 'comprar' a fuga de alguns deputados de outros partidos para formar a sua maioria parlamentar, isto é, ainda na possibilidade de vir a formar governo com uma coligação pós-eleitoral - Mari nunca mais tocou no assunto, nunca mais falou em entregar o cargo de PM para um outro seu camarada do partido caso fosse convidado pelo Presidente da República para formar governo, deixando bem claro a todos, pelo seu silêncio e azáfama em aliciar outros deputados de outros partidos, que seria ele o candidato a Primeiro-ministro.

Nesta fase de combate político, Alkatiri vai-se consolando em pregar aos que quisessem escutá-lo que deixou de desejar o cargo de PM, que nunca mais iria assumir o cargo de PM, fazendo passar a imagem de um político que não está apegado ao poder. Mas não nos iludamos, pois é apenas uma figura de retórica, é apenas um discurso retórico, porque o que ele pretende dizer é precisamente o seu contrário.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Alguém no Tribunal de Recurso enganou-se na 'bibliografia'!

No ensino os professores deparam-se amiudadas vezes com algumas situações caricatas nos trabalhos escolares de alguns alunos em que a temática tratada não coincide com algumas obras e autores citados na bibliografia. É o que parece sugerir a redacção do acórdão do Tribunal de Recursos: o relator apoiou-se num enquadramento jurídico não aplicável para interpretar a norma programática da Constituição timorense para decidir a inconstitucionalidade do Fundo da Estabilização Económica.

Mas, este acórdão não padece apenas deste defeito: i. a quarta figura da hierarquia do Estado - o Presidente do Tribunal de Recursos - encontrava-se (e ainda se encontra), em Lisboa, em tratamento médico, logo, nunca participou no plenário para estudar e discutir os termos da queixa apresentada por alguns deputados da oposição; ii. assim, o juiz relator assinou como Presidente Interino do Tribunal de Recurso, logo, está a exercer interinamente o cargo por impedimento do seu titular; iii. e se o Presidente titular está impedido de exercer o seu cargo e fora substituído pelo juiz relator deste acórdão, logo, não pode assinar também o referido acórdão como um outro juiz qualquer do painel; iv. mas a assinatura do Juiz Presidente do TR - já substituído interinamente por outro - está aposta neste acórdão!; v.
finalmente, os restantes juizes do Tribunal de Recurso não foram tidos nem achados nesta decisão.


Apenas mais um dado: assinaram o acórdão Ivo Rosa (relator e Presidente Interino do TR), Cláudio Ximenes (que não participou na decisão) e José Luís Góia.

PS: Vejam só o surrealismo patente no 'acórdão' do TR, cujo relator é o juiz Ivo Rosa: o 'acórdão' é assinado por um Presidente Interino (juiz Ivo Rosa) e por Presidente Titular (juiz desembargador Cláudio Ximenes). Isto é, o tribunal num dado momento teve dois presidentes: um interino e um titular. Mais: a decisão foi votada por unanimidade de três juízes!! Mas, meus caros, o painel é constituído por cinco juízes!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tribunal de Recurso recorre à legislação não aplicável?!

O Presidente do Parlamento Nacional afirma que - relativamente à queixa apresentada pela Fretilin sobre o Fundo de Estabilização Económica - o Tribunal de Recurso se socorreu de instrumentos jurídico-normativos não existentes no ordenamento jurídico-constitucional timorense, isto é, se socorreu de legislação não aplicável no ordenamento jurídico-constitucional em vigor na República timorense.

A ser comprovada esta constatação de Fernando Lasama Araújo, presidente do parlamento timorense, então, o relator do texto desta decisão do Tribunal Constitucional não está ao serviço da justiça, mas ao serviço de uma outra agenda qualquer, seja pessoal ou política.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mauk Moruk e seu irmão Comandante L7


Mauk Moruk conversando com o seu irmão L7, antigo Comandante da Região 3 e actual deputado da UNDERTIM da coligação AMP.

PS: Faleceu hoje João Gama, tio de Mauk Moruk, deverá ser sepultado em Nunira.

Sim, conseguimos (mais uma vez) fazer ouvir a nossa voz!

Ontem, mais de 14 mil professores (7 mil! segundo a estimativa da polícia) desfilaram desde o Marquês de Pombal até à Assembleia da República para mostrar o seu desagrado pela destruição da Escola Pública por esta equipa do ME.

Nas próximas eleições legislativas os professores vão retirar a maioria absoluta a Sócrates, segundo a afirmação de António Costa, o número dois do PS, num programa televisivo. E é bem merecido este prémio, digo eu, pelo seu autismo, arrogância e prepotência na implementação cega da política destruidora da Escola Pública.

sábado, 15 de novembro de 2008

Manif dos profs: hoje, 15/11, sábado, todos os caminhos vão dar a Lisboa.

Vem e traz um amigo também.

Vamos mostrar ao país - uma vez mais e quantas forem necessárias - que os arrogantes, prepotentes e autistas do ME não têm razão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mauk Moruk: camarada de armas de Xanana na Resistência

Mauk Moruk, antigo Comandante da Brigada Vermelha
(o batalhão operacional da Resistência até quase finais de 1984)

Mauk Moruk era um dos mais prestigiados e temidos (pelos militares indonésios) comandantes da guerrilha timorense até a sua forçada rendição em finais de 1984, motivada pela primeira dissensão grave no seio da Resistência político-armada desde a sua reorganização (1980) por Comandante Kay Rala Xanana Gusmão. Tinha a alcunha de "Anjing Putih" devido à superstição dos soldados indonésios que acreditavam piamente que Mauk era invulnerável às balas e que quando cercado se transformava em um cão branco e se escapava por entre as pernas do inimigo.

Mauk e seus camaradas Kilik e Ologari (e mais um ou dois que não me recordo dos nomes) ousaram desafiar Xanana relativamente à linha orientadora da política a ser seguida pela Resistência: pretendiam regressar a política extremista marxista-leninista, mesmo sabendo que era uma opção fracturante no seio do Povo, destruindo a ainda frágil unidade dos timorenses. A causa próxima da divergência dos dois guerrilheiros, na altura os mais prestigiados e conhecidos, era o cessar-fogo acordado, em 23 de Março de 1983, entre a Resistência e o comando da tropa ocupante. Pensa-se que Mauk teria desconfiado que Xanana teria negociado a capitulação da guerrilha em troca do cargo de governador. Mas não era verdade essa versão que então corria entre os guerrilheiros nas montanhas de Timor. Instalada a desconfiança um dos dois teria de ceder para se evitar o fim da guerrilha pela mão dos próprios guerrilheiros.

Xanana não esteve com meias medidas: um dos dois tinha de sair da cena. Mauk foi forçado a ceder e negociar a sua rendição às tropas inimigas com a mediação dos padres salesianos do colégio de Fatumaca. Quem o defendeu neste 'julgamento' foi Matan Ruak, que o protegeu até a sua rendição, como gratidão por Mauk o ter defendido meses antes quando Ruak fora acusado de traição por ter estado algum tempo em área ocupada no âmbito dos acordos do cessar-fogo.

Mauk rendeu-se com apenas seis dos seus guerrilheiros (eram seus filhos adoptivos e que cresceram e combateram a seu lado). Estes seis guerrilheiros foram mais tarde executados pelos indonésios, escapando apenas o seu comandante Mauk Moruk por este ser demasiado conhecido para o fazerem desaparecer. Aos restantes dos seus homens da Brigada Vermelha Mauk pediu-lhes para permanecerem nas montanhas e passarem a servir sob às ordens de Xanana. E Kilik faleceu de doença nas montanhas.

PS: Mauk Moruk lançou um ataque demolidor a Mari Alkatiri, em 1990, num documento escrito por seu próprio punho. Em resposta às críticas de Mauk, puseram a circular, em Lisboa, no seio da comunidade exilada timorense, um documento de autoria anónima com a assinatura forjada de Mauk Moruk, como sendo dele próprio, a declarar-se colaboracionista dos indonésios, confessando que ajudou a delinear estratégias militares para desmantelar a Resistência armada. Em Lisboa, a partir daquele ano, Mauk Moruk reaproximou-se politicamente de Xanana Gusmão.

Homenagem a Max Stahl


Homenagem dos amigos timorenses a Max Stahl

Este pequeno monumento foi erigido pelos amigos de Max Stahl em sua homenagem - no recinto da pousada rústica Vila Harmonia, Becora, que outrora fora o 'centro' de contacto da Resistência com os jornalistas estrangeiros que se disfarçavam de meros turistas para despistar a 'inteligência' indonésia - pela sua decisiva contribuição na luta pela independência de Timor pela gravação e divulgação das imagens em vídeo do massacre de Santa Cruz, que provocou uma viragem qualitativa na luta diplomática que até então se tem atolado no pântano da indiferença dos países ocidentais conformados com o status quo e com a real
politik e com os negócios.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

17º aniversário do massacre de Santa Cruz

Este massacre é uma de muitas tragédias ocorridas em Timor, que poderia ter passado despercebido à comunidade internacional se não tivesse sido o testemunho ocular de dois jornalistas americanos (também vítimas de espancamento por militares indonésios) e de Max Stahl, que filmou parte da carnificina de cerca de duzentos e cinquenta jovens e que passou - decorridos apenas poucos dias deste triste acontecimento - o vídeo ainda em bruto nas principais cadeias televisivas europeias.

Este massacre marcou tanto Max Stahl que após a libertação do país passou a viver em Díli a fim de melhor ajudar o Povo por quem tanto lutou, tendo até celebrado o seu casamento católico no cume do monte Ramelau.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mais um truque de Alkatiri para rasteirar Xanana?

É incrível, mas aconteceu! Mari Alkatiri ofereceu-se ao Primeiro-ministro Xanana Gusmão para fazer parte da equipa governamental nestas negociações para trazer o pipeline do Sunrise para Timor.

Meus senhores da Fretilin Maputo: decidam-se. O governo de Xanana é ou não constitucional? É ou não legítimo?

Se é ilegítimo e inconstitucional, o porquê, então, deste estender de mão do vosso chefe Alkatiri a Xanana para uma esmolinha a um lugar na Secretaria de Estado de Recursos Naturais?!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fretilin alkatiriana quebrou o mutismo!

Em sucessivos comunicados Alkatiri ameaça que 'algum dia' vai mesmo levar avante a sua sempre amada "Marcha da Paz" e, em jeito de tira-teima, dirigindo-se aos incrédulos e seus detractores disse para não duvidar da capacidade de mobilização e de contenção de massa da sua Fretilin maputense, pois já tem provas dadas nesta matéria em duas "marchas" anteriores (Maio 2005 e Junho 2006) e no adestramento das suas gentes nas eleições presidenciais e legislativas de 2007.

Isto é, a "Marcha da Paz" vai mesmo realizar-se, só que ele (Alkatiri) não sabe é quando!

Alkatiri ameaça também que pode levar os seus deputados a abandonarem o Parlamento!? É aqui que a porca pode torcer o rabo: os deputados da sua amada Fretilin Maputo vão simplesmente assobiar para o lado e colocar cotonete nos ouvidos. Nenhum deputado da Fretilin vai abandonar o Parlamento Nacional a não ser ele próprio, Alkatitiri, e seus apêndices: a Ana Pessoa, o Bano, o José Manuel Fernandes, o Estanislau Silva e aquele que esteve a presidir o CAVR (que de momento não me recordo do nome).

Exige também novas eleições para os chefes de aldeia. No caso vertente, Alkatiri pretende, talvez, testar a sua popularidade junto das populações - 40 por cento votou no Partido, ouviram 'Partido' com P maiúscula - e reeditar as votações de 2004. Na minha modesta opinião, Alkatiri, com estas eleições, vai antecipar o tombo nas legislativas de 2012 - de 29 para 15%. Mas, não sejamos ingénuos: o que Alkatiri pretende é uma oportunidade para agitar a 'massa', para agitar a população ora tranquila com a boa governação de Xanana e chegar de novo ao poder pela força de rua!

sábado, 8 de novembro de 2008

Mohammed Saeed al-Sahaf de Sócrates continua a insistir neste modelo de avaliação!

Para quem não saiba, Mohammed Saeed al-Shaaf era o ministro de propaganda de Sadam Hussein que dizia aos jornalistas - perante toda a evidência do avanço imparável dos tanques americanos sobre Bagdad - que os americanos estavam a ser derrotados e travados às portas da cidade, e que estavam a suicidar-se para não serem capturados vivos pelos iraquianos.

Foi isso que se ouviu dizer a ministra Maria de Lurdes Rodrigues aos meios de comunicação social perante a avalanche de milhares e milhares de professores sobre Lisboa e que se concentraram, hoje, no Terreiro do Paço, a contestar a política educativa do governo de Sócrates, uma política facilista de passagem administrativa de alunos do ensino básico, uma política persecutória de docentes na imposição deste modelo de avaliação e uma política sistemática da destruição da escola pública.

Era bom que algum jornalista investigasse onde estudam os filhos dos ministros e secretários de estado, se se frequentam a escola pública ou privada.

Sim, nós conseguimos!

120 mil professores no Terreiro do Paço.

Votemos à direita ou à esquerda, mas não em Sócrates.

domingo, 2 de novembro de 2008

Mais uma escola portuguesa em Díli?

Fiz uma pesquisa no motor de busca google sobre "Escola Portuguesa de Díli" e encontrei no sítio Notícias Lusófonas o artigo «Bispo defende televisão própria», no qual há dois parágrafos que fazem referência à criação de outra escola portuguesa, em Díli, de matriz católica:

«A Escola Portuguesa de Timor-Leste, em Díli, é um projecto conjunto do Estado português e do Patriarcado da Diocese de Lisboa, que será orientado pela Congregação de Padres Salesianos.

A presença desta Congregação no território de Timor-Leste como projecto educativo remonta a meados dos anos 70, embora tenha sido totalmente destruído pelo regime indonésio.»

Este artigo vem na sequência de uma entrevista ao Bispo Carlos Ximenes Belo, antigo Admnistrador Apostólico da Diocese de Díli.

Estou ansioso para ver concretizado mais este projecto de ensino exclusivamente em língua portuguesa em Timor.