segunda-feira, 7 de maio de 2012
Um outro poema sobre o medo
jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores e matam
o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho na nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da
garganta.
E já não podemos dizer nada.
Eduardo Alves da Costa (poeta brasileiro)
Há críticos que atribuem a autoria deste poema ao poeta russo Maiakovski.
Um poema sobre o medo
No outro dia, vieram e levaram o meu outro vizinho
No terceiro dia, vieram e levaram o meu vizinho católico.
No outro dia, vieram e me levaram;
Martin Niemöler
segunda-feira, 5 de março de 2012
O calendário escolar timorense
Com a alteração do início do ano lectivo de Setembro para o mês de Janeiro, decisão do actual ministro da educação, João Câncio Freitas, em 2009, criou-se um problema para o ingresso dos alunos no ensino superior nas universidades portuguesas e indonésias: o timing. Concluídos os exames do 12º ano em fins de Novembro, esses estudantes terão que aguardar quase um ano para se poder ingressas nas referidas universidades, pois tanto Portugal como a Indonésia o início do ano lectivo é em Setembro. Já começa a haver contestação de alguns pais relativa a esta decisão do ministro Câncio, pois fez coincidir o calendário escolar timorense com o da Austrália, embora praticamente zero o número de estudantes que se candidatam a uma universidade australiana. Por isso, é necessário repor o anterior calendário – de Setembro a Junho – nas escolas timorenses. É uma questão de bom senso, uma vez detectado erro.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
O Tribunal Constitucional declarou inconstitucional a revogação pelo Parlamento da ADD!
sábado, 26 de março de 2011
O "animal feroz" foi obrigado a amansar-se
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O desepero do 'animal feroz'
A 27 de Setembro, os prof vão lançar o 'menino de oiro' pela borda fora.
Os professores, magistrados, médicos, enfermeiros, polícias, militares e funcionários públicos e seus familiares não vão esquecer, a 27 de Setembro, o trato de polé a que foram sujeitos por esta governação socratinesca durante estes quatro anos.
Votemos à direita ou à esquerda, mas nunca no PS de Sócrates.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Anulação de 'observação de aulas' e dos OI
segunda-feira, 20 de abril de 2009
20 de Abril: consulta sindical
Os professores são de opinião que se deve intensificar a luta neste último trimestre, tanto mais que se avizinham três eleições (europeias, autárquicas e legislativas), a fim de passar uma mensagem clara à opinião pública da destruição da Escola Pública por esta equipa do Ministério da Educação para que esta nossa luta tenha reflexo no resultado nos próximos três actos eleitorais. Porque uma maioria relativa parlamentar a sustentar um próximo governo já não terá a veleidade de impor políticas educativas sem negociar com outros partidos (oposição incluída) e com os sindicatos dos professores. Pois, o que se tem verificado é que a actual maioria absoluta de José Sócrates apenas tem realizado simulacro de negociações, desde o início do seu mandato, com os sindicatos: finge que dialoga, mas impõe; cede num ponto, mas retira de outro; alicia para dividir (simplex 1 e 2, ausência de quotas e redução de tempo de serviço exigido para acesso à categoria de professor titular); pressiona e ameaça para vergar (entrega dos OI e consequência nos concursos).
Depois desta reunião, alguns dos professores já vinculados a um dos quadros, que entregaram os chamados ‘Objectivos Individuais’ e que solicitaram aulas observadas, decidiram ponderar requerer a anulação dos referidos documentos.
No fim da discussão sobre a modalidade de luta (greve ou manifestação), todos os professores presentes concordaram que se deve realizar manifestações regionais, em cada capital de distrito, em Maio, num dia de semana (de preferência 5ª feira, porque à 6º feira os docentes deslocados regressam às respectivas terras, por isso não vão poder participar na manif), ao fim do dia e à mesma hora.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Ano dos professores
JOSÉ MEDEIROS FERREIRA, professor universitário
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Visitando outro blogue (16)
1. No consulado de Sócrates e MLR intensificou-se o processo de mercadorização da educação, com o argumento de que os professores e as escolas públicas estavam a deixar para trás um número demasiado grande de crianças. Em 2005, logo que Jorge Sampaio regressou da Finlândia, e com ele uma comitiva de professores e opinion makers socialistas, MLR lançou uma campanha contra os professores centrada no absentismo docente, nas taxas de insucesso e abandono e na carga horária lectiva. Tenho para mim, embora sem dados comprovativos, de que Jorge Sampaio exerceu um papel importante na campanha. E voltaria a exercer papel importante na viagem que fez ao Chile e de onde o think tank de apoio a MLR trouxe o modelo burocrático de avaliação de desempenho.
2. Imposta à opinião pública a ideia falsa de que os professores faltavam muito, de que trabalhavam pouco e de que eram os responsáveis pelas taxas de abandono e de insucesso, estava criado o ambiente propício para lançar o maior ataque de sempre a um grupo profissional. A estratégia seguida foi a da correnteza legislativa: mudar tudo ao mesmo tempo, fazendo abater sobre as escolas o maior volume de despachos, portarias, decretos e leis de que há memória. Os professores ajoelharam. Tornaram-se os bodes expiatórios do sistema.
3. A primeira medida foi a verticalização da carreira e a divisão dos professores em duas categorias. Os professores embarcaram nela, acorrendo em massa ao 1º concurso para titulares porque receavam represálias e retrocessos profissionais caso não concorressem. O ME jogou com a incerteza e o medo. E ganhou.
4. De seguida, o ME fez abater sobre as escolas o modelo de avaliação de professores mais burocrático do mundo. Muito mais burocrático do que o modelo chileno, trazido do país dos Andes pela comitiva que acompanhou Jorge Sampaio a Santiago do Chile. As escolas e os professores ajoelharam ainda mais. E demoraram algum tempo a levantar-se.
5. A terceira etapa no processo de mercadorização da educação foi a destruição da gestão democrática. É um processo em curso que será concluído em 2009. A criação de um subsídio de chefia de 750 euros para os PCEs (em escolas com mais de 1200 alunos e um pouco menos para as restantes) é apenas um exemplo do que aí vem. Seguir-se-á a perseguição aos professores insubmissos e aos que tiverem a coragem de lutar contra a agenda anti-intelectual do ME e das DREs.
6. Em simultâneo, o ME criou os mecanismos de prolongamento da carga horária semanal dos professores, roubando-lhes o tempo para a reflexão, a leitura, a preparação das aulas e a relação pedagógica. Em vez de tempo para ler, para acções de formação, para aprofundamento dos estudos e para a preparação das aulas, os professores foram esmagados com procedimentos de prestação de contas: preenchimento de inquéritos, relatórios, registos, tratamentos estatísticos, fichas, actas, grelhas, etc. Foram humilhados e transformados em burocratas subalternos, fazendo lembrar o burocrata infeliz retratado por Franz Kafka no livro "O Processo".
7. Em 2008, estava consumada a agenda anti-intelectual de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues. Foi criada uma nova concepção de escola e um novo paradigma de profissão docente: a escola como instituição de guarda, de prestação de serviços sociais de apoio à família e de construção de competências meramente utilitárias e instrumentais; o professor como trabalhador social, guarda de crianças, empregado doméstico dos pais, animador e terapeuta generalista. É preciso dar nomes às coisas. E eu vou dar: o professor faz-tudo e a escola da Dona Margarida.
8. Agora só falta formar os professores à medida da nova concepção de escola. A escola da Dona Margarida exige professores generalistas. E o que são professores generalistas? São professores que não sabem de nada em profundidade mas têm a lata de pensarem que sabem um bocadinho de tudo. Esses professores começaram a ser formados no ano lectivo de 2007/08. A primeira leva frequenta, actualmente, o 2º ano. Falta-lhes mais um ano para completarem a licenciatura bolonhesa em Educação Básica. Depois, têm mais 3 semestres pela frente para ficarem com um mestrado bolonhês e as habilitações profissionais para leccionarem tudo e mais alguma coisa do 1º ano de escolaridade até ao 6º ano de escolaridade. Os primeiros mestres bolonheses de ensino de generalidades serão diplomados em 2011/2012. A tempo de concorrerem ao concurso nacional de 2013. Serão os primeiros professores bolonheses inteiramente formados à medida da escola da Dona Margarida. Depois, só falta dar-lhes habilitação profissional para leccionarem um pouco de tudo até ao 9º ano de escolaridade. A pouco e pouco, chegaremos lá.
in http://www.profblog.org/
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Ministério da Educação apresenta duas propostas
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Mário Nogueira: "Nós estamos a falar de alhos e o Ministério apresenta-nos um saco de bugalhos."
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Manif dos professores da Região Centro contra Lurdes Rodrigues
terça-feira, 25 de novembro de 2008
A Avaliação no programa " Prós e Contras" da RTP1
Surpreendeu-me pela positiva, neste programa, a intervenção do representante da CONFAP: o sr. Albino afirmou que se deve repensar este modelo de avaliação porque 'está parado', acrescentando que nem valia a pena falar da sua suspensão porque este 'modelo' do ME está efectivamente parado.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Resultado da consulta aos professores
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Compromisso Plataforma Sindical e Ministério da Educação
Resultado manifs 100 mil profs de 8/3
Aguardemos pelo resultado das eleições legislativas de 2009!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Cartazes na manif dos profs de 8/3
Ministro da Educação francês: Obrigado, professores, por formar cidadãos de amanhã.
Ministro da Educação espanhol: Obrigado, professores, por ajudar no desenvolvimento do país.
Eu não coloquei entre aspas a opinião dos ministros da educação francês e espanhol relativamente ao trabalho e a importância dos professores na formação de cidadãos de amanhã, porque não tenho, neste momento, as frases ipsis verbis na mão; mas o sentido é este.