segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mauk Moruk

Depois de um interregno de vários meses retomo a publicação neste espaço para partilhar convosco, caros leitores, a minha preocupação pelo exacerbar de posições - veiculadas por alguma comunicação social e pelas redes sociais 'face' e blogues - de dois dos nossos antigos guerrilheiros que deram a sua vida pela luta de libertação nacional na frente armada e diplomática. Falo da polémica surgida nestes últimas semanas sobre a participação de Mauk Moruk, antigo comandante da Brigada Vermelha (até finais de 1984), na reorganização e reestruturação da Resistência liderada por comandante Xanana. Pelo que conheço de Mauk, esta polémica com o seu antigo comandante-em-chefe, Xanana Gusmão, nunca teria lugar, agora, passados 29 anos de desentendimentos entre os dois relativa à condução da Luta. Mauk sempre quis, desde 90, uma aproximação política a Xanana a bem da Luta pela independência e - depois de conseguida a Libertação - sempre defendeu estabilidade social e política do país. Mauk era incapaz de expor o seu Povo a um novo sofrimento pela ambição pelo poder, pelo que conheço deste antigo guerrilheiro temido pelos, então, soldados ocupantes. Como sói dizer-se 'a política é mutável', o que é hoje, amanhã já não será o mesmo. Contudo, espero que Mauk não tenha mudado ao ponto de querer provocar uma instabilidade política que leve a população a fugir de novo de suas casas e terras à procura de abrigo, como sucedeu no passado muito recente.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma lufada de ar fresco no Parlamento Nacional

Não tenho tido tempo, devido a afazeres profissionais, para seguir a todas as discussões - na generalidade e na especialidade - transmitidas pela televisão da proposta do OGE para 2013, mas das poucas sessões a que assiti, sobretudo as de hoje, 18 de fevereiro, que ainda estão decorrer, nesta tarde chuvosa, deu para ver que a presença de Mari Alkatiri, Secretário-geral da Fretilin, o partido da Oposição, constitui uma lufada de ar fresco na política timorense nestes dez anos de independência plena do país. Deu para perceber que a postura de Mari é de um pastor muito atento a marcha do seu rebanho, não deixando que algumas das suas ovelhas habitualmente ronhosas se desviem da meta traçada. Tanto assim que nas votações na especialidade dos vários ministérios apenas o da Agricultura passou com 48 votos; todos os demais, até às 18:00h, passaram com perto de 60 ou mais votos. Deu para perceber também que a Fretilin, relativamente a este orçamento de Estado, está colocar o interesse nacional acima dos interesses partidários e  quezílias pessoais, focando as suas forças e energias para melhorar este orçamento em sede da 'comissão eventual', ajudando a agilizar em muito os trabalhos no Plenário.