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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mauk Moruk: camarada de armas de Xanana na Resistência

Mauk Moruk, antigo Comandante da Brigada Vermelha
(o batalhão operacional da Resistência até quase finais de 1984)

Mauk Moruk era um dos mais prestigiados e temidos (pelos militares indonésios) comandantes da guerrilha timorense até a sua forçada rendição em finais de 1984, motivada pela primeira dissensão grave no seio da Resistência político-armada desde a sua reorganização (1980) por Comandante Kay Rala Xanana Gusmão. Tinha a alcunha de "Anjing Putih" devido à superstição dos soldados indonésios que acreditavam piamente que Mauk era invulnerável às balas e que quando cercado se transformava em um cão branco e se escapava por entre as pernas do inimigo.

Mauk e seus camaradas Kilik e Ologari (e mais um ou dois que não me recordo dos nomes) ousaram desafiar Xanana relativamente à linha orientadora da política a ser seguida pela Resistência: pretendiam regressar a política extremista marxista-leninista, mesmo sabendo que era uma opção fracturante no seio do Povo, destruindo a ainda frágil unidade dos timorenses. A causa próxima da divergência dos dois guerrilheiros, na altura os mais prestigiados e conhecidos, era o cessar-fogo acordado, em 23 de Março de 1983, entre a Resistência e o comando da tropa ocupante. Pensa-se que Mauk teria desconfiado que Xanana teria negociado a capitulação da guerrilha em troca do cargo de governador. Mas não era verdade essa versão que então corria entre os guerrilheiros nas montanhas de Timor. Instalada a desconfiança um dos dois teria de ceder para se evitar o fim da guerrilha pela mão dos próprios guerrilheiros.

Xanana não esteve com meias medidas: um dos dois tinha de sair da cena. Mauk foi forçado a ceder e negociar a sua rendição às tropas inimigas com a mediação dos padres salesianos do colégio de Fatumaca. Quem o defendeu neste 'julgamento' foi Matan Ruak, que o protegeu até a sua rendição, como gratidão por Mauk o ter defendido meses antes quando Ruak fora acusado de traição por ter estado algum tempo em área ocupada no âmbito dos acordos do cessar-fogo.

Mauk rendeu-se com apenas seis dos seus guerrilheiros (eram seus filhos adoptivos e que cresceram e combateram a seu lado). Estes seis guerrilheiros foram mais tarde executados pelos indonésios, escapando apenas o seu comandante Mauk Moruk por este ser demasiado conhecido para o fazerem desaparecer. Aos restantes dos seus homens da Brigada Vermelha Mauk pediu-lhes para permanecerem nas montanhas e passarem a servir sob às ordens de Xanana. E Kilik faleceu de doença nas montanhas.

PS: Mauk Moruk lançou um ataque demolidor a Mari Alkatiri, em 1990, num documento escrito por seu próprio punho. Em resposta às críticas de Mauk, puseram a circular, em Lisboa, no seio da comunidade exilada timorense, um documento de autoria anónima com a assinatura forjada de Mauk Moruk, como sendo dele próprio, a declarar-se colaboracionista dos indonésios, confessando que ajudou a delinear estratégias militares para desmantelar a Resistência armada. Em Lisboa, a partir daquele ano, Mauk Moruk reaproximou-se politicamente de Xanana Gusmão.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Visita oficial do Primeiro-ministro timorense a Kuwait

Xanana Gusmão está de visita ao emirado de Kuwait desde ontem, mas o habitual jornalista da Lusa (ultimamente destacado para questões de Timor) nada disse, até a esta hora, sobre o evento. É sintomático!

sábado, 25 de outubro de 2008

Dando voz aos comentaristas (3)

Um anónimo deixou um comentário na caixa de comentários da postagem «Rogério Lobato no Kuwait?». Obrigado a este companheiro da mesma barricada por nos fornecer ainda a quente a notícia da Proposta de Lei do Governo para a criação da Comissão Anti-Corrupção. Pois é urgente limpar os resquícios de anos de mau vício instalado, de pequena corrupção a de colarinho branco.

Eis então o comentário:

Os meninos da Fretilin Maputo devem ficar avisados que se fizerem algum mal ao katuas Kay Rala Xanana Gusmao o povo ainda se levanta e lincha-os todos em praca publica.

Ai os meninos da Fretilin Maputo vao experimentar a justica popular que sempre usaram para ameacar os outros em 1975.

Se imi hatene saida mak diak ba imi entaun keta book maun boot KR Xanana Gusmao.

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Alguem ainda se admira por que o povo esta cada vez mais contente com Xanana Gusmao e o IV Governo Constitucional da AMP?


Proposed law to establish the Anti-Corruption Commission
IV CONSTITUTIONAL GOVERNMENT OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE Dili, October 24, 2008

Proposed law to establish the Anti-Corruption Commission

Today Prime Minister Kay Rala Xanana Gusmão submitted a proposed law to the National Parliament to establish an independent Anti-Corruption Commission dedicated to fighting corruption in Timor-Leste.

The law was developed after a long consultation period with the People of Timor-Leste. This process included a National Consultation conducted by LABEH, covering the whole country, where the People emphatically called for the establishment of an Anti-Corruption Commission.
Prime Minister Gusmão said “It is now time for action, to make sure that corruption does not pay in Timor-Leste.

The Anti-Corruption Commission will make sure that anyone who engages in corrupt acts can be investigated and will face strong penalties, including jail and the confiscation of anything they have obtained corruptly.”

“We need to take strong measures and this bold step will make sure that corruption does not take root in our democracy. This is what the People of Timor-Leste deserve.” Prime Minister Gusmão said.

The Anti-Corruption Commission will have a mandate to:

• conduct investigations into acts of corruption
• provide evidence to the Prosecutor General for prosecution of corruption cases
• carry out education campaigns
• provide advice to all public departments and agencies on how to prevent corruption.
• initiate asset recovery actions to recover proceeds of corruption.

Importantly, the Anti-Corruption Commission will have strong investigative powers. It will have the right of access to documents and buildings and the power to require people to answer questions about allegations of corruption. The Anti-Corruption Commission, in conjunction with the Prosecutor General, and with approval of a Court, will also have powers to:

• freeze bank accounts
• seize assets
• prevent suspects from leaving Timor-Leste
• intercept and record electronic communications, including monitoring of phone calls and emails.

The Anti-Corruption Commission will be an independent body reporting to the National Parliament. The Commissioner, as head of the Anti-Corruption Commission, will have to be nominated by three quarters of the Members of the National Parliament and appointed by the President of the Republic. To be eligible, the Commissioner will need to be a person of proven integrity and recognised for his or her high level of independence and impartiality to be eligible.

Prime Minister Gusmão said “The rules that govern selection of the anti-corruption Commissioner will make sure that the person is of the highest competence and integrity, a person above party politics.”

The proposed law will operate from 1 January 2009 and the Anti-Corruption Commission will have the mandate to investigate allegations of corrupt acts committed after this date.

For more information, please contact Agio Pereira, spokesperson for the Government, on tel. +670723 0011 or agiopereira@cdm.gov.tl.

25 de Outubro de 2008 0:02