Mostrar mensagens com a etiqueta Maria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Visitando outro blogue (13)


Na minha habitual ronda por outros blogues encontrei no blogue Timor Lorosae Nação outro comentário de Maria (apoiante de Xanana Gusmão), na caixa de comentário da postagem «Com gente assim só ao estalo», e logo a seguir o respectivo contraditório de Margarida (apoiante de Mari Alkatiri). Leiam (convém ir até ao referido blogue) e tirem as vossas próprias conclusões.

Maria disse:

"COM GENTE ASSIM SÓ AO ESTALO!..."

O Governo Alkatiri não esbanjou dinheiro. Devemos ser justos e correctos nas informações! O Governo de Alkatiri 'apenas' ficou com todo o dinheiro, ou melhor, os irmãos do Alkatiri ficaram com todo o dinheiro, ‘legalmente’.

Quando morreu Suharto, da Indonésia, morreu como o general-presidente mais pobre da Ásia. Porém, os seus filhos estão podres de ricos…

Alkatiri “apenas” deu aos irmãos todos os concursos de aprovisionamento.

Senão vejamos:

“Belak Fuel”, uma companhia distribuidora de combustível, é propriedade do irmão de Mari Alkatiri e tem ganho,‘legalmente’, todos os concursos públicos.

“Cavalo Bravo”, uma companhia importadora de armas, também pertença do irmão de Alkatiri, também ganhou todos os concursos 'públicos' para importação de armas, embora o dono não tenha qualquer especialização na matéria, nem possua técnicos com formação especializada. Até chega a importar armamentos para Timor, sem qualquer inspecção por parte das Forcas Armadas (F-FDTL). Muitas vezes até entram em Timor camionetas carregadas de munições, via fronteira terrestre, sem se sujeitarem a inspecção alguma. E todas as ‘armas-modelo’ que os fornecedores levaram para Timor, não as levaram de volta com eles, deixaram-nas ficar em poder do irmão de Alkatiri.

Onde estão essas armas agora??? Não estão registadas. Logo, são ilegais!

A aquisição dos aprovisionamentos para a construção de estradas em Díli, bem como noutros Distritos, tem sido sempre “ganha” pela companhia dos irmãos de Alkatiri. Todavia, essas estradas, todos os anos, voltam a ser reconstruídas...

Um deputado, recentemente, fez notar que a estrada de Díli para Ainaro está sempre a ser arranjada, embora o concurso seja sempre ‘ganho’ pela mesma companhia. E então, quis ele saber, quais são os critérios em que se baseia o concurso para a construção das estradas?

Como é que uma companhia que, ano após ano, reconstrói as estradas, sem que estas fiquem devidamente arranjadas, pode continuar a ganhar repetidamente os concursos?!

Uma pergunta interessante e muito pertinente!...

E dá que pensar...

17 de Junho de 2008 1:11

A contra-argumentação de Margarida.

Margarida disse:

É pena que não tenha posto as questões na hora certa às entidades certas, nomeadamente às da ONU pois não ignora - claro que não, está fartinha de saber! - que muitos desses concursos datam do tempo e da responsabilidade da ONU!

E também é pena que não tenha apresentado queixa a quem de direito, mas que ande, agora, anonimamente - e o anonimato é sempre a arma dos cobardes - a levantar suspeições.

Mas está a tempo, avance com queixas para a PGR, e não se lembre de tornar a difamar sob o anonimato se não teve coragem para apresentar queixa junto das entidades. Aliás, antes, estes difamadores cobardes, alegavam que não faziam queixa por medo, esquecem-se que o Mari já está há um ano fora do governo. Parecem, os medrosos, que continuam com medo. Que tal comprar um cão, arranjar coragem e fazer a queixa junto de quem de direito?

17 de Junho de 2008 2:20

http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

domingo, 15 de junho de 2008

Vistando outro blogue (12)


Espreitando o blogue Timor Lorosae Nação encontrei mais uma intervenção da Maria (na caixa de comentário da postagem «CEMGFA TIMORENSE DIZ QUE A CRISE DE 2006 "NÃO FOI MILITAR"», de 14/6) sobre o conflito de Maio/Junho 2006 e a tentativa de Roque Rodrigues de 'controlar a mente' do General Ruak e o golpe de Rogério Lobato contra os seus camaradas fretilinos em Catembe, Moçambique, do qual resultou na prisão da actual toda poderosa Ana Pessoa entre outros, libertados passados dias pela Frelimo. Há quem defenda que a origem remota da crise de 2006 seja este longínquo golpe, no tempo e no espaço, de Rogério Lobato, resultando numa animosidade silenciosa e permanente entre Alkatiri e Lobato até a presente data.


Maria disse:

A Crise de 2006 é uma crise!

Dizer que é militar ou que é civil também é passível de muita discussão.

Mas, dizer que não é militar porque é só politica, é o mesmo que dizer que o militar nada tem a ver com política, que ser militar é estar completamente desligado da realidade política, o que é completamente falso.

As F-FDTL começaram a viver a sua crise desde que Alkatiri forçou que se acrescentasse 'Falintil' às FDTL, ficando Fatintil - Forças de Defesa de Timor-Leste que, em acrónimo, deveria ser F-FDT (e não TL, porque, para ser totalmente correcto, seria T-L. Porém, sendo uma palavra conjunta deveria ser só T). Mas, ao usar-se a sigla F-FDTL, já por si só gera confusão, intencionalmente criada por Alkatiri quando, fazendo uso da sua maioria na Assembleia Constituinte, forçou, à última hora, a introdução de um preâmbulo na Constituição a ser implementada a partir das zero horas do dia 19 para 20 de Maio de 2002.

Aí nasceu a confusão , criada por Alkatiri, porque todos os veteranos das Falintil que não continuaram com as FDTL em Aileu (porque consideraram que as Falintil já tinham cumprido a sagrada missão de libertação da Pátria), sob o ponto de vista timorense, ficaram confusos sem perceber quem seria agora das Falintil e quem não seria.

A falta de respeito do governo de Alkatiri por estes veteranos, que optaram por ficar de fora das novas Forças de Defesa, contribuiu para um ambiente de “podridão” política com o qual as F-FDTL não souberam lidar.

E Roque Rodrigues, ‘pau-mandado’ de Alkatiri, fomentou ainda mais toda esta confusão usando a sua “arma” do materialismo dialéctico revolucionário.

A luta pelo poder entre Alkatiri e Rogério Lobato agravou mais ainda a situação e foi, precisamente, Alkatiri quem explorou toda esta conjuntura em benefício próprio. Primeiro, Alkatiri reviveu a situação de Catembe, quando, em 1977, Rogério Lobato atacou Alkatiri e Leonel de Andrade (grande amigo e camarada do Roque Rodrigues, ambos de Goa), armado de catana e quase cortou o pescoço do camarada Leonel.

Alkatiri e Roque posicionam-se unidos contra o Rogério Lobato.

Foi por isso que a crise política alastrou, no seio dos militares, com Roque Rodrigues constante e diariamente a influenciar o Ruak. Roque vangloriava-se até, perante toda a gente, de que ele, como ministro da Defesa, tomava diariamente o pequeno-almoço com Brigadeiro Ruak, o que era verdade pois Roque andava sempre ‘pendurado’ às fardas do Brigadeiro Ruak.

Falintil-FDTL é até, e ainda, uma instituição política, pois 'Falintil' é, por definição teórica e ideológica, uma instituição política criada sob a utopia de ser o braço armado da Fretilin, mas só da ala marxista-leninista do Comité Central, um sentimento nutrido por Roque Rodrigues, membro do CCF e Comissário do Departamento da Organização Política e Ideológica do CCF.

Por isso, criou a crise com Alkatiri e contra o Rogério…

14 de Junho de 2008 23:40
http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

sábado, 14 de junho de 2008

Visitando outro blogue (11 )


Um bom número de estudantes manifestaram-se, frente ao Parlamento Nacional timorense, dois dias consecutivos, contra a aquisição de viaturas para os deputados. Esta necessidade de atribuir viaturas aos deputados vem desde a anterior legislatura, segundo afirmam alguns conhecedores dos meandros da política doméstica timorense.

Constatou-se que alguns deputados, nas suas deslocações diárias para o Parlamento, faziam-se (e fazem-se) transportar em Microlet, os sui generis transportes colectivos de Díli (semelhantes aos da "favela Portelinha" da telenovela brasileira Duas Caras, em exibição na SIC), ou se deslocavam (e se deslocam) em motoretas (de tipo aceleras), expondo-se assim facilmente a atentados de motivação política, qualquer que seja os dois meios de transporte utilizados. Daí se discutiu, desde a anterior legislatura de maioria Fretilin, a necessidade de disponibilizar viaturas do Estado aos representantes do Povo nas suas deslocações diárias ao Parlamento, nomeadamente também nas suas deslocações ao interior montanhoso do país para contactar com os seus eleitores.

Todas as bancadas estavam, aparentemente, de acordo em resolver esta carência de logística, pois trata-se não apenas em dignificar a função de deputado, mas também em salvaguardá-los, nas suas deslocações diárias ao Parlamento, de possíveis atentados de cariz político. Contudo, outros, mais interessados em desestabilizar a actual maioria que suporta o governo de Xanana Gusmão, roem a corda e assentam todas as baterias contra uma possível solução para resolver a questão basilar da segurança (pois, em Timor, todos se conhecem, e por isso os políticos são alvo fácil de agressão verbal ou física quando viajam diariamente nos microlet) e dignificação da função parlamentar.

Nas minhas espreitadelas noutros blogues, encontrei um esclarecedor debate (entre Margarida, Maria, H Correia, Aikurus e outros anónimos) à volta desta questão de viaturas no blogue Timor Lorosae Nação. Vou transcrever apenas os mais significativos dos dois campos políticos para melhor perceber os argumentos de uns e de outros.

Da caixa de comentário das postagens «Com gente assim só ao estalo», de António Veríssmo, «2º dia - ESTUDANTES PROTESTAM CONTRA REGALIAS DE DEPUTADOS», Lusa Brasil, e «AMP, SEM UM PINGO DE VERGONHA E DECÊNCIA», de Ana Loro Metan, transcrevo os seguintes comentários.


Maria disse:

Deixemo-nos de demagogias, meus Srs.!...

Este é mais um assunto que está a ser bem 'explorado' por Alkatiri…

Em primeiro lugar, esta manifestação não é bem dos estudantes da universidade, mas apenas do grupo de jovens da Fretilin pró-Alkatiri.

Analisando bem os factos:

Os membros do Parlamento não possuem nenhuma viatura para poderem viajar em Díli ou para os outros Distritos que lhes permitam exercer cabalmente as suas funções. Só o vice-presidente do PN, Vicente Guterres, possui um carro próprio.

Os outros membros do PN, que possuem carros, são os deputados da Fretilin - Antoninho Bianco e Estanislau da Silva detêm carros do Governo que, até agora, não se dignaram devolver ao Governo.

Aniceto Guterres usa o carro da CVA, David Ximenes anda com um carro do Governo, e nenhum deles os devolveu, até agora. Alguns deputados da Fretilin usam viaturas do Parlamento, desde a legislatura anterior, as quais não entregaram ainda, embora já não ocupem as funções que lhes deram o direito de usar aquelas viaturas.

Nenhum dos deputados da AMP recebeu qualquer carro, nem do Governo, nem do Parlamento.

A iniciativa de comprar viaturas para os 65 deputados do PN foi decidida para executar um orçamento, já aprovado pelo próprio Parlamento Nacional, com o apoio da Fretilin, destinado à compra destas viaturas. O objectivo de dotar os deputados de viaturas todo-o-terreno é o de garantir que os membros do PN, os legisladores de Timor, possam trabalhar condignamente e exercer cabalmente as suas funções de fiscalização, indo aos Distritos, sub-Distritos e Sucos, para poderem corresponder às expectativas do Povo que os elegeu. Sem estas viaturas não vão conseguir cumprir nada disso. Por isso, o Parlamento Nacional, incluindo a bancada da Fretilin, concordou com a compra destas viaturas.

Hoje, os manipuladores e desonestos membros da Bancada da Fretilin, os organizadores desta manifestação, ficam na sombra, mas vão comprar comida para os manifestantes, e promovem a contestação daquilo que eles próprios apoiaram, contrariando uma necessidade real do Estado.

Em qualquer país “normal”, os legisladores são apoiados com viaturas e outros meios de ordem vária, para poderem exercer cabalmente as suas funções.

Para serem impolutos e correctos, todos os deputados da Fretilin, todos os que andam com carro do Estado, deveriam entregar imediatamente estes carros ao Governo. Esperemos que o façam!

Alkatiri até tem casa do Governo, carro do Governo, criadas do Governo, assistentes do Governo, recebe vencimento de ex-titular, muito maior que o do Parlamento (ele até, magnanimamente, renunciou a este vencimento do PN para receber “apenas” o de ex-titular…).

O Aniceto Guterres, para além de usar carro da CVA, recebe, há já três anos, um vencimento base de USD$ 3,000 (três mil) por mês, da CVA (Comissão Verdade e Amizade), sem contar com o «per diem». Mas não sente quaisquer escrúpulos por, enquanto líder da Fretilin, se servir duma viatura da CVA, para praticar as ‘politiquices’ da Fretilin!…

...............................

Tanto quanto se entende, a intenção é comprar uma frota automóvel para uso oficial. Tão pouco se trata de veículos “luxuosos”, mas sim modelos base, de tracção às 4 rodas, indispensáveis para poder circular nas estradas de Timor. Por outro lado, os carros serão pertença do Governo, como propriedade do Estado, e não dos senhores Deputados.

Como já vem sendo hábito, existe aqui um claro aproveitamento político e uma boa dose de desinformação sobre todo este processo…

14 de Junho de 2008 10:59
_______________________________________

Margarida disse:

Em qualquer país “normal”, os legisladores são apoiados com viaturas e outros meios de ordem vária, para poderem exercer cabalmente as suas funções.” ???????

Portugal deve ser um país altamente ANORMAL porque em Portugal apenas o Presidente e Vice-Presidentes do Parlamento têm direito a viaturas de função. E os restantes países devem ser Todos igualmente ANORMAIS. Pelos vistos o único país normal é TL pois é o único onde acham normal haver este luxo de todos os deputados terem carro. A esta “normalidade” da AMP eu chamo falta de vergonha, falta de sensibilidade, abuso.

14 de Junho de 2008 18:31
_________________________________


Anónimo disse:

Força, concordo completamente com a Maria, atiram a pedra mas escondem as mãos. Tem que se aproveitar os meios de comunicação para informar a populacão sobre esta realidade. Altera a lei do ex-titular, recolha as viaturas do estado que estes corruptos da Fretilin estao usando. Tira-os das casas do estado. Mas por favor alterar a decisão de os 65 carros serem privatizados pelos deputados quando acabarem a missão. Se os móveis são propriedades do Estado tem que se devolver quando acabarem os serviços.

Rama Hana

14 de Junho de 2008 12:01
__________________________________


Anónimo disse:

Sra. "Maria Mesquinha"

Mais uma vez a Sra. mente descaradamente.

Primeiro, a Bancada da FRETILIN sempre votou contra o Orçamento. E a Sra. diz que o apoiou.

Segundo, o Orçamento prevê a compra de 29 viaturas e não de 65.

Terceiro, a Maria confunde situações que são direitos adquiridos após o exercicio de algumas funções como acontece em países "normais" com o abuso do poder da maioria no Parlamento para conceder direitos e corromper deputados ainda no exercício das suas funçoes. (O Xanana procura a todo o custo "premiar" os seus apoiantes com "benesses" de todo o tipo para se agarrar ao poder).

Quarto, do que podemos verificar, a Lei concede a Alkatiri mais direitos do que aqueles de que actualmente goza na prática. Como sabe Alkatiri, por Lei, tem direito a viatura do Estado com condutor pago pelo Estado, Residência condigna, etc. Mas sabemos de fonte segura que a viatura que Alkatiri usa é do Estado, mas também sabemos que é uma viatura que tinha sido queimada a 4 de Dezembro de 2002, quando a casa privada dele foi queimada pelos manifestantes e que foi reabilitada.(Nunca Alkatiri usou do seu poder para reconstruir a sua casa privada com dinheiro do Estado). A viatura é uma viatura de mais de 8 anos de uso. Mas, até agora não tem nenhum condutor pago pelo Estado. Quanto à Residência, Alkatiri vive numa residência arrendada ao Estado. Tem o contrato de arrendamento em dia e pago até Dezembro do corrente ano. (Mas quantas pessoas nao vivem em casas do Estado e que nem sequer renda pagam?). A Maria saberá disso? Mais ainda, a informação que temos confirmam que Alkatiri, não só paga a renda de casa como tem pago luz, os empregados e a manutenção. Por isso, só podemos concluir que a Maria não informa. De má fé desinforma, mente. Quanto aos salarios, nao sei se sabe que Alkatiri exerceu a tempo inteiro as funções de deputado por algum período e até hoje ainda não recebeu nenhum subsídio a que teria direito do Parlamento Nacional. Sabe se alguma vez reclamou? Se não sabe, porque não se informa? Porque não procura saber também sobre os balúrdios que se tem gasto para pagar alojamentos em hotéis e casas privadas para os membros do Governo AMP? Não lhe interessa, pois não?

Maria Mesquinha. Como vê, é mais fácil "apanhar uma mentirosa do que...".

Terceiro

14 de Junho de 2008 17:48
_____________________________

Anónimo disse:

É tempo de travar as mentiras!

O que trouxeram para a rua sobre os chamados "carros de luxo" é uma completa deturpacão do que está a acontecer. Há que dizer a verdade e ela nada tem a ver com o que a Sra. Ana Loro Metan e o Sr. António Veríssimo estão a mandar cá para fora para poderem voltar a atiçar a fogueira que o actual "maior partido da oposição" criou em 2006 e que está quase a ser extinta. A verdadeira história é assim:

1. A anterior legislatura com Lu Olo, o Presidente da FRETILIN, a liderar, comprou muitos carros, mas os mesmos estão na sucata ou ilegalmente na posse de alguns ex-deputados da então "bancada maioritaria parlamentar";

2. No momento actual os quem tem carros de luxo são os ex-titulares do anterior Governo que hoje têm assento como deputados no Parlamento Nacional;

3. As Comissões Permanentes não conseguem exercer a sua missão de fiscalização porque, ou nao têm viaturas ou não têm meios financeiros para os alugar;

4. Os quem têm viaturas de luxo no Parlamento Nacional são: o Presidente e os seus 2 Vices além dos ex-titulares e ex-deputados da anterior legislatura;

5. Na anterior legislatura de que eu também fazia parte, pretendeu-se resolver o problema da falta de transportes para os deputados do seguinte modo: Cada deputado podia comprar um carro a sua escolha com crédito concedido pelo Banco BNU e tinha direito a isenção total de taxas alfandegárias. A iniciativa parecia boa, mas não deu resultados positivos porque cada deputado comprou o carro que entendeu servir-lhe melhor mas nao ao Parlamento Nacional, como por exemplo, a compra de automóveis e não jeeps como seria recomendado para as estradas do interior de Timor-Leste. De qualquer modo, a maior parte desses deputados, como foi o meu caso, não faz parte da actual legislatura; continuando assim o PN com o mesmo problema;

6. Para além das questoes de rotina que exigem a presença dos deputados no interior do País, a afluência de queixosos ao PN vem aumentando substancialmente. Eles exigem a presença dos parlamentares no terreno e quando essas exigências não são satisfeitas voltam e voltam de novo até que conseguem a visita dos deputados;

7. No Orçamento do Ano Fiscal de 2008 foi inscrita uma verba de cerca de 900 mil dólares para a compra de 27 jeeps para as Comissões Permanentes; verificaram, depois, que essa não era a melhor solução porque muitos deputados não têm carros para fazer o seu trabalho das Sexta-Feiras que é contactar com o seu eleitorado e este é um trabalho que não pode ser feito pelas comissões;

8. Pressionado pelos deputados sem carro, deputados da AMP e da FRETILIN, a Mesa do PN, liderado por Lasama, decidiu, ilegalmente, depois de ter consultado apenas os líderes das Bancadas e nao o Plenário do PN, comprar uma viatura para cada um com a condição de os deputados terem que pagar cerca de 200 dólares mensais para amortizar parte do preço do carro, ser o deputado a fazer a manutenção da viatura e suportar os gastos com combustíveis. Ao fim de 5 anos os deputados ficariam a ser os proprietários dos carros. Esta ideia foi aceite por alguns deputados mas houve quem a rejeitasse por não terem sido consultados. Quando o chefe da Bancada da FRETILIN anunciou a sua rejeição no Plenário do PN, parte da sua bancada abandonou a sala. O próprio deputado Aniceto, chefe da Bancada da FRETILIN que anunciou a rejeição, esteve presente na reunião de chefes de Bancada presidida por Lasama e deu a sua concorância para esse sistema ou estilo de compra de carros para os deputados;

9. Os carros são da marca PRADO mas não são de luxo; são carros manuais com baixa cilindrada. Em Timor-Leste são considerados carros de luxo para efeitos de pagamento de taxas alfandegária, carros cujo preco estejam acima de 70 mil dólares;

10. Lasama errou, sim, mas não foi por querer comprar carros para os deputados poderem trabalhar, mas sim por querer efectivar a compra desses carros sem que o orçamento tenha sido aprovado pelo PN e também porque não fez concurso público, mas preferiu fazer a compra directa a fábrica.

Amigos blogistas, espero poder ter contribuído para os esclarecer e libertá-los da mentira para fins políticos que têm vindo trazer, sem conhecimento de causa, ao público que também não está a par do assunto. Peço que me desculpem se os magoei, mas se tal aconteceu queria que ficassem cientes [que] o que disse foi para esclarecer e não para confundir. Não gosto de misturar alhos com bugalhos.

14 de Junho de 2008 10:45

http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Comentários a propósito da entrevista de Alkatiri a SIC

Está a decorrer, no blogue Timor Lorosae Nação, um debate acalorado à volta da entrevista que Mari Alkatiri concedeu ao canal da televisão SIC. Passo a transcrever alguns textos mais significativos da caixa de comentários da postagem «Alkatiri na SIC: O MUNDO TEM OS OLHOS POSTOS EM TIMOR», de 10 de Junho, para vos transmitir um cheirinho da discussão.


«XANANA ESTÁ A GOVERNAR O PAÍS COM UM ORÇAMENTO EQUIVALENTE A QUATRO ANOS DE ORÇAMENTO DE ESTADO DO MEU TEMPO.» (Mari Alkatiri)

Alkatiri ainda não percebeu que o dinheiro do petróleo de Timor pertence ao povo e não a ele, à sua família e à Fretilin?

Um povo que sofreu durante séculos a pobreza que uma colonização pobre, que nada lhe deu, e que ansiava pela sua independência, tanto política como económica, principalmente para poderem usufruir dos bens a que tem direito, não pode sem um sentimento de revolta compreender que, enquanto alguns governantes ficam ricos, eles os efectivos donos do país continuam pobres.

Os orçamentos rigorosos do Mari Alkatiri foram rigorosos, mas curtos, pois, que para ele apenas contavam aqueles que giravam à sua volta e os que possuíam os tais cartões mágicos de sócios da Fretilin.

Quando o Primeiro Ministro Xanana que ele coloca agora ao nível de estúpido, começou a governar, determinou como objectivo primeiríssimo o povo, o tal povo que durante quatro longos anos de Independência tinha visto ao longe o brilho da riqueza na mão daqueles que o governava.

O que o Xanana está a fazer é dar um pouco do SEU A SEU DONO, pois que em oito meses de governação, onde foi de todo o modo desestabilizado pela acção dos patriotas Fretilianos que como sempre põem o Partido acima da Nação, pouco poderia fazer sobre reformas e implementações de raiz.

Os problemas deixados pelo governo anterior, como os desalojados e os principalmente os peticionários e também os atentados contra o PRESIDENTE e PRIMEIRO MINISTRO, surgidos, estou certo, da necessidade de desestabilizar, foram obstáculos de grande relevo no panorama político da Nação.

Quando o doente está a morrer, PRIMEIRO USAM-SE OS REMÉDIOS E SÓ DEPOIS SE PERGUNTA QUEM OS VAI PAGAR.

O Orçamento de Xanana é isso mesmo, era urgente salvar o doente, o povo, e por isso o orçamento teria que ser maior do que o de Alkatiri, E AINDA BEM!


«...A CRIAÇÃO DE UM FUNDO QUE JÁ ULTRAPASSOU EM MUITO AS EXPECTATIVAS, QUE JÁ ATINGIU O VALOR QUE ERA ESPERADO TER EM 2019.»

Claro que o fundo referido é mesmo esse que nós sabemos, e que determina, a urgência que o Mari põe nas eleições antecipadas. O dinheirão que está guardado em nome de Timor, e que pertence a todos os Timorenses, faz cócegas nas mãos do senhor Alkatiri, pois que ainda por cima o Xanana está a dividi-lo pelos seus donos (o povo) em subsídios para a terceira idade, e outros benefícios a que o povo tem direito.

Já surgem reclamações de que os subsídios que o governo está a dar para compensar o aumento do preço dos artigos de primeira necessidade, mata a agricultura, pois que esses artigos ficam mais baratos do que podem ser produzidos. Demagogias de quem nunca se preocupou com a agricultura, deixando áreas como as de Suai e outras entregues a pessoas que apenas davam assistência àqueles que eram das suas cores.

Como disse o meu amigo A. Veríssimo de que no tempo de Mari Alkatiri “Mais importante que regular a intromissão da Igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida”.

Concordo e subscrevo.

«VAMOS FAZER UM TRABALHO POLÍTICO MAIS PROFUNDO COM A POPULAÇÃO PARA ESTA ENTENDER A SITUAÇÃO E VER A DIFERENÇA ENTRE ESTES DOIS GOVERNOS".» (Mari Alkatiri)

O trabalho profundo que Mari terá que fazer é explicar ao povo que aquilo que Xanana faz é mau para o País porque esses subsídios, que o governo está a dar, facilitando a vida difícil dos Timorenses, os vai tornar preguiçosos e dependentes desses benefícios.

Que a Fretilin vai fazer orçamentos pequenos, fáceis de executar e [que] vai criar estruturas nacionais para aumentar a riqueza do País, e que daqui a 20 ou 30 anos o povo já pode começar a usufruir da riqueza Nacional. Antes, subsídios e outros benefícios para o povo, NADA.

Que todos aqueles que quiserem ser Timorenses de “gema” terão que ter o cartãozinho e cotas em dia, e esses sim podem ter todas as benesses de Timorenses.

Mari tem que pensar que esse trabalho político mais profundo já está feito pois que o povo de Timor, é, mercê de muitas mentiras do passado, desde dos tempos de “hori uluk”, um politíco atento a todas as nuances da governação.

O Mari que não se esqueça que a força da Fretilin é uma força de “suku”, que se encontra no Leste do País, e que essa força são essencialmente os 29% da votação que encontrou nas últimas eleições. Eles votaram na Fretilin de Luolo e não na Fretilin de Alkatiri, cujo “suku” se situa no Yémen e em Maputo.

Não se esqueça que o trabalho profundo com a população fez ele próprio durante os quatro anos de governação, e mais, que o Luolo está à espreita para um dia ser o Secretário-Geral.

A arrogância como tudo tem um fim, e ele, como o tal peru da história, também há-de ter o seu Natal.

SAKUNAR SACANA

11 de Junho de 2008 22:50

Resposta da Margarida às argumentações do Sakunar Sacana
.
“A arrogância como tudo tem um fim, e ele, como o tal peru da história, também há-de ter o seu Natal.” ?????

A arrogância deste sacana apenas é ultrapassada pela sua imbecilidade, bestialidade e desejo de vingança. E em qualquer sociedade sugestões de abater cidadãos são crimes de ódio devidamente sancionados.

12 de Junho de 2008 1:45


O Sakunar Sacana contrapõe com a seguinte argumentação.

Tenho muita pena que a D. Margarida não consiga compreender o sentido figurado desta frase.

A morte política de um político é aquilo que tantas vezes desejou para outros políticos Timorenses.

Por que motivo se abespinha tanto com a questão do peru se foi você própria que começou com a história do natal do peru?

Tenha calma, e se ler o que escrevi verá que até dou bons conselhos ao seu Kamarada ALKATIRI.

SAKUNAR SACANA

12 de Junho de 2008 3:45


Margarida contra-ataca.

E descaradamente mentiroso! São sempre mentirosos estes trastes.

12 de Junho de 2008 3:50


Na mesma caixa de comentários estão também estes dois textos de Maria logo a seguir às intervenções de Sakunar e Margarida.


Alkatiri considera que falta pouco para o Governo de Xanana Gusmão chegar ao fim.

"O mundo inteiro tem os olhos postos em Timor-Leste", diz Mari Alkatiri, mas não pelas melhores razões.
"Logo depois da restauração da independência fomos quase sempre elogiados pela forma como estávamos a conduzir a reconstrução do país e na criação de um estado democrático de direito", descreve o secretário-geral da Fretilin.

Mas esta situação mudou com a crise de 2006 e com "novo governo que não tem nenhum sentido de Estado", acusa Alkatiri.
"Xanana não tem legitimidade para governar o país porque perdeu as eleições, e nos últimos nove meses de governação só gastou dinheiro", acrescentou.

Alkatiri descarta a possibilidade de um golpe de Estado: "Não vamos fazer o que outros fizeram em 2006 contra o governo da Fretilin. Vamos fazer um trabalho político mais profundo com a população para esta entender a situação e ver a diferença entre estes dois governos".
O secretário-geral da Fretilin diz que a actual aliança está a sofrer baixas e que falta pouco para mostrar que o governo de Xanana Gusmão "tem os dias contados". "Vai haver auditorias às contas do governo porque há muitas alegações de corrupção", afirmou.

Comentários:

Para Alkatiri, o conceito de 'falta pouco' varia como os ventos.

No início, em Agosto de 2007, Alkatiri apregoava que o Governo de Xanana Gusmão só teria duas semanas para governar; um mês depois, em Setembro, estas duas semanas subiram para um ano.

Nove meses depois, neste momento, o 'falta pouco' poderá significar uns anos, talvez até Maio de 2012, até às próximas eleições legislativas.

Como é que a AMP está a enfraquecer se a Aliança agora possui também o apoio da UNDERTIM, contando já com 39 votos no Parlamento?!

Como poderá a AMP estar a enfraquecer quando se assiste à golpada frustrada de Alkatiri ter tentado ‘comprar’ os votos do Xavier do Amaral/ASDT, sem que Alkatiri tenha uma cadeira para si próprio e, mesmo assim, tenha prometido sete (!!!) para o partido do Xavier do Amaral – ASDT)?!

Mas, outra ala do partido ASDT também fez a sua reunião extraordinária, na semana passada, com a presença activa dos cinco deputados da ASDT e com o PM Xanana Gusmão e também com o Presidente do PN, Fernando La'Sama.

Enfraquecimento?

Outro conceito de Alkatiri que só gera confusão.

Este Governo não tem sentido de Estado?

Sim, para Alkatiri, em Timor, sempre foi ele, e só ele, quem tem ‘sentido de Estado’. Mas o sentido de Estado do Alkatiri significa “o Estado sou eu, Alkatiri, e não acordem o Leão, que também sou eu, Alkatiri”.

Sobre legitimidade:

Só Alkatiri conhece e sabe interpretar a Constituição de Timor, ninguém mais consegue entender a Constituição timorense.

Este tem sido o problema do Alkatiri. A sua arrogância incontrolável, a sua ignorância quanto à cultura e tradições de Timor, a sua ignorância quanto às sensibilidades timorenses.

É isso que torna Alkatiri um alienado total no mundo timorense.

Agora foi a Lisboa fazer a cruzada ‘à Nino Vieira da Guiné-Bissau" para, quando regressar, fazer o seu golpe e retomar o poder que ele acusa o Presidente Ramos-Horta de lhe ter saqueado.

Vamos aguardar pela execução da estratégia que Alkatiri pretende pôr em prática…

12 de Junho de 2008 8:20


E Maria completa o seu raciocínio com o seguinte comentário.

Sobre declarações de Mari Alkatiri de que foi sempre elogiado pela boa governação.

“Fomos quase sempre elogiados...” diz Alkatiri.

Comentário:

Elogiados em quê?
Elogiados teriam que ser.

Então o Banco Mundial, a ONU e o FMI/IMF não iriam elogiar Alkatiri? Se dissessem que algo estava mal, tal significaria automaticamente que a missão da ONU, o Banco Mundial e o FMI, e todas as agências internacionais, eram uns incompetentes em Timor.

Já viram a fachada?

O que Alkatiri não quer dizer é que a ONU e as agências internacionais sempre o avisaram que iria haver problemas de lei e ordem e segurança do Estado, caso ele continuasse com o seu estilo arrogante, caso ele continuasse a comandar a Polícia e a interferir nas Forças da Defesa, a politizá-las constantemente.

Quantas vezes a ONU o avisou deste perigo de má governação!...

Mas Alkatiri, arrogante como sempre, ignorou sempre estes avisos.

Porquê? – Porque só Alkatiri sabe, ninguém mais pode saber!

Leiam bem os relatórios do Banco Mundial sobre a governação de Alkatiri, mas leiam com muita atenção.

Após umas páginas ‘gabando’ Alkatiri, começa a enumerar tudo o que deve ser feito para se poder ter um bom Governo.

E tudo o que devia ser feito foi exactamente tudo o que Alkatiri não quis fazer.

Por isso se deu a crise de 2006.

Alkatiri sempre esteve focalizado na sua luta pelo poder dentro do partido, contra tudo e contra todos, contra Rogério Lobato, contra Abel Larisina, contra José Luís Guterres, usando a táctica de dividir para reinar.

Por outro lado, Alkatiri tudo fez para enriquecer os seus familiares com o dinheiro do Estado.

Esta é a boa governação de Alkatiri, da qual todos quase sempre o elogiaram?!...

Elogiaram Alkatiri porque enriqueceu a família e a sua clique de camaradas que o obedecem cegamente?!

Por isso, na recente reunião em casa do Alkatiri, este virou-se para os camaradas e disse: eu sempre vos defendi, fiz tudo por vós, e agora, nenhum de vós me defende. Esta declaração de Alkatiri, em sua casa, à frente dos próprios camaradas, fala por si só. Diz tudo. Está abandonado e já ninguém o defende. Por isso, foi procurar “apoios” em Lisboa, Luanda e Maputo. Porque, em Timor, ninguém mais lhe dá importância…

12 de Junho de 2008 8:46

http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Visitando outro blogue (10)

Ainda navegando no blogue Timor Lorosae Nação encontrei também os dois textos da Maria abaixo transcritos sobre a crise de Maio/Junho de 2006, tendo como foco Mari Alkatiri. Os dois referidos textos de opinião/esclarecimento encontram-se na caixa de comentário da postagem O Vendilhão da Pátria: ESTÁ PARA BREVE O DEFINITIVO CAIR DA MÁSCARA?, da autoria de Gonçalo Tilman Gusmão, 31/05/2008.
______________________

Maria disse:

Alkatiri, o Santo

O Mari foi submetido a uma pseudo investigação feita pelo seu camarada Felismino, Procurador da Guiné-Bissau e residente em Lisboa.

Peçam uma cópia do processo ao Alkatiri, pois este tem, em sua casa e contrariamente ao que é legal, todo o processo sobre ele, que Felismino lhe entregou.

Felismino investigou o quê, concretamente? Investigou 'se alkaktiri distribuiu armas?'!

Ora bem, muito interessante... E qual foi a conclusão das investigações?

Mesmo que o investigador fosse cego, este iria escrever e concluir que 'Alkatiri não distribuiu armas, logo, é inocente'.

Já entenderam, a que tipo de investigação Alkatiri se submeteu? Uma investigação muito bem cozinhada, a pedido do cliente...

O PGR até chegou a ser sujeito a pressões dos camaradas para 'não culpar o Alkatiri' !

O relatório do Procurador Felismino afirma ainda que - 'Alkatiri não é culpado, nem sequer por omissão'.

Pois, o PM Alkatiri, não viu, não ouviu, não se apercebeu, não deu por nada, nem sequer desconfiou... Por isso, não levantou a questão no Conselho Superior de Defesa e Segurança nem no Conselho de Estado, sobre o facto do camarada Ministro do Interior Rogério Lobato andar a distribuir armas.

Quando em Maio de 2002, no Palácio do Governo, Sérgio V. de Mello perguntou a Alkatiri e a Rogério sobre os seus homens da Associação dos Antigos Combatentes, com sede em Comoro (depois da rotunda do aeroporto) Alkatiri afirmou, confirmando o que Rogério já tinha dito, que estes homens pertenciam à Associação dos Antigos Combatentes e disse ainda que consta dos Estatutos da Fretilin a obrigação de os formar e apoiar.

Alkatiri confirmou este facto.

E quem são este homens? - Rai Los e seus homens também eram camaradas de Alkatiri e Rogério, responsáveis da Associação (da Fretilin) dos Antigos Combatentes.

Mas o procurador Felismino não viu, nem sequer por omissão, culpabilidade alguma por parte de Alkatiri...

E foi assim que Alkatiri foi considerado um Santo e Rogério o Demónio lá do sitio!...

7 de Junho de 2008 4:39


Maria disse:

Margarida disse...

A prova do que escrevi está exactamente nesta carta do então PM Alkatiri:

Declaração, 26 de Junho de 2006

Tendo reflectido com profundidade necessária sobre a situação vivida no país;
Considerando que acima de todos os interesses, estão os interesses da nossa nação;
Assumindo a minha parte das responsabilidades pela crise em que mergulhou o pais;
Recusando-me terminantemente contribuir para o aprofundamento da crise;
Reconhecendo que todo o povo merece viver um clima de paz e tranquilidade;
Esperando de todos os militantes e simpatizantes da FRETILIN toda a compreensão e apoio;

Declaro:
1) Pronto a resignar-me do meu cargo de Primeiro-Ministro e do Governo da RDTL para evitar eventual resignação do Presidente da República
2) Pronto a manter com Sua Excia o Senhor Presidente da República diálogos no sentido de contribuir, se necessário, para a formação do governo interino
3) Pronto em contribuir na apresentação do orçamento de Estado no Parlamento Nacional.

Mais declaro que passo a assumir as minhas funções de deputado no Parlamento Nacional até ao fim do meu mandato.

Díli, 26 de Junho de 2006

Primeiro-Ministro
Mari Alkatiri."


FACTOS VERDADEIROS

Esta declaração de Alkatiri serviu apenas para tapar os olhos.

Alkatiri não se demitiu, foi forçado a demitir-se.

Os amigos telefonaram-lhe naquela tarde para lhe dizer - o Presidente Xanana vai agora demiti-lo! E Alkatiri, vendo que o seu jogo do 'eu estou pronto' já não pegava, porque estava a lidar contra todo um Estado dos Timorenses, escolheu o mal menor - auto-demitir-se. Dizendo ainda que o fazia para evitar problemas mais graves e para que Xanana não se demitisse, quando isto era apenas um sofisma para ficar bem visto, aos olhos da opinião pública e dos seus ‘propagandistas’.

Esteve a minutos de ser expulso pelo Presidente da RDTL do cargo de Primeiro-Ministro...

Não se demitiu de livre vontade, ao contrário do que fez crer e anunciou.

Só estava 'pronto', para isto e mais aquilo, mas não enganou nem convenceu os Timorenses que entendem a língua portuguesa, e sabem que 'estar pronto' é, também, sinónimo de 'não estar pronto'.

Então, como estava a ponto de ficar mesmo 'pronto', foi à varanda do Palácio demitir-se perante os media!

7 de Junho de 2008 4:59

http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

Visitando outro blogue (9)

Dei uma espreitadela no blogue Timor Lorosae Nação e deparei com este texto de Maria na caixa de comentário da postagem PAZ PODRE, NAÇÃO DORMENTE, da autoria de Klaudio Berek, e achei importante transcrevê-lo para partilhar com os meus leitores a fim de melhor ajudar a perceber o ponto de vista dos apoiantes de Xanana (e detractores de Mari Alkatiri). Leiam e que cada um tire as suas conclusões.

Maria disse:

Sobre a pseudo análise do Kláudio Berek:

Digo 'pseudo' porque não deriva de factos reais, no terreno, assenta antes num raciocínio totalmente ‘bloguista’, sem compreender o que é política, o que é poder, o que é governo e, sobretudo, o que é edificar um Estado pós-conflito que, durante 24 anos, esteve mergulhado num mar de sangue.

Os seus comentários infelizes persistem num dogma alkatirista, direi até, vergonhoso.

Factos

A crise em Timor-Leste aconteceu porque Alkatiri sempre sonhou em governar, pelo menos, durante 50 anos. Uma estimativa conservadora, claro, pois queria antes dizer 'para sempre'. Quando Alkatiri emitiu este postulado, da inevitabilidade do controlo do poder na nação timorense, fê-lo ignorando todos os parâmetros culturais e históricos de um povo que evoluiu através de séculos de compromissos, de humildade e de firmeza, de lutas e de cedências, mas sem nunca permitir que o poder que a todos pertence caísse nas mãos de quem não seja de direito - como foi o caso de Alkatiri ter tomado o Poder dos Timorenses, em Timor.

Alkatiri, devido à sua ignorância cega, insultou tudo e todos, desde os estudantes e formados 'supermis' da Indonésia, até à Igreja e Ramos-Horta.

Recorde-se que, quando Ramos-Horta assumiu o cargo de Primeiro Ministro, Alkatiri tudo fez para o denegrir, instruiu todos os seus camaradas para boicotarem o governo de Ramos-Horta mas, não se ficou por aí: obrigou o PM Ramos-Horta a assinar uma declaração comprometendo-se a não inaugurar qualquer obra que tivesse sido feita ou começada por Alkatiri.

Vergonhoso!

Mas, o feitiço virou-se contra o feiticeiro quando Alkatiri, de joelhos em frente do Presidente Ramos-Horta, lhe pediu para conceder um indulto de mais de três anos ao Rogério Lobato, para Rogério sair da prisão e libertar, assim, Alkatiri de ir parar à prisão de Becora.

Alkatiri é o autor da crise de 2006, sim, mas esta crise foi iniciada no momento em que pôs os pés em Timor.

Alienou tudo e todos, armando-se em jurista de meia-tijela, supermi da universidade Eduardo Mondlane, começando, desde logo, a desafiar tudo e todos. Até os peritos em Direito, com vários anos de experiência (professores catedráticos mas que emitiam opiniões que não lhe agradavam) Alkatiri considerava-os todos estúpidos. Ora, até podia ser que fossem, mas os Timorenses não o são.

Quando o Procurador da Guiné-Bissau, o lisboeta Emiliano, emitiu a sua opinião de que Alkatiri era um santo - não tinha feito mal nenhum, não tinha distribuído armas, nem sequer tinha pecado por omissão - Alkatiri deu um tiro no próprio pé, exigindo que a Igreja Timorense lhe pedisse perdão !!!

Quanta insensatez política, quanta falta de sensibilidade cultural, política e até pessoal!

Um homem que perde a dimensão da sua pequenez com tamanha insanidade, não deve liderar, nem sequer uma taberna, numa qualquer esquina de Lisboa.

Alkatiri fez de tudo para queimar Rogério Lobato. O Congresso ‘fantoche’ da Fretilin, de 20 de Maio de 2006, foi efectuado como se Díli estivesse em guerra. Alkatiri mandou colocar contentores em todas as esquinas, barrar estradas, criou um ambiente tão aterrador que nem Bin Laden seria capaz de tanta criatividade. Ambos são do Yemen, mas Alkatiri conseguiu ainda ultrapassar Bin Laden, em termos de criatividade violenta.

Durante o Congresso, já havia carros circulando com armas, para ameaçar o oponente José Luis Guterres (Lugo). Sem a mínima vergonha, Alkatiri forçou a votação de ‘braço-no-ar’! Conseguiu esse objectivo e até chegou ao cúmulo de mandar filmar os ‘braços-no-ar’! Na contagem de votos, até as cadeiras vazias chegaram a ser contadas como votos a favor de Alkatiri... Já publicamente, demasiado embaraçado, Alkatiri sobe ao palco para dizer que 'está pronto (mais uma vez está pronto!...) para aceitar votos secretos. Estas suas ‘brincadeiras’ políticas, minaram o ambiente político do seu próprio partido em toda a cidade de Díli, alastrando a todo o país.

Se Xanana Gusmão o forçou a sair, como dizem as margaridas, então, parabéns Xanana Gusmão!
Xanana, uma vez mais, libertou o Povo de Timor das masmorras de um ditador, que sempre se considerou um ‘Leão de Timor’.

Alkatiri sempre colocou os seus espiões a espiar Xanana, a espiar Lu-Olo, a espiar Rogério, a espiar os ministros. Chegou até a enviar Roque Rodrigues à reunião de Armindo Maia, seu ministro da Educação, com os Bispos, só para espiar o que Armindo Maia diria nessa reunião. E Roque regressou a casa de Alkatiri e transmitiu ao “chefe”, palavra por palavra, tudo o que o ministro, do próprio Alkatiri, com o pelouro da Educação, discutiu com os Bispos.

Grande ditador que sempre desvalorizou os timorenses, sempre ofendeu os jovens timorenses, sempre menosprezou a cultura e autoridades tradicionais timorenses e, ao contrário, sempre quis o poder que pertencia e pertence a todos eles, não a Alkatiri.

O camarada Berek tentou aqui projectar-se como perito em edificações de Estados em situações pós-conflito mas, acabou por se perder nas suas próprias divagações, sem eira nem beira!

7 de Junho de 2008 1:34
http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Visitando outro blogue (5)

Para completar o ramalhete dos argumentos dos apoiantes de Xanana, vou transcrever mais um comentário da Maria colocado na caixa da postagem «Resposta a Maria... de Margarida», de 21/05, do blogue Timor Lorosae Nação.

Maria disse...

Não estou à defesa nem ao ataque, estou até a divertir-me com tanto ódio das margaridas, do Alkatiri.

Vejamos então os factos, nus e crus.

"…como Presidente da República, eu considero que a decisão tomada pelo Brigadeiro-General foi incorrecta e, de facto, não foi justa!"

A decisão foi incorrecta, sim, porque TMR não se devia ter aliado a Alkatiri, expulsando em massa tantos militares, fazendo os seus familiares e filhos sofrerem.

Incorrecta, porque não se obedeceu às regras legais, falando com os assessores jurídicos, para respeitar a lei, vendo caso por caso, de acordo com as falhas específicas de cada um e dentro da lei.

Muitos foram expulsos devido a faltas acumuladas durante anos. Porque se ignorou por tanto tempo a questão e, de repente, os expulsaram por causa das faltas?

E as faltas, na sua maioria, foram causadas porque todos os meses, cada membro das F-FDTL, recebia os seus USD$75, USD$80, USD$90, USD$100 e tinha que viajar de Lospalos até Maliana, de mikrolet, só para dar dinheiro à mulher e filhos, para depois regressar. Tal viagem e estadia, mesmo breve, levaria 2 dias e outros dois ainda para voltar. E marcam-se faltas de dois dias. Após um ano, teriam faltado 24 dias.

Porque tudo isso foi ignorado pelo primeiro-ministro Alkatiri, preferindo expulsar tantos militares e desdenhando os problemas humanos, as condições institucionais, a dignidade ?!

A posição correcta é, pois, condenar o Governo de Alkatiri por esta irresponsabilidade e unir todos para resolver os problemas, tal como foi prometido a todos eles na inauguração do novo quartel general em Baucau.

"… a questão de 'Loromonu-Lorosae' era uma questão política, e era um problema que existia, há muito, no seio das F-FDTL."

Quem conhece bem a história da Luta sabe que a questão 'Loromonu-Lorosae' reside no facto do Brigadeiro Taur Matan Ruak ter escolhido o, agora, Tenente-Coronel Filomeno Paixão para ser membro das F-FDTL, contra a vontade de muitos veteranos das F-FDTL. Isto porque o T-C Meno Paixão foi um dos comandantes da guerrilha que se rendeu de uma forma horrível em 1977 e, aos olhos destes veteranos, traiu a luta, causou a morte de centenas de combatentes sob o seu comando e entregou milhares de balas e armas ao inimigo (tantas que o inimigo precisou de mais de três dias para as ir recolher, de helicóptero, nas montanhas).

Porque o T-C Filomeno Paixão é de Maubara, visto como loromonu, este exemplo foi sempre usado para irritar os membros loromonu das F-FDTL dentro dos quartéis das F-FDTL, com comentários tais como - “vocês nunca lutaram”, “vocês são traidores”, “vocês renderam-se”.

Os jovens das F-FDTL desconheciam estes factos históricos e sempre entenderam que tais afirmações eram dirigidas a eles, como loromonus. Aí reside o problema, que depois Alkatiri explorou e “regou com gasolina” para incendiar politicamente.

"De facto a indisciplina começou pelos Comandantes."

Por isso se refere à indisciplina, porque os comandantes, todos veteranos, não deveriam dizer estas coisas, constantemente, nos quartéis. E porque também os comandantes raras vezes estão nos quartéis, mas culpam os subalternos de faltosos e depois expulsam-nos.

Por isso também se fala de discriminação.

Daí este comentário - "o pano de fundo e as raízes do problema não teve que ver com a indisciplina mas com o mau tratamento, por parte de alguns Comandantes Veteranos, para com novos soldados e timorenses da parte ocidental."

E, sobre o nosso novo e ainda jovem Estado, o Presidente da República XG disse aquilo que vocês não gostam.

"Para que as F-FDTL se tornem profissionais, ainda vai demorar muito tempo, porque o nosso estado só agora começou, com várias doenças e atitudes."

É a coisa mais correcta, mais acertada, mais digna de se reconhecer!

Estas não são difamações contra a hierarquia das F-FDTL pelo PR. Foram expressões de um Chefe de Estado que assume a sua devida responsabilidade sem medo.

E falou para os seus subalternos, seus guerrilheiros do mato, seus companheiros da Luta, seus homens, para agora assumirem a responsabilidade sagrada de desenvolver uma força de defesa do Estado com espírito profissional e moderno.

Insulto é o que Alkatiri tem feito. Ignora as fraquezas e os erros e concentra-se só em recrutá-los para o Partido e, sobretudo, para a sua facção no Partido. Este sim, é um gesto de traição à honra dos guerrilheiros e do Estado Timorense!

Margarida disse:

“foram ditas exactamente no mesmo dia em que o então Comandante da PNTL mandou as armas da PNTL para distritos do Oeste, à revelia do governo e do próprio responsável do depósito da PNTL, deixando Díli sem defesa!”

É preciso esclarecer bem os factos para não se frustrar tanto estas margaridas.

No dia 23 de Maio de 2006, os Comandos das F-FDTL e PNTL fizeram um acordo segundo o qual a PNTL iria assumir o controlo dentro de Díli e as FFDTL controlariam as periferias de Díli. Mas, no dia 24, as F-FDTL entraram em Díli e começaram a desarmar os membros da PNTL. O Comandante-Geral da PNTL, com medo de que estas armas, mais de 40 na arrecadação, fossem confiscadas por membros da PNTL 'nacionalistas', a maioria de Baucau, decidiu retirar as armas para Aileu, onde fica a sua residência. (Ver no relatório da Comissão de Inquérito Independente da ONU, a declaração do ex-comandante geral da PNTL sobre estas armas.)

Medida certa ou não, não me cabe a mim fazer esse juízo, mas são estes os factos.

Após a retirada destas armas, viu-se o que aconteceu. A PNTL sofreu o massacre e quinze membros foram mortos a tiro, desarmados e sob a protecção da ONU.

É neste contexto, de as F-FDTL defenderem as periferias, que se deve analisar o que aconteceu a Rai Lós e aos seus homens. Quatro dos seus homens foram mortos nos montes de Tíbar, alegadamente por membros das F-FDTL. E o major Kai-Kiri também foi morto à bala, em Taci-Tolu, enquanto levava a fragata, doada por Portugal, para, alegadamente, atacar o grupo de Rai Lós.

Tudo isto nunca foi investigado. Alkatiri não queria ver isto investigado porque lhe servia o jogo político contra Rogério Lobato.

Margarida disse:

“E foi ele Gusmão quem – antes e depois! - andou em reuniões com os desertores das F-FDTL e da PNTL, quem lhes passou Guias de Marcha, quem lhes pagou estadias em pousadas, quem os recebeu no Palácio Presidencial, quem com eles partilhou palcos de comícios, quem os nomeou coordenadores de campanha eleitoral, quem os pôs como candidatos na lista do seu partido.”

O Presidente da República Xanana Gusmão nunca pagou hotel de ninguém, nem guias de marcha. As notas que emitia a Alfredo Reinado, que foram parar às mãos de Alkatiri e foram já sobejamente divulgadas pelos seus apaniguados, não constituem crime nem ilegalidade, porque a Fretilin aprovou uma resolução, no Parlamento Nacional, dando poderes ao Presidente da República nas áreas da Defesa e Segurança, para o PR resolver todos os problemas relacionados com a crise de 2006.

Esclarecidos?

Analisem bem todos os factos antes de falarem, margaridas…

Timor agradece!

21 de Maio de 2008 23:43

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Visitando outro blogue (4)

Está a passar-se no blogue Timor Lorosae Nação uma boa discussão entre Margarida e Maria a volta da crise de Maio/Junho 2006 e suas consequências na vida política timorense. Intervêm também nesta discussão outros comentadores habituais com 'nome' e anónimos. Vou transcrever apenas alguns dos comentários mais significativos que melhor traduzem o pensamento político das duas facções. Para os leitores que ainda não conhecem quem é quem, estas duas personagens representam duas correntes sociológicas na vida política timorense: Margarida por Mari Alkatiri, ex-PM e actual Secretário-geral da Fretilin; Maria por Xanana Gusmão, ex-PR e actual Primeiro-ministro e líder do CNRT (partido maioritário da coligação governamental AMP).

As postagens abaixo transcritas estão nas caixas de comentário do já acima referido blogue http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com .

1. Este comentário está caixa da postagem «A AURÉOLA E O PODER DE SÃO XANANA ESTÁ DECAIR».

Maria disse...

Apenas alguns Comentários que se impõem:

O Primeiro-Ministro Xanana vive actualmente num local determinado pela Segurança, não por ele próprio.

A sua residência em Balibar foi a ‘zona alvo’ do ataque de 11 de Fevereiro e a Segurança determinou que ele não deveria continuar a viver lá.

Em Lisboa, existem residências oficiais para os líderes do Estado Português, não é verdade?

Em Timor, não!

Durante cinco anos, só Alkatiri tinha residência oficial de PM. O Presidente da República Xanana Gusmao e os Primeiros-Ministros (que sucederam a Alkatiri) viviam em residências privadas, por não haver residências oficiais para eles.

A residência do PM só agora está a ser preparada em Lecidere, Díli, e a residência oficial do Presidente da Republica tem vindo a ser construída pela Câmara Municipal de Lisboa, estando a última fase a ser concluída pelo IV Governo Constitucional.

Uma lição aprendida com o 11 de Fevereiro é a de que os líderes do Estado devem ser devidamente protegidos, porque o ‘factor surpresa’, em ataques deste tipo, torna-os quase insuperáveis, quando feitos por atacantes mais competentes que Alfredos Reinados e Salsinhas.
Por tudo isto, a residência está a ser preparada nos moldes que, acusatoriamente, se apontam.

E o PM não tem estado escondido!

Ainda no passado dia 18 de Maio, esteve num campo de futebol com cerca de 30 mil jovens, no concerto musical de um conjunto pop da Indonésia, incluído nas celebrações do 20 de Maio de 2008.

O PM esteve lá, juntou-se aos jovens, cantou e divertiu-se com eles, sem medo e com toda a confiança de que estes milhares de jovens o protegem dos Reinados, dos Salsinhas e dos Alkatiris.

20 de Maio de 2008 6:35

2. Estes outros comentários estão na caixa de comentário da postagem «É TEMPO DE CANTAR "AI TIMOR" DE LUÍS REPRESAS».

Anónimo disse...

Xanana mudou de casa porque o Alfredo já se transformou num Monstro que é chamado Alkatiri... Mas o povo está mesmo a viver bem... Para o povo, o mais importante é a paz e estabilidade, desde que não haja violência e instabilidade para o povo é indeferente quem governar. É certo é que com a lideranca do duplo Xanana-Horta Timor tem vindo a melhorar bastante... é um facto inegável. Pelos vistos, o povo está mesmo satisfeito porque Timor está entregue nas boas mãos.

Era muito bom o Xanana fazer quebrar a sua própria promessa de plantar abóbaras... Quebrou uma promessa mas depois para continuar [a] servir o seu próprio povo... E está a servir bem...

O Alkatiri, ele não tem sentimento como um timorense porque ele e os familiares dele desde sempre nunca [se] sentiram como timorenses, se calhar por eles nao terem sangue timorense? Também não sei.

21 de Maio de 2008 18:35

Margarida disse...

“Mas o povo está mesmo a viver bem... Para o povo, o mais importante é a paz e estabilidade”


Tem toda a razão, o povo agora está a voltar a ter a paz e a estabilidade que gozou durante os quatro anos em que o Alkatiri esteve no poder e que perdeu em 2006 quando o Xanana atiçou os peticionários e outros gangues mafiosos contra o legítimo governo, o que provocou – com as tropas Australianas de guarda – a queima de mais de 6000 casas em Díli, dezenas de mortos, centenas de feridos e quase 200.000 deslocados de que ainda restam 100.000!

Nunca foi o povo que provocou guerras e desacatos, quem as provocaram foram sempre desordeiros a mando do Xanana e dos seus aliados, para prejudicar a Fretilin, para assaltarem o poder e mesmo tendo a Fretilin ganho as eleições e roubada do direito de formar governo que era seu e apenas seu por ter ganho as eleições, a Fretilin tomou o seu lugar no Parlamento e exige por meios democráticos, por eleições antecipadas a reposição da vontade do povo, e não por golpes e violência como os que o Xanana usou em 2006.

A Fretilin sempre disse - e praticou! - que para o povo viver bem é preciso paz, estabilidade e segurança para todos. Também só assim há desenvolvimento, progresso e prosperidade.

21 de Maio de 2008 19:35

Maria disse...

Têm medo das ‘fardas estrangeiras’?

Sim, se estas começam a matar os Timorenses!

A única vez que as ‘fardas estrangeiras’ dispararam foi contra o major Alfredo Reinado, em Same, e foi na sequência duma Resolução do Parlamento, controlado por Alkatiri e os seus deputados Fretilin, que obrigou as ‘fardas estrangeiras’ a irem à procura de Alfredo Reinado, com o objectivo de o matar. E mataram quatro timorenses.

Alkatiri começou a exigir, então, que o major Alfredo Reinado fosse acusado de ser responsável pelos quatro mortos, por ser o comandante. Alkatiri não assumiu a responsabilidade da resolução aprovada pelos deputados do seu grupo partidário. Então, Alkatiri resolveu calar-se quando viu a sua própria hipocrisia, devido à impossibilidade de argumentar que, sendo Primeiro-ministro, não se sentia responsável por nada. Então, como Chefe do Governo, não é responsável por nada?! Então como é, quer tudo para si e pensa que os timorenses são cegos, não sabem argumentar?...

Timor é independente e soberano, sim!

Os Timorenses elaboram e aprovam toda a legislação para o seu Estado Soberano e as ‘fardas estrangeiras’ até foram convidadas por Alkatiri, enquanto Primeiro-Ministro, para entrarem em Timor.

Alkatiri, quando foi do seu interesse, disse publicamente que ele é que tinha chamado as Forças Internacionais para entrarem em Timor.

Já se esqueceram?

21 de Maio de 2008 19:42

Maria disse...

Xanana Gusmão tornou-se PM por vias constitucionais e democráticas.

Houve eleições populares, com resultados reais, houve decisão de um Presidente da República eleito pelo Povo em sufrágio universal, houve consultas entre partidos (ninguém se quis aliar a Alkatiri) e constituiu-se uma AMP, empossada pelo Presidente da República - tudo dentro dum processo democrático e constitucional.

E quanto ao Governo de Alkaktiri?

Não houve eleições Parlamentares. Houve sim eleições para Assembleia Constituinte e Alkatiri, que ganhou maioria na Assembleia Constituinte, usou e abusou do Poder e do Povo e por isso caiu, simplesmente.

Quando Alkatiri foi às urnas para Governar sozinho, por vias constitucionais e democráticas, o Povo disse-lhe: Não, Alkatiri, não, não, não e não! Os Partidos, incluindo ASDT, também lhe disseram: Não Alkatiri, não, não e não! Isto porque se seguiram vias democráticas, eleições legislativas que resultariam na formação de um novo Governo. O Povo disse a Alkatiri: Não Alkatiri, não, não e não!

O Presidente Ramos-Horta sabe bem das coisas, sim.

Sabe bem das maldades do Alkatiri. Quando o agora Presidente Ramos-Horta era Primeiro-Ministro, Alkatiri sempre o rejeitou e o acusou de ‘golpes’ para lhe retirar do Poder.

Mas Ramos-Horta, como sempre, bom homem de coração, aturou o Alkatiri. Alkatiri até o forçou a assinar um documento vergonhoso - enquanto Primeiro-Ministro, Alkatiri exigiu a Ramos-Horta que não inaugurasse nada que tivesse sido obra de Alkatiri e este disse mesmo a Ramos-Horta para não “cortar fitas” nem dizer que fez alguma coisa no seu Governo, porque tudo era obra de Alkaktiri. Não só exigiu, como passou a escrito e forçou o PM Ramos-Horta a assinar este documento vergonhoso que diz que o PM Ramos-Horta não iria inaugurar nada que pertencesse a Alkatiri. E o PM Ramos-Horta teve que assinar.

Uma humilhação para alguém como Ramos-Horta que, obviamente, não tem a mesma falta carácter de um Al-Katiri.

Verdades que Alkatiri não quer que se saibam mas que não podem ser ocultadas!

21 de Maio de 2008 21:07

Margarida disse...

Esta “gaja” apenas quer continuar a despejar os dislates obsessivos habituais do JT e do Xanana, o seu master! E depois de ter tido a lata de culpar o Mari e a Fretilin da decisão do Xanana/Horta/Australianos de atacarem o Reinado em Same em Março de 2007, perante as evidências CALA-SE e passa à ofensiva com as choraminguices velhas e revelhas sobre as eleições de 2001, omitindo sempre que foi o Xanana quem em 2000 e 2001 explicou à nação e aos dadores que essas eleições serviam para a Constituinte, para o Governo e para o Parlamento Nacional.

Isto por aqui já foi – vezes sem conta! - explicado, provado, documentado com os discursos que então Xanana proferiu e para esse peditório não dou mais!

Mas esta é – como se torna evidente – a táctica desde sempre do Xanana. Manda pedras sem fundamento, cala-se, faz de morto, e tempos depois é capaz de dizer precisamente o contrário com a mesma irresponsabilidade e leviandade. Isto é, a “gaja” e o Master, fazem o mal, a caramunha, NUNCA assumem responsabilidade de nada, pretendem que são seus os êxitos alheios e empurram sempre para cima dos outros as acções que praticam.

21 de Maio de 2008 21:59

Maria disse...

Pedradas contra Xanana?! Traidor?!

Só uma margarida poderá ser tão mazinha.

Até agora, mesmo com todo o esforço das margaridas, nenhuma pedra foi atirada contra o carro do Primeiro Ministro Xanana Gusmão.

Nenhum jovem Timorense, nenhum idoso ou idosa Timorense lhe chamou traidor!

Só mesmo as margaridas que, embora o nome seja sinónimo de pérolas do mar, são veneno para a mente dos Timorenses.

O PM Xanana Gusmão tem ido aos campos dos deslocados internos, ou IDP’s, sem se registarem quaisquer incidentes. Até pelo contrário, sempre foi bem recebido, sempre com expressões de apoio e carinho do seu Povo.

Porque este Povo sabe bem que só Xanana pode salvar a nação Timorense, escorraçada, destruída, violada, por Alkatiri.

Os Timorenses, jovens e idosos, hoje sabem bem que o sue país precisa de um Líder que tenha a coragem e firmeza suficientes para limpar de Timor 'o rasto da passagem’ de Alkatiri.

21 de Maio de 2008 23:26

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Visitando outro blogue (3)

Com a devida vénia transcrevo um outro texto da autoria de Maria, na caixa de comentário do blogue Timor Lorosae Nação, em resposta a um comentário da Margarida relativa à residência do Primeiro-Ministro Xanana na postagem "A auréola e o poder da Xanana estão a decair", de 20/05.

Maria disse...
Ainda sobre a residência

Xanana não regressou à sua residência porque a equipa de segurança não o permite.

Já se nota, no Estado Timorense, um desenvolvimento, desde 11 de Fevereiro, um fenómeno bastante positivo. Até aí, os líderes não ouviam a Segurança nem o Protocolo. Agora já os ouvem. Passo positivo.

Em Lisboa, não se coloca a residência do PM ou do PR na feira de ladra, no Cais do Sodré, nos Sapadores ou em Alcântara, porque os militares Portugueses dão (e exigem) a sua opinião quanto aos melhores locais (em termos de segurança) para os que representam os órgãos do Estado.

Por isso mesmo, acham que num lugar junto ao supermercado Lita, com um muro mais alto que a própria casa do Primeiro-Ministro, onde muitos estrangeiros diariamente vão fazer compras, com o Hotel Turismo ali ao lado, gerido pelo irmão Ferreira, outro ‘pau-mandado’ do Al-Katiri, a residência do chefe do Governo não deve ser edificada de maneira a ficar protegida contra qualquer atentado, tipo Al-Katiri-Reinado, no futuro?

Esta é a única lógica e, não é para ‘chatear’ as margaridas, é sim para fazer face a uma realidade 'alkatirista' de possível atentado.

Está-se aqui a lidar com um homem do Yemen do Sul, que não dá a outra face, como os cristãos.

Não esquecer que, quando o Bispo Ximenes Belo (os comunistas não lhe dão valor, mas os Timorenses dão) foi chamado a Jakarta, para responder perante o general Suharto, por causa da entrevista à revista Der Spigel, da Alemanha - na qual ele disse que os Timorense estão a ser tratados (por Suharto) pior que os cães - foi o irmão milionário de Al-Katiri, o Ahmad, líder da juventude dos assassinos Kopassus, quem deu pontapé no carro do Bispo D. Ximenes Belo, quando este estacionou para sair. É o irmão do Al-Katiri, hoje milionário à custa do governo de Alkatiri, o financiador da facção al-katiri no Partido Fretilin.

Xanana Gusmão não tem nem deve ter receio do seu Povo, sobretudo na capital Díli, que maioritariamente votou em Ramos-Horta (contra o Presidente da Fretilin, Lu-Olo) e no CNRT, nas eleições legislativas.

Podem gastar o tempo todo no café do Hotel Timor, com as Filipas, com os Ivos Rosas, com todos os do blogue da propaganda do Partido, mas não poderão rebater estes factos!

21 de Maio de 2008 23:19

Visitando outro blogue (2)

A amnésia selectiva

Com a devida vénia transcrevo um texto da autoria de Maria, na caixa de comentário do blogue Timor Lorosae Nação, em resposta à postagem "Cuidado com a amnésia", de 20/05.

Maria disse...
Cuidado com a Amnésia sim.

O que aconteceu em Portugal, depois do 25 de Abril?

Se não sofrem de amnésia selectiva lembram-se decerto que as FP25 foram perseguidos pela Lei de Portugal, como criminosos, mas o Partido Socialista, pelas mãos do ex-presidente Sampaio, achou por bem dar-lhes a Amnistia. E as FP25 que tinham fugido para Moçambique até puderam regressar a Portugal.

Amnésia?

Mas, em Timor, a Amnistia tem sido um assunto complicado. O Presidente cometeu um erro ao conversar com Alkatiri sobre a possibilidade de dar uma amnistia. E Alkatiri explorou o assunto e informou o Reinado sobre as dificuldades, ajudou a frustrar ainda mais o Reinado, e daí surgiu o 11 de Fevereiro.

Alkatiri não sabe perdoar. É do Yemen do Sul onde ‘perdão’ não consta no seu dicionário. Alkatiri nunca perdoou a Rogério Lobato pelo golpe de Catembe em 1977, nunca perdoou a Ramos-Horta pela humilhação na Frente Diplomática e nunca há-de perdoar Abílio Araújo, nunca.

Alkatiri sabe que a Sequeira também nunca lhe há-de perdoar pelas maldades que lhe fez. Alkatiri sabe, margarida.

O Presidente Ramos-Horta é um homem da Luta. O Primeiro-Ministro Xanana é um homem da Luta. Alkatiri não é homem de nada.

Nunca singrou na resistência, nunca se tornou alguém, nos 24 anos da resistência. Por isso, açambarca o ‘pseudo radicalismo fretiliniano’ para emergir como alguém. Ainda continua com a mesma cantiga...

O Presidente Ramos-Horta e o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão têm estado sempre coordenados e comungam de um único pensamento - o intuito de resolver os problemas do Estado com dignidade.

Existem as Leis mas existe sobretudo o Homem, como disse o Presidente Ramos-Horta. A humanidade forja o sentido de responsabilidade pelo Mundo e pelos outros seres humanos. Disse bem o Presidente Ramos-Horta, no dia da comemoração do sexto aniversário da restauração da independência de Timor. Por isso, o Presidente Ramos-Horta prossegue a via de diálogo e não das armas, como Alkatiri sempre quis - exigiu, ecoando a voz do seu camarada Ivo Rosa, que se apanhasse o major Alfredo Reinado.

Ora vejamos: as quatro ‘ordens de captura’ emitidas por Ivo Rosa, até Maio de 2007, nunca foram executadas. Porquê? Porque a PNTL não tinha capacidade para tal. Será a Polícia a executar as ordens de captura do Tribunal.

Alfredo Reinado não era prisioneiro, nunca foi julgado em Tribunal, estava em Becora, em prisão preventiva, quando fugiu da prisão e com ele fugiram outros 48 homens, também em prisão preventiva, uns já há mais de seis meses, sem culpa formada. Fruto de uma gestão irresponsável da Lei pelo, então, Governo de Alkatiri .

Por isso, o diálogo iniciado pela reunião de Alto Nível, que inclui a ONU, o Parlamento e o Governo de Timor. Todos concordaram que, na impossibilidade de a Polícia executar as ‘ordens de captura’ e tentando evitar que Timorenses pudessem matar Timorenses, acções que o Povo de Timor condena, o Estado tem a responsabilidade de procurar alternativas.

Só Homens de grande calibre de Estado detêm esta visão.

As margaridas e os Al-Katiris não conseguem, por falta de dom natural, chegar aí. Por isso, fiquem onde estão, no blogue e na oposição. Divirtam-se!

21 de Maio de 2008 20:21