sexta-feira, 20 de maio de 2016

PR Ruak: «Esta é a última cerimónia da Restauração da Independência a que presido... »

«... como Presidente da República. Para o ano, o 20 de Maio será presidido pelo novo Presidente da República.»

Decorreu esta manhã, 20 de Maio,  em Gleno, Ermera, a cerimónia da comemoração da Restauração da Independência de Timor-Leste, presidida pelo Presidente da República, General Taur Matan Ruak. Foram condecorados, neste evento, várias personalidades e organizações nacionais e estrangeiras. Destaco, em particular, a condecoração atribuída - a título póstumo - a Samora Machel, pela sua relevante contribuição à luta pela autodeterminação na frente diplomática; destaco também a condecoração atribuída ao Vice-almirante português que forneceu numa fase crucial da nossa luta - nos anos 90, já depois da captura e prisão de Xanana Gusmão - aparelhos de comunicação rádio às Falintil, tendo como elemento de ligação com a Resistência Armada Donaciono Gomes (Pedro Klamar Fuik); e por último, destaco a condecoração atribuída ao padre Locatelli, salesiano, um dos fundadores do Colégio de Fatumaca, pela sua enorme contribuição à Autodeterminação e à Independência do país. Estiveram presentes os ministros da defesa da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e Guiné Equatorial); infelizmente, mesmo com a presença destas personalidades representantes de países irmãos que falam português, o protocolo 'esqueceu-se' de utilizar também português - a outra língua oficial do país -  na condução da cerimónia; apenas fez-se uso do português no decreto presidencial da atribuição das condecorações. No seu discurso, o general Ruak destacou que é necessário, doravante, diversificar a economia, deixando de depender apenas do fundo petrolífero [até este último ano fiscal o Orçamento Geral do Estado é suportado pelo fundo do petróleo]. Disse, também, que num Estado de Direito democrático é necessário haver respeito pelos órgãos de soberania, e tem de haver mecanismo de defesa aos órgãos de soberania, pois sem disciplina [referência ao impasse na nomeação do novo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas] não haverá estabilidade nem segurança para o nosso país. 

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