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Ramos-Horta denuncia falhas graves de segurança

Entrevista à Renascença O Presidente de Timor-Leste denunciou falhas graves na segurança antes, durante e depois dos atentados de 11 de Fevereiro em Díli, numa entrevista divulgada hoje pela rádio Renascença. Ramos-Horta responsabilizou a polícia da ONU, militares australianos e neozelandeses e a sua própria segurança pela fuga dos atacantes. “Se tivessem agido como militares verdadeiramente profissionais, ninguém tinha escapado”, disse Ramos-Horta. Actualmente está a decorrer em Timor-Leste um processo sobre a actuação das forças de segurança. “Aguardo o relatório do Procurador-Geral da República. Depois de o analisar e se estiver satisfeito com as conclusões, muito bem. Se não, exigirei uma nova investigação”, comentou. Ramos-Horta salientou que o mais importante é encontrar os motivos dos ataques. “Porque o fizeram? Quem está por trás deles? Quem os manipulou e envenenou? Quem tinha interesse em continuar a desestabilizar o país? É isto que tem de ser averiguado”. O Presidente timor...

Eleições antecipadas em Timor-Leste?

Os grupos de pressão apoiantes do Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri, têm falado muito nos blogues dedicados à política timorense, embora com menos insistência neste último mês, em eleições antecipadas. Sugerem que o Primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, se demita voluntariamente do cargo de modo a cumprir os preceitos constitucionais, possibilitanto assim a dissolução do parlamento a fim de se convocar novas eleições antes do término da actual legislatura em 2012.

Rendição de quatro rebeldes

2008-03-23 14:31 Timor-Leste 4 militares rebeldes renderam-se às autoridades O grupo era procurado pela participação nos atentados de 11 de Fevereiro contra Ramos-Horta e Xanana Gusmão. Quatro militares rebeldes renderam-se hoje às autoridades timorenses. O grupo era procurado pela participação nos atentados de 11 de Fevereiro contra o presidente Ramos-Horta e o Primeiro-ministro Xanana Gusmão. Não foi divulgada a identidade dos quatro militares revoltosos, que entregaram também as armas, na presença de Xanana Gusmão e Matan Ruak, Chefe de Estado-Maior timorense. A monte, continuam ainda dois elementos. Além do alegado líder dos revoltosos o Tenente Gastão Salsinha, sobre o qual circularam recentemente rumores de que estaria iminente a rendição. O Primeiro-ministro timorense escapou ileso dos ataques mas o Presidente Ramos-Horta ficou gravemente ferido, tendo sido hospitalizado na Austrália, onde ainda se encontra, mas já a recuperar. TVI, 23/3/2008

Português: língua co-oficial em perigo?

Consta que o projecto da actual equipa do ministério da educação liderada por João Câncio é banir o português como língua co-oficial e pretendem substituí-lo pela língua inglesa e bahasa indonesia. A ser verdade, então, o ministro João Câncio não conhece a realidade histórica de Timor e a razão da luta pela independência do povo timorense durante vinte e quatro anos. Os verdadeiros timorenses não vão permitir que este atentado se consuma!

AMP e Fretilin em retiro

Os estados maiores da AMP e Fretilin estão em retiro a fim de remover escolhos no caminho da formação do IV governo constitucional. Afinal sempre vai haver um governo de coligação com a Fretilin! A vantagem é criar a curto prazo um clima de tranquilidade política e social, pois vai de encontro às pretensões de alguns apegados à manjedoura , como dizia Francisco Sousa Tavares. Mas a médio e longo prazo este tipo de arranjinho vai originar uma instabilidade governativa muito grande que transvasará para as ruas de uma forma explosiva, que não haverá tropas de manutenção de paz que chegue para a suster; devido, por um lado, às rivalidades pessoais e políticas muito latentes entre os membros do possível futuro governo, por outro, pela mais que certa injustiça originada pela corrupção e amiguismo resultantes da não fiscalização por parte do Parlamento Nacional, uma vez que este órgão de soberania irá transformar-se em simples porta-voz do governo. «A minha alma está parva!!»

65 lugares no novo Parlamento Nacional

Mandatos atribuídos aos sete partidos e coligações (que ultrapassaram a fasquia dos 3% necessários para aceder ao PN) resultantes das legislativas de 30 de Junho: Fretilin - 21 deputados CNRT - 18 deputados Coligação PSD/ASDT - 11 deputados PD - 8 deputados PUN - 3 deputados AD-KOTA/PPT - 2 deputados UNDERTIM - 2 deputados Total: 65 deputados Confirmou-se a minha previsão publicada no artigo «Um Pouco de Futurologia », de 18 de Maio : assim, os partidos (ainda com assento no actual PN) e que concorreram sem coligações às legislativas de 30 de Junho (PDC, PNT, PST e UDT) não conseguiram eleger nenhum deputado, devido à "lei dos 3%" copiada da Frelimo.

Timor: pós-eleições 3

Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin "Não vamos tolerar não ser governo" São dias quentes em Díli. Correndo sérios riscos de ser afastada do poder por uma aliança maioritária de Xanana com os outros partidos, a Fretilin coloca os pontos nos ii, exibindo uma posição extrema de força. Numa entrevista muito frontal, Mari Alkatiri diz que o seu partido recusa ir para a oposição e exige liderar o governo, mesmo que não esteja coligado com ninguém e fique em minoria. A alternativa é clara e está cada vez mais próxima: a crise em Timor vai agravar-se. Entrevista de Micael Pereira, enviado especial a Timor-Leste Já há fumo branco em relação ao governo que vai sair destas eleições? Não. Da nossa parte sabemos que recebemos um mandato para liderar o governo. Naturalmente, não tendo tido maioria absoluta, temos de saber ir buscar alianças para formar o governo. Falou-se nos últimos dias de um possível acordo entre a Fretilin e o Partido Democrático (PD) de Fernando Lassama. Esse ...

Timor: pós-eleições 2

Mário Carrascalão, presidente do PSD em Timor "A crise será reacendida se a Fretilin for para o poder" Mário Viegas Carrascalão Jorge Simão Numa altura em que o presidente Ramos-Horta tenta um compromisso de consenso entre todas as partes para a formação do novo governo em Timor, o líder do terceiro partido mais votado diz que não deve haver contemplações com a Fretilin. Entrevista de Micael Pereira, enviado especial a Timor-Leste Aceitaria participar num governo em que a Fretilin decide quem será o primeiro-ministro?Nós temos acordos assinados dentro da nossa coligação e vamos tentar implementá-los. Mas sabe que o presidente da República está a tentar um acordo a contento de todas as partes. Teríamos de ter Xanana Gusmão como primeiro-ministro. Gostaria de ver essa solução. Por que é que quando Ramos-Horta era primeiro-ministro ele não arranjou um compromisso com Alkatiri para poder governar? Em vez disso, transformou-se num boneco de Alkatiri durante um ano. Ele próprio rec...

Timor: pós-eleições 1

Ramos-Horta, presidente da República de Timor-Leste "Alkatiri não pôs de lado uma aliança com o CNRT" Jordão Henrique/AP Com nenhum partido a ter uma vitória clara nas eleições legislativas em Timor, cabe ao presidente o papel essencial de viabilizar o próximo governo. Uma entrevista longa e surpreendente, em que Ramos-Horta fala dos bastidores das negociações com a Fretilin e em que conta ainda a sua versão sobre a crise de 2006, ilibando Rogério Lobato. E revelando onde se encontra, neste momento, o líder rebelde Reinado: exactamente onde menos se espera Entrevista de Micael Pereira, enviado espeicial a Timor-Leste Quem é que sai derrotado destas eleições? Em primeiro lugar, é óbvio que é a Fretilin (que perde), em termos aritméticos. Em 2001 era o partido dominante, a uma grande distância, com 57 por cento dos votos. Se nas presidenciais se podia desculpar que, pela minha relação com a Fretilin em geral, tive muitos milhares de militantes a votarem em mim, já nas legislat...

DREN: opinião de Miguel Portas

A educadora de infância A entrevista que a directora da DREN, Margarida Moreira, deu esta semana ao DN é um monumento de fidelidade à asneira. Orgulha-se a senhora de, no ano passado, ter aberto 778 processos, sendo o do professor Charrua, ‘um deles’. Extraordinário! Margarida Moreira abre mais de três processos por dia e nem descansa ao domingo. Pelo Norte, as coisas estão tão tortas, que não se vê outra solução, senão a de trocar de povo rapidamente. Verdade! A educadora infantil revela que está uma «campanha em curso» contra ela, porque «em dois anos mexeu em muitos interesses». Quais, pergunta a jornalista? «Havia uma coisa sórdida, mafiosa», garante Margarida. Em vários gabinetes de apoio a deficientes, pagavam-se indevidamente subsídios de ensino especial a miúdos que não o eram, apenas porque pertenciam a famílias pobres. Ela acabou com isso: «Reduzimos em milhões e milhões de euros os encargos da segurança social», conclui, orgulhosa. Lê-se e não se acredita. Admito que o Estad...

Fretilin: contacto "door to door"!

O actual partido governamental Fretilin tem privilegiado, nestas campanhas para as legislativas de 30/6, mais contactos door to door. E nem vão realizar comício de encerramento na capital, Díli. Em contarpartida, os partidos considerados pequenos (nomeadamente PD, PUN e a coligação ASDT/PSD) têm sido uma boa surpresa nesta campanha; podem alcançar bons resultados a 30/6. Relativamente aos comícios do CNRT, em cada dia que passa, têm uma participação cada vez maior de eleitores, havendo fortes possibilidades de alcançar maioria absoluta, segundo os observadores políticos no terreno. Infelizmente, tem havido, nestes últimos dias, violência entre militantes de diversos partidos em Ermera, Haubá e noutras localidades.

Aula de noventa minutos 2

Entendo que se um aluno for convidado a abandonar a aula (vulgo expulso da sala de aula) por indisciplina grave no primeiro tempo de uma aula de noventa minutos o castigo deve estender-se também ao segundo tempo para que a sanção produza o efeito pretendido.

PS discute 'caso Charrua'

A EURODEPUTADA DO PS Ana Gome escreveu a José Sócrates, pedindo que o Governo intervenha no 'caso Charrua'. Ana Gomes considera que este caso «afecta a sanidade funcional da administração pública e a imagem do Governo e do PS, podendo ainda encorajar uma perigosa deriva autoritária e anti-democrática delação». Semanário SOL , primeira página, 9 de Junho de 2007

Aula de noventa minutos

A legislação aplicável relativa a absentismo discente preconiza que numa aula de um bloco de noventa minutos (do 3º ciclo e ensino secundário) o aluno pode faltar ao primeiro tempo (45 minutos) e marcar presença no segundo e vice-versa; ou faltar aos dois tempos, tendo duas faltas de presença. Assim, se por indisciplina o aluno for convidado (eufemismo de expulsão ) a abandonar a aula no primeiro tempo, ele tem direito de regressar a sala ao segundo tempo, chegando ao absurdo de o aluno regressar de imediato a aula segundos ou minutos após ter abandonado a sala, ou chegando mesmo ao cúmulo de o aluno meter apenas um pé de fora da porta e em seguida retrair novamente o pé para dentro da sala e fechar a porta, sendo para todos os efeitos castigo cumprido , isto se nos ativermos simplesmente à lei e não ter em conta as circunstâncias que originaram o referido "convite" ao aluno do abandono da sala de aula. Em questões da indisciplina, o legislador deve consultar os professores,...

Companheirismo

Xanana, num dos seus vários textos, falou de companheirismo na frente da batalha forjado "sob o fogo do inimigo", que ultrapassa o conceito da simples amizade, pois "forjado" em situações extremas de combate, doença, fome, e que sem a entreajuda e consciência de pertença e protecção de grupo não sobreviveriam. Ao lembrar-me do meu primeiro grupo de professores de língua e culturas portuguesas em terras tropicais, recordação desencadeada por uma postagem de um dos meus colegas desse grupo num outro blogue, senti uma saudade indizível daquele período em que, apesar de contariedades várias, se trabalhou e se construiu algo de bom para esse país e sobretudo se "construiu" também (para alguns, os quais me incluo) o sentimento de pertença, de companheirismo, fortalecido no infortúnio e incompreensão por parte de quem supostamente era mais capaz e que deveria saber emitir directrizes adequadas ao terreno e perfil de nossos alunos.

As legislativas: ponto de situação

Tem decorrido, nos últimos dois dias, sem grande sobressalto a campanha eleitoral para as legislativas de 30/6. O partido de Xanana, o CNRT, depois dos incidentes de Viqueque e Ossú, realizou a sua campanha em Manatuto e Ailéu com grande concentração de massa humana, ao ar livre, e sem incidentes com militantes da Fretilin como aconteceu no distrito de Viqueque, excedendo as mais optimistas expectativas. Em relação aos restantes partidos, as respectivas campanhas têm decorrido igualmente sem problemas de maior, excepto a coligação ASDT/PSD que tem sido também, nos últimos dias, alvo da fúria extremista de militantes do actual partido do poder. Relativamente à campanha da outrora toda poderosa Fretilin, os seus comícios passaram a realizar-se em espaços fechados, nomeadamente em pavilhões desportivos, o que era impensável em campanhas eleitorais anteriores para as contituintes, em 2001, e presidenciais, em Abril/Maio 2007! Entretando, consta-se que o autor do assassínio do segurança do ...

Novos incidentes em Timor

A caravana da coligação ASDT/PSD foi atacada por elementos extremistas da Fretilin no distrito de Lautém, tendo provocado pelo menos dois feridos. O grande receio do partido ainda maioritário, a Fretilin, é ficar reduzido a uma sombra dos seus 56% conseguidos em 2001 para as constituintes. Por isso, segundo alguns conhecedores da política timorense, a Fretilin tem utilizado todas as "armas" a seu alcance, de contra-informação, 'assassínio de carácter' dos seus opositores à intimidação dos eleitores, para limitar futuros rombos no partido. Teme-se, entre os dirigentes da Fretilin, que o partido pode não atingir sequer uns míseros 20% de votantes no dia 30/6!

Segurança do CNRT morto em Viqueque

Segurança de Xanana Gusmão abatido a tiro em Viqueque EPA A caravana de Xanana Gusmão havia sido atacada ontem à noite, depois de um comício perto de Uatulari onde o ex-Presidente da República foi interpelado pela população Um "segurança civil" da campanha do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) foi morto durante um comício de Xanana Gusmão em Viqueque, no interior leste do país, confirmaram à Lusa fontes da ONU e do partido do ex-Presidente. O segurança, identificado como Afonso Kudelai, de Ossú, "foi morto à queima-roupa por um elemento não uniformizado e fora de serviço da Polícia Nacional de Timor-Leste" (PNTL), declarou à Lusa uma fonte oficial da missão das Nações Unidas (UNMIT). O incidente ocorreu cerca das 16:00 (08:00 em Lisboa). "O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança", relatou à Lusa, poucos minutos após o incidente, Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em V...

Fretilin - as legislativas

A Fretilin, actual partido do poder, começou a sua campanha eleitoral para as legislativas de 30/6 no distrito de Viqueque, terra natal do seu presidente Lu Olo, cujos eleitores votaram maioritariamnete no candidato da Fretilin nas últimas presidenciais. No entanto, há um facto que é legítimo questionar: Os comícios da Fretilin, mesmo nesse distrito, e mesmo com as presenças do seu secretário-geral, Mari Bim Amude Alkatiri, e do seu presidente, Lu Olo, só conseguem mobilizar gente para encher pavilhões, em flagrante contraste com as enchentes de milhares de militantes e simpatizantes, em campo aberto, nos comícios das presidenciais. Em Timor, nos meios políticos, há já quem utiliza este dado para baptizar 'a outrora toda poderosa Fretilin' de "partido do pavilhão" (à semelhança do 'partido do táxi' quando no tempo em que o CDS apenas conseguia eleger quatro deputados para a Assembleia da República)!

Um Pouco de Futurologia

Candidatam-se nas próximas eleições legislativas de 30 de Junho treze partidos e coligações (Undertim, CNRT, PR, PDRT, PDC, UDT, PMD, PST, ASDT/PSD, Kota/PPT, Fretilin, PNT e PUN) para uns poucos cinquenta (não tenho o número preciso) assentos parlamentares. Com a "lei dos 5%", proposta e aprovada pela bancada parlamentar do ainda partido maioritário Fretilin, em que se preconiza que só terão direito a assento no Parlamento Nacional timorense partidos que conseguirem, no mínimo, 5% do total de votos validamente expressos nas eleições. Esta lei tem "a virtude" de "varrer" os partidos minúsculos com assento parlamentar que estavam a ter excessivo protagonismo, nas plenárias, nada consentâneo com a sua pequenez, e a incomodar em demasia o poder reinante. Com esta lei, alguns dos partidos pequenos, se não todos, não terão um único assento no PN. Assim, os actuais partidos pequenos com representação parlamentar que concorrem sozinhos nestas legislativas ( PDC, ...