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A mostrar mensagens com a etiqueta Gastão Salsinha

A justiça do Timor do antanho

Timor-Leste: confraternização de captores e cativos À uma primeira leitura parece aos nossos olhos ocidentais como bizarro uns cativos serem recebidos pelos seus captores com braços abertos, como se de um filho pródigo se se tratasse e não de alguém que andava fugido à justiça por um crime que colocou em risco a soberania do seu país. Gesto que suscitou acesas e compreensíveis críticas por parte dos não timorenses, por um lado, por desconhecer a alma timorense, por outro, porque semelhante gesto de magnanimidade não ser usual nos países ditos desenvolvidos. Estou a referir-me às recepções dadas no Palácio do Governo aos homens de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha, autores dos atentados de 11 de Fevereiro contra o presidente timorense José Ramos Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, nas suas sucessivas rendições de dois, três ou quatro rebeldes de cada vez, que culminou com a rendição do próprio Salsinha a 25 de Abril. O cúmulo desse gesto magnânimo dos vencedores das forças de def...

Festa conjunta no Comando Conjunto

Timor-Leste: Cerveja e "karaoke" para Salsinha no comando conjunto Díli, 01 Mai (Lusa) - A rendição de Gastão Salsinha foi celebrada terça-feira à noite, no comando conjunto em Díli, Timor-Leste, com uma festa que juntou os captores e os capturados da operação "Halibur" em torno de muita cerveja e muita música. O ex-tenente Gastão Salsinha, principal arguido no processo em curso sobre os ataques ao Presidente da República e ao primeiro-ministro, jantou terça-feira no comando conjunto, no Bairro do Farol, numa mesa de oficiais da operação "Halibur". Salsinha e os seus homens estiveram na festa até cerca das 22:30 (hora local), afirmaram à agência Lusa vários participantes do convívio. "Houve muita cerveja, muita música e karaoke", afirmou um elemento das forças que, durante quase três meses, perseguiram os fugitivos do 11 de Fevereiro pelos distritos ocidentais do país. "Divertiram-se todos", resumiu à Lusa o comandante da "Halibu...

Rendição 'protocolar' de Gastão Salsinha

Gastão Salsinha e grupo rebelde que atacou Ramos-Horta rendem-se em Díli O tenente Gastão Salsinha entregou-se com outros 11 rebeldes no Palácio do Governo de Timor-Leste, colocando um ponto final ao processo de rendição. O Presidente Ramos-Horta, alvo de um ataque deste grupo, perdoou os revoltosos mas disse-lhes que agora terão de enfrentar a justiça. O tenente Salsinha e 11 homens por si liderados chegaram ao Palácio vestidos com uniforme militar e rodeados de apertadas medidas de segurança. A rendição do grupo, que entregou as armas às autoridades, realizou-se na presença do Presidente José Ramos-Horta, do presidente do Parlamento Fernando Lasama de Araújo e do representante das Nações Unidas Atul Khare. Gastão Salsinha, tenente irradiado do Exército timorense, era um dos homens mais procurados no país desde o duplo atentado de 11 de Fevereiro contra o Presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão. A rendição foi negociada no seu bastião de Ermera no final da semana pa...

Salsinha continua em Ermera

Timor-Leste: Salsinha continua em Ermera, nada mudou desde sexta-feira Díli, 26 Abr (Lusa) - O ex-tenente timorense Gastão Salsinha, que na sexta-feira aceitou render-se às autoridades, permanence em Ermera, na região ocidental de Timor-Leste, numa casa sob controlo das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL). "A situação não mudou desde sexta-feira. Demos mais um par de dias para a entrega das armas e do resto do grupo", afirmou à Agência Lusa uma fonte que acompanha as negociações. O ex-líder dos peticionários das Forças Armadas aceitou render-se após reuniões que envolveram a Presidência da República, elementos das forças de segurança timorenses, da Igreja Católica e líderes locais. "Salsinha não tem as armas mas não as entregou (às autoridades). Não está preso mas concordou em não abandonar a casa onde está instalado", disse hoje uma fonte internacional à Lusa. Não foi feita nenhuma declaração oficial sobre a situação de Gastão Salsinha nem sobre a dat...

Felícia Cabrita atrasou-se!

Há 39 minutos Timor-Leste Gastão Salsinha entregou-se há 2 dias Por Felícia Cabrita O homem que, supostamente em conivência com o major Alfredo Reinado, terá preparado o duplo atentado contra o Presidente da República e o primeiro-ministro de Timor-Leste, entregou-se anteontem às forças conjuntas. Com ele renderam-se mais três elementos: Valente (um dos elementos que terá estado na casa do PM no dia 11 de Fevereiro), José e André. Tenente Gastão Salsinha, que desde 11 de Fevereiro terá andado a monte, vai ficar durante uma semana com a família na sua casa, a 15 quilómetros de Ermera. Liquiceira, o homem mais poderoso de Ermera, que mediou o diálogo entre os revoltosos e o governo timorense, adianta ainda ao SOL que «ele vai precisar de descansar uma semana, para pensar naquilo que vai dizer à justiça». Só se entregará depois, mas isto é ainda secreto. Enquanto o tenente rebelde descansa, na sua agenda de hoje consta já a visita do presidente do parlamento, Fernando Lassama. Como tem v...

Rendição de mais dois rebeldes do grupo de Salsinha

Renderam-se, hoje, 24/4, mais dois rebeldes do grupo de Gastão Salsinha, o ex-tenente expulso das Forças de Defesa timorenses na sequência da deserção em massa de cerca de seiscentos soldados em Abril de 2006, alegando discriminação étnica. Recorde-se que Gastão Salsinha comandou o grupo de rebeldes que atacou a coluna de viaturas do Primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão, do qual Xanana saiu ileso apesar de a viatura em que seguia tenha sido atingida por vários tiros.

Timor: Eleições antecipadas em 2009?

" Regresso fisicamente preparado a 90 por cento" 17.04.2008, Adelino Gomes Ramos-Horta regressa a Timor com uma prioridade: retomar o diálogo com os partidos sobre eleições antecipadas em 2009 Numa entrevista por telefone, horas antes da partida de Darwin para Díli, Ramos-Horta disse querer retomar o diálogo com os partidos no ponto em que se encontrava antes do atentado de 11 de Fevereiro - na exigência de eleições antecipadas, feita pela Fretilin. Chega a Díli dentro de poucas horas. O que pensa dizer ao povo e aos deputados? Primeiro vou felicitar o Presidente interino [Fernando "Lasama" de Araújo] pela serenidade com que assumiu as rédeas do país. Felicitarei também os deputados e partidos que têm sabido manter-se unidos, e em particular o povo timorense. Não houve incidentes desde a tentativa de assassinato. O povo mostrou maturidade. À medida que a investigação progride, começa a fazer sentido: liquidando Ramos-Horta e Xanana Gusmão, o país podia entrar em cao...

Eleições antecipadas "podem trazer vantagens"

Ramos-Horta chegou a Timor-Leste A realização de eleições antecipadas em Timor-Leste "pode ter vantagens para todas as partes" , declarou o Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, à agência Lusa e à RTP em Díli. "Eu sempre disse que não tenho objecções a eleições antecipadas desde que resulte de um consenso do Parlamento, de todos os partidos", afirmou José Ramos-Horta na sua residência em Díli, onde regressou hoje depois de ter estado em tratamento na Austrália, na sequência do atentado de 11 de Fevereiro. "A Fretilin quer as eleições antecipadas talvez no Verão de 2009. O Governo diz que sim, diz que não, ainda não se pronunciou", disse Ramos-Horta, na entrevista conjunta à Lusa e RTP. Para o Presidente timorense, as eleições antecipadas "podem trazer vantagens para todas as partes". "Se o Governo fizer um bom trabalho este ano de 2008, as eleições novas resultam numa vitória do Governo e a Fretilin perde", disse. ...

Ramos Horta em Díli

Ramos Horta terminou há poucos minutos o seu discurso, de improviso, em português, tétum e inglês, e dirige-se neste preciso momento à multidão que o aguarda há umas horas no exterior das instalações do aeroporto. Do discurso do Presidente ressaltam duas ideias-chave: Gastão Salsinha deve entregar-se sem demora; e Salsinha não pode voltar a causar a morte a nenhum timorense.

Atentado de 11/2: A reportagem de Felícia Cabrita

O DIA EM QUE TIMOR VOLTOU A SANGRAR Histórias de mal-entendidos, traições e mulheres “fatais”, que reabriu as feridas em Timor mesmo à beira de um acordo. A reunião convocada por Ramos-Horta com todos os partidos políticos de Timor-Leste e com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, está na base do atentado que quase vitimou o Presidente. Um dos assuntos prioritários do encontro era descobrir uma solução para a situação dos 'peticionários'. Em 2006, cinco centenas de militantes, liderados pelo tenente Gastão Salsinha, tinham saído dos quartéis em protesto contra a discriminação existente entre os militares oriundos da zona da resistência e os que foram submetidos à influência indonésia durante a ocupação. Em entrevista ao SOL em Março, Ramos-Horta admitiu que esta era uma questão urgente: “Estávamos a tratar de uma amnistia que seria promulgada em Maio e que permitiria integrar os 'peticionários' de novo no exército ou, caso não quisessem voltar aos seus postos, saírem com ...

Atentado 11/2: Rendição de mais quatro rebeldes

Timor-Leste "recebe" mais fugitivos do grupo de Gastão Salsinha Mais quatro elementos do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha entregaram-se às autoridades timorenses nas últimas 48 horas. Os últimos a entregar-se foram o guarda-costas de Gastão Salsinha e o homem que deu armas a Alfredo Reinado em Fevereiro de 2007. A operação “Halibur” continua a provocar baixas entre o grupo de Gastão Salsinha e mais quatro elementos ligados ao ex-tenente das forças armadas timorenses entregaram-se nas últimas 48 horas. O guarda-costas de Gastão Salsinha, Januário Babo, e Quintino Espírito Santo, o homem que deu armas a Alfredo Reinado em Fevereiro de 2007, renderam-se às autoridades timorenses segundo anunciou o comando conjunto da operação "Halibur" em Timor-Leste. O inspector Mateus Fernandes da Polícia Nacional de Timor-Leste, segundo comandante da operação "Halibur", anunciou ainda que três dos homens que se renderam foram apresentados no quartel-general do comando c...

Fim de linha de Gastão Salsinha

Gastão Salsinha dispõe de apenas 22 horas para se render com os seus homens ou "expor-se a combate". Não convém à justiça e à política doméstica timorense a segunda opção, porque parte da verdade dos atentados de 11/2 pode correr o risco de nunca ser conhecida. A ser este o desfecho, então irá continuar a pairar uma sombra de dúvida sobre a identidade dos mentores do atentado contra o Presidente da República e o Primeiro-ministro timorenses. Por isso, Salsinha vivo é muito mais útil para o partido da oposição Fretilin e (sobretudo) para os partidos que suportam o Governo e o próprio Governo chefiado por Xanana Gusmão.

11/2: Abriu a "caça" a Salsinha

PM diz que «chegou a hora» de capturar Salsinha Os líderes timorenses decidiram que «chegou a hora» de capturar o líder dos militares peticionários Gastão Salsinha, afirmou hoje o primeiro-ministro Xanana Gusmão à agência Lusa «Decidimos que já chegou a hora e a partir do dia 09 as forças conjuntas vão começar a operação», declarou hoje Xanana Gusmão à Lusa, na primeira entrevista após os ataques de 11 de Fevereiro. «Não vai haver mais aquela tolerância. Tem de se dizer à população que já acabou a brincadeira. O Salsinha tem de se render ou expor-se a combate», afirmou o governante. «Agora já há ordem para disparar», acrescentou Xanana Gusmão ao falar sobre as regras aprovadas sexta-feira numa reunião entre as chefias das forças de segurança, o Governo e o Presidente da República interino. O ex-tenente Gastão Salsinha liderou uma emboscada à coluna onde seguia o primeiro-ministro, na manhã de 11 de Fevereiro, pouco depois de um grupo chefiado pelo major Alfredo Reinado atacar a residê...

La Sama: 11/2 foi golpe de Estado falhado

O Presidente timorense interino, Fernando La Sama, afirma que o atentado de 11 de Fevereiro foi pensado e planeado antecipadamente, não sendo por isso uma atitude impulsiva de momento dos seus autores, e executado militarmente pelo grupo de Alfredo Reinado. A confirmar-se esta hipótese, todos os envolvidos, incluindo os supostos mentores políticos do golpe, serão também investigados. Fala-se de boca pequena nos meios políticos de Díli que alguns proeminentes dirigentes da Fertilin estão por detrás do golpe. La Sama afirma também que a partir de amanhã, 1/4, será considerado crime todo o apoio logístico ao restante minúsculo grupo de Alfredo Reinado comandado agora por Gastão de Salsinha.

Timor-Leste: ajudar fugitivo Salsinha vai ser crime

O Presidente interino de Timor-Leste anunciou que, a partir de amanhã, dia 1 de Abril, passará a ser considerado crime qualquer tentativa de ajudar ou esconder o único dos autores dos atentados contra Ramos-Horta e Xanana Gusmão ainda em liberdade, o revoltoso Gastão Salsinha. Em declarações à Rádio Renascença, Fernando Lassama Araújo assegurou que «a partir de amanhã, as pessoas que tentem dar apoio ou esconder o Salsinha e o seu grupo vão ser consideradas como criminosas» Entrevistado, esta manhã de segunda-feira, em Díli, o Presidente interino de Timor acrescentou ainda que a população vai ser informada em breve da nova realidade. «Há muitas informações de que ele [Gastão Salsinha] está na parte Oeste de Timor, Ermera e Bobonaro, mas estou certo de que ainda está escondido nas áreas de Ermera», afirma Lassama Araújo Líder dos peticionários das Forças Armadas que abandonaram os quartéis em Fevereiro de 2006, Gastão Salsinha lidera actualmente o grupo de fugitivos que atacou a residên...

Ramos-Horta: entrevista ao PÚBLICO

Ramos-Horta: Nenhum governo vizinho esteve envolvido no atentado de 11 de Fevereiro O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, pensa regressar em finais de Abril a Díli e diz que se concluir que não tem condições para continuar, renunciará. Acha que há dinheiro estrangeiro, por detrás de tudo. Mas não aceita a ideia de que a Austrália ou a Indonésia estejam envolvidas na conspiração. Entrevista ao PÚBLICO, por correio electrónico, a partir de Darwin, onde convalesce. Com os dados de que já dispõe, pode caracterizar o que se passou [em 11 de Fevereiro, no assalto à residência de Horta, por um comando liderado pelo ex-major Alfredo Reinado]: uma tentativa de golpe de Estado? Não, não foi uma tentativa de golpe pois as F-FDTL [Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste] são-me muito leais, assim como a PNTL [Polícia Nacional]. Ninguém no país conseguiria ter a adesão das duas forças contra a minha pessoa. E golpe para quê? Quanto a mim, quando sentisse que já não sou desejado pelo pov...