Em vez da coisa, o Acordo OS PODEROSOS gostam de dizer que os outros não são "os donos" das coisas sobre as quais eles decidem. É redundante, e um bocadinho estúpido, e, precisamente por isso, funciona - pelo menos intimida. Os escritores, por exemplo, não são "os donos" da Língua - e não se vai cancelar um acordo ortográfico só pelo amor serôdio que alguns escribas dedicam a consoantes mudas e outras chinesices (por alguma razão o "Prós e Contras" que a RTP dedicou à magna questão do Acordo, na passada segunda-feira, incluía o parecer de um chinês, fascinado com aquilo a que chamava "o novo língua portuguesa"). Já tive ocasião de explicar, com larga cópia de exemplos, que nada me moveria contra o Acordo se, de facto, ele acordasse alguma coisa. Vasco Graça Moura tem esmiuçado a bacoquice do Desacordo parágrafo a parágrafo, por muitos e variados palcos, com uma clareza de água e uma paciência de santo - mas quem quer ouvir de que se trata? Chama-...
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