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A mostrar mensagens com a etiqueta Acordo ortográfico

Acordo Ortográfico: Reforma reforça papel de referência da língua portuguesa - Seixas da Costa

São Paulo, Brasil, 28 Jul (Lusa) - A reforma ortográfica e a promoção internacional do idioma vão reforçar o papel de referência da língua portuguesa, declarou hoje o embaixador de Portugal em Brasília. Numa artigo publicado no jornal O Globo, Francisco Seixas da Costa salientou a importância da uniformização da ortografia do idioma "de modo a poder prestigiar-se como uma língua internacional de referência". "Provavelmente nunca chegaremos a uma língua portuguesa que seja escrita de um modo exactamente igual por todos quantos a falam de formas bem diferentes", observou, mas "o acordo ortográfico que está em curso de aplicação pode ajudar muito a evitar que a grafia da língua portuguesa se vá afastando cada vez mais".- Intitulado "A língua do mar", o artigo realçou o facto de a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na semana passada em Lisboa, ter tido "o tema da língua no centro da sua agenda". "O ...

Acordo Ortográfico foi promulgado po Cavaco Silva

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou esta segunda-feira o Acordo Ortográfico, que foi ratificado no Parlamento a 16 de Maio. O Segundo Protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, contou com os votos favoráveis do PS, PSD, Bloco de Esquerda e de sete deputados do CDS-PP. O PCP, o PEV e três deputados do CDS-PP (Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista) abstiveram-se da votação, ao passo que três parlamentares do PSD (Henrique Freitas, Regina Bastos e Zita Seabra) e a socialista Matilde Sousa Franco abandonaram o hemiciclo antes da votação. Por seu lado, o socialista Manuel Alegre, os centristas Nuno Melo e António Carlos Monteiro, bem como a ex-comunista Luísa Mesquita votaram contra. O acordo assinado em 1990 e que prevê a possibilidade de adesão de Timor-Leste, que então não era estado soberano, foi até agora ratificado pelo Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, para além de Portugal. JornalDiario 2008-0...

Ainda o Acordo Ortográfico (3)

Países lusófonos: todos diferentes, todos iguais Viajando há dias no Metro, ouvi ao meu lado uma acesa discussão sobre o Acordo Ortográfico em que os dois interlocutores, ambos acerrimamente descontentes com o referido diploma, se insurgiam contra o que eles chamavam de “capitulação aos Brasileiros”, “falta de respeito pelos Portugueses”. E mais diziam: “Como é que podem obrigar-nos a falar brasileiro? Por que é que havemos de passar a dizer de fato em vez de de facto?” “Tu não achas que se devia fazer um referendo? Nós é que devíamos decidir!” Nestas e noutras mui doutas barbaridades ocuparam os vinte e tantos minutos que durou o percurso. Comentemos, antes de mais, estas afirmações que, aliás, com mais erudição, ou mais artificio, se têm vindo a ouvir a gente bem mais ilustrada do que eram, aparentemente, os meus companheiros de viagem. A primeira observação vai para o referendo. Tem alguma graça ouvir falar de referendo a propósito desta questão. Quando algum falante dá um pontapé n...

"Moçambique é e não é país de língua portuguesa", diz Mia Couto

Reconhecido como um dos mais lidos autores contemporâneos de língua portuguesa, Mia Couto afirma-se como um buscador de identidades. Alfredo Prado Brasília - Em recente entrevista ao jornal Notícias, por ocasião do lançamento do seu mais novo livro, “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto afirma que "Moçambique é e não é país de língua portuguesa". Uma entrevista em que o jornalista Gil Filipe questiona o escritor sobre a identidade da sua obra, mas também sobre as lusofonias, a comunidade dos países de língua portuguesa, o papel de Portugal e do Brasil e o sim ou não ao acordo ortográfico. Autor, entre outros, dos romances “Terra Sonâmbula” e “ Varanda do Frangipani", reconhecido internacionalmente como um dos mais lidos autores contemporâneos de língua portuguesa, Mia Couto, afirma-se, na entrevista ao Notícias, como um buscador de identidades. Autor de 23 livros publicados, diz ficar sempre com o sentimento, "com a impressão de que ainda não escrevi o tal...

Linguista lamenta falta de investimento do Estado português no IPOR

“A política da língua não devia estar dependente das pessoas” Em Macau fala-se mais português do que antes de 1999 e na China faltam professores lusos que respondam à avidez dos alunos. Malaca Casteleiro acusa o Estado português de não ter uma política externa para a língua portuguesa e critica a eterna dança das cadeiras. Defensor acérrimo do Acordo Ortográfico, refuta a tese dos puristas e acha boa ideia que Macau retire o pê ao óptimo. Sónia Nunes Que diagnóstico faz à comunidade de falantes de português de Macau? Há uma situação diversificada no que respeita ao uso da língua portuguesa. Há a comunidade macaense, que segue sensivelmente a norma culta de Portugal, e há os aprendentes chineses que usam a norma portuguesa ou a brasileira. A unidade essencial da língua existe e é este aspecto que é importante preservar quando há duas normas diferentes. Mas faz-se um bom uso do português? Creio que sim. Há um grande esforço de formação de profissionais. Os chineses que terminam cursos t...

Eco do Acordo Ortográfico (2)

Entrevista de José Saramago a RTP 2, hoje, 14/06 Saramago, nobel da literatura, afirma que o Acordo é importante para unificar a escrita de língua portuguesa devido a importância do Brasil pelos seus "cerca de 200 milhões de falantes" do português, acrescentando que a haver duas normas ortográficas Brasil ultrapassa, em termos de recursos humanos e investimento, Portugal no ensino do português no mundo. Mais disse que é difícil a Portugal com apenas dez milhões de falantes impor a sua norma, a sua vontade, a Brasil com os seus cerca de duzentos milhões de falantes de português. Contudo, disse que vai continuar a escrever como escreve, porque já não tem idade para voltar à "escola primária" ou a consultar o dicionário constantemente quando escreve para verificar se determinada palavra mantém ou não a consoante muda como o 'c', e que ficaria a cargo dos editores fazer a revisão das suas obras antes de as publicar .

Eco do Acordo Ortográfico (1)

De volta à Escola Eliseu Auth Vai longe o tempo em que apanhei muito para me inteirar das regras do português. Poderia ter aprendido melhor, mas não posso reclamar. Tive bons professores de português, principalmente no seminário. Chegavam a ser chatos, de tanto que exigiam. Escrever errado, não admitiam mesmo. Análise sintática e morfológica tinham de estar na ponta da língua. Concursos de leitura e conhecimento de vocábulos, eram coisas corriqueiras e atividades paralelas à carga curricular. Elas ocorriam, inclusive, durante o almoço, no grande refeitório do internato. Para completar, tínhamos o Grêmio Líterário Estudantil, com diretoria eleita. Ele promovia sessões solenes, onde ninguém ficava de fora. Ali, nas manhãs de Domingo, apresentavam-se oradores, declamadores, contadores de “causos”, cantores e tocadores de gaita e violão. Numa ou noutra coisa, todo mundo tinha que participar. Como não tenho dom para música, fazia minha parte na falação. Certa vez, em três, declamávamos uma ...

EM FAVOR DA REVISÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO: TRÊS ORDENS DE RAZÕES 'CULTURAIS'

Compreendo que o Governo português tem um compromisso político-diplomático, assumido em 2004 pelo Governo de então, que dificilmente lhe permitiria não ratificar o 2.º Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico, independentemente de discordâncias que porventura tenha quanto ao seu conteúdo. Certamente por isso, e não apenas por questões de carácter pragmático ligadas à sua implementação no terreno, a presente ratificação faz-se acompanhar do pedido de uma moratória de seis anos para a sua aplicação. Teria sido preferível pedir mais tempo, que, a meu ver, o Governo deveria aproveitar para procurar encontrar consenso diplomático com vista à revisão do Acordo. E por que precisa ele de ser "emendado"? Por várias ordens de razões, todas culturais, em última análise: 1 - Por razões técnico-linguísticas e culturais: Como já foi abundantemente demonstrado pela comunidade linguística, pelo menos desde 1990, o Acordo manifesta inúmeras fragilidades. Relevo apenas dois aspectos: a) O ...

Ainda ecos do Acordo Ortográfico

Acordo ortográfico vai abrir mercado editorial e expandir idioma português no mundo Alterações que o novo acordo trará para o português escrito no Brasil A aprovação do acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos, aprovada no último dia 16 pelo Parlamento de Portugal, pode ampliar a utilização da língua portuguesa no mundo e melhorar os índices de leitura nos países que falam o idioma, na avaliação do presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto. "Essa decisão revigora decisivamente a língua portuguesa do mundo e amplia a circulação de livros nos países lusófonos, cria melhores condições para diminuição do dramático nível de falta de leitura encontrado na maioria dos países de língua portuguesa. E contribuiu até para abertura de mercado, tanto para as editoras portuguesas quanto para as editoras brasileiras", avalia Neto, que também preside a Comissão de Definição da Política de Ensin...

Hífen é novo vilão do acordo ortográfico

Segundo presidente da Colip, acordo ortográfico tem pontos obscuros. Proposta é que ABL faça um vocabulário parcial com palavras afetadas. Iris Russo e Simone Harnik Do G1, em São Paulo Após a aprovação do acordo ortográfico em Portugal, nesta sexta-feira (16), um novo "vilão" surge como obstáculo para a implantação das novas regras de escrita do português: é o hífen. Muitos de seus usos ainda são obscuros na reforma da escrita. Veja o que muda com a reforma Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente do conselho diretor do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), órgão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a definição de diversos usos do hífen só vai acontecer com a criação de um vocabulário ortográfico oficial. Esse é o póximo passo da reforma que unifica a escrita do português nos países lusófonos. "O acordo ortográfico não fala de todos os prefixos. Tem de ser feito um vocabulário que vai acabar com essas indefinições. Um dos problemas ...

Ecos da ratificação do Acordo Ortográfico

Portugal Digital - Brasil/Portugal 17/05/2008 - 13:04 Fundação Luso-Brasileira congratula-se com aprovação do acordo ortográfico FLB espera que o acordo "contribua para a afirmação internacional da língua portuguesa e a aproximação dos povos e culturas que a partilham". Da Redação Lisboa - A Fundação Luso-Brasileira mostrou hoje a sua satisfação com a aprovação, em Portugal, do acordo ortográfico. A entidade, que consultou o seu Conselho de Curadores, disse em comunicado esperar que o acordo "contribua para a afirmação internacional da língua portuguesa e a aproximação dos povos e culturas que a partilham". O Parlamento português aprovou ontem o novo acordo ortográfico para a língua-mãe, que prevê a padronização do idioma nos países lusófonos. O documento vinha encontrando grande resistência em Portugal porque centenas de palavras teriam de passar a ser escritas como no Brasil. Presidida actualmente por João Rendeiro, presidente do Banco Privado Português, a Fundaçã...

Acordo Ortográfico: Governo brasileiro satisfeito

Acordo Ortográfico: Ministro brasileiro da Educação quer acertar com Portugal cronograma para implantação Brasília, 17 Mai (Lusa) - O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje à Lusa que o Brasil quer acertar agora com Portugal uma agenda para implantar as medidas propostas no Acordo Ortográfico, após a aprovação pelo Parlamento português na sexta-feira do segundo protocolo modificativo. O governo brasileiro recebeu com muita satisfação a decisão da Assembleia da República de Portugal de aprovar o segundo protocolo modificativo, que abre caminho para a entrada em vigor do Acordo Ortográfico em Portugal. "O Acordo Ortográfico simboliza o sentimento de unidade dos países de língua portuguesa e permitirá o aprofundamento da cooperação e integração internacional entre os países membros da CPLP", declarou Haddad à Lusa. O ministro brasileiro disse que quer marcar duas reuniões com a sua homóloga portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, uma em Lisboa e outra em Bra...

Acordo Ortográfico foi aprovado no Parlamento

PS, PSD e Bloco votaram a favor 16.05.2008 - 14h59 Lusa O Parlamento aprovou hoje, com os votos favoráveis do PS, PSD, Bloco de Esquerda e sete deputados do CDS, o Segundo Protocolo do Acordo Ortográfico, mas Manuel Alegre (PS) e dois deputados do PP e Luísa Mesquita votaram contra. Três deputados do PSD, Henrique Freitas, Regina Bastos e Zita Seabra – que invocou “conflito de interesses” por ser editora –, além de Matilde Sousa Franco, do PS, abandonaram o hemiciclo antes da votação. Apesar de não o ter anunciado em plenário, o deputado do Movimento Partido da Terra (MPT) Pedro Quartin Graça, eleito pelas listas do PSD, disse posteriormente à Lusa que também se ausentou do hemiciclo para não participar na votação. O acordo teve a abstenção das bancadas do PCP, PEV e dos deputados Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista (CDS-PP). Contra votaram Manuel Alegre, PS, Nuno Melo e António Carlos Monteiro (CDS) e a deputada não inscrita Luísa Mesquita (ex-PCP). Paulo Portas e o depu...

Parlamento português aprova segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico

Acordo Ortográfico: Brasil recebe com satisfação decisão da Assembleia da República Brasília, 16 Mai (Lusa) - O Brasil recebe com satisfação a notícia da aprovação pelo Parlamento de Portugal do segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico, disse hoje à Lusa o presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação brasileiro. Segundo Godofredo de Oliveira Neto, que preside também ao Conselho Director do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), a decisão da Assembleia da República que abre caminho para a entrada em vigor do acordo em Portugal, "revigora decisivamente a língua portuguesa no mundo". "Além disso, amplia substancialmente a circulação dos livros nos países lusófonos, criando melhores condições para a diminuição do dramático nível de leitura na esmagadora maioria desses países", acrescentou. Oliveira Neto acredita ainda que a entrada em vigor do acordo vai "contribuir radicalmente para a abertura de mercado tanto par...

Acordo Ortográfico: as razões de Vasco Graça Moura

Acordo Ortográfico: Vasco Graça Moura afirma que "é um acto cívico batermo-nos contra" Lisboa, 03 Abr (Lusa) - O escritor Vasco Graça Moura disse hoje que "é um acto cívico batermo-nos contra o Acordo Ortográfico", que qualificou de "inconstitucional". O escritor e eurodeputado, que falava na Livraria Byblos em Lisboa a convite da Associação Portuguesa de Editores (APEL) e Livreiros e da União de Editores Portugueses (UEP), disse que "o acordo não leva a unidade nenhuma" e antes de qualquer ratificação havia que chegar a um vocabulário técnico-científico comum. Graça Moura disse que ratificar este Acordo era inconstitucional pois "não se pode aplicar na ordem interna um instrumento que não está aceite internacionalmente" e nem assegura "a defesa da língua como património, como prevê a Constituição nos artigos 9º e 68º". Vasco Graça Moura considerou o Governo "irresponsável", acusando-o de agir apressadamente" e ...

A política da língua e o Instituto Camões

"A língua é um instrumento de poder" A presidente do Instituto Camões encomendou um estudo económico sobre a lingua portuguesa. "O Acordo Ortográfico não tem recuo", diz, em entrevista ao Expresso. Luísa Meireles 1:00 Sexta-feira, 25 de Abr de 2008 Simonetta Luz Afonso: "A discussão sobre o Acordo Ortográfico é um bocadinho estéril" O Instituto Camões encomendou um estudo para saber quanto vale a língua portuguesa. "É uma reacção a uma nova procura do português", diz a presidente do Instituto, Simonetta Luz Afonso, para quem é claro que as línguas têm um valor económico. "Pedimos ao ISCTE que reunisse equipas multidisciplinares - economistas, financeiros, antropólogos, linguistas - para olhar para tudo o que acontece à volta à língua e dai tirar as conclusões do ponto de vista económico", afirmou. "Há indicadores de interesse manifesto por parte de pessoas que se estão a licenciar ou doutorar em áreas tão diversas como jornalis...

Ainda o Acordo Ortográfico

Em vez da coisa, o Acordo OS PODEROSOS gostam de dizer que os outros não são "os donos" das coisas sobre as quais eles decidem. É redundante, e um bocadinho estúpido, e, precisamente por isso, funciona - pelo menos intimida. Os escritores, por exemplo, não são "os donos" da Língua - e não se vai cancelar um acordo ortográfico só pelo amor serôdio que alguns escribas dedicam a consoantes mudas e outras chinesices (por alguma razão o "Prós e Contras" que a RTP dedicou à magna questão do Acordo, na passada segunda-feira, incluía o parecer de um chinês, fascinado com aquilo a que chamava "o novo língua portuguesa"). Já tive ocasião de explicar, com larga cópia de exemplos, que nada me moveria contra o Acordo se, de facto, ele acordasse alguma coisa. Vasco Graça Moura tem esmiuçado a bacoquice do Desacordo parágrafo a parágrafo, por muitos e variados palcos, com uma clareza de água e uma paciência de santo - mas quem quer ouvir de que se trata? Chama-...

Acordo Ortográfico na Assembleia da República 3

Acordo Ortográfico: "Nenhuma soberania é dona da língua", diz Adriano Moreira Lisboa, 07 Abr (Lusa) - O presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, exortou hoje os países da CPLP a "garantir os recursos financeiros e humanos para assegurar a aplicação do Acordo Ortográfico". "A Comunidades dos Países de Língua Portuguesa têm que decidir sobre os recursos financeiros e humanos para assumir os compromissos resultantes da aprovaçao do Acordo Ortográfico", disse Adriano Moreira. O presidente da Academia das Ciências de Lisboa falava na Assembleia da República, durante uma conferência internacional/audição pública, promovida pela Comissão parlamentar de Ética, Socidade e Cultura, com a presença de deputados, embaixadores e linguístas. Adriano Moreira considerou ainda fundamental que a CPLP planifique os "apoios" para executar o unificação ortográfica. "Sem um plano de ajuda aos países da CPLP os prazos adoptados não garantem a...

Gilberto Gil e o Acordo Ortográfico

Gilberto Gil: os portugueses "são mais ciosos da língua" 08.04.2008 - 15h15 Lusa - O ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, afirmou que, tal como em Portugal, também se discute no Brasil o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas considera que os portugueses "são mais ciosos da língua". Numa entrevista publicada na edição de hoje do "Diário de Notícias", o governante e músico brasileiro considera que "é impossível continuar a viver esta língua sem um novo" Acordo Ortográfico. "É uma boa oportunidade para que a língua se resguarde relativamente aos impactos que vai sofrendo das outras línguas, aquelas que internacionalmente são mais dominantes", sustentou Gilberto Gil. Para o ministro brasileiro, apesar de haver "muita gente céptica em relação às mudanças (...) é preciso ter coragem de renovar estas situações". Recordou que, aos 65 anos, já passou por duas revisões da língua portuguesa, que "de alguma forma,...

A LÍNGUA PORTUGUESA

A discussão sobre a oportunidade e validade do Acordo Ortográfico tem posto em evidência que ninguém é dono da língua, pelo que não haverá nenhum acordo que impeça evoluções desencontradas. O conceito que tem circulado em algumas das intervenções, e que parece ajustado à natureza das coisas, é o que sustenta que a língua não é apenas nossa, também é nossa. É por isso que acordos, declarações, tratados, são certamente adjuvantes de uma política que mantenha a identidade essencial, mas nenhum terá força vinculativa suficiente para evitar que as divergências surjam pelas tão diferentes latitudes em que a língua portuguesa foi instrumento da soberania, da evangelização, do comércio. Existem locais onde os factos tornaram evidente que a língua não resiste à falta de utilidade para os povos que estiverem abrangidos por qualquer daquelas actividades, e por isso o português sofre dessa erosão no longínquo Oriente do primeiro império, tem marcas pequenas em Macau, luta com o passado apagador...