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A mostrar mensagens com a etiqueta Ferreira Fernandes

Scolari e a Seleção Nacional

TEMPO ERRADO PARA PENSAR NA VIDINHA Luiz Felipe Scolari e a FPF têm um contrato que acaba em breve. Pode ser, ou não, renovado. Eu gostaria, hoje, que já estivesse decidido. Melhor, eu gostaria que as duas partes deixassem isso para Julho. Renovando ou rasgando. É que entre hoje e o fim de Junho a última coisa que eu queria era ver Scolari ocupado em leituras do género "a primeira contratante", "ambas as partes" e outros "termos e condições". Um contrato é coisa que prepara o futuro e, em Junho, só conta, só deve contar o presente. Quero Scolari devotado a ataques pelos flancos, a fúrias e a outras sinfonias colectivas. Ontem, Gilberto Madaíl julgou tranquilizar-me. Sobre o tal contrato, disse: "Vamos falar apenas depois da primeira fase [leia-se: depois de despacharmos turcos, checos e suíços]." Estou mais preocupado. Nessa altura, então, quero Luiz Felipe Scolari quase místico, em exclusiva dedicação ao bem comum e completamente nas tintas para...

A "religião" futebol

TEMPOS ANTES DA CELEBRAÇÃO Dois dos meus cronistas, Pacheco Pereira e Nuno Brederode dos Santos, não gostam de futebol. Eles atiram-se ao "futebol, futebol, futebol" que vai pelos telejornais. Eles aproveitam-se dos exageros de estágio (tempos da carne à jardineira almoçada pelos craques) para fustigar a essência da minha religião. Leio-os e sinto-me um daqueles exaltados de Damasco que queimaram queijos dinamarqueses depois dos cartoons de Maomé. Brincar com o meu Deco, mesmo em tempo de pousio, enerva-me: vou deixar de ler os meus cronistas preferidos até fim de Junho. Cristiano Ronaldo a elevar-se no golo ao Chelsea é melhor, mais mexido, do que aquele David à porta da Galleria degli Uffizi. Logo, que os repórteres o persigam quando a irmã o vai visitar, agrada-me. Quero mais e melhor. Ele bebe quatro cervejas às escondidas como Matateu? Quando lhe pedem "quer dizer alguma coisa ao microfone?", ele diz: "Olá, microfone!", como Garrincha na final de 62? ...