domingo, 19 de outubro de 2014

A independência deste país foi ganha pela luta política

A independência de Timor-Leste foi ganha pelo combate político, pela luta política ao longo de vinte e quatro anos nas três frentes de batalha: Frente Armada, Frente Clandestina e Frente Diplomática. Não foi ganha por uma sentença judicial, não foi ganha nos tribunais. Agora, depois de conseguirmos a nossa libertação é estupidez dos políticos  entregarem 'metralhadora' aos 'mauhus' e estes estão a tentar liquidar os políticos que lhes deram o poder. Sabem quem são esses 'mauhus', esses autonomistas? São aqueles que neste momento detêm a arma para denegrir alegremente os veteranos da luta política pela liberdade e independência deste amado país. Acordem, políticos! 

Quem financia as organizações não governamentais timorenses

Gostaria de saber quem financia as ONG que pululam Díli, nomeadamente, Luta Hamutuk e outras. De onde vem o dinheiro que os mantêm (salários e outras despesas) se, por princípio, são organizações sem fins lucrativos. Criticam tudo e todos de corrupção, mas se recebem dinheiro de terceiros (países ou organizações) para fazerem o trabalho de mãos invisíveis que os manipulam para sujar o bom nome de outros cidadãos, então são corruptos e traidores. Devem ser objecto de investigação.

sábado, 18 de outubro de 2014

ConocoPhillips e a procuradoria geral da república timorense

Raciocinem comigo. A companhia petrolífera ConocoPhillips preferiu apresentar a queixa contra o Estado timorense nos tribunais timorenses - para não pagar os impostos devidos da exploração de petróleo e gás no mar de Timor - em vez de recorrer aos tribunais australianos ou da Singapura - porque sabendo de antemão que na procuradoria geral timorense há alguém que vai dar provimento a sua queixa e no tribunal distrital de Díli há alguém que lhe vai dar razão. Os intervenientes que deram razão a Conocophillips são magistrados internacionais e seus aliados timorenses que venderam a sua alma ao diabo. Com a decisão desses 'grandes' magistrados internacionais o Povo timorense perdeu cerca de 36 milhões de dólares americanos em taxa por pagar pela Conocophillips. Esquecem-se de que a libertação e a independência deste país custou sangue, suor e lágrimas, e deve-se ao sacrifício e visão estratégica de uma equipa liderada por um Homem: Xanana Gusmão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Os juízes e os procuradores [portugueses] vão ser todos expulsos

A procuradoria geral da república deu provimento a uma queixa de uma multinacional petrolífera contra o Estado timorense por este a obrigar a pagar a taxa de exploração a que tem direito e o caso foi julgado por um juiz português - em comissão de serviço no tribunal distrital de Díli -  que deu razão a referida multinacional, com isso, o Estado timorense perdeu 36 milhões de dólares americanos.


A procuradora Glória Alves desde que está ao serviço da inJustiça timorense na procuradoria geral da república tem empreendido uma batalha contra o próprio Estado timorense, acusando os seus governantes - inclusive até a segunda figura do Estado - de corrupção e de participação económica em negócios nas adjudicações.

Os juízes e os procuradores não têm sentido de estado

Xanana Gusmão afirmou, hoje, 17/10, 21:30,  na televisão (RTTL) que os juízes e os procuradores não têm sentido de Estado, não trabalham em articulação com os outros órgãos do Estado para a defesa da segurança nacional e da soberania do país; agem como se 'dormissem'  em cima da Lei, pensam que conhecem a Lei, mas não sabem interpretá-la, não sabem contextualizar a sua aplicação; os mais aguerridos em desrespeitar o Estado timorense e a acusar os governantes timorenses de corrupção são os juízes e os procuradores internacionais [portugueses], em particular, uma tal procuradora Glória [Alves]; pelo constante desrespeito ao Estado timorense, devem ser todos expulsos.

domingo, 12 de outubro de 2014

A justiça que temos

É opinião generalizada entre os veteranos que a judicatura timorense está a ser capturada por filhos de defensores da política de ‘integração na grande Indonésia’ e da ‘autonomia’ dentro da República da Indonésia, derrotada no referendo de 30 de Agosto de 1999. Controlam todo o aparelho da justiça, dizem alguns veteranos, desde o Ministério Público a magistratura judicial. Contam-se pelos dedos de uma mão os operadores de justiça que militaram na Resistência, que faziam parte da Resistência clandestina. Tudo o mais era contra a Independência deste país. Foram admitidos pela UNTAET, pelas Nações Unidas, quando montaram o sistema judicial em fins de 1999 e 2000. Contou-me ontem uma veterana que Abílio Osório, último governador da ocupação indonésia, teria afirmado – na presença de muitos timorenses – que também eles sabem realizar políticas clandestinas, de infiltração no aparelho do Estado, que eles, os ‘autonomistas’, vão utilizar as mesmas armas, a mesma estratégia dos independentistas contra a Indonésia, para desestabilizar um Timor-leste independente, através dos seus filhos formados em diversas áreas que iriam ocupar postos chaves de governação e de justiça. Porque, teria dito Abílio Osório,  os filhos da Resistência contra a ocupação indonésia são analfabetos, só se preocupavam com a luta clandestina e não frequentaram universidades. Isto é, estes filhos de ‘autonomistas’ iriam completar o trabalho dos seus pais – derrotados em 30 de Agosto de 1999 – desestabilizando o Estado timorense com artimanhas políticas e legais para impedir os seus adversários do passado governarem e deixarem para os filhos de ‘autonomistas’ assaltarem o poder. A ‘resistência clandestina’ dos integracionistas e dos autonomistas já começou: um veterano condenado a cinco anos de prisão – estando já a cumprir a pena - por ceder a viatura do Estado que lhe era distribuída a um outro veterano, uma única vez, numa situação de emergência familiar; outro veterano, Riak Leman – vinte e quatro anos ininterrupto na Resistência Armada - também acusado pelo Ministério Público, por ter utilizado a viatura de Estado que lhe era distribuída para se deslocar a um comício partidário; Lúcia Lobato, ministra da Justiça de governo de Xanana Gusmão, acusada pelo Ministério Público de corrupção e participação económica numa adjudicação de aquisição de fardamento para os guardas prisionais, condenada a cinco anos de prisão depois de ter recorrido ao Tribunal de Recurso que agravou a pena da 1ª instância, instância essa que ‘provou’ que a ministra tinha amealhado cinco mil ??? dólares americanos. Vejam bem: cinco mil dólares equivalem a cinco anos de prisão efectiva. De facto, grande é a justiça que temos! E a saga continua.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O estado da (in)justiça

É dever patriótico de qualquer cidadão que contribuiu - no passado recente da nossa História - com o seu trabalho, dedicação e sacrifício nas fileiras da Resistência (armada, clandestina e diplomática) para a independência de Timor-Leste chamar a atenção dos timorenses para acções concertadas de mãos invisíveis que estão a tentar desestabilizar o nosso Estado, através de uma suposta luta pela transparência com o objectivo de afastar da gestão da res pública os mais capacitados, aqueles que com experiência e conhecimento podem contribuir para o desenvolvimento deste país, aqueles que não precisam da política para viver, para colocar no poder as suas marionetas a fim de terem caminho livre para melhor saquear os nossos recursos - naturais e não só.

Diz-se que a estratégia dos conspiradores é fragilizar Xanana Gusmão,  «deixá-lo nu» (a expressão não é minha), para ficar só, isolando-o, para o tornar assim num alvo fácil a abater, acusando-o do já previsível crime de corrupção.  E para que isso possa ser possível, começa-se por acusar os seus mais próximos colaboradores de corrupção, de crime de participação económica e de outros supostos crimes. Uma vez acusado, sentença dada: condenado. Por mais que apresente provas da sua inocência. Recurso da sentença: nem pensar. A pena é agravada. É uma justiça persecutória e, dizem quem conhece o sistema por dentro, administrada com má fé e manipulada por essas mãos invisíveis. Objectivo último: afastar Xanana Gusmão porque é um grande obstáculo para a rapina dos nossos recursos naturais: gás e petróleo – e não só. Diz-se também que alguns desses executores - os marionetas úteis - nunca contribuíram, no passado, para a luta pela nossa Independência nacional; que estavam do outro lado da barricada.