Raciocinem comigo. A companhia petrolífera ConocoPhillips preferiu apresentar a queixa contra o Estado timorense nos tribunais timorenses - para não pagar os impostos devidos da exploração de petróleo e gás no mar de Timor - em vez de recorrer aos tribunais australianos ou da Singapura - porque sabendo de antemão que na procuradoria geral timorense há alguém que vai dar provimento a sua queixa e no tribunal distrital de Díli há alguém que lhe vai dar razão. Os intervenientes que deram razão a Conocophillips são magistrados internacionais e seus aliados timorenses que venderam a sua alma ao diabo. Com a decisão desses 'grandes' magistrados internacionais o Povo timorense perdeu cerca de 36 milhões de dólares americanos em taxa por pagar pela Conocophillips. Esquecem-se de que a libertação e a independência deste país custou sangue, suor e lágrimas, e deve-se ao sacrifício e visão estratégica de uma equipa liderada por um Homem: Xanana Gusmão.
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Os juízes e os procuradores [portugueses] vão ser todos expulsos
A procuradoria geral da república deu provimento a uma queixa de uma multinacional petrolífera contra o Estado timorense por este a obrigar a pagar a taxa de exploração a que tem direito e o caso foi julgado por um juiz português - em comissão de serviço no tribunal distrital de Díli - que deu razão a referida multinacional, com isso, o Estado timorense perdeu 36 milhões de dólares americanos.
A procuradora Glória Alves desde que está ao serviço da inJustiça timorense na procuradoria geral da república tem empreendido uma batalha contra o próprio Estado timorense, acusando os seus governantes - inclusive até a segunda figura do Estado - de corrupção e de participação económica em negócios nas adjudicações.
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Os juízes e os procuradores não têm sentido de estado
Xanana Gusmão afirmou, hoje, 17/10, 21:30, na
televisão (RTTL) que os juízes e os procuradores não têm sentido de Estado, não
trabalham em articulação com os outros órgãos do Estado para a defesa da segurança
nacional e da soberania do país; agem como se 'dormissem' em cima da Lei, pensam
que conhecem a Lei, mas não sabem interpretá-la, não sabem contextualizar a sua
aplicação; os mais aguerridos em desrespeitar o Estado timorense e a acusar os
governantes timorenses de corrupção são os juízes e os procuradores
internacionais [portugueses], em particular, uma tal procuradora Glória [Alves]; pelo constante desrespeito ao Estado timorense, devem ser todos expulsos.
domingo, 12 de outubro de 2014
A justiça que temos
É opinião generalizada entre os
veteranos que a judicatura timorense está a ser capturada por filhos de
defensores da política de ‘integração na grande Indonésia’ e da ‘autonomia’
dentro da República da Indonésia, derrotada no referendo de 30 de Agosto de
1999. Controlam todo o aparelho da justiça, dizem alguns veteranos, desde o
Ministério Público a magistratura judicial. Contam-se pelos dedos de uma mão os
operadores de justiça que militaram na Resistência, que faziam parte da
Resistência clandestina. Tudo o mais era contra a Independência deste país.
Foram admitidos pela UNTAET, pelas Nações Unidas, quando montaram o sistema
judicial em fins de 1999 e 2000. Contou-me ontem uma veterana que Abílio
Osório, último governador da ocupação indonésia, teria afirmado – na presença
de muitos timorenses – que também eles sabem realizar políticas clandestinas, de
infiltração no aparelho do Estado, que eles, os ‘autonomistas’, vão utilizar as
mesmas armas, a mesma estratégia dos independentistas contra a Indonésia, para desestabilizar um Timor-leste
independente, através dos seus filhos formados em diversas áreas que iriam
ocupar postos chaves de governação e de justiça. Porque, teria dito Abílio Osório, os filhos da Resistência
contra a ocupação indonésia são analfabetos, só se preocupavam com a luta
clandestina e não frequentaram universidades. Isto é, estes filhos de ‘autonomistas’
iriam completar o trabalho dos seus pais – derrotados em 30 de Agosto de 1999 –
desestabilizando o Estado timorense com artimanhas políticas e legais para
impedir os seus adversários do passado governarem e deixarem para os filhos de ‘autonomistas’
assaltarem o poder. A ‘resistência clandestina’ dos integracionistas e dos
autonomistas já começou: um veterano condenado a cinco anos de prisão –
estando já a cumprir a pena - por ceder a viatura do Estado que lhe era
distribuída a um outro veterano, uma única vez, numa situação de emergência
familiar; outro veterano, Riak Leman – vinte e quatro anos ininterrupto na
Resistência Armada - também acusado pelo Ministério Público, por ter utilizado
a viatura de Estado que lhe era distribuída para se deslocar a um comício
partidário; Lúcia Lobato, ministra da Justiça de governo de Xanana Gusmão,
acusada pelo Ministério Público de corrupção e participação económica numa
adjudicação de aquisição de fardamento para os guardas prisionais, condenada a
cinco anos de prisão depois de ter recorrido ao Tribunal de Recurso que agravou
a pena da 1ª instância, instância essa que ‘provou’ que a ministra tinha
amealhado cinco mil ??? dólares americanos. Vejam bem: cinco mil dólares
equivalem a cinco anos de prisão efectiva. De facto, grande é a justiça que temos!
E a saga continua.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
O estado da (in)justiça
É dever patriótico de
qualquer cidadão que contribuiu - no passado recente da nossa História - com o
seu trabalho, dedicação e sacrifício nas fileiras da Resistência (armada,
clandestina e diplomática) para a independência de Timor-Leste chamar a atenção
dos timorenses para acções concertadas de mãos invisíveis que estão a tentar
desestabilizar o nosso Estado, através de uma suposta luta pela transparência com
o objectivo de afastar da gestão da res pública os mais capacitados, aqueles
que com experiência e conhecimento podem contribuir para o desenvolvimento deste país, aqueles que não
precisam da política para viver, para colocar no poder as suas marionetas a fim
de terem caminho livre para melhor saquear os nossos recursos - naturais e não
só.
Diz-se que a estratégia dos conspiradores é fragilizar Xanana Gusmão, «deixá-lo nu» (a expressão não é minha), para ficar só, isolando-o, para o tornar assim num alvo fácil a abater, acusando-o do já previsível crime de corrupção. E para que isso possa ser
possível, começa-se por acusar os seus mais próximos colaboradores de corrupção,
de crime de participação económica e de outros supostos crimes. Uma vez acusado, sentença dada: condenado.
Por mais que apresente provas da sua inocência. Recurso da sentença: nem
pensar. A pena é agravada. É uma justiça persecutória e, dizem quem conhece o sistema por dentro, administrada
com má fé e manipulada por essas mãos invisíveis. Objectivo último: afastar
Xanana Gusmão porque é um grande obstáculo para a rapina dos nossos recursos
naturais: gás e petróleo – e não só. Diz-se também que alguns desses executores - os marionetas úteis - nunca contribuíram, no passado, para a luta pela nossa Independência nacional; que estavam do outro lado da barricada.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Proposta de Orçamento Geral do Estado 2014: APROVADA POR UNANIMIDADE
A proposta de Orçamento Geral do Estado para 2014 foi aprovada por unanimidade na votação na generalidade por todas as bancadas com assento no Parlamento Nacional timorense. É inédito na democracia timorense.
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PD
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Mauk Moruk
Depois de um interregno de vários meses retomo a publicação neste espaço para partilhar convosco, caros leitores, a minha preocupação pelo exacerbar de posições - veiculadas por alguma comunicação social e pelas redes sociais 'face' e blogues - de dois dos nossos antigos guerrilheiros que deram a sua vida pela luta de libertação nacional na frente armada e diplomática. Falo da polémica surgida nestes últimas semanas sobre a participação de Mauk Moruk, antigo comandante da Brigada Vermelha (até finais de 1984), na reorganização e reestruturação da Resistência liderada por comandante Xanana. Pelo que conheço de Mauk, esta polémica com o seu antigo comandante-em-chefe, Xanana Gusmão, nunca teria lugar, agora, passados 29 anos de desentendimentos entre os dois relativa à condução da Luta. Mauk sempre quis, desde 90, uma aproximação política a Xanana a bem da Luta pela independência e - depois de conseguida a Libertação - sempre defendeu estabilidade social e política do país. Mauk era incapaz de expor o seu Povo a um novo sofrimento pela ambição pelo poder, pelo que conheço deste antigo guerrilheiro temido pelos, então, soldados ocupantes. Como sói dizer-se 'a política é mutável', o que é hoje, amanhã já não será o mesmo. Contudo, espero que Mauk não tenha mudado ao ponto de querer provocar uma instabilidade política que leve a população a fugir de novo de suas casas e terras à procura de abrigo, como sucedeu no passado muito recente.
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