terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O REPÓRTER DE 11 DE FEVEREIRO


O senhor da foto do meio (parte da cara tapada pela senhora do primeiro plano) é Nuno Franco. Foi quem relatou em primeira mão - além de Mari Alkatiri - para as rádios e televisões portuguesas, nomeadamente TSF e SIC, o atentado contra a vida do Presidente da República, omitindo convenientemente o atentado contra o Primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Sabe-se agora que esta mesma personagem, Nuno Franco, quem fez as fotografias exclusivas do corpo do ex-major Alfredo Reinaldo e do seu guarda-costas na mesma manhã do 'golpe' passada apenas cerca de uma hora do atentado para a decapitação do Estado timorense, do qual saiu gravemente ferido o Presidente Horta.

Agora, falta descobrir quem fez a foto da viatura oficial do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, imobilizada na berma da estrada, crivada de balas, visíveis os estragos no vidro traseiro e na respectiva chapa.

Meus amigos, é interessante ver que, logo naquela manhã, havia repórter(es) em cima dos acontecimentos nos dois locais de atentados - sítios ermos, fora de Díli - para captar as imagens das mortes e do carro imobilizado do Primeiro-ministro. E reportar in situ para os média portugueses.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Abrantes vetou nome de Ximenes Belo

Manuel Abrantes, Embaixador da RDTL acreditado em Portugal, quis impedir a presença do Nobel da Paz e antigo Bispo de Díli, D. Carlos Ximenes Belo, na confraternização dos timorenses e amigos de Timor com o Primeiro-ministro Xanana Gusmão - na sua última visita oficial a Portugal - no auditório da Aula Magna da Universidade de Lisboa, vetando o seu nome da lista de convidados para o evento elaborada pelo Gabinete do Primeiro-ministro e entregue à Embaixada para processar os convites.

Foi necessária a intervenção do próprio Primeiro-ministro para o demover dos seus intentos, tendo Xanana Gusmão puxado dos seus galões no ofício que lhe enviou, recordando-lhe - caso se tenha esquecido - que a função de um embaixador é seguir as directrizes emanadas do Governo, e nunca agir de 'motu proprio' nem tão pouco contrariar as orientações do Primeiro-ministro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Este modelo pode ser substituído, mas só no próximo ano lectivo, disse a Ministra no Parlamento.

SUNRISE: CONVITE POLÉMICO A ALKATIRI

O convite do Presidente da República endereçado a Mari Bim Amude Alkatiri, Secretário-geral da Fretilin e ex-Primeiro-ministro e líder da oposição ao governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) - para coordenar e chefiar a equipa governamental às negociações com a Austrália na disputa do destino final do 'pipeline' do Greater Sunrise - tem-se esbarrado com a resistência do CNRT, partido maioritário integrante com outras formações políticas da aliança parlamentar (AMP) que sustenta o governo.

A questão que se levantou era se o Presidente da República teria legitimidade constitucional para convidar e nomear Mari Alkatiri para coordenar a equipa que gere a questão do petróleo, em particular o Greater Sunrise. Outra questão ainda que também se levantou era se o Presidente da República teria alguma estratégia escondida na manga para convidar e nomear o líder da oposição - que sempre afirmou que este "Governo é inconstitucional" e que Xanana Gusmão é o "Primeiro-ministro de facto" - para gerir as negociações com a Austrália para levar o 'pipeline' para o território timorense, sendo o êxito destas negociações uma ajuda decisiva para criar milhares de empregos directos e indirectos para os timorenses, contribuindo quase decisivamente para reduzir, no futuro muito próximo, o desemprego entre os jovens, para assim erradicar não só a pobreza mas sobretudo a violência que assola Timor nestes últimos anos. Pois, há quem tema esta 'nomeação' de Alkatiri - um político astuto que tem como objectivo imediato destruir o Governo AMP para conseguir regressar ao poder, utilizando todas as 'armas' ao seu alcance para atingir esse fim. E uma das armas seria boicotar, por dentro, a estratégia de Xanana para levar o 'pipeline' para Timor.

A resposta a estas duas questões vem tornar quase inviável a concretização da boa intenção de Ramos Horta (se é que houve uma boa intenção?!) em convidar Alkatiri para um cargo muito sensível deste Governo - 'a pasta de petróleo' - pois, de momento e até mais umas décadas, o petróleo é a fonte maoritária da receita do Estado.

E veio a saber-se também que o Primeiro-ministro nunca tinha dado a sua anuência a tal sugestão do Presidente da República para nomear Alkatiri chefe da equipa negocial do governo na questão do 'pipeline' do Sunrise. E que na tal 'reunião tripartida' entre o PR, PM e ex-PM, Xanana limitou-se a ouvir e a inteirar-se das intenções de Horta e da resposta ao convite de Alkatiri, não se vinculando com nenhum compromisso então acordado entre o Presidente da República e o ex-Primerio-ministro. Assim, se o convite a Alkatiri partiu única e exclusivamente do Presidente da República, para se concretizar a 'nomeação', carece da aprovação do Primeiro-ministro, visto que esta 'nomeação' é da competência do Governo.

Sabe-se que o Primeiro-ministro não se manifestou ainda, publicamente, sobre a aceitação ou não da sugestão do Presidente da República em nomear o ex-Primeiro-ministro Alkatiri para 'a pasta de petróleo'. E sabe-se também que o Presidente da República não tem competência constitucional para nomear alguém para esta 'pasta', que é da exclusiva competência do Primeiro-ministro.

Questiona-se igualmente a legitimidade política do Presidente da República para impor ao Primeiro-ministro a nomeação para um cargo (sob a alçada governamental) de um político da oposição que tem como objectivo primeiro derrubar, por todos os meios e formas, o Governo!

Consta que, naquele encontro 'tripartido', Alkatiri, tomando como um dado adquirido a sua nomeação para chefiar a equipa governamental da questão do petróleo, exigiu ao Presidente da República que garantisse o seu acesso a toda a documentação e dos estudos efectuados até então do petróleo (como se Ramos Horta fosse Primeiro-ministro). E consta ainda que Alkatiri teria afirmado que aceitava a referida 'nomeação' - mas "apenas da área do Greater Sunrise", "não todo o dossiê do petróleo" como lhe teria prometido Horta - em nome de "superior interesse nacional", apesar de ele ser líder da oposição ao Governo e fundador da Fretilin.

Face a toda esta 'nebulosa' que envolve este 'convite' e 'nomeação', os críticos levantaram uma hipótese muito preocupante: Será que Horta e Alkatiri pretenderiam 'pagar algum favor' de alguma companhia petrolífera com a concessão de exploração de algum poço?! E que para isso, só assumindo a 'pasta do petróleo' por Alkatiri teriam a possibildade de 'pagar', então, esses alegados 'favores' aos seus (do Horta e Alkatiri) alegados 'benfeitores'!

Enfim, são muitas as dúvidas, são muitas as interrogação e são muitas as preocupações - legítimas, certamente - dos políticos da AMP relativas ao convite de Ramos Horta e pretensa 'nomeação' de Mari Alaktiri para a 'pasta de petróleo'.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mais de 90% de adesão à greve

Não há aula na minha escola. Os alunos apresentaram-se esta manhã à escola - como fazem todos os dias - mas encontraram-na sem professores.

É verdade que a escola se encontra aberta, como afirmou o Secretário de Estado, Jorge Pedreira, nas televisões e rádios esta manhã e nos telejornais da uma de tarde, mas sem professores e sem alunos. Apenas funcionários, que têm por obrigação mantê-la aberta, porque a greve é dos docentes.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Convite a Alkatiri em causa

A bancada parlamentar do CNRT questiona o convite a Mari Alkatiri por Ramos-Horta para coordenar a equipa governamental do AMP às negociações relativas a 'pipeline' do campo petrolífero Greater Sunrise em disputa com a Austrália, argumentando que Alkatiri não tem autoridade política para desempenhar com êxito tal tarefa de suma importância para o desenvolvimento e progresso do país uma vez que já cedeu no passado às exigências da equipa negocial australiana, 'alienando a linha da fronteira marítima com a Austrália por cinquenta anos', deixando para a jurisdição australiana grandes áreas ricas em petróleo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Opinião do sociólogo António Barreto

“O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas”.