terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mais um truque de Alkatiri para rasteirar Xanana?

É incrível, mas aconteceu! Mari Alkatiri ofereceu-se ao Primeiro-ministro Xanana Gusmão para fazer parte da equipa governamental nestas negociações para trazer o pipeline do Sunrise para Timor.

Meus senhores da Fretilin Maputo: decidam-se. O governo de Xanana é ou não constitucional? É ou não legítimo?

Se é ilegítimo e inconstitucional, o porquê, então, deste estender de mão do vosso chefe Alkatiri a Xanana para uma esmolinha a um lugar na Secretaria de Estado de Recursos Naturais?!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fretilin alkatiriana quebrou o mutismo!

Em sucessivos comunicados Alkatiri ameaça que 'algum dia' vai mesmo levar avante a sua sempre amada "Marcha da Paz" e, em jeito de tira-teima, dirigindo-se aos incrédulos e seus detractores disse para não duvidar da capacidade de mobilização e de contenção de massa da sua Fretilin maputense, pois já tem provas dadas nesta matéria em duas "marchas" anteriores (Maio 2005 e Junho 2006) e no adestramento das suas gentes nas eleições presidenciais e legislativas de 2007.

Isto é, a "Marcha da Paz" vai mesmo realizar-se, só que ele (Alkatiri) não sabe é quando!

Alkatiri ameaça também que pode levar os seus deputados a abandonarem o Parlamento!? É aqui que a porca pode torcer o rabo: os deputados da sua amada Fretilin Maputo vão simplesmente assobiar para o lado e colocar cotonete nos ouvidos. Nenhum deputado da Fretilin vai abandonar o Parlamento Nacional a não ser ele próprio, Alkatitiri, e seus apêndices: a Ana Pessoa, o Bano, o José Manuel Fernandes, o Estanislau Silva e aquele que esteve a presidir o CAVR (que de momento não me recordo do nome).

Exige também novas eleições para os chefes de aldeia. No caso vertente, Alkatiri pretende, talvez, testar a sua popularidade junto das populações - 40 por cento votou no Partido, ouviram 'Partido' com P maiúscula - e reeditar as votações de 2004. Na minha modesta opinião, Alkatiri, com estas eleições, vai antecipar o tombo nas legislativas de 2012 - de 29 para 15%. Mas, não sejamos ingénuos: o que Alkatiri pretende é uma oportunidade para agitar a 'massa', para agitar a população ora tranquila com a boa governação de Xanana e chegar de novo ao poder pela força de rua!

sábado, 8 de novembro de 2008

Mohammed Saeed al-Sahaf de Sócrates continua a insistir neste modelo de avaliação!

Para quem não saiba, Mohammed Saeed al-Shaaf era o ministro de propaganda de Sadam Hussein que dizia aos jornalistas - perante toda a evidência do avanço imparável dos tanques americanos sobre Bagdad - que os americanos estavam a ser derrotados e travados às portas da cidade, e que estavam a suicidar-se para não serem capturados vivos pelos iraquianos.

Foi isso que se ouviu dizer a ministra Maria de Lurdes Rodrigues aos meios de comunicação social perante a avalanche de milhares e milhares de professores sobre Lisboa e que se concentraram, hoje, no Terreiro do Paço, a contestar a política educativa do governo de Sócrates, uma política facilista de passagem administrativa de alunos do ensino básico, uma política persecutória de docentes na imposição deste modelo de avaliação e uma política sistemática da destruição da escola pública.

Era bom que algum jornalista investigasse onde estudam os filhos dos ministros e secretários de estado, se se frequentam a escola pública ou privada.

Sim, nós conseguimos!

120 mil professores no Terreiro do Paço.

Votemos à direita ou à esquerda, mas não em Sócrates.

domingo, 2 de novembro de 2008

Mais uma escola portuguesa em Díli?

Fiz uma pesquisa no motor de busca google sobre "Escola Portuguesa de Díli" e encontrei no sítio Notícias Lusófonas o artigo «Bispo defende televisão própria», no qual há dois parágrafos que fazem referência à criação de outra escola portuguesa, em Díli, de matriz católica:

«A Escola Portuguesa de Timor-Leste, em Díli, é um projecto conjunto do Estado português e do Patriarcado da Diocese de Lisboa, que será orientado pela Congregação de Padres Salesianos.

A presença desta Congregação no território de Timor-Leste como projecto educativo remonta a meados dos anos 70, embora tenha sido totalmente destruído pelo regime indonésio.»

Este artigo vem na sequência de uma entrevista ao Bispo Carlos Ximenes Belo, antigo Admnistrador Apostólico da Diocese de Díli.

Estou ansioso para ver concretizado mais este projecto de ensino exclusivamente em língua portuguesa em Timor.