domingo, 12 de outubro de 2008

Monumento do Papa João Paulo II em Tacitolo

Escadarias que dão acesso ao monumento do Papa João Paulo II, em Tacitolo, oferecido por portugueses.

Este é o Papa que "colocou Timor no mapa" político, segundo as palavras do Embaixador do Brasil, na altura, acreditado em Portugal, Aparecido de Oliveira (se não me engano). Foi na missa campal celebrada por João Paulo II, a 12 de Outubro de 1989, em Tacitolo, que proporcionou a primeira manifestação política, em plena missa, onde vários timorenses empunharam cartazes e faixas com palavras de ordem contra a ocupação indonésia, tendo várias televisões presentes filmado a cena, cujas imagens percorreram o mundo, permitindo aos acomodados e aos incrédulos questionarem a ocupação militar indonésia do território de Timor.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Timor nas páginas do meu diário (4)

«19-02-1999

Ontem, 18/02, entreguei a 'Declaração' do estágio à Secretaria da escola; de regresso à casa passei pelo Centro Comercial de Alcântara tomar uma bica e ler o Público; vinha um artigo sobre os últimos desenvolvimentos da 'Questão de Timor'; dizia, no jornal, que Xanana em reunião com os membros da Comissão Política da CNRT do interior, entre eles o David, definiu as linhas gerais do futuro Estado timorense: teria como nome República de Timor-Leste, língua oficial o Português, um sistema parlamentar multipartidário e sem forças armadas.

Pela primeira vez, na história da televisão portuguesa, se fez a ligação directa com o território de Timor com a entrevista, em directo, do jornalista da SIC, José Alberto Carvalho, a partir de Dili no 'Jornal das 20' do referido canal privado; eram quatro horas de madrugada de Timor; o jornalista estava a transpirar por todos os poros, estava a suar às bicas.»

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Fotos de instalações de órgãos de soberania timorenses

Fachada do Parlamento Nacional

(de traça arabesca, edifício construído no período da ocupação indonésia).

O imponente Palácio do Governo

(edificado nos anos 50 pela administração colonial portuguesa, como sede do governo provincial português de então).


Ainda o Palácio do Governo

(com o monumento dedicado ao Infante D. Henrique, o navegador, erigido logo em frente ao palácio, monumento esse que nem os ocupantes indonésios ousaram destruí-lo).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Opinião: Os conspiradores de serviço?

Nos meus habituais passeios matinais por outros blogues, antes de começar a 'cavar batatas' na serra algarvia do Sotavento, encontrei um comentário interessante (que não resisto em transcrevê-lo aqui neste meu humilde blogue para partilhar convosco) no blogue Timor Lorosae Nação, na caixa de comentário da postagem «Xanana vem a Portugal? Que seja muito bem-vindo!», da autoria de Teodora Caetano, comentando a prosa da referida autora sobre a próxima visita do Primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão.

Eis então o comentário:

Anónimo disse...

Pois nem mais... o pessoal do TLN está com o rabo a arder. Adorava estar presente nas diferentes situações da próxima visita de Xanana para ver olhos nos olhos se há a coragem (haverá seguramente pois não vão querer perder a oportunidade), dizia, adorava ver as carinhas de alguns que invariavelmente se irão colar nesta visita.

Tenham mas é vergonha na cara... não são apenas jornalistas, são também doutos professores, doutores da praça... apaguem como é costume.

Sobre Xanana!

Bem-vindo Kay Rala Xanana Gusmão!
Se há aqueles que utilizaram a máquina da mentira e que por todos os meios já tudo tentaram, inclusivé, matarem-te... outros há que tudo farão para estar a teu lado!

A vergonhosa postura deste blog desde a sua nascença, motivada pelo "problema" surgido com o TimorOnline, em que fechado a comentários pois assumido blog Fretiliniano, teria de abrir outra plataforma de manipulação e em que durante estes dois últimos anos tudo fizeram para incutirem naqueles que os liam, a ideia de que Xanana, Horta, Lasama, Lugu, Carrascalão, os bispos, os padres, as freiras, a fauna, a flora, etc ... etc... (tudo aquilo que nao fosse da cor-política do maestro Mari) seriam os maus da fita. Muita coisa aconteceu ao longo deste tempo. Cabe a quem lê destrinçar afinal o que andam uma série de pessoas a fazer por Timor-Leste?? O que andam a fazer aqueles que antes tanto queriam ajudar Timor-Leste e que afinal acabaram por ser os conspiradores de toda esta manipulação.

Antes dos atentados, este blog discutiu a "possibilidade" da "impossibilidade de governação" por parte de figuras de topo do Estado Timorense! Este e outros blogs da mesma traça e intuito, fizeram desde sempre o pleno de ataque a Xanana Gusmão, como se o sr. Mari fosse a Santa Virgem... "não foi nada comigo, não sei de nada..."

A última vez que Xanana veio a Portugal, foi em Fevereiro de 2006. Em Fevereiro de 2006 já tinha aparecido a tal história da "carta dos peticionários"... a que o pessoal do grupo do sr. Mari não ligou patavina. Muito pelo contrário, até andou a jogar com o assunto. Certo?

Não se esqueçam que Taur Matan Ruak, nesta altura, ainda não tinha dito a Xanana qual tinha sido o maior erro da Fretilin... erro que aliás disse (TMR) a Roque Rodrigues, segundo o próprio TMR.

Xanana antes de vir para Portugal, pede para resolverem a situação dos peticionários, já antes o havia feito mas... aquela mania do ego nalguns é lixada. Como os peticionários tinham supostamente enviado a petição para o PR... etc e tal... ganhando tempo e baralhando talvez... Mari não resolve nada... pode pensar-se que queria que a situação "explodisse", como aliás aconteceu.

E eis que com Xanana em Portugal, Taur Matan Ruak é atirado para o PN e faz aquela bela história de "despedir" 40% da F-FDTL. Uma coisa nunca vista, uma tonteria total... UM ACTO DO QUAL NÃO EXISTE DOCUMENTAÇÃO, NADA OFICIAL (na linha do "não sei de nada, não é nada comigo...")... tenham vergonha na cara! Mari sabe e sabia que não havendo "rasto" escrito a coisa não lhe cairia em cima.

Portanto se de golpe se fala, que maior golpe haverá que fazer o que foi feito, em pleno Parlamento Nacional, ao mais alto nível? Na realidade o que se vivia em relação às problemáticas das forças, exigia obviamente soluções por parte do governo de Alkatiri, o que nunca fez. Se podiam fazê-lo? Sim, tanto que o fizeram... despedindo as forças com o Comandante Supremo das mesmas fora do país! É grande obra sr. Mari. Quereria que a coisa descambasse logo ali? Ou foi para testar? Não sei. O que sei é que o mestre Alkatiri fugiu com o rabo à seringa e aproveitou a ausência de Xanana para executar o plano - esse sim - O Golpe!

Aconteceu que afinal a popularidade do sr. Mari estava já nessa altura pela hora da debandada.

Voltando. Ora, estava Xanana fora do país. Quando volta o bate-pé mantém-se. As questões da discriminação nas F-FDTL obviamente por resolver, os peticionários já não o eram, eram sim já personas non gratas pelo Estado Maior e pelo Estado Timorense. Quem esteve à frente destas questões? Aquele que diz sempre que não é nada com ele - OBVIAMENTE!

Xanana, como sempre o foi, igual a si próprio diz num discurso de data comemorativa das F-FDTL, que não é justo o que foi feito ... aos peticionários. E desculpem lá, mas é alguma mentira? É que além de não o ser, na minha perspectiva, é um erro de todo o tamanho como aliás se confirmou a seguir. E Mari sabia perfeitamente o que iria acontecer a seguir. Motivos para activar "as suas forças ocultas" com a mãozinha forte de um seu peão, Rogério Lobato e de uma "arma psicológica de nome Roque Rodrigues" e estava em marcha o ramalhete. Esqueceu-se Mari que Timor-Leste não é a Fretilin, nem Rogério Lobato, nem Roque Rodrigues, nem Mari ele mesmo... e a prova cabal disso foram as legislativas de 2007. Teve 29%... não conseguiu juntar forças para levar de maioria os objectivos de governação, os outros foram dar uma volta. E foram porque certamente não lhes agradou o destino que o partido tomou. Só se podem culpar os próprios.

Agora há um valente problema. Xanana vai vir a Portugal e ainda bem que o faz. Sabe-se que há pessoas formatadas para denegrirem Xanana, melhor prova não há que este mesmo blog. Quantos são? Meus senhores e minhas senhoras, como certamente poderão admitir, vocês são uma minoria. Têm com vocês uma série de jornalistas, de onde se destaca (um-ex) Adelino Gomes, desde a primeira hora desta manipulação na net, ao serviço de Mari; um Jorge Heitor que anda entre o parece e o deixa cá ver se consigo saber...; um Orlando Castro que sinceramente era melhor ser Veríssimo...; uma Felícia Cabrita que valha-nos cruzes canhoto... afinal como é que é? as vítimas da Casa Pia, quando é que vão ser condenadas?; um Motta; duas Mottas; uns e umas pontas-de-lança espetadas em Timor-Leste e que "conspiram", ai conspiram sim senhora... não há já dúvida alguma... até a uns belíssimos catedráticos, que anónimos, como dizia um deles "gente anónima", da luta de Timor Lorosae, que faziam uma luta nos corredores do poder e em tudo onde fosse possível... isto na altura dos 24 anos de luta... encontram-se agora cavernosamente noutra luta.

Quero ver se as carinhas larocas têm a coragem de aparecer. Claro que o farão. Não vá o comboio passar mais uma vez.

O deputado Manuel Tillman, em declarações recentes, admirava-se por não ver agora aqueles e aquelas que "anonimamente" (sic) lutavam também pela libertação de Timor-Leste, nos eventos timorenses que se vão realizando - neste caso era um evento em Coimbra. Ele admirava-se perante os presentes. Pois eu também me admiro mas a explicação pode ser muito simples. A esses lutadores já não lhes interessa ajudar. O patamar já está noutro sítio. Mas de facto a ausência de "antigos combatentes da causa timorense" (se é que se pode abandonar alguma vez a causa... impossível!) é sintomática dos jogos políticos. Em Coimbra nem UM ou UMA DAQUELAS PESSOAS QUE ANONIMAMENTE (ver PUREZA, José M. - algures perto de si na net) apareceu ao humilde evento para comemorar mais um ano da Restauração da Independência... São os tempos que correm. Certamente não receberam convite em papel couché.

Noutra visita, José Luís Guterres, também ele, reparou nesse "efeito"... onde estão aqueles que nos anos 90... pois, de facto é realmente uma boa pergunta.

Devem estar, para aí, anonimamente... como bem se percebe pelos satélites em acção... ;)

Para terminar o "lençol"...

Xanana Gusmão vai ter a recepção que merece... e ele merece e muito!

VIVA XANANA!
RESISTIR É VENCER!

E tu sempre venceste... e eles não aprendem mesmo...

nota: mais um comentário para ser apagado... como já é habitual com esta gente... bom proveito... olha o passarinho... olha o pdf...
1 de Outubro de 2008 23:51


Anónimo disse...

Emendo, pois enganei-me no mês:

FEVEREIRO por MARÇO de 2006... foi o mês em que Xanana visitou Portugal. Março marçagão, manhã de inverno... tarde de Verão...

Desculpem lá
2 de Outubro de 2008 0:04




terça-feira, 30 de setembro de 2008

Primeira Unidade de Hemodiálise em Díli

Está a ser treinado pessoal médico e de enfermagem para assegurar o funcionamento da primeira unidade de hemodiálise no Hospital Nacional Guido Valadares. A primeira em todo o Timor. As duas primeiras máquinas de hemodiálise vão ser instaladas, ainda este ano, no mês de Dezembro.

É um verdadeiro milagre para os doentes hemodializados timorenses. Porque há apenas um ano esses doentes ou morriam ou iam tratar-se a Bali, Indonésia, com o dinheiro do seu próprio bolso. Só os menos pobres é que tinham acesso ao tratamento especializado de nefrologia e às máquinas de hemodiálise no estrangeiro. À sua própria custa. Sem nenhuma intervenção e ajuda do Estado. Isto foi há um ano. Quando a Fretilin Maputo e Mari Alkatiri ainda eram todo poderosos em Timor.

Agora, enquanto se aguarda a instalação e funcionamento das duas máquinas, em Dezembro, o actual governo enviou e está a enviar os doentes que necessitam de hemodiálise a Bali, sendo a sua estadia e tratamento pagos pelo Estado timorense.

sábado, 27 de setembro de 2008

Marcha da Paz, fiasco ou sucesso?

Um dos organizadores da dita "Marcha da Paz" alkatiriana confidenciou que estão a encontrar alguma dificuldade em mobilizar gentes lorosae para esta projectada marcha. E se encontram alguma resistência das gentes que costumavam ser-lhes muito fiéis (e que costumavam obedecer a voz do dono), então, estão a encontrar sérias dificuldades em mobilizar as gentes loromonu. Por isso, pelos meus cálculos, se conseguirem convencer umas mil e quinhentas pessoas para a dita "marcha" alkatiriana, em Outubro, já se dão por satisfeitos. Mas, posso também estar enganado!

O que Alkatiri afirmou aos meios de comunicação social timorense de que irão conseguir mobilizar cinquenta mil para a sua "marcha" é fruto de delírio.

Mesmo no 'verão quente' de 2006 só conseguiram juntar umas três mil das cem mil inicialmente prometidas para marcharem sobre Díli quanto mais agora que a população está tranquila nos seus distritos, sub-distritos, sucos, aldeias e bairros.

E mesmo esses três mil, chegando a Díli, deram vivas a Xanana!

Ruak, o próximo inquirido?

Ruak nada tem a esconder pela sua acção na crise de 2006. E nada a temer da justiça. A sua audição irá ajudar a revelar a verdade sobre a responsabilidade de Mari Alkatiri e Rogério Lobato na deserção de cerca de seiscentos soldados das F-FDTL, reduzindo as forças da defesa a apenas setecentos homens (o núcleo duro, quase todos veteranos da Resistência) e no fortalecimento exagerado da PNTL em homens (cerca de três mil), em armamento pesado (que nem as F-FDTL dispunham) e em treino (de ranger de um batalhão).

Consta em alguns círculos políticos de Díli que o objectivo dessas duas personalidades (e também dos seus restantes camaradas) era decapitar, em primeiro lugar, a chefia das F-FDTL, para abrir caminho à limpeza de todos os políticos que se lhes fazem frente a começar por Xanana. E quando viram que a polícia com a qual contava se desmoronou como baralho de cartas e vendo que quem controlava o terreno eram os homens de Ruak, com receio que as armas das F-FDTL se virassem contra eles, pediram a intervenção da Austrália e de outros países da região, levando a carta já redigida e assinada (por Lu-Olo e Alkatiri) ao Presidente da República solicitando-lhe que colocasse também a sua assinatura.