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Ramos-Horta já está em casa

O Presidente timorense já está em Timor, depois de dois meses a recuperar em Darwin, dos ferimentos sofridos no atentado de 1 de Fevereiro. Foi recebido por milhares de pessoas no Aeroporto de Díli que saudaram o regresso de Ramos-Horta com aplausos e danças tradicionais.

Entre os milhares de timorenses que aguardavam Ramos-Horta estavam o presidente interino, Fernando “La Sama” Araújo, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, chefias militares, os bispos católicos e o corpo diplomático acreditado em Díli, entre os quais o chefe de missão da ONU.

As primeiras palavras do Prémio Nobel foram para os homens que lhe tentaram tirar a vida. “Deixe-se de aventuras. A vossa aventura e irresponsabilidade ao longo de meses, de não me ouvirem, já custou vidas”, afirmou o presidente timorense, dirigindo-se a Gastão Salsinha, o líder dos fugitivos ligados ao ataque de 11 de Fevereiro, na conferência de imprensa que deu no Aeroporto Internacional Nicolau Lobato, em Díli.

José Ramos-Horta deixou também um apelo a Gastão Salsinha, “Entregue-se ao pároco em Gleno ou Maubisse. Confio totalmente nesta igreja timorense. Ela saberá como contactar as autoridades para os entregar à justiça”.

“Apesar de eu ter sido atingido, eu não queria que o Salsinha ou outro timorense perdesse a vida. Já basta! Demasiados timorenses perderam as suas vidas”, acrescentou o líder timorense.

“Salsinha tem de se entregar. Ele disse que esperava pelo meu regresso para se entregar. Eu prefiro que ele procure a igreja”, insistiu o chefe de Estado timorense.

Na conferência de imprensa à chegada a Timor, Ramos-Horta desmentiu que tivesse convidado Alfredo Reinado para ir a sua casa para ser abatido numa armadilha. “Nunca convidei Alfredo Reinado para a minha casa, nunca marquei qualquer reunião com ele, nunca o convidei para vir às 07h00 da manha a minha casa”, afirmou o Presidente timorense.

Alfredo Reinado morreu no atentado, de 1 de Fevereiro, contra Ramos Horta, no entanto o presidente timorense declarou “que não queria que Alfredo Reinado morresse”.

José Ramos-Horta regressa ao país ainda com rebeldes à solta, mas afirma que não tem medo que lhe façam mal. “Nunca tive medo. Mesmo em 2006 (ano da crise institucional e de segurança em Timor-Leste) ia a todo o lado, até onde havia tiros. Às vezes diziam-me que tinha sido uma loucura”, revelou.

Depois da conferência de imprensa no aeroporto de Díli, José Ramos-Horta dirigiu-se para o Parlamento Nacional onde reassumiu a presidência do país, seguindo depois para a casa onde tudo aconteceu, em Metithaut.

Cristina Sambado, RTP2008-04-17 09:07:41

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